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Economia

Analista de sistemas decide arriscar e abre hamburgueria em São Paulo

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Hamburgueria Foxshelter foi inaugurada em agosto no Morumbi
Reprodução Instagram

Hamburgueria Foxshelter foi inaugurada em agosto no Morumbi

Atuando há 20 anos como analista de sistemas, Felipe de Castro Salgado sempre soube que um dia iria querer mudar de área, só não sabia bem para onde seguir. A indecisão, entretanto, não durou muito tempo: em agosto deste ano, ele virou a rotina de cabeça para baixo para inaugurar sua primeira hamburgueria , Foxshelter.

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“Por muito tempo, tudo que eu sabia era que não queria ficar sempre só como analista. Queria mudar de área, nem que fosse só um pouquinho”, conta Felipe. Até 2015, a ideia de ter sua própria hamburgueria nunca tinha passado pela sua cabeça.

“Eu sempre gostei de hambúrguer, para mim é uma comida clássica, praticamente sagrada. Mas até então eu só gostava de comer”, explica. Ao longo dos anos, o gosto pela refeição só aumentou, até que ele decidiu tentar fazer os próprios em casa, para a família e amigos.

“Eu pesquisava receita, perguntava para conhecidos que têm hamburguerias, lia sobre os ingredientes. Percebi que eu gostava de estudar isso”. Foi então que o hobby se tornou coisa séria.

Felipe conta que seguiu a trajetória de muito dos hamburgueiros, que começam cozinhando diferentes tipos de jeitos do sanduíche em casa, se apaixonam e decidem dar um passo à frente. Por isso, em 2016 ele começou a trabalhar – sozinho – no projeto do que seria sua futura hamburgueria.

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Sem ajuda de ninguém, Salgado começou do zero: pesquisou desde regiões na cidade que poderiam abrigar o restaurante à preços de fornecedores dos mais diferentes tipos de alimentos, além de entrar em alguns cursos. “Fiz cursos que foram desde técnicas da carne, sobre corte, preparo, até mais específicos. Fiz com o chef Donato Galvez, do Stunt Burger, outro com o chef Marcos Brito, da Hamburgueria All In Burguer. Ele é especialista em pastrame e defumação”, explica.

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Depois de montar o projeto, o analista de sistemas encontrou dois parceiros, um chefe de cozinha e um investidor, para decolar a ideia. Deu certo. 

Entre um mês e outro, vendas da hamburgueria aumentaram 25%

Com local definido – a loja fica na Avenida Professor Francisco Morato, no Morumbi – e cardápio sendo estudado e montado, Salgado construiu a identidade de sua marca ao lado de uma equipe de arquitetura e design. Foi aí que, além dos móveis e decoração que compõe o ambiente, a hamburgueria ganhou nome: Foxshelter (“toca da raposa”, em inglês), em homenagem a seu apelido de infância.

Antes da inauguração, nada de divulgação da casa. “Eu só comecei a divulgar com a casa já aberta. Descobri que planfetagem e coisas do tipo não dão muito certo. Hoje em dia tem que ser digital, e não papel”, conta. Assim, Felipe foi atrás das mídias sociais da marca. “Procuro fazer, além das postagens, muitas parcerias com blogueiros, pessoas de turismo que possam fazer propaganda”.

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Da data da abertura, em agosto, para cá, a receita tem dado certo: no cardápio, diversas opções para tornar possível montar qualquer tipo de lanche. “Tentei trazer mais ingredientes do que a gente vê normalmente nas hamburguerias. Então não tem essa de só pão comum ou com gergelim: temos australiano, de brioche, integral”. Outro exemplo são as opções de queijo, que vão do amado cheddar a Monterey Jack.

Entre outubro e novembro deste ano, Felipe já vê as vendas aumentarem: em novembro, a Foxshelter registrou 25% a mais de vendas de hamburguers do que no mês anterior. Mas as metas são altas: daqui um ano, pretendo estar com pelo menos o dobro do tamanho, vender quatro ou cinco vezes mais do que atualmente. A partir daí, se tudo certo, a ideia é abrir filiais”, explica.

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Salgado não esconde o desejo maior: quer largar a carreira de analista e cuidar apenas da hamburgueria . Até lá, segue tocando as duas profissões ao mesmo tempo com a meta de aumentar os resultados do restaurante: “Além da publicidade, não tem propaganda melhor do que o boca a boca. E está dando certo: meus clientes têm voltado. O retorno de um cliente é mehor do que um elogio”, comemora. “Tem que ficar sempre focado na qualidade e no atendimento. É o que o cliente precisa pra voltar”, completa.

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Economia

Copom mantém Selic em 6,5% ao ano na última reunião de 2018

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Em maio, o BC interrompeu a sequência de quedas da Selic e a manteve em 6,5%, surpreendendo o mercado financeiro
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Em maio, o BC interrompeu a sequência de quedas da Selic e a manteve em 6,5%, surpreendendo o mercado financeiro

Pela sexta vez seguida, o Banco Central (BC) não alterou a taxa de juros básicá da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 6,5% ao ano na última reunião do órgão do ano, que terminou no fim da tarde desta quarta-feira (12). A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

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Com a decisão, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do BC em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que chegassem a 6,5% em março de 2018.

Em comunicado, o Copom informou que aumentou a possibilidade de a  inflação ser mantida em níveis baixos e que diminuiu o risco da não aprovação de reformas estruturais. Segundo a nota, o cenário internacional continua desafiador para os países emergentes, com a possibilidade de alta dos juros em países desenvolvidos e de agravamento de tensões comerciais.

Em maio, o BC interrompeu a sequência de quedas da Selic e manteve a taxa em 6,5% ao ano, numa decisão que surpreendeu o mercado financeiro. Na ocasião, o BC alegou que a instabilidade internacional, que se manifestou na valorização do dólar nos últimos meses, influenciou a decisão.

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A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA acumula 4,05% nos 12 meses terminados em novembro, abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,5%. Apenas em novembro, o índice ficou negativo em 0,21%, a menor taxa para o mês desde 1994.

Inflação


De 2016 a 2017, a inflação começou a diminuir por causa da recessão, da queda do dólar e da supersafra de alimentos
Shutterstock

De 2016 a 2017, a inflação começou a diminuir por causa da recessão, da queda do dólar e da supersafra de alimentos

No Relatório de Inflação divulgado no fim de setembro pelo BC, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2018 em 4,4%. De acordo com o último  Boletim Focus , pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo banco, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,71%.

Do fim de 2016 ao final de 2017, a inflação começou a diminuir por causa da recessão econômica, da queda do dólar e da supersafra de alimentos. Os índices haviam voltado a cair no início deste ano, afetados pela demora na recuperação da economia, mas subiram depois da greve dos caminhoneiros, que provocou desabastecimento de alguns produtos no mercado, e por causa da alta do dólar nos últimos meses.

Selic baixa, crédito alto


A redução da Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo
Pixabay/Reprodução

A redução da Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo

A redução da Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo. No último Relatório de Inflação, o BC projetava crescimento da economia de 1,4% para 2018, estimativa revista para baixo ao longo do ano. Os analistas econômicos ouvidos pelo Focus, por sua vez, preveem crescimento de 1,3% do PIB (Produto Interno Bruto).

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A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reduzi-la, o Copom enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic , a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

*Com informações da Agência Brasil

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Economia

8 dicas para descubrir se você tem perfil para empreender no setor de educação

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Estima-se que o mercado de educação, levando em conta os setores público e privado, em todos os níveis, movimenta mais de R$ 134 bilhões ao ano. Só o ensino de idiomas fatura mais de R$ 35 bilhões. De acordo com pesquisas de empresas do setor, só 3% da população brasileira é fluente em outra língua que não o português, o que mostra que há uma grande lacuna a ser preenchida para empreender em educação e aproveitada por escolas e instituições que atuam nesse segmento.


Descubra se você tem perfil para empreender no setor de educação
Divulgação

Descubra se você tem perfil para empreender no setor de educação

No mercado de trabalho, é cada vez mais comum a escolha por profissionais bilíngues. Não à toa, 77% das pessoas que buscam cursos para aprender outras línguas o fazem com objetivo de atingir crescimento profissional. No setor de franchising, as franquias de educação movimentaram mais de R$ 2,6 bilhões no primeiro trimestre deste ano, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). O resultado representa um incremento de 0,3% sobre o registrado no mesmo período do ano passado. Em número de unidades, as franquias do segmento expandiram sua atuação em 1,5% na mesma base de comparação,um dado relevante para pensar em empreender em educação .

Diante desses dados atraentes para quem deseja investir no próprio negócio, você pode estar se perguntando se tem ou não o perfil para empreender no ramo. Vale ressaltar que o interessado em ser franqueado de uma escola de idioma não precisa ser da área pedagógica, mas precisa obviamente gostar de gente e em especial de vendas, afinal a escola precisará prospectar alunos, gerir professores e as áreas relacionadas ao negócio, administrativo, por exemplo. Um exemplo de um perfil, a principio sem relação alguma como setor, é o caso de um dos sócios da rede Rockfeller. Fundada em 2004 em Santa Catarina, a Rockfeller surgiu com a concepção de sempre buscar a excelência no ensino de idiomas. Seu crescimento rápido permitiu que, em 2006, a escola abrisse sua primeira franquia, e, em 2008, fosse oficialmente implementado seu modelo de negócios como franqueadora, levando unidades Rockfeller para todo o Brasil. Hoje são 40 escolas em todas as regiões do país, com alunos e franqueados satisfeitos e uma marca premiada por sua excelência no segmento. A meta é chegar a 50 unidades em 2019 e cem em três anos.

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O sócio fraqueador da Rockfeller, Andre Belz, apesar de ter aptdão com idiomas, estava se formando em dentisa e foi na volta do intercambio, antes de ingressar na faculdade de odontologia, o jovem estudante aceitou o desafio de dar aulas particulares de inglês enquanto esperava para ingressava no curso. Nesse período muita coisa aconteceu até que André se envolveu definitivamente com a area de educação e tempo depois se junto a Renata que era engekheira e o pai dela Romeu Morais para vitazar e remodelar a escola que ela já tinha. Hoje os três sócios franqueadores orgulham-se da escolha. “Ia ser dentista, como pai, e claro que a decisão não foi fácil, foi muito investimento na carreira, mas me envolvir a tal ponto com o lado pedagcigo que na hora da decisão daquilo que ira fazer pelo resto da vida bateu mais forte e assim me tornei franqueador”, conta Belz.

Muitos outros casos na rede seguem esse mesmo caminho. A rede tem vários casos parecidos de pessoas que conheceram a Rockfeller, seja na condição de aluno, empregado e fornecedor e que acabaram se tornando franqueado. “pelo menos 90% da rede são pessoas que de algum modo já conhecia a marca, isso é um fator muito importante se você pensar que elas de fato conhecem profundamente a rede antes de investir”, sintetiza André Belz.

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O franqueador enumera alguns diferenciais da rede e o perfil de quem deseja investir em uma rede de ensino de idioma. Confira:
1 – sendo ou não da área de educação é importante saber que suporte a rede oferece, qual apoio a franquia presta. Isso desde a parte interna da unidade, gestão, administrativo, consultoria de vendas, captação de matriculas, e público final. Aqui na Rockfeller estamos sempre preocupados em oferecer material de ponta, afinal a velocidade com que as coisas mudam é impressionante. Somos a primeira rede a adotar as lousas interativas obrigatórias para toda a rede. Acabamos de reformular toda nossa plataforma digital e nosso material didático, que já era moderno, agora está muito mais inovador e efetivo.

2 – os nossos alunos vêm conquistando bons resultados no exame de proficiência em inglês TOEIC®, um dos mais requisitados na área profissional. A média de pontos dos alunos adultos da rede é de 800, de um total de 990. Crianças e adolescentes também obtêm desempenho semelhante no TOEFL JR®, sendo que 90% dos estudantes atingem 840 pontos de um total de 900.

3 – adotamos o método da sala de aula invertida, uma prática que vem sendo usada lá fora e aqui começa a ser explorada pelas escolas mas ainda não vi nas escolas do ensino de idioma. O aluno é protagonista do seu aprendizado desde o início da aula. As aulas são menos expositivas e mais participativas, ou seja, fogem daquele modelo de o professor falar, o aluno ouvir e fazer as suas atividades de forma passiva dentro e fora da sala de aula. Nessa metodologia, o estudante ‘tem a aula fora da sala’ e chega com todo o conteúdo pronto para colocar em prática com o professor. Ele passa a ser o protagonista do curso.

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4 – a rede também foi pioneira na oferta de aulas de 80 minutos, 20 minutos a mais do que a maioria dos cursos, o que no final do curso garante 60 horas a mais de aprendizado e prática, o equivalente a um ano a mais de conteúdo, na comparação com escolas de idiomas que oferecem cursos de dois anos e meio.

5 – em 2019 a rede lança o modelo Duo, o aluno poderá estudar onde quiser e, a cada 15 dias e quatro aulas completadas na plataforma on-line Rockfeller Play, ele deverá agendar uma aula presencial de conversação na escola pelo aplicativo My Rockfeller.

6 – outra modalidade é a On Demand, que é presencial, mas não há turmas. O estudante faz o curso sozinho por meio da plataforma Rockfeller Play nos RockSpots – espaços modernos com vários computadores onde ele também poderá agendar suas aulas pelo aplicativo My Rockfeller, nos dias e horários que desejar. Durante toda a aula ele contará com o auxílio de um tutor

7 – não se exige ser da area pedagogica, mas o franqueado deve ter aptidão comercial, já que vendas, captação de matriculas é essencial

8 – gostar de gente, de lhe dar com público, é sem dúvida outra questão a ser considerada, isso de forma direta e indireta. Tem que se levar em conta o público aluno e a gestão de funcionários. Seleção e treinamento de professores é importantissimo, claro que a rede odefere todo treinamneto, mas é preciso ficar atento ao capital humano o tempo todo
-ter capacidade de inovar e compartilhar boas práticas. Bom relacionamento interpessoal

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Economia

Projeto de reforma tributária que unifica dez impostos avança na Câmara

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O projeto de reforma tributária de Luiz Carlos Hauly (PSDB) também acaba com o ICMS estadual e o ISS municipal
Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O projeto de reforma tributária de Luiz Carlos Hauly (PSDB) também acaba com o ICMS estadual e o ISS municipal

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (11), um projeto de reforma tributária que substitui dez dos atuais impostos de consumo por dois. O texto, de autoria do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), agora segue para votação no plenário da Casa.

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Segundo a reforma tributária proposta por Hauly, devem ser extintos o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), o PIS, o Pasep, a Cofins, o Salário Educação e a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico).

O projeto também acaba com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) estadual e o ISS (Imposto Sobre Serviços) municipal.

Em substituição, seriam criados o IBS (Imposto sobre Operações com Bens e Serviços), uma espécie de tributação sobre valor agregado, e o IS (Imposto Seletivo), que incidiria sobre operações com bens e serviços específicos. O primeiro seria de competência estadual; o segundo, federal.

As contribuições sobre a folha de pagamento para a Previdência Social (INSS), o Imposto de Renda, o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e outros tributos de importação e exportação seguem em vigor. O IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) continua sob a tutela dos estados, mas suas receitas serão totalmente direcionadas aos municípios.

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A ideia do IBS é semelhante à do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que já é utilizado em diversos países da Europa e da América do Sul e esteve em alta durante a campanha eleitoral. A diferença é que, segundo propunham cinco presidenciáveis na época, o  IVA substituiria apenas o PIS, a Cofins, o IPI, o ICMS e o ISS.

Pormenores


Novas movimentações na proposta de reforma tributária ficarão para o ano que vem, a depender do governo eleito
Rafael Carvalho/Governo de Transição

Novas movimentações na proposta de reforma tributária ficarão para o ano que vem, a depender do governo eleito

Além dos impostos a serem substituídos, o projeto de Hauly também define detalhes sobre a arrecadação e distribuição dos tributos e o tempo de implementação do novo regime. Quanto à divisão das receitas com os estados, o deputado afirmou que o objetivo é garantir que o modelo seja o mais semelhante possível com adotado atualmente.

O prazo de transição do regime tributário atual para o novo é de 15 anos, divididos em três etapas. De acordo com o tucano, a ideia é que o processo seja realmente gradual, não causando mudanças abruptas no modelo por ora utilizado.

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Antes de ir para a análise do Senado, o projeto ainda será votado no plenário da Câmara. Quaisquer novas movimentações na proposta ficarão para o ano que vem, a depender do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Segundo Hauly, que conversou com Bolsonaro antes da votação, o novo governo ainda não entrou em consenso sobre o modelo de reforma tributária que pretende implantar.

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