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Economia

Após pressão, Ministério da Economia deve liberar até R$ 15 bilhões do Orçamento

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Geraldo Magela/Agência Senado – 8.2.19
Ministério da Economia deve liberar até R$ 15 bilhões do Orçamento deste ano

O Ministério da Economia decidiu liberar parte dos recursos que estão bloqueados no Orçamento deste ano, após pressão de diferentes áreas por conta das dificuldades para fechar as contas. O valor que será disponibilizado para os ministérios ainda está sendo fechado pelos técnicos da equipe econômica, mas deve ficar entre R$ 11 bilhões e R$ 15 bilhões, segundo fontes.

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Há pressões do Palácio do Planalto para que a liberação chegue a R$ 20 bilhões. A ala política do governo está preocupada com o desgaste provocado pelo Orçamento enxuto neste ano e no próximo. Esse valor, porém, ainda não está garantido, e pode só ser atingido em novembro. O número final só será fechado na próxima semana.

Atualmente, o Orçamento está contingenciado em R$ 33,4 bilhões. A falta de dinheiro tem prejudicado o funcionamento de serviços federais e fez o governo cortar, dentre outras coisas, bolsas de estudos. A Receita Federal só tem recursos para os sistemas de arrecadação e de Imposto de Renda até o dia 24 deste mês, e chegou a cortar até mesmo o ‘cafezinho’.

O anúncio oficial da liberação será feito no próximo dia 20, quando o Ministério da Economia divulgará o quarto relatório bimestral que avalia o comportamento das receitas e dos gastos federais. As áreas que receberão os recursos só serão definidas no dia 30.

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O governo avalia que será possível descontingenciar o Orçamento porque foi possível conseguir dinheiro extra: a arrecadação federal dos últimos dois meses veio cerca de R$ 8 bilhões acima do esperado. Uma das explicações foram operações de ativos nos últimos meses, que impactaram as projeções de receitas, segundo fontes. Nessas operações, houve ganho de capital, sobre o qual há o pagamento de Imposto de Renda.

Além disso, o Ministério da Economia pediu aos bancos públicos para antecipar o pagamento de dividendos do primeiro semestre, que são parte do lucro das empresas distribuída aos acionistas.

O conselho do BNDES já aprovou a antecipação de R$ 1,8 bilhão em dividendos à União, mesmo passo que deve ser seguido pela Caixa Econômica Federal. O Banco do Brasil já tem uma política de pagar os dividendos antes do fim do semestre.

O problema do Orçamento de 2019 não está relacionado com o teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas da União, mas com a frustração de receitas, muito ligada ao desempenho da economia. O teto passará a ser dor de cabeça para o governo só no próximo ano, e inclusive é colocado em xeque.

Neste ano, o governo bloqueou recursos no Orçamento para cumprir a meta de resultado das contas públicas, que projetam um rombo de R$ 139 bilhões. Todo o Orçamento de 2019 foi elaborado no ano passado, considerando um crescimento de 2,5% para o PIB. Agora, a previsão é de um crescimento de 0,85%.

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Como o PIB é o principal parâmetro para o cálculo da receita federal estimada no ano, a arrecadação acaba sendo menor que o previsto e é preciso contingenciar para garantir o cumprimento da meta fiscal.

Fonte: IG Economia
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Economia

Latam muda regra de despacho de bagagem e passagem pode ficar mais cara; entenda

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Tânia Rêgo/Agência Brasil
Para despachar bagagem em voos internacionais com desconto, o ideal é se programar com, pelo menos, 35 dias de antecedência, diz Latam

Após decisão do Congresso pela manutenção da tarifa para despachar bagagem , empresas aéreas brasileiras continuam cobrando um valor extra para quem optar por levar mais do que a mala de mão para a viagem – permitida gratuitamente, desde que não ultrapasse 10 quilos.

No entanto, há uma semana, a Latam aderiu a uma nova política de cobrança aos passageiros dos voos internacionais . Além de ter que pagar a mais para despachar as malas, quem decidir fazer isso depois de ter pago pela passagem, vai depender do destino, data da viagem, tarifa, antecedência da compra e rota para saber quanto será cobrado.

“A implementação deste tipo de precificação, já utilizada nos valores dos bilhetes aéreos, permitirá oferecer tarifas atrativas para o consumidor de acordo com a época do ano, o tempo de viagem , a data de partida e conexões”, informou a Latam.

A companhia ainda deixa como exemplo que, “considerando estes fatores, o valor pago pelo despacho de bagagem para um voo entre os países da América do Sul pode custar a partir de US$ 6, preço menor que os US$ 20 cobrados pela regra antiga de precificação”.

Por outro lado, quem não se planejar e deixar para última hora ou estiver viajando em alta temporada vai pagar mais caro. Antes, os descontos eram praticados até 6 horas antes do voo. Hoje, dependendo do destino, é preciso comprar com até 48 horas de antecedência. A Latam ressalta que os preços mais em conta são encontrados com pelo menos 35 dias antes do voo.

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Taxas variáveis deixam consumidor sem saber quanto vai pagar

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Marcelo Camargo / Agência Brasil
Quem já comprar o bilhete do voo com o despacho incluso, não terá nenhuma alteração, afirma a companhia

Apesar de disponibilizar uma tabela com as faixas de preços dinâmicos em seu site , a empresa não deixa claro sobre quanto o cliente irá pagar para incluir a bagagem, já que alguns fatores como “alta temporada” não estão descritos.

Sendo assim, voos pela América do Sul, por exemplo, podem pedir de US$ 6 a US$ 70 pelo despacho, dependendo dos fatores citados.

Ao menos o teto pago pelo cliente para despachar bagagem não foi alterado no novo modelo, diz a Latam: “O passageiro vai pagar no máximo pelo valor cobrado no sistema antigo”.

A companhia também reforça que nada muda para os passageiros que já compraram os seus bilhetes nos perfis de tarifas que já contemplam o despacho de bagagem.

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Viagens para voos nacionais continuam com preço fixo para adicionar a despacho de bagagem. Até 6 horas antes voo serão cobrados R$ 59 pela primeira peça, R$ 99 pela segunda e R$ 220 pela terceira. Depois, o passageiro que quiser despachar terá que desembolsar R$ 120 pela primeira mala , R$ 140 se houver uma segunda e R$ 220 para a terceira.

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Fonte: IG Economia
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Economia

FMI prevê inflação de 200.000% na Venezuela em 2019; PIB deve cair 35%

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Reprodução/Twitter/NicolasMaduro
FMI prevê inflação de 200.000% na Venezuela de Nicolás Maduro em 2019

A crise na Venezula é tamanha que, mesmo com o corte na projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a inflação do País em 2019, o índice deve fechar o ano em 200.000%. Na previsão anterior, de julho, a inflação estava estimada em 1.000.000%. A queda do Produto Interno Bruto (PIB), estimada em 35% em julho, foi mantida na projeção divulgada nesta terça-feira (15).

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Para 2020, porém, a inflação deve voltar a subir. Segundo o FMI, deve alcançar 500.000% no ano que vem, ao passo que a economia venezuelana deve melhorar, embora ainda vá encolher. O Fundo prevê queda de 10% do PIB do país em 2020. Em 2018, a atividade econômica despencou 18%.

O FMI ressalta que é difícil fazer projeções sobre a Venezuela por conta da “falta de diálogo com as autoridades”, destacando o governo pouco transparente de Nicolás Maduro .

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Mergulhada em uma crise política e humanitária, com escassez de alimentos e serviços básicos levando ao êxodo da população, a Venezuela sofre um colapso de sua economia, agravado pelas sanções dos Estados Unidos e pelos apagões que paralisam o país neste ano.

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Fonte: IG Economia
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Economia

Dólar opera em alta, na casa de R$ 4,15; Bolsa ultrapassa os 105 mil pontos

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Dólar opera em alta nesta terça, próximo de R$ 4,15, e Bolsa ultrapassa 105 mil pontos

O dólar comercial mantém a tendência de valorização observada na véspera. A moeda americana avança 0,56%, valendo R$ 4,149. Os investidores seguem avaliando de perto os desdobramentos da guerra comercial entre China e Estados Unidos, além da tramitação da reforma da Previdência no Senado. O Ibovespa, principal índice da B3, avança 0,71%, aos 105.037 pontos.

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No fim da semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, comemorou que Pequim e Washington tinham tido uma rodada de negociação positiva, o que deu indícios de que os países estariam perto de um acordo. A China, por sua vez, contrariou o otimismo norte-americano e disse que não há avanço tão significativo nas negociações.

Internamente, as atenções seguem focadas na tramitação da Previdência e sua consequente aprovação ainda este ano. Nesta terça, o presidente do PSL, Luciano Bivar, foi  alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga o lançamento de candidaturas laranjas pelo partido em Pernambuco. O receio dos investidores é que o calendário da reforma possa ser atrasado.

“O real é uma das moedas com a pior performance entre as moedas emergentes. A agenda externa, em relação à guerra comercial , junto com a cautela de que a ação da PF possa respingar, de alguma forma, na aprovação da reforma, explicam o comportamento do câmbio nesta terça-feira”, avalia Pablo Spyer, diretor da corretora Mirae Asset.

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Também nesta terça, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a expectativa de crescimento do Brasil para 2020. O Fundo cortou para 2% a previsão de crescimento da economia brasileira, ante 2,4% estimados em julho, e avaliou que os desequilíbrios fiscais do país são um dos fatores que vão contribuir para manter a atividade econômica na América Latina com expansão anual abaixo de 3% no médio prazo.

A avaliação de um desempenho menos robusto da economia brasileira contribuem para a redução do carry trade (operações nas quais o estrangeiro toma dinheiro barato no exterior e aplica nos títulos brasileiros, ganhando muito a risco baixo).

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“O cenário econômico, junto com a projeção de que a taxa de juros pode ser reduzida em até um ponto percentual este ano, fazem com que as operações de carry trade se tornem menos atraentes. Isso explica, de forma estrutural, por que o dólar segue pressionado. Investidores estrangeiros têm colocado menos dólar no mercado brasileiro”, destaca Maurício Pedrosa, estrategista chefe da gestora Áfira.

Fonte: IG Economia
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