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Culinária

Aprenda como fazer farofa

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Farofa é comida de brasileiro. Nunca ouvi falar de nenhum outro canto do planeta onde se coma algo semelhante à nossa farofa, com os ingredientes que usamos.

Farinhas são utilizadas em todas as culinárias, seja para a preparação de pães, bolos, tortilhas ou para empanar alimentos e engrossar caldos. São muitos os usos dos variados tipos de farinhas mas, até onde me consta, só mesmo os brasileiros fazem o que chamamos de “farofa” (com direito a trocadilhos – se bem que por todo o mundo a gente vê pessoas fazendo picnic, que é um dos programas preferidos de um bom “farofeiro“).

Aliás, a má fama do farofeiro vem do preconceito com o pobre. Sim, porque a farofa é um acompanhamento barato e perfeito para absorver caldos, sendo uma boa opção para compor uma marmita que tenha uma carne ensopada, por exemplo. Imaginamos que ricos não carregam matula – o que é um engano, especialmente em tempos de obsessão por dieta.

Vamos seguir a linha do preconceito para entender a origem do termo “farofeiro”: o sujeito pretende levar um almoço para comer durante um passeio e economizar uma graninha. Ele pega a galinha cozida que sobrou do dia anterior, coloca em uma marmita, rega com o caldo e enche de farofa, que vai ficar ainda mais deliciosa depois que drenar o caldinho da galinha. Dupla perfeita. Aí, quando a fome bate, ele abre a quentinha e manda pra dentro seu almoço, sem ter como disfarçar o cheiro da comida e aquela sujeirinha de farofa que cai no peito. Dependendo da região do país onde ele vive, esse moço vai adorar comer com a mão, se a massaroca tiver uma boa liga. Está aí a figura do farofeiro.

Eu já vou dizer que sou mais o cara aí de cima do que pagar R$6,00 em uma esfirra ruim nas praias do Rio de Janeiro. Além de ser mais inteligente não gastar dinheiro à toa, levar a comida de casa é um hábito mais saudável. Mas isso é papo para outro post.

O que ninguém tem certeza é de como a farofa surgiu, mas sabemos que a farinha de mandioca já era um alimento básico para a população indígena do país antes da nossa colonização. Pode ser que os portugueses tenham incrementado com outros ingredientes comuns na culinária deles e que a farinha tenha, então, ficado “mais rica”.

Caso ainda não tenha percebido, existe uma diferença essencial entre “farinha” e “farofa”. Vamos esclarecer isso já.

Farinha é o pó obtido a partir da moagem de um cereal ou de outro vegetal rico em amido, como a mandioca (macaxeira ou aipim). Ela é usada como ingrediente para muitos pratos.

Farofa é um prato de acompanhamento, típico da culinária brasileira, feito com farinha, gordura e outros ingredientes que costumam dar seu nome: “farofa de miúdos“, “farofa de ovos“, “farofa de banana“, “farofa natalina” etc.

Uma certa confusão acontece na cabeça das pessoas por causa da “farinha de mesa“, que é a farinha de mandioca purinha, servida direto sobre a comida no prato. Muitas famílias têm um farinheirobonitinho na mesa (ai, que saudades do meu avô!) e não vivem sem uma boa farinha torrada, especialmente no norte e no nordeste do país.

Atenção: nem tudo que reluz é ouro e nem tudo que é farinha vai direto pro prato. A farinha de trigo, por exemplo, é utilizada para fazer um monte de coisas gostosas, mas você nunca vai usá-la para cobrir o feijão ou para fazer uma farofa.

“Então, Vanessa, como eu vou saber qual farinha usar?”

A farinha de mesa é fácil porque é sempre a mesma: de mandioca.

Já a farofa…

Como fazer farofa

Para fazer farofa, usamos principalmente a farinha de mandioca e de milho. Se você não tiver uma receita para seguir e quiser se aventurar, vá na farinha de mandioca primeiro, seja ela brancaamarelatostada ou crua. É o melhor a fazer se você está começando a cozinhar, até que se acostume com o preparo. Depois, experimente também a farinha de milho – só tome cuidado para não comprar fubá, a menos que seja para fazer angu.

De vez em quando é permitido também usar farofa pronta como substituta da farinha. Ela tem um sabor marcante e vai deixar sua farofa bem interessante – mas não faça disso um hábito, porque ela tem uma série de componentes que você não deve ficar comendo à toa.

Escolha os ingredientes que darão sabor à sua farofa: ovo, banana, bacon, alho, cebola, azeitona, cheiro-verde, miúdos, uvas-passas, castanhas. Use a criatividade.

Defina uma gordura para refogar esses ingredientes e saiba que ela também será a principal encarregada em umedecer e dar sabor à farinha. Na maioria das vezes, as pessoas usam manteiga. Eu gosto muito de misturar manteiga com azeite ou até combinar mais de um tipo deles: na minha farofa de banana, uso azeite de coco e de dendê, por exemplo.

Será preciso uma quantidade generosa, então não tenha medo de caprichar. Há quem diga que a proporção é de 1 para 3, ou seja: uma quantidade de gordura para três de farinha. Eu faço assim: cubro o fundo da panela (que sempre é proporcional à quantidade de farinha que vou usar) com manteiga ou azeite e voilà!

Então, refogue os ingredientes na gordura que escolheu e adicione a farinha. Misture com cuidado até que “todo mundo” esteja bem combinado. Se achar que a farofa está muito úmida, coloque mais farinha. Se estiver parecendo muito seca, coloque mais gordura. Simples assim!

Deixe para acrescentar no final aqueles ingredientes que forem menos resistentes ao calor e que você quer que permaneçam frescos (como cheiro verde, por exemplo).

Por fim, experimente um pouco da farofa e ajuste o tempero com sal e pimenta-do-reino preta. É claro, você pode usar outros temperos se quiser.

Procure anotar a quantidade de cada coisa que for usando, para que possa repetir a receita, se ela der certo. É comum a gente acertar a mão por acidente e depois não conseguir mais reproduzir o feito.

Dicas adicionais para sua farofa dar certo:

– Farinhas torradas fazem farofas mais crocantes e douradas. Você pode comprar a farinha já tostada ou fazer isso em casa: é só levar a farinha crua para torrar em uma frigideira antiaderente por uns 10 minutos, em fogo baixo. É você quem diz se vai torrar por menos ou mais tempo, só não se esqueça de mexer sempre.

– Farinhas cruas fazem farofas mais macias e claras. Apesar do nome, posso te adiantar que nenhuma farinha é crua de verdade. Todas passam pela torrefação no processo de produção, quando se retira a umidade da farinha.

– Apesar de existir uma variedade de mandioca com esta cor, a farinha de mandioca amarela que você encontra para comprar é misturada com corantes naturais (ou artificiais, dependendo da reputação dela). Se você for do norte ou do nordeste, talvez encontre uma farinha de mandioca amarela de verdade.

– Farinhas artesanais são sempre melhores do que as industrializadas. Não perca tempo nem dinheiro comparando, vá por mim.

É importante dizer aqui que as pessoas usam o nome “farofa” para designar outros preparos secos, por vezes até doces. O mesmo acontece com a palavra “farinha”, que virou nome de tudo o que é reduzido a pó, mesmo não tendo o amido como traço principal da matéria-prima (como a farinha que falávamos lá em cima). É o caso da farinha de berinjela, de banana verde, de maracujá, de coco e muitas outras.

É claro que você pode usar outras farinhas na sua farofa, sinta-se à vontade para criar suas receitas. Aproveite as sobras que estiverem na geladeira, este é um bom conselho! Se o resultado ficar ruim, tente de outro jeito, sem traumas. Se não der certo mais uma vez, não tem problema. Até os maiores chefs de cozinha quebram a cara. Vá em frente!

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Peixe Frito Sequinho

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Ingredientes:

1,5 kg de peixe (Traíra, Merluza, Pescada, Badejo, Cação, Tilápia) 2 dentes de alho amassados suco de 1 limãopimenta do reino a gosto sal a gosto 1 xícara (chá) de farinha de trigo 1 xícara (chá) de fubá 1 colher (sopa) de amido de milho (Maizena)

Modo de Preparo:

  1. Limpe o peixe e corte-o em postas, em filé ou use ele inteiro.
  2. Em seguida tempere o peixe o suco do limão, alho, sal e pimenta do reino a gosto.
  3. Cubra e deixe descansar por 30 minutos no tempero.
  4. Numa tigela, junte a farinha de trigo, o fubá e o amido de milho (Maizena).
  5. Empane o peixe nessa mistura e depois leve para fritar em óleo quente.
  6. Acomode o peixe em papel toalha para tirar o excesso de óleo.
  7. Sirva em seguida.

 

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Culinária

Costelinha de Porco ao Molho Barbecue

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INGREDIENTES

Molho:
meia cebola ralada
meia xícara (chá) de vinagre
meia colher (chá) de pimenta calabresa
2 xícaras (chá) de ketchup
3 colheres (chá) de açúcar mascavo
2 tabletes de MAGGI Caldo Costela
Costelinhas:
2 quilos de costelinha de porco aferventadas

MODO DE PREPARO

Molho:
Em um recipiente, misture a cebola, o vinagre, a pimenta calabresa, o ketchup, o açúcar e o MAGGI Caldo dissolvido em 4 colheres (sopa) de água fervente e reserve.
Costelinhas:
Besunte as costelinhas com o molho reservado, coloque-as em uma assadeira grande (40 x 29 cm) e cubra com o restante do molho. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno médio (180°C), preaquecido, por cerca de 1 hora, virando na metade do tempo. Retire o papel-alumínio e deixe por mais 30 minutos ou até dourar. Sirva.

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Culinária

PERNIL DE PORCO ASSADO

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INGREDIENTES

  • 1 pernil de porco (4 kg)
  • 2 cubos de caldo de carne
  • 1 cabeça de alho
  • 1 cebola picadinha
  • Suco de 3 limões
  • Cheiro verde
  • Pimenta do reino e sal a gosto

 

MODO DE PREPARO

  1. Um dia antes de assar, com uma faca pontuda faça pequenos furos no pernil.
  2. Dissolva em 2 copos de água morna os 2 cubos de caldo de carne.
  3. Reserve.
  4. Descasque os alhos e bata no batedor de alho com sal, acrescente (dentro do batedor de alho mesmo), o suco dos 3 limões, pimenta-do-reino e junte com o caldo de carne, mexa bem.
  5. Em uma vasilha coloque o pernil e junte todo o tempero preparado, acrescente a cebola picada e o cheiro verde picado.
  6. Com o dedo coloque o alho e a cebola com o caldo dentro dos furos.
  7. Reserve.
  8. Quando for assar, embrulhe o pernil no papel alumínio.
  9. Asse por 2 horas no forno em temperatura alta, depois tire o papel alumínio e deixe dourar.
  10. Pode assar na brasa, fica uma delícia.

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