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As graves consequências dos diversos tipos de suicídio

Publicado

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor

Ninguém está livre das influenciações espirituais inferiores, as quais, mesmo quando não se revelam num gesto tão extremado como matar-se, encerram consequências que podem configurar verdadeiro suicídio em vida.

Quantas empresas, por exemplo, são levadas à “morte”, ou seja, à falência? Quantos casais estão em conflito, arrastando em seu bojo a felicidade dos filhos? Quantos se entregam à “morte” pelos vícios da bebida, do cigarro, das drogas, que enfermam e destroem nosso veículo físico e distorcem a Alma? E as chagas do ódio, da violência doméstica, do feminicídio, da pedofilia, da efebofilia, dos estupros…? Quantos são drasticamente atingidos, arrancados do mundo por essas barbáries? E as guerras, o desmantelamento econômico de países, os conflitos étnicos de toda sorte?… E a hipnose coletiva que, pelo planeta, enceguece governantes e governados? Todos são Espíritos na carne; portanto, completamente suscetíveis de sofrer o magnetismo inferior desses “invasores de Almas”, que aqui denominamos “lobos invisíveis” ou espíritos obsessores. Contudo, em medida ainda mais vigorosa, qualquer pessoa é capaz de se tornar instrumento benfazejo sob os cuidados das Falanges Divinas, das Almas Benditas. Todos somos médiuns, conforme nos revela Allan Kardec (1804-1869). E poder nenhum é maior que o de Deus.
Reitero a importância da leitura de “Quanto à Abrangência do Templo da Boa Vontade” e “O equilíbrio como objetivo“, páginas nas quais esclareço que o mundo material não mais poderá evoluir sem o auxílio flagrante do Mundo Invisível Superior. (…)
 
Como impedir a ação dos espíritos malignos
Meus Irmãos e minhas Irmãs, que drama enfrentam, muitas vezes, nossos Anjos Guardiães a fim de nos livrar de funestas ambiências, que acabamos atraindo para dentro de nossos lares, de nossas empresas, de nossas igrejas, de nossas comunidades, de nossos países! No entanto, alguém pode dizer: “Mas, Irmão Paiva, eu tento, eu luto; contudo, não consigo afastar esses obsessores espirituais de meu caminho. No ambiente da minha empresa, pelas ruas, em minha casa, nas dos meus entes queridos, eles sempre estão lá, ou acolá, me atormentando, fazendo com que minha competência no trabalho seja abalada; minha felicidade, minha saúde, minha paz sejam postas abaixo. Já não tenho forças…”
Tem forças, sim!!! Quem lhe disse que não? Afaste de si as sugestões de fraqueza, justamente, do aqui ultradenunciado “lobo malfeitor espiritual”. E ore por ele, de maneira que a prece fervorosa toque os recônditos de sua alma, tornando-o, pela transformação do caráter, um bom sujeito. Rogue pelo apoio de seu Anjo da Guarda, ou Espírito Guia, ou Nume Tutelar — seja qual for a maneira que você denomine esses Benfeitores (ainda) Invisíveis.
Como bradava Alziro Zarur (1914-1979): “O Bem nunca será vencido pelo mal”.

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Brasil x Queimadas

Publicado

Miguel Vaz

O Brasil está em chamas. A Amazônia clama por socorro. Governos federal e estaduais fazem buscando uma solução para um mal que todos os anos nos rodeia nesta época e que em 2019 ganhou as mídias internacionais. Há localidades em que não cai uma gota de chuva desde abril e muitos crucificam os governos e culpam os produtores rurais pelas queimadas e desmatamento. Apunhaladas de todos os cantos do Brasil e do exterior surgem, em especial da França que considera as queimadas na Amazônia uma crise internacional, reforçando que por trás de tudo isso há interesse estrangeiro.

A triste situação traz para o agronegócio inúmeros prejuízos. Restrições comerciais já são sofridas pelo Brasil, a exemplo de 18 marcas de roupas e calçados internacionais que suspenderam a importação do nosso couro.

Os europeus usam a questão do meio ambiente no Brasil, e isso não é de hoje, por duas razões: confrontar os princípios capitalistas e estabelecer barreiras ao crescimento e ao comércio com o Brasil de bens e serviços.

O Brasil é o 2º maior produtor de grãos e carne vermelha do mundo. Exporta produtos primários para mais de 150 países. A FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação – tem o país como um “Salvador da Pátria Mundial”, uma vez que para 2050 projeta-se que o Planeta Terra tenha 9 bilhões de habitantes e para atender essa demanda a produção de alimentos deverá subir 70% no Mundo, sendo que a produção de cereais terá de atingir 3 bilhões de toneladas por ano em comparação as cerca de 2 bilhões de toneladas produzidas mundialmente hoje.

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O produtor rural tem feito a sua parte para isso. O uso de tecnologias e práticas de produção sustentáveis são vistas cada vez com mais frequência no Brasil. O Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é cada vez mais utilizado, mostrando ser possível produzir mais em menos área, ou seja, não é necessário abrir novas áreas para ampliar a produção. Tais práticas vistas hoje, inclusive, promovem a preservação das nascentes e dos solos.

E, o que falar então do RenovaBio? A nossa Política Nacional de Biocombustíveis, instituído pela Lei nº 13.576/2017? Vale ressaltar que o RenovaBio possui como principal instrumento o estabelecimento de metas nacionais anuais de descarbonização para o setor de combustíveis, de modo a incentivar o aumento da produção e participação de biocombustíveis na matriz energética de transportes do país.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que no dia 24 de setembro irá participar da reunião da 74ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para falar sobre a Amazônia. Segundo o presidente, será uma chance de falar ao mundo sobre a região. Uma área, que de acordo com ele, foi “ignorada por tantos governos que me antecederam”.

O Governo Federal tem buscado com a Operação Verde Brasil fazer o seu papel, o de combater a incêndios e crimes ambientais na região por meio de uma Garantia da Lei e da Ordem Ambiental. A GLOA, como é chamada, entrou em vigor dia 24 de agosto e segue até o dia 24 de setembro. Os nove governadores da Amazônia Legal aderiram a GLOA e apoiam as ações. Juntos os nove estados compõem um território superior a 5 milhões de quilômetros quadrados.

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Muito se está sendo feito para este mal. Mas, pouco são os que enxergam. Na verdade, são poucos os que querem enxergar. O que vemos de fato são pessoas e países querendo ir contra o agronegócio, querendo atrapalhar um trabalho de sustentabilidade. O Brasil preserva mais de 63% do seu território. E a França, que tanto nos crucifica? E a Europa como um todo tem quanto de seu território de florestas?

O RenovaBio está em sintonia com o Acordo de Paris, assinado em 12 de dezembro de 2015, durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças do Clima (COP21). O Brasil se comprometeu com a redução de suas emissões de gases de efeito estufa em até 37%, comparadas aos níveis de 2005. A previsão é de que esta meta seja atingida em 2025, elevando-se para 43% em 2030.

O combate às queimadas criminosas devem continuar acontecendo e o Estado ser vigilante integralmente, porque esse mal atinge a todos os cidadãos em todas as áreas da sociedade, seja saúde, educação, segurança ou economia. Estamos fazendo a nossa parte, basta que queiram enxergar.

* Miguel Vaz Ribeiro é produtor de algodão e biodiesel em Mato Grosso

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O que é o Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD)?

Publicado

Luciana Brites

Uma criança que tem Transtorno Opositivo-Desafiador é extremamente opositiva, desafiadora, que discute por qualquer coisa, que não assume seus erros ou responsabilidades por falhas e que costuma sempre se indispor com os demais de seu grupo ou de sua família de maneira a demonstrar que a cada situação será sempre difícil convencê-lo.

Os sintomas do TOD podem aparecer em qualquer momento da vida, mas é mais comum entre os 6 e 12 anos. Essas crianças têm intolerância às frustrações, reações agressivas, intempestivas, sem qualquer diplomacia ou controle emocional. Elas costumam ser discriminadas, perdem oportunidades e desfazem círculos de amizades.

Não raro, sofrem bullying e são retiradas de eventos sociais e de programações da escola por causa de seu comportamento difícil. Os pais evitam sair ou passear com elas e muitas vezes as deixam com parentes ou em casa. Entre os irmãos, são preteridos, mal falados e considerados como “ovelhas negras”. São tratados como diferentes e mais criticados pelos pais.

O Transtorno Opositivo-Desafiador necessita de acompanhamento profissional para que suas características sejam diminuídas e desapareçam. No entanto, é preciso dizer que quanto antes for descoberto, mais fácil será o controle da situação.

Caso a criança chegue à adolescência, o TOD pode evoluir para distúrbios que tornarão a situação ainda mais séria, como o surgimento do Transtorno de Conduta, por exemplo. Além disso, o abuso de álcool e outras drogas podem se intensificar.

Veja Mais:  O “novo” homicídio culposo na direção de veículo automotor e existência versus inexistência do dolo eventual – Parte I

As intervenções se pautam em psicoterapia infantil. O especialista vai analisar também o ambiente familiar em que a criança vive e qual a relação social que ela demonstra em situações que requerem sua participação em determinados meios.  A terapia para a família também não está descartada.

Vale dizer que a psicoterapia visa trabalhar aquelas situações em que a criança precisa lidar com alguma frustração (onde surgem os momentos de raiva e outros traços já mencionados anteriormente). A orientação dada aos pais tem o objetivo de ajudá-los no comportamento e nos métodos a serem aplicados dentro de casa.

(*) Luciana Brites é psicopedagoga, uma das fundadoras do Instituto NeuroSaber e co-autoria, com Clay Brites, do livro MENTES ÚNICAS.

Luciana Brites é especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniFil Londrina e em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação Ispe – Cae São Paulo. Além disso, é coordenadora do Núcleo Abenepi em Londrina.

Clay e Luciana Brites são fundadores do Instituto NeuroSaber (www.neurosaber.com.br). A inciativa tem como objetivo compartilhar conhecimentos sobre aprendizagem, desenvolvimento e comportamento da infância e adolescência.

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Anulação da sentença de Moro e os efeitos em MT 

Publicado

Alberto Scaloppe e Luana Scaloppe*

Na última semana, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a condenação de Aldermir Bendine, ex-presidente da Petrobrás e do Banco do Brasil, imposta pelo então juiz Sergio Moro no âmbito da Operação Lava-Jato. O STF reconheceu que Bendine teve seu direito de ampla defesa cerceado no seu julgamento por prática dos crimes de corrupção e lavagem de capitais.

A defesa do Bendine sustentou que suas alegações finais, último ato processual antes da sentença, deveriam ter sido apresentadas somente após os réus que haviam celebrado acordo de colaboração premiada terem apresentado as suas provas e que o descumprimento dessa ordem comprometeu a ampla defesa.

É importante destacar que, o processo penal, cenário no qual são pactuados os acordos de colaboração, é informado pelo devido processo legal, que tem como principais pilares os princípios da ampla defesa e do contraditório, ambos de matriz constitucional.

Existe então, uma correlação processual lógica entre a colaboração premiada, que possui função acusatória (um réu acusa o corréu da prática de determinado crime), e a ampla defesa, uma vez que ao existir acusação, exige-se, segundo o modelo constitucional adotado pelo Brasil, que na mesma proporção haja defesa. Desta forma, a ausência de efetiva defesa em qualquer ato que seja composto ou influenciado pela colaboração provocará nulidade processual.

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O ministro Ricardo Lewandowski, contrariando o voto do relator do ministro Edson Fachin – relator do processo –, ressaltou que a colaboração premiada é um meio de obtenção de prova e lembrou que a ampla defesa e o contraditório devem permear todo o processo, concluindo que em razão disso, o réu deveria ter apresentado alegações finais após os colaboradores e não com eles.

Ao pontuar que a colaboração premiada é meio de obtenção prova, o voto do Ministro Lewandowski conduz ao necessário alerta de que a sua produção deve obedecer a certos requisitos rígidos para que não haja desvirtuamento de sua função primordial, que é a de fomentar o fim último do processo penal – a busca da verdade – por meio da concretização da prova.

Esse posicionamento do STF além de enfraquecer a Operação Lava Jato, instrumento significativo no combate a corrupção, abre precedentes para que outras condenações realizadas com embasamentos similares sejam anuladas. Essa decisão terá desdobramentos em todo o país, visto que, o direito garantido a um réu deve ser garantido a outro.

Em Mato Grosso, podemos esperar que algumas condenações sejam anuladas, baseando no mesmo princípio adotado pelo STF. Vivenciamos nos últimos anos em nosso estado diversas personalidades que firmaram acordo de colaboração premiada e com isso, delatores e delatados numa mesma sugiram em diferentes contextos.

As diferentes posições processuais ocupadas por colaboradores e não colaboradores, delatores e delatados, que, por estarem em condições processuais diversas e como expressão de isonomia substancial aplicada ao processo penal, devem possuir prerrogativas diferentes, como o direito de que o prejudicado pelo acordo de colaboração, por exemplo, tenha a oportunidade de se manifestar sempre depois da manifestação do colaborador.

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Seguindo a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, acompanhados pelos pares Gilmar Mendes e Carmem Lúcia, a colaboração premiada é o meio para se alcançar a confirmação de ilícito e não a prova em si.

Assim, com a decisão do STF de anular a sentença de Moro, pelo menos, parte do Supremo acena para um melhor tratamento jurisprudencial dos institutos da colaboração e da delação premiada, principalmente ao reconhecer a evidente carga acusatória que compõe os acordos de colaboração ou de delação premiada.

*Alberto Scaloppe é advogado do escritório Scaloppe Advogados Associados em Cuiabá

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