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Mato Grosso

Bairro São Mateus recebe ação social da Polícia Militar

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Neste sábado (05.12), a partir das 8h, a Polícia Militar promove a Ação Cívico-Social (Aciso) na Escola Municipal de Ensino Básico Oscar Ribeiro, no bairro São Mateus, em Várzea Grande. Realizada pelo Comando Regional, 4º Batalhão e Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg’s) de Várzea Grande, a ação oferecerá serviços nas áreas de assistência social, saúde, meio ambiente, orientação jurídica, entre outras.

Até as 13h, os moradores do bairro São Mateus e comunidades vizinhas terão a oportunidade de fazer teste de visão e glicemia, consulta médica, aferir a pressão arterial, prevenção bucal, inscrição ou atualizar o cadastro único de benefícios sociais, documentos pessoais, corte de cabelo e atendimento estético (limpeza de pele e massagem relaxante).

Atividades de esporte e lazer também serão oferecidas, além de palestras sobre prevenção às drogas e valorização da vida pelo Proerd(Programa Educacional de Resistência às Drogas e Violência) e preservação ambiental.  A comunidade poderá visitar exposições e saber mais sobre a atuação de unidades da Polícia Militar como Bope, Rotam, Batalhão Ambiental, Ciopaer de operações policiais aéreas) e da PRF.  

Para realizar essa ação a PM firmou parceria com instituições públicas e organizações civis. Prefeitura de Várzea Grande, Guarda Municipal, Justiça Comunitária, Bombeiro Militar, Conseg, Polícia Civil Judiciária, Corpo de Bombeiros, Instituto Lions da Visão, Ministério Público, Centro de Referência em Assistência Social e 44º Batalhão do Exército integram a lista de parceiros.    

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O comandante do CR-II, coronel Sérgio Coneza, destaca que a Aciso é uma prestação de serviços que possibilita levar informações sobre a atuação de órgãos públicos e ao mesmo tempo interagir com a comunidade.

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Mato Grosso

Maior águia do mundo, harpia já perdeu mais de 40% da sua área de habitat

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O fato das harpias, aves também conhecidas no Brasil como gavião-real, estarem perdendo habitat ao longo das florestas tropicais da América Central e do Sul já é conhecido por cientistas. Mas a extensão e distribuição dessa perda são assuntos que ainda não foram bem documentados por pesquisadores. Essa demanda foi abordada em estudo recente, publicado na revista internacional PLOS ONE, e os resultados são surpreendentes.

A Harpia é a maior águia do mundo, chegando a 9kg de peso e 2,2m de envergadura. O animal é carnívoro e ocorre em florestas em bom estado de conservação.

Determinado a aprender mais sobre essa ave, o professor de Engenharia Florestal da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Everton Miranda, especialista em predadores, notou que a distribuição das harpias vinha se reduzindo paulatinamente. “Se nada for feito, é uma questão de tempo até que a distribuição da espécie esteja restrita somente à Amazônia”, afirmou.

O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Unemat, câmpus de Alta Floresta, em colaboração com cientistas da UFMT, e instituições de Israel, Inglaterra e Estados Unidos, e mostrou que a perda da distribuição da espécie já chega a mais de 40%.

Coleta de dados – Dadas as dificuldades e custos de se estimar apropriadamente a distribuição da espécie em tempo real, Miranda viu nas bases de dados dos passarinheiros – que são os observadores de aves – uma oportunidade para coletar dados sobre a distribuição dessa espécie elusiva. “Nós selecionamos as bases de dados dos observadores de aves, em particular o Wikiaves, como um caminho para estudar esse fenômeno, já que avistamentos da espécie são comuns em certas regiões onde ela ainda ocorre”, explica Everton Miranda.

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Os pesquisadores coletaram ainda dados sobre a presença de florestas e a densidade populacional humana de cada localidade onde os registros ocorreram. Naturalmente, baixas densidades populacionais e a presença de florestas foram os principais fatores determinando a chance de uma área ainda conter harpias. “Em áreas de baixa densidade populacional humana e grande cobertura florestal, nossos modelos indicam a presença de harpias” explica Miranda.

Essas áreas estão principalmente concentradas na Amazônia. Cerca de 93% da distribuição atual da harpia se encontra nessa região. Porém, o pesquisador explica que, apesar de ser considerada uma extensa fortaleza da conservação, para as harpias a Amazônia tem diversas fragilidades: “A região amazônica tem três problemas principais: a degradação de habitat pelo corte seletivo de madeira, que derruba as árvores gigantes que a harpia usa para construir seus ninhos; as terras indígenas, que cobrem 27% da região, onde as harpias são capturadas e mortas para o uso de suas penas”.

Para piorar, há a expansão do desmatamento no sul e sudeste da Amazônia: “Na região do Arco do Desmatamento, além das duas ameaças já mencionadas, a floresta está constantemente sendo carbonizada para dar espaço ao pasto. As harpias já desapareceram da maior parte dessa região” completa o pesquisador. Os outros 7% da distribuição das harpias estão divididos em outras regiões, como a América Central, alguns enclaves florestais no Cerrado, e a Mata Atlântica.

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Agora, os pesquisadores estão começando a propor soluções criativas para o problema “Uma área do estado de São Paulo, na serra do mar, ainda contém grandes extensões florestais dentro dos parques. Nessa área, já não há registro de harpias há muitos anos, embora ainda haja abundância das suas presas”, explica Miranda. “Esse espaço representa a possibilidade de reintrodução da espécie nessa região”. No estudo também participaram Jorge F. S Menezes, Camila C. L. Farias, Charles Munn e Carlos A. Peres.

Outras informações: (65) 3221-0021, Assessoria de Comunicação da Unemat.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

Detran-MT cassa cinco autoescolas por esquema de venda ilegal de carteiras de motorista

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A Diretoria de Habilitação do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) cassou o credenciamento de cinco Centros de Formação de Condutores (CFCs), em quatro municípios do interior do Estado, por esquema de venda ilegal da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A decisão foi publicada no Diário Oficial de Estado através de portarias, nesta quinta-feira (23.05). Também tiveram o descredenciamento nove diretores e dois instrutores das CFCs cassadas. Com a determinação, as autoescolas estão proibidas de aceitar alunos e têm 30 dias para recorrer.

A cassação do credenciamento foi imposta após a apuração de irregularidades em que os CFCs eram suspeitos de facilitar a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A descoberta das fraudes ocorreu após a deflagração da Operação Fraus, em 2013, pela Polícia Judiciária Civil em 39 municípios.

A facilitação envolvia a emissão de documentos sem a realização de aula teórica e prática, com ausência ou simulação de exames psicológicos ou médicos, com realização de provas práticas por terceiros, entre outras situações, o que configuraria no âmbito penal: falsidade ideológica, falsidade material, corrupção passiva e ativa.

As penalidades impostas decorrem de processos administrativos instaurados no ano de 2016 pelo Detran-MT. Após apuração, foram constatadas infrações previstas na Resolução 358/2010, do Conselho Nacional de Trânsito, que “regulamenta o credenciamento de instituições ou entidades públicas ou privadas para o processo de capacitação, qualificação e atualização de profissionais, e de formação, qualificação, atualização e reciclagem de candidatos e condutores”.

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Foram cassados os credenciamentos das CFCs Dinâmica, em General Carneiro, Aliança, em Araguaiana, Dinâmica, de Pontal do Araguaia, e Garças e Serra Azul, ambas de Barra do Garças.  Também tiveram a penalidade imposta os diretores Josicarmem Vilela Garcia, Ruivaldo Souza Mascarenhas, Maria Célia Caetano, Alexandre Cornélio de Moura, Elvio Naves Ribeiro, Leandra Oliveira Gomes, Juscilene Sousa Elias Melo, Marcela Vilela Moraes, Arlindo Gomes dos S. Junior e os instrutores Allan Max Melo e Yuri Moreira Silva.

No início do mês, 25 servidores foram demitidos do Detran-MT por envolvimento com o esquema. De acordo com a investigação, os servidores em comum acordo com as CFCs facilitavam a emissão da primeira habilitação ou a renovação da autorização para dirigir em troca de vantagens indevidas.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

Fapemat financia pesquisa que descobriu larvicida eficaz contra Aedes aegypti

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A descoberta de um larvicida que elimina o mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya, por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) contou com o apoio à pesquisa oferecido pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (FAPEMAT).

De acordo com o Diretor Técnico Científico da Fapemat, Flavio Telles, a instituição vem financiando esse projeto desde o ano de 2016. A instituição já liberou um recurso de R$ 299,510 mil para subsidiar o trabalho dos pesquisadores.

A intenção da Fundação é apoiar o registro de patente dos resultados alcançados junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Existe hoje em análise um pedido de aditivo de R$ 37 mil para que o registro seja feito internacionalmente pelo Banco Colección Chilena de Recursos Genéticos Microbianos.

Um dos titulares do experimento, o professor da UFMT, Marcos Antonio Soares, afirma que o apoio da Fapemat foi essencial para a consolidação do grupo de pesquisa. “Com esses recursos conseguimos comprar equipamentos e materiais de consumo usados pela equipe no projeto”, explica.

Pesquisa

Uma equipe de pesquisadores chegou à conclusão de que um componente já conhecido e utilizado em outras atividades biológicas é um eficiente larvicida que elimina o mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya, ainda na sua fase de larva.

Os testes apontaram que o uso de moléculas derivadas do indol diluídas em água matam as larvas do mosquito de forma rápida, mesmo em baixas concentrações. O componente pode ser utilizado tanto para a prevenção, quanto para matar as larvas que já estiverem em água contaminada.

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As substâncias foram sintetizadas pelo mestrando Bruno Rodrigues Fazolo, do programa de pós-graduação em Química, orientado do professor Lucas Campos Curcino Vieira (Faculdade de Engenharia- UFMT -campus Várzea Grande). A atividade larvicida foi proposta pela doutoranda Janaina Rosa de Souza (Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade- UFMT), juntamente com o professor do Instituto de Biociências (Instituto de Biociências-UFMT- campus Cuiabá), Marcos Antônio Soares.

(Com informações da UFMT)

Fonte: GOV MT
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