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Nacional

Bolsonaro defende indicação de “amigo particular” para cargo na Petrobras

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Presidente Jair Bolsonaro repercutiu as críticas recebidas pela segunda indicação polêmica para cargos públicos na mesma semana
Reprodução/Flickr

Presidente Jair Bolsonaro repercutiu as críticas recebidas pela segunda indicação polêmica para cargos públicos na mesma semana

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) repercutiu as críticas que recebeu após a nomeação de um “amigo particular” para a gerência de inteligência e Segurança da Petrobras através de sua conta oficial no Twitter. Bolsonaro chegou a publicar que “a era do indicado sem capacitação técnica acabou”, mas depois que foi descoberto que o indicado era próximo ao presidente, o post foi apagado e republicado sem a frase.

Tanto no tweet original como no “editado”, Bolsonar o aproveitou para elogiar o “brilhante currículo” de Carlos Victor Guerra Nagem e atacar a imprensa. Segundo o presidente, apesar do indicado ser “capitão-tenente da Marinha, mestre em Administração pela Coppead/UFRJ e funcionário da Petrobras há 11 anos” dos quais seis são locados na área de Segurança Corporativa, para alguns “setores da imprensa” trata-se apenas de um “amigo de Bolsonaro”.

Há instantes, o presidente Jair Bolsonaro mostrou que segue incomodado com o assunto e publicou uma nova mensagem irônica na qual pede “desculpas à imprensa” por não estar indicando “inimigos paras postos em meu governo”.

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O nome de Carlos Nagem ainda será submetido a procedimentos internos de governança corporativa da Petrobras , incluindo as respectivas análises de conformidade e integridade antes de ser confirmado.

De qualquer forma, a indicação do amigo de Bolsonaro é a segunda que causa polêmica na mesma semana, isso porque, na última terça-feira (8), foi descoberto que o filho do vice-presidente Hamilton Mourão, Antonio Hamilton Rossell Mourão, passará ao cargo de assessor especial da presidência do Banco do Brasil.

Vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, participou da posse do novo presidente do Banco do Brasil, Rubens Novaes, que escolheu seu filho para um dos cargos de confiança que receberá R$ 36 mil

Marcos Corrêa/PR

Vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, participou da posse do novo presidente do Banco do Brasil, Rubens Novaes, que escolheu seu filho para um dos cargos de confiança que receberá R$ 36 mil

O novo cargo do filho de Mourão foi confirmado ao iG pela assessoria do BB que também afirmou que o novo posto é um dos três cargos de confiança que estão diretamente ligados ao novo presidente da Instituição, Rubens Novaes, indicado pelo novo ministro da Economia, Paulo Guedes, e empossado em cerimônia realizada na última segunda-feira (7) com a presença do próprio general Mourão.

A assessoria, no entanto, esclareceu que o cargo não se trata de uma promoção ou uma ruptura no plano de carreira do banco, mas sim de uma convocação para cargo de confiança. Dessa forma, caso Rubens Novaes sai do comando do banco público em algum momento, Rossell Mourão voltará ao cargo anterior como assessor na área de agronegócio do Banco do Brasil.

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A indicação polêmica fez com que o PSOL fosse à Comissão de Ética Pública da Presidência da República para abrir uma representação questionando sobre a moralidade e a legalidade da nomeação.

“A nomeação do filho do vice-presidente, uma semana depois da posse do novo governo, não foi apenas inadequada ou extemporânea. Ela fere princípios que devem orientar a administração pública. Diante da indignação popular com a nomeação, o governo deveria voltar atrás. Sem isso, não nos resta alternativa senão provocar a Comissão de Ética Pública da Presidência da República”, afirma Juliano Medeiros, presidente do partido.

A representação se baseia em um decreto, que trata sobre o nepotismo, e dispõe que, no âmbito de cada órgão e de cada entidade, são vedadas as nomeações, contratações ou designações de familiar de Ministro de Estado, familiar da máxima autoridade administrativa correspondente ou, ainda, familiar de ocupante de cargo em comissão ou função de confiança de direção, chefia ou assessoramento, para cargo em comissão ou função de confiança.

De acordo com o decreto, as vedações “estendem-se aos familiares do Presidente e do Vice-Presidente da República e, nesta hipótese, abrangem todo o Poder Executivo Federal.” Na representação, o PSOL destaca ainda um trecho do código de conduta da alta administração federal da Presidência da República, que também trata sobre o nepotismo.

O filho de Mourão é funcionário de carreira do banco estatal há 18 anos e ganhava um salário de cerca de R$ 12 mil por mês. Agora, o salário do filho do general da reserva e vice de Bolsonaro vai aumentar para R$ 36 mil (em valores brutos), mais do que ganharão os próprios presidente e vice. Além disso, a nora de Mourão, Silvi Letícia Zancan Mourão, também é funcionária da instituição.

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Indicado para a Petrobras era “amigo particular” de Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro (PSL) já chegou a pedir votos para
Reprodução/Facebook

Presidente Jair Bolsonaro (PSL) já chegou a pedir votos para “amigo particular” Carlos Victor Guerra Nagen que foi candidato a vereador por Curitiba nas eleições 2016

Já no caso de Carlos Nagem, o jornal O Globo revelou que, ainda em 2016, Bolsonaro gravou um vídeo pedindo votos para o então candidato a vereador por Curitiba com o nome de Capitão Victor. Na gravação, o novo presidente classifica o seu indicado como “meu amigo particular”.

Apesar do padrinho político, Capitão Victor (PSC) não conseguiu votos suficientes para se eleger em nenhuma das duas tentativas de ocupar cargos públicos: em 2002, para deputado federal pelo Paraná, e em 2016, para vereador de Curitiba. Ambos são amigos há mais de 30 anos e se conheceram no Exército.

Presidente Jair Bolsonaro e indicado para cargo de alto escalão na Petrobras são amigos há mais de 30 anos e presidente já pediu votos para o então candidato a vereador
Reprodução/Facebook

Presidente Jair Bolsonaro e indicado para cargo de alto escalão na Petrobras são amigos há mais de 30 anos e presidente já pediu votos para o então candidato a vereador

No vídeo, Bolsonaro diz que Carlos Nagem “é um cidadão que conheço há quase 30 anos. Um homem de respeito, que vai estar à disposição de vocês na Câmara lutando pelos valores familiares. E quem sabe, no futuro, tendo mais uma opção para nos acompanhar até Brasília”. Se tiver a indicação confirmada, o salário de Carlos Nagem passará dos atuais R$ 15 mil mensais para mais de R$ 50 mil.

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PSOL entra com ação no STF contra Witzel por declaração sobre uso de míssil

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Witzel
Marcos Corrêa/PR

Wilson Witzel faz responder ação no STF por declarações


Partido de oposição ao governo de Wilson Witzel no Rio de Janeiro, o PSOL entrou com uma ação no STF denunciando a conduta ilegal do governador. O motivo, segundo a sigla, foi o estímulo à violência policial por meio de ações e declarações . O resultado foi o aumento do número de mortes em operações policiais. Foram 434 no primeiro trimestre, o maior número em 21 anos.

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Na última sexta-feira (14), Wilson Witzel defendeu que traficantes sejam abatidos por míssil, se necessário. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, ADIN, inclui solicitações para que o governador seja proibido de participar de operações policiais, que o Estado se abstenha de adotar a política pública de segurança que estimula o abatimento e/ou neutralização de pessoas. O PSOL pede ainda que sejam declaradas inconstitucionais as declarações do governador por contrariedade a preceitos constitucionais.

“Na vida não tem atalho, é muito estudo e muito trabalho. Agora, o vagabundo, aquele que é bandido, quer o atalho. Nós que somos cidadãos não vamos aceitar isso. A nossa Polícia Militar não quer matar, mas nós não podemos permitir cenas como aquelas que nós vimos lá na Cidade de Deus . E se fosse com a autorização da ONU ou em outros lugares do mundo, nós tínhamos autorização para mandar um míssil naquele local e explodir aquelas pessoas”, afirmou Witzel, que foi aplaudido pelos presentes na solenidade.

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Deputados do PSOL entendem que, após as declarações, Witzel precisa ressarcir os cidadãos por danos morais.

Fonte: IG Nacional
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Dallagnol será convidado a explicar trocas de mensagens com Moro no Senado

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Deltan Dallagnol
Lula Marques/Agência PT

Coordenador da Lava Jato em Curitib, Deltan Dallagnol terá a chance de explicar as trocas de mensagens com Sergio Moro no Senado


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta terça-feira (18) uma convite ao procurador Deltan Dallagnol para que ele preste esclarecimentos sobre a troca de mensagens com o então juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro,revelada pelo site “The Intercept Brasil”. O convite é opcional, ou seja, Deltan só comparecerá se desejar. Moro irá comparecer, voluntariamente, à CCJ na quarta-feira (19).

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O requerimento do convite foi apresentado pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA). “Julgamos ser oportuno o convite por entender que, se comprovadas as denúncias feitas, restaria comprovado o descompromisso do Procurador Federal Deltan Dallagnol com as prerrogativas das mais altas funções públicas no Estado Democrático de Direito e colocaria em dúvida toda a lisura da mais importante operação de combate a corrupção já feita neste país”, argumentou no requerimento.

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Segundo o “The Intercept Brasil”, Moro deu orientações ao procurador sobre como atuar em processos da Lava Jato , inclusive em um que investigava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Procuradores também teriam discutido como barrar uma entrevista do líder petista à “Folha de S. Paulo”, autorizada pelo ministro do do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski.

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Nesta terça, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados aprovou um convite a Sergio Moro e ao jornalista Glenn Greenwald,editor e fundador do “The Intercept Brasil”. Greenwald ainda foi convidado pelo Conselho de Comunicação Social do Senado, assim como Deltan Dallagnol não recebeu convite da Câmara.

Fonte: IG Nacional
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Bolsonaro apela para que parlamentares não deixem decretos das armas ‘morrer’

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Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR – 18.6.19

Bolsonaro faz apelo para que parlamentares não deixem decretos das armas ‘morrer’

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez um apelo a deputados e senadores, na manhã desta terça-feira (18), para que não deixem os dois decretos sobre armas “morrer na Câmara ou no Senado”.

tema será votado no plenário no Senado na tarde de hoje e poderá derrubar as medidas, editadas no mês passado por Bolsonaro para flexibilizar a posse e o porte de armas no país. Na última semana, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a derrubada dos decretos , por 15 votos a 9.

O pedido defesa dos decretos das armas foi feito em discurso durante evento de lançamento do Plano Safra 2019-2020, no Palácio do Planalto. O presidente chamou deputados e senadores de “nossos eternos aliados” e, diante da plateia de ruralistas, alegou que as armas é importante para a “segurança no campo.”

“O Senado e Câmara vão discutir a questão do decreto das armas. A segurança no campo é uma coisa importantíssima, e nós ampliamos, por decreto, o porte de arma de fogo em todo o perímetro da propriedade de vocês. Não deixem esses dois decretos morrer na Câmara ou no Senado. A nossa vida é muito importante. Vocês sabem o quão difícil é produzir nesse país, e a segurança tem que estar acima de tudo”, disse.

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Bolsonaro afirmou em seguida que acredita que os parlamentares presentes na cerimônia iriam conversar com os demais colegas para que os atos não caiam, “afinal de contas, nós temos que confiar no próximo”.

Caso a decisão da CCJ seja mantida no plenário do Senado, ela ainda terá que ser confirmada pela Câmara para ter efeito. De acordo com pesquisa Ibope, a maioria dos brasileiros é contra a flexibilização das regras das armas.

No sábado, Bolsonaro fez em suas redes sociais um pedido para a população cobrar os senadores pela manutenção dos decretos. Nesta terça, o presidente disse que nada poderia fazer numa eventual derrota do texto. “Não sou ditador, sou democrata, pô” , destacou ele.

Fonte: IG Nacional
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