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Nacional

Bolsonaro quer sair do PSL com garantia de acompanhamento de deputados

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Bolsonaro sentado à mesa arrow-options
Marcos Corrêa/PR – 6.6.19
Bolsonaro quer ser acompanhado sem que deputados percam mandatos

O presidente  Jair Bolsonaro  admitiu a deputados em reunião na tarde desta quarta-feira (9) que está decidido a sair da legenda, mas que primeiro quer uma garantia jurídica para que os deputados que o acompanhem na desfiliação ao PSL não percam seus mandatos e que a Justiça possa também congelar os recursos partidários do PSL. Anteriormente, o próprio presidente disse que não sairia do partido e fez uma comparação da crise vivida pela sigla a uma “briga de marido e mulher”.

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“A preocupação do presidente e da bancada é sair do partido e deixar ele com um fundo monumental para ser usado na velha política, sendo que foram eleitos por um movimento nosso”, afirmou o federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança, do PSL de São Paulo).

Na esteira de Bolsonaro, o partido conquistou 11,6 milhões, um crescimento de 1.341% de votos, que engordou o cofre do PSL dos nanicos R$ 6,2 milhões do fundo partidário ao longo de 2018 para o milionário R$ 103 milhões em 2019, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.

Aos deputados que participaram da reunião, Bolsonaro disse acreditar que o Tribunal Superior Eleitoral possa “congelar” os recursos do fundo partidário do PSL uma vez que eles foram adquiridos com votos dele de parte dos deputados que estavam presentes.

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A ideia é que o presidente nacional da legenda, Luciano Bivar, ficaria impedido movimentar os R$ 8 milhões mensais que o partido recebe para manutenção da legenda. Para aliados de Bolsonaro, congelar os recursos já seria uma vitória para o presidente.

Os 17 deputados que participaram da reunião também elaboraram uma carta de apoio ao presidente em que dizem que o PSL “ainda é o caminho”. Segundo a colunista Bela Megale, o grupo diz que está comprometido com o projeto encabeçado pelo presidente Jair Bolsonaro, mas que ainda aposta em um diálogo que reunifique o PSL.

“Reiteramos o acordo firmado em 2018 com a grande maioria dos brasileiros de construir um país livre da corrupção, em nome dos valores republicanos voltados à consolidação da nossa bandeira de ética na democracia e de justiça social. Para isso, é necessário construir uma plataforma partidária ampla, cujo núcleo central é a solidez de um partido orientado pelos princípios e valores expostos acima, que nos foram confiados e seguem sendo defendidos pelos brasileiros. Esse partido, para nós, ainda é o PSL”, diz a carta.

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O deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS) garantiu que a saída da legenda está definida, mas que o PSL estuda uma medida jurídica para dar segurança aos deputados. Como o GLOBO mostrou ontem, Bolsonaro espera uma consulta que o Podemos deve encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber se, quando um partido incorpora outro, deputados podem migrar sem serem considerados infiéis.

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Fonte: IG Política
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Nacional

Tabata e mais seis deputados vão ao TSE para deixar PDT e PSB

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Tabata Amaral arrow-options
Claudio Reis / FramePhoto / Agência O Globo – 2.7.19
Deputada federal Tabata Amaral pretende se desfiliar do PDT.

A deputada Tabata Amaral (PDT-SP) e outros três deputados federais do PDT anunciaram nesta terça-feira (15) que vão realizar o pedido de desfiliação de seus partidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  O s parlamentares estão na lista dos punidos pela sigla por votar a favor da reforma da previdência. Além dos quatro, outros três deputados federais do PSB na mesma condição vão encaminhar o processo junto ao TSE. 

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Em entrevista ao Roda Viva, a deputada Tabata Amaral explicou que o PDT deixou de ser o seu partido e que não vinha sendo acolhida na Câmara por conta do congelamento da sua filiação. ‘O PDT quando decidiu nos suspender sem nenhum julgamento, disse que teria dois meses para nos julgar. Isso faz três meses. Passados dois meses que estou suspensa, sem conseguir atuar de uma forma 100% efetiva na Câmara’. 

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A deputada alegou que teve que solicitar ao PTB uma vaga para continuar participando das comissões que está envolvida na Câmara. A tentativa foi feita para que a relatoria de projetos ‘importantes para as universidades’ não deixassem de ser votados, segundo a deputada. 

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Além da deputada, anunciaram o desligamento dos seus partidos: Marlon Santos (PDT-RS), Gil Cutrim (PDT-MA), Flávio Nogueira (PDT-PI), Felipe Rigoni (PSB-ES), Rodrigo Coelho (PSB-SC) e Jefferson Campos (PSB-SP).

Os pedidos serão protocolados de forma individual. Cabe agora ao TSE decidir se os parlamentares vão manter o mandato. 

Fonte: IG Política
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Nacional

Ex-assessor diz que repassava parte dos salários a líder do PSL em São Paulo

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Gil Diniz arrow-options
Carol Jacob/Alesp
Deputado Gil Diniz(PSL) é acusado de praticar “rachadinha” com funcionários


Um ex-assessor do deputado estadual Gil Diniz, eleito ano passado com o apelido de ” Carteiro Reaça ” e hoje líder do PSL na Assembleia Legislativa de São Paulo, protocolou nesta terça-feira (15) uma representação no Ministério Público de São Paulo em que acusa o parlamentar de suposta prática ” rachadinha”, como é conhecido o esquema em que parlamentares se apropriariam de parte dos salários dos funcionários lotados no gabinete.

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A representação foi feita por Alexandre de Andrade Junqueira, conhecido como Carioca, ex-assessor especial parlamentar de Gil Diniz ( PSL ), exonerado em 31 de julho. No documento protocolado no MP, Junqueira afirma ter existido também uma funcionária fantasma no gabinete.

“Amiga do deputado há mais ou menos doze anos, recebe em troca apenas o cartão alimentação (sodexo), e aproximadamente R$ 1.500 em troca de dar seu nome para desconto do salário”, relata.

Procurado, Gil Diniz não retornou às mensagens deixadas em seu celular e também em seu gabinete. Diniz é um dos políticos mais próximos da família Bolsonaro, tido como uma espécie de filho 06 do presidente Jair Bolsonaro, de quem seria braço direito. Em São Paulo, o PSL não descarta, inclusive, lançar seu nome para disputar a eleição à prefeitura de São Paulo. Além de conhecido como “Carteiro Reaça”, Diniz é o vice de Eduardo Bolsonaro no diretório estadual do PSL. Antes de ser eleito, trabalhou como seu assessor.

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Ao MP, o ex-assessor disse que o contato com o deputado começou durante a campanha, em 2018, quando se juntou ao candidato “para apoiá-lo em virtude de suas ideias”. Segundo Carioca, assim que começou a trabalhar na Alesp , em março, pediram que ele devolvesse parte do salário e as gratificações, que só teriam sido incorporadas à sua remuneração para que as devolvesse a Gil Diniz.

“Diante da minha recusa em devolver parte do salário e as GEDS (gratificações), foi feita a proposta de (eu) ser rebaixado para o cargo de motorista, não aceitei. E, em seguida, permaneci por quatro meses em casa sem prestar quaisquer serviços, a título de punição pela minha recusa, conforme imposto pelo deputado em questão”, relatou Carioca. “Ainda que eu quisesse trabalhar, fui proibido de ir ao gabinete e orientado a ali comparecer apenas uma vez por semana, para assinar a folha de ponto”.

O ex-assessor ainda declarou que “todos os assessores que recebem o salário no teto” fazem rodízio das gratificações, que costumariam ser sacadas em dinheiro para pagamento das contas de apoiadores de Gil Diniz.

A representação foi protocolada pela mulher de Carioca, Solange de Freitas Junqueira. No último fim de semana, ela já havia gravado um um vídeo em que ironiza o suposto esquema. “E aí, pessoal. Me ajudem a entender uma situação?”, começa dizendo. “O bom moço da favela, com uma história triste, que ganhava três mil reais por mês (…) e hoje ele ganha R$ 25 mil,  com todas as regalias. Só que é pouco para o deputado, não é mesmo? Ele ainda precisa da metade do salário dos funcionários”.

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O vídeo termina com a música “A canção do carteiro”, de Luiz Gonzaga.

A representação ainda será analisada para possível investigação ou indeferimento pelo MP, e pode até ser enviada a outro órgão. Procurado, Alexandre Junqueira não retornou ao contato do GLOBO.

Fonte: IG Política
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Nacional

Valores repassados a supostas candidatas laranjas de Bivar chegam a R$ 778  mil

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Luciano Bivar arrow-options
Pablo Valadares/Agência Câmara
Fundador do PSL, Luciano Bivar é investigado por fraudes eleitorais


O presidente do PSL , Luciano Bivar , é investigado pelo suposto uso de três falsas candidatas, ou candidatas laranjas, nas eleições do ano passado em Pernambuco com o objetivo de desviar dinheiro público do fundo eleitoral. As três candidatas a deputada pelo PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, receberam R$ 778 mil do fundo eleitoral e obtiveram apenas 3.303, segundo disse ao GLOBO uma fonte que conhece de perto as investigações.

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Bivar e outros dirigentes do PSL de Pernambuco são investigados pela suposta prática de caixa dois e apropriação de recursos eleitorais, crimes previstos nos artigos 350 e 354A, do Código Eleitoral. Para a Polícia Federal, as mulheres teriam cedido os nomes como uma forma de acobertar desvios do fundo partidário para outras finalidades não previstas na lei eleitoral. Não há informação se os recursos foram usados em outras campanhas eleitorais.

Pela regras em vigor, 30% do fundo eleitoral teria que ser empregado em campanhas femininas. O Ministério Público endossou as suspeitas da polícia nos pedidos que deram origem às buscas em endereços de Bivar e outras pessoas vinculadas ao PSL, em Recife. As supostas laranjas seriam Maria de Lourdes, Erica Siqueira e Mariane Nunes. Maria de Lourdes recebeu R$ 400 mil e teve 274 votos.Erica Siqueira foi destinatária de R$ 250 mil e obteve 1.315 votos. Mariane teria sido contemplada com R$ 128 mil e amealhou apenas 1.714 votos.

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As buscas na casa do presidente do PSL foram autorizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco ontem. Seis dos sete desembargadores eleitorais entenderam que os indícios recolhidos pela polícia seriam suficientes para justificar a medida de força. O placar só não foi 7 x 0 porque um dos desembargadores entendeu que as buscas não seriam necessárias em alguns dos endereços indicados pela polícia.

Fonte: IG Política
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