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Saúde

Com mais de 100 vagas sobrando, prazo para inscrições no Mais Médicos acaba hoje

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Prazo para inscrição no Mais Médicos termina nesta sexta-feira; ao todo, 115 vagas ainda estão disponíveis
Arquivo/Agência Brasil

Prazo para inscrição no Mais Médicos termina nesta sexta-feira; ao todo, 115 vagas ainda estão disponíveis

Termina, nesta sexta-feira (7), o prazo para as inscrições no programa Mais Médicos, do governo federal. De acordo com o último levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde, nesta quinta-feira (6), 115 das 8.517 vagas abertas para o programa ainda precisam ser preenchidas. 

Além das vagas que ainda estão sobrando pela falta de profissionais inscritos, mais de 300 médicos desistiram de participar do programa. Entre os motivos das desistências no Mais Médicos , o Ministério da Saúde afirmou que foram citadas novas oportunidades e a dificuldade de conciliação com outros projetos dos profissionais. O programa exige uma dedicação de 40 horas semanais, em uma equipe de Saúde da Família. 

Os médicos que decidirem não comparecer às atividades devem informar ao município alocado, que comunicará a desistência ao  Ministério da Saúde . A pasta tem feito contato com os profissionais alocados por meio do endereço eletrônico informado na inscrição, além de ligações telefônicas. Mais de 3.000 ligações foram feitas no início desta semana.

As vagas foram necessárias após Cuba retirar os seus profissionais do programa. O país caribenho não concordou com as políticas prometidas por Jair Bolsonaro e ordenou que os  cubanos  deixassem o Brasil no mês passado. Com isso, muitos postos de saúde ficaram sem atendimento.

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O prazo para as inscrições termina exatamente às 23h59 desta sexta-feira. Até esse horário, os profissionais que ainda quiserem disputar por uma das vagas devem escolher as cidades onde vão atuar. 

Ainda segundo o último levantamento do Ministério da Saúde, 2.315 médicos já começaram a trabalhar nos postos antes ocupados por médicos cubanos. Este número representa 27,5% dos que já escolheram as cidades para onde irão.

Ao todo, o edital deste ano ofereceu 8.517 vagas para profissionais em todo o País. Dos 8.402 que já foram alocados, existem ainda 1.634 que entregaram os documentos necessários, mas que ainda não iniciaram as suas atividades.

A previsão do governo era que todas as vagas do Mais Médicos fossem preenchidas até hoje. Porém, a data com um novo edital já foi divulgada: na próxima segunda-feira (17), o governo abrirá a oportunidade para médicos brasileiros formados no exterior e para estrangeiros formados no exterior que tenham o diploma validado no País – o que pode ser feito por meio do exame Revalida, aplicado anualmente.

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Saúde

Mais de 500 cidades podem ter grande incidência de Aedes aegypti em 2019

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Mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue,  Zika e chikungunya
Shutterstock/Divulgação

Mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue, Zika e chikungunya

Pelo menos 504 municípios brasileiros registram alto índice de infestação pelo Aedes aegypti e apresentam risco de surto para doenças transmitidas pelo vetor – incluindo dengue, zika e chikungunya.

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Dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Ministério da Saúde revelam que, das 5.358 cidades que realizam algum tipo de monitoramento do mosquito Aedes aegypti, 1.881 estão em situação de alerta, enquanto 2.628 apresentam índices considerados satisfatórios.

O mapa da dengue , como é chamado o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo mosquito (LIRAa), mostra que, das 27 capitais em todo o país, Palmas (TO), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC) estão em risco de surto não apenas de dengue, mas também de zika e chikungunya.

Outras 12 capitais, de acordo com o estudo, registram situação de alerta: Manaus (AM), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), São Luís (MA), Belém (PA), Vitória (ES), Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).

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Já Curitiba (PR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Macapá (AP), Maceió (AL), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE) têm índices considerados satisfatórios. Natal (RN) e Porto Alegre (RS) fizeram a coleta de dados por armadilha – metodologia utilizada quando a infestação pelo mosquito é muito baixa ou inexistente.

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Além de identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, o levantamento revela quais os principais tipos de criadouros por região. No Nordeste, por exemplo, o armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril e tina, foi o principal tipo identificado.

No Sudeste, o maior número de depósitos encontrados foi em domicílio, caracterizados por vasos e frascos com água e pratos e garrafas retornáveis. Já nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sul, predominou o lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção.

Dengue, chikunguya e zika neste ano


Zika, que tem o aedes aegypti como vetor, levou a quatro óbitos em 2018
shutterstock

Zika, que tem o aedes aegypti como vetor, levou a quatro óbitos em 2018

Dados do ministério apontam que, até 3 de dezembro, foram notificados 241.664 casos de dengue em todo o país – um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2017 (232.372 casos). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 115,9 casos para cada 100 mil habitantes.

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Em relação ao número de óbitos causados pela doença, a queda é de 19,3% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, passando de 176 mortes em 2017 para 142 neste ano.

No mesmo período, foram notificados 84.294 casos de chikungunya no Brasil – uma redução de 54% em relação ao mesmo período de 2017 (184.344 casos). A taxa de incidência da doença é de 40,4 casos para cada 100 mil habitantes.

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Em relação ao número de óbitos, a queda é de 81,6% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, passando de 191 mortes em 2017 para 35 neste ano.

Os números mostram ainda que, até 3 de dezembro, foram notificados 8.024 casos de zika em todo o país – uma redução de 53% em relação ao mesmo período de 2017 (17.025 casos). A taxa de incidência é de 3,8 casos para cada 100 mil habitantes.

Este ano, foram registrados quatro óbitos causados pelo vírus Zika, uma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

*Com Agência Brasil

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Saúde

Brasileiros preenchem 98,7% das vagas no Mais Médicos; governo abre novo edital

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Médicos cubanos deixaram o programa Mais Médicos por decisão do país caribenho
Luciano Lanes / PMPA

Médicos cubanos deixaram o programa Mais Médicos por decisão do país caribenho

O governo federal conseguiu preencher 98,7% das vagas abertas após a saída dos cubanos do programa Mais Médicos. Somente 106 das  8.517 disponíveis na primeira etapa de seleção não tiveram interessados. As vagas ociosas estão distribuídas em 29 municípios e distritos indígenas, todos na região Norte do País.

De acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Ministério da Saúde, pouco mais de a metade dos brasileiros selecionados para o Mais Médicos (53%) já se apresentaram nas cidades onde irão atuar. São 4.507 médicos prontos para iniciar os atendimentos em seus novos postos de trabalho. O prazo para apresentação vai até sexta-feira (14).

Na semana passada, o Ministério da Saúde informou que mais de 300 médicos que fizeram a inscrição desistiram de participar do programa. Entre os motivos das desistências estão novas oportunidades e a dificuldade de conciliação com outros projetos dos profissionais. 

Leia também: Futuro ministro da Saúde avalia uso de médicos militares para suprir cubanos

Novo edital do Mais Médicos


Programa Mais Médicos foi lançado em 2013; Cuba anunciou saída do programa após eleição de Bolsonaro
Karina Zambrana/Ministério da Saúde

Programa Mais Médicos foi lançado em 2013; Cuba anunciou saída do programa após eleição de Bolsonaro

Foi publicado hoje novo edital para o programa , agora visando atrair profissionais brasileiros e estrangeiros formados no exterior (sem registro no Brasil). Os candidatos têm entre os dias 11 e 14 de dezembro para acessar o sistema e, assim, estarem aptos para validação da inscrição no programa.

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São exigidos dos candidatos 17 documentos, entre eles o reconhecimento da instituição de ensino pela representação do país onde os profissionais obtiveram a formação. A partir do dia 20, brasileiros sem registro no país poderão escolher vagas disponíveis.

Na primeira seleção, aberta no dia 20 de novembro, houve 36.490 inscrições. Segundo o governo, será feito um novo balanço das vagas disponíveis, o que soma as desistências e as aquelas que não tiveram procura, no dia 17 de dezembro. Então, os profissionais com registro no país (CRM) terão nova chance para se inscrever no programa e escolher os municípios disponíveis nos dias 18 e 19 de dezembro. 

Confira abaixo o cronograma informado para o Mais Médicos:

  • Dias 11 a 14 – Profissionais formados no exterior enviam documentação para validação da inscrição.
  • Dia 14 – Último dia para os profissionais com registro no país inscritos no primeiro edital se apresentarem nos municípios.
  • Dia 17– Balanço das vagas disponíveis (soma desistências e não selecionadas)
  • Dia 18 e 19 – Os profissionais com registro no país escolhem os municípios disponíveis.
  • Dias 20 a 22 – Os médicos brasileiros formados no exterior e sem registro no país que tenham a inscrição previamente validada poderão escolher os municípios remanescentes
  • Dias 26 a 28 – Os estrangeiros formados no exterior e sem registro no país poderão escolher as vagas remanescentes.
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Saúde

Futuro ministro da Saúde avalia uso de médicos militares para suprir cubanos

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Luiz Henrique Mandetta avalia soluções para o Mais Médicos com médicos militares
Rafael Carvalho/Governo de Transição

Luiz Henrique Mandetta avalia soluções para o Mais Médicos com médicos militares

Escolhido para ser o ministro da Saúde no governo de Jair Bolsonaro, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta já avalia alternativas para suprir a saída dos cubanos do Programa Mais Médicos. Preocupado com a falta de assistência em cidades mais afastadas das capitais, o político cogita utilizar médicos militares no atendimento à população.

Leia também: Com vagas sobrando, Mais Médicos abrirá inscrições para formados no exterior

“O governo atual está tentando fazer. Não estou interferindo, porque eles são os atuais. Mas no Brasil profundo, como a gente chama, nessas áreas de dificílimo provimento, vamos ter que pensar em algumas estratégias ao Mais Médicos. Uma delas pode ser o contingente militar que a gente tem. Não é a única. A gente tem várias outras maneiras de fazer indução, mas a gente tem observado os médicos militares como uma possibilidade”, disse o futuro ministro ao jornal O Globo .

Atualmente as Forças Armadas dispensam recém-formados em medicina por excesso de contingente. São homens que fazem o alistamento aos 18 anos, mas acabam liberados para cursarem a faculdade com o compromisso de retorno após a formatura.

Assim que Cuba anunciou a saída de seus profissionais do programa alegando discordâncias com a política de Jair Bolsonaro , o Ministério da Saúde abriu edital para mais de 8 mil vagas a serem preenchidas. De início, tudo parecia um sucesso, com todas as inscrições acontecendo já na primeira semana, mas mais de 300 profissionais desistiram com a alegação de não conseguirem conciliar as horas obrigatórias de dedicação ao programa com outras atividades.

Veja Mais:  Inscrições para mais de 8,5 mil vagas do Mais Médicos estão abertas

Desta forma, justamente as cidades mais distantes das capitais e os rincões do País seguem sem atendimento desde que os cubanos se retiraram do programa governamental.

O prazo para as novas inscrições termina exatamente às 23h59 desta sexta-feira  (7). Até esse horário, os profissionais que ainda quiserem disputar por uma das vagas devem escolher as cidades onde vão atuar. 

Ainda segundo o último levantamento do Ministério da Saúde, 2.315 médicos já começaram a trabalhar nos postos antes ocupados por médicos cubanos. Este número representa 27,5% dos que já escolheram as cidades para onde irão.

Leia também: Só uma a cada 24 cidades que perderam médicos cubanos já receberam substitutos

 Ao todo, o edital deste ano ofereceu 8.517 vagas para profissionais em todo o País. Dos 8.402 que já foram alocados, existem ainda 1.634 que entregaram os documentos necessários, mas que ainda não iniciaram as suas atividades. A ideia de uso de médicos militares ainda não foi cogitada.

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