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Como “Coringa” pode mudar o patamar das adaptações de HQs em Hollywood

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É comum vermos análises por todo o canto sobre a estafa do gênero de super-heróis, a espinha dorsal da Hollywood contemporânea. Essa constatação, que não é exatamente nova, mas ganha fôlego entre insiders da indústria, já estava sendo relativizada por feitos como o de “Pantera Negra”, que tornou-se a primeira adaptação de HQ indicada ao Oscar de Melhor Filme, e “Vingadores: Ultimato”, que superou “Avatar” para se tornar a maior bilheteria de todos os tempos no cinema.

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Divulgação/Warner Bros.

Coringa promete ser paradigmático no gênero das adaptações das HQs

Vencedor do Leão de Ouro em Veneza, para surpresa e arrebatamento de muita gente, “Coringa” representa mais um desafio a essa percepção. Mas não apenas isso. Warner e DC sempre advogaram que mais valia investir em cineastas de visão do que na criação de um universo compartilhado. Essa teoria nem sempre foi aplicada pelo estúdio, mas o filme de Todd Phillips , que estreia em 3 de outubro no Brasil,  é mais do que um passo nesse sentido. É a primeira demonstração de que a famigerada fórmula Marvel não é o único caminho.

“Aquaman”, primeiro projeto supervisionado por Geoff Johns, atual homem forte dos filmes da DC, foi o último pilar do malfadado universo compartilhado da DC no cinema, o DCU, iniciado com “O Homem de Aço” (2013). “Shazam!” (2019) mostrou que o filme de super-herói não precisava estar preso às convenções de gênero .

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 O filme estrelado por Zachary Levi deve mais a “Quero Ser Grande” do que ao Superman, com quem frequentemente suscita comparações por conta dos poderes. “Coringa” radicaliza esse conceito por ser um filme de um vilão sem qualquer vestígio do herói. Não é um filme de origem convencional também. Phillips oferta uma leitura do personagem. As comparações com “O Rei da Comédia” e “Taxi Driver”, clássicos setentistas de Martin Scorsese que ajudaram a fundar o cinema autoral dos EUA nos anos 70, estão pipocando entre os críticos que já viram o filme nos festivais de Veneza e Toronto.

Entre “Logan” e “Coringa”

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Divulgação/Warner Bros.

Cena de Coringa, que estreia nos cinemas brasileiros em 3 de outubro

O primeiro longa a extrapolar as fronteiras da adaptação de HQ foi “Logan” em 2017. O filme da Fox exigiu um esforço criativo tremendo de Hugh Jackman e do diretor James Mangold e certa ousadia do estúdio, de lançar um filme com o personagem proibido para menores de 18 anos.

O risco pagou bem. O filme rendeu US$ 392 milhões globalmente e mais de US$ 220 milhões apenas nos EUA. “Deadpool”, carregado no sarcasmo e nas referências pop, também foi um tiro certeiro do estúdio. A sequência, lançada em 2018, beijou os US$ 800 milhões em arrecadação.

É natural que com a dedicação quase absoluta ao gênero, o grande ganha-pão da Hollywood atual, os heróis emplacassem no Oscar. “Logan” recebeu uma indicação de roteiro em 2018 e “Pantera Negra” ostentou sete indicações, vencendo em três categorias, em 2018. Mas ninguém estava preparado para um triunfo no festival mais antigo do mundo .

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O fator Veneza

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Divulgação/Warner Bros.

Cena de Coringa, premiado com o Leão de Ouro em Veneza

Veneza premiou em 2018 “Roma”, o filme da Netflix se tornou o primeiro de uma plataforma de streaming a triunfar no lido. No ano seguinte, “Coringa” se torna a primeira produção oriunda de HQ a triunfar por lá. À parte a tentação por posicionar-se na vanguarda, Veneza atua para legitimar essas novas tendências do entretenimento como arte.

A validação de um dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo não coloca apenas “Coringa” na rota do Oscar. Faz do filme um paradigma que serve tanto a DC, na sua disputa particular com a Marvel, como ao gênero como um todo. “Coringa” tem a capacidade de demonstrar que é possível fazer arte com base nas HQs mainstreans. David Cronenberg (“Marcas da Violência”) e Sam Mendes (“Estrada para Perdição”) já dirigiram adaptações de Graphic Novels, mas eram HQs obscuras. Todd Phillips, o cara responsável pela trilogia “Se Beber, Não Case!”, pega um personagem popular e a partir dele faz um comentário social.

O futuro

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Divulgação/Warner Bros.

Joaquin Phoenix em momento de introspecção em Coringa

A expectativa de que o filme emplaque nas chamadas categorias nobres do Oscar (filme, direção, roteiro, ator, etc) é grande e está mexendo com o status quo de Hollywood. A força do filme na temporada de premiações poderia provocar um rebuliço na maneira como a indústria enxerga as possibilidades ensejadas por adaptações de HQs. Isso, em um contexto que a Marvel vira um dos principais pilares do Disney +, novíssima plataforma de streaming da Disney.

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Com a aquisição da FOX pela Disney e com o desentendimento entre Sony e Marvel , que fazia curadoria dos filmes do Aranha e tinha o personagem em seu MCU, o triunfo de “Coringa” na temporada deixa a trilha para como Warner e Sony podem antagonizar a Disney. Melhor do que dinheiro nas bilheterias, só prêmios, prestígio e dinheiro nas bilheterias.

Fonte: IG Gente
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Cantor português Roberto Leal morre aos 67 anos

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Cantor Roberto Leal faleceu aos 67 anos de idade

Morreu na madrugada deste domingo (15), em São Paulo, o cantor português Roberto Leal, vítima de câncer. A informação, veiculada pelo jornal lusitano “O Público”, foi confirmada pelo político patrício José Cesário, amigo do artista, que publicou a notícia em sua página do Facebook.

“Hoje acordamos com um enorme choque. O nosso amigo, grande Português no Brasil e no Mundo, António Joaquim Fernandes, o grande Roberto Leal, acabou de falecer. A tristeza é enorme! Portugal e o Brasil estão de luto”, disse Cesário.

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Roberto estava internado no Hospital Samaritano, no bairro de Higienópolis, por causa de um câncer na pele. O velório será realizado a partir das 6h desta segunda-feira (16) na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, e o corpo será enterrado no turno da tarde no Cemitério de Congonhas. As duas cerimônias serão abertas ao público.

Fonte: IG Gente
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Quase todo elenco original de “Os Caça-Fantasmas” estará em novo filme, em 2020

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Reprodução/Twitter

Jason Reitman, na direita, com seu pai, Ivan Reitman, à esquerda, além de Carrie Coon, Mckenna Grace and Finn Wolfhard

O novo longa de “Os Caça Fantasmas” estreia em julho de 2020 com boa parte do elenco original que participou dos dois primeiros filmes, em 1984 e 1989. Por enquanto, estão confirmadas as participações dos atores Dan Aykroyd (67 anos), Ernie Hudson (73 anos) e Sigorney Weaver (69 anos). Todos esperam que Bill Murray (68 anos) também confirme sua volta, depois de bastante resistência à ideia. 

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Do elenco original de “Os Caça-Fantasmas” dos anos 80 faltará Harold Ramis , que atuou como Dr. Egon Spengler e faleceu em 2014, vítima de um caso raro de doença autoimune, que causa inchaço nos vasos sanguíneos.  

A direção de “Os Caça Fantasmas 3” será de Jason Reitman, filho de Ivan Reitman , cineasta responsável pelos pelos dois filmes antecessores. Jason também dirigiu outros longas importantes, como “Juno”, “Amor sem Escalas” e “Tully”.

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Novos talentos também vão fazer parte do elenco da nova edição de “Os Caça-Fantasmas “, como Paul Rudd, que fez o papel principal em “Homem-Formiga”. Também irão participar do filme Carrie Coon ( The Leftlovers), Fin Wolfhard (Stranger Things) e Mckenna Grace (Capitã Marvel). Confira abaixo o teaser do trailer oficial divulgado no Twitter da Sony Pictures. 

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Fonte: IG Gente
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Hungria Hip Hop fala sobre preconceito no rap: “Sofri mais que muito preto”

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Detentor de números grandiosos no Youtube e nas plataformas de streaming, Hungria Hip Hop é a sensação do trap nacional. Na última terça (09) o cantor lançou a canção Um Pedido, aproveitando o momento, ao iG Gente , ele falou sobre sua jornada no underground nacional, visibilidade, fé e seus projetos futuros. 

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Hungria Hip Hop fala sobre desafios da carreira no rap


Sem um processo de composição específico, Hungria Hip Hop assume que sua nova canção surgiu enquanto ele estava em um quarto de hotel. “Comecei a escrever na hora, parece que Deus mandou essa música, que fala de amor e não desistir”.

Alguns projetos do rapper, como Lembranças e Bolo Doido , unem a realidade da periferia com o luxo da ostentação e da sensualidade. Questionado sobre o motivo de mostrar e mesclar esses elementos em seus clipes, Hungria não pestaneja.

“Têm os dois lados da parada, aí … o lado do moleque da periferia e o da sensualidade. São dois fatores, não existe só alegria, mas um caminho, então eu mostro do sofrimento até chegar na alegria (ostentação e luxo)”, declara o cantor e produtor musical.

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Nas redes sociais do músico é possível encontrar legendas sobre Deus, ele cantando gospel e mais. Indagado sobre sua conexão com a religião, o rapper se embala.

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“Minha fé é algo de extrema de importância, porque eu só tinha ela. Não tinha dinheiro para comprar tênis, para gravar em estúdio”, diz ele, que em seguida fala sobre como orienta sua filha religiosamente: “Todo mundo que vai à minha casa ouve Deus, não tem como eu impor a religião para ela, mas têm como eu orientar, mostrar meu temor a ele”.

Intolerância religiosa e preconceito

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Cantor pretende gravar um DVD no próximo ano

Sobre o título de “referência ou sensação do trap nacional”, o músico se define abençoado, mas mantém os pés no chão. “Acho comum também porque, não melhor que ninguém, mas existia esse propósito meu, disso acontecer”. 

Questionado se já sofreu algum tipo de preconceito ou desmerecimento por cantar rap e ser branco, Hungria não se esquiva. “Não, não aconteceu isso… até porque eu sofri mais que muito preto. Não sei quem foi o doido que inventou essa parada de cor, mas somos cria de um pai só. Classe social, cor, outros aspectos não diferencia ninguém. Até porque o rap não têm uma faixa dizendo: ‘têm que ser negro para cantar rap’, a gente têm que cantar o que têm no nosso coração, ou seja, a música é sem fronteiras”. 

Ao falar sobre seus projetos futuros, Hungria Hip Hop demonstra animação: “Em novembro têm mais uma faixa e quero gravar meu DVD ano que vem. Vai ser uma realização na minha vida”, finalizou. 

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*Com reportagem de Reginaldo Junior

Ator de “Riverdale” no Brasil

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Lochlyn Munro, ator de “Riverdale”, vem ao Brasil para a HORROR EXPO 2019

Os fãs de “Riverdale” podem comemorar porque um conhecido ator da série transmitida pela Warner Channel vem ao Brasil participar da HORROR EXPO 2019. O canadense Lochlyn Munro viveu o antagonista Hal Cooper nessa que é uma das séries jovens de maior sucesso do momento. O ator também esteve no elenco de outros sucessos como “Freddy Vs Jason”, “Todo Mundo em Pânico” e “As Branquelas”.

O evento que Lochlyn participará acontece entre os dias 18 e 20 de outubro no Expo Center Norte, em São Paulo. Ele estará presente no dia 19 de outubro em um painel no qual falará da sua carreira e também responderá perguntas do público.

Universo trans no teatro

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Divulgação/Leonardo Pequiar

“Quem Tem Medo de Travesti” é espetáculo sobre o universo trans

Explorando o universo trans no Brasil, o projeto Travestis Itinerantes, apresentado pelo Coletivo Artístico As Travestidas, chega a São Paulo para realizar duas interessantes ações no Itaú Cultural. Nos dias 21 e 22 de setembro, será apresentado o espetáculo “ Quem Tem Medo de Travesti ”, e, no dia 20 de setembro, acontecerá uma oficina de montação de drag – as inscrições para participar já estão abertas.

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Esse projeto usa a linguagem teatral como um instrumento de questionamento e transformação social. O espetáculo conta com uma equipe composta por atores, cantores, transformistas e bailarinos, sendo que todos são nordestinos. A peça evidencia questões que ainda assombram o universo trans como invisibilidade, exclusão e preconceito. Resumindo, a arte é usada para fazer o público refletir.

Fonte: IG Gente
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