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Coordenador do Mapa explica decreto que suspende zoneamento da cana-de-açúcar

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O Coordenador de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Cid Caldas, explica que a revogação do zoneamento da cana-de-açúcar tem o objetivo de permitir o retorno de investimentos no setor sucroenergético, suspensos desde 2009.

O decreto publicado na última terça-feira (5) simplifica e desburocratiza o zoneamento de plantio de cana-de-açúcar, mas não permite novos desmatamentos, hoje vetados pelo Código Florestal e pelo RenovaBio, leis que não existiam em 2009.

Veja o esclarecimento no vídeo abaixo:

 

 

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Ministra conversa com secretário americano sobre importação de carne brasileira

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A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) se reuniu nesta quarta-feira (20) com o secretário da Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue. Eles conversaram sobre a suspensão à importação de carne bovina in natura do Brasil. De acordo com a ministra, o governo americano está finalizando a análise dos dados que o Brasil enviou e deve dar um posicionamento em algumas semanas.

“Vamos fazer os trâmites com a maior tranquilidade. Eles me prometeram que em breve teremos notícias sobre a data e se as informações que passamos são suficientes ou não. Vamos aguardar uma decisão deles, eu espero que seja breve mesmo, pela nossa conversa”, disse a ministra, ao sair da reunião.

O secretário Perdue agradeceu a celeridade com que o Brasil enviou as informações solicitadas na última auditoria realizada em junho e comprometeu-se dar prioridade ao processo.

Em 2017, os Estados Unidos suspenderam as compras de cortes bovinos do Brasil, devido às reações (abcessos) provocadas no rebanho, pela vacina contra a febre aftosa. Em junho deste ano, uma missão veterinária dos Estados Unidos esteve no Brasil para inspecionar frigoríficos de bovinos e suínos.

Outro assunto tratado na reunião foi o estabelecimento da cota de importação de 750 mil toneladas de trigo por ano com alíquota zero, definido recentemente pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). “Era uma ansiedade dos Estados Unidos, mas já está implementada”, disse a ministra. Os representantes dos dois países também conversaram sobre a necessidade de trabalhar em conjunto pela expansão mundial do uso do etanol, de modo a tornar a commodity produzida por ambos os países um produto global.

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Em fevereiro do ano que vem, a ministra deve voltar aos Estados Unidos para conversar com Perdue sobre a ampliação do AG-5, grupo de países que reúne os Estados Unidos, Brasil, Argentina, Canadá e México. Segundo Tereza Cristina, está sendo estudada a ampliação do bloco, com a entrada de dois países exportadores de grãos. A ideia é explorar questões como a defesa da ciência na definição padrões sanitários e fitossanitários. 

Informações à imprensaimprensa@agricultura.gov.br

Fonte: MAPA GOV
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Agroextrativistas da Amazônia querem aumentar visibilidade de produtos naturais

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Por trás de cosméticos e outros produtos naturais que abastecem uma variada rede de consumidores no Brasil e no mundo, há uma cadeia produtiva longa e ainda invisível. Da extração da matéria-prima na floresta até a elaboração do produto final para comercialização, o processo é garantido pelo envolvimento de centenas de famílias da Amazônia.

Sementes de cumaru, andiroba, copaíba, resina de breu são alguns dos produtos extraídos na mata e que seguem em direção à indústria. É da extração dessas matérias-primas que sobrevivem as comunidades ribeirinhas de Silves, município amazonense situado a cerca de 250 quilômetros de Manaus.

Com aproximadamente 9 mil habitantes que vivem rodeados por lagos amazônicos e floresta de várzea, o município reúne mulheres extrativistas que produzem sabonetes, óleos essenciais, incensos e velas aromáticas com produtos da biodiversidade da região.

Da produção regional de cosméticos naturais, nasceu a Associação Viva Verde da Amazônia (Avive), fundada em 1999 e formada somente por mulheres. Em Silves, o IBGE identificou mais de 500 estabelecimentos rurais, sendo que 30% deles são liderados por mulheres.

Uma das integrantes da Avive é Joyce de Almeida, 41 anos, três filhos. Seguindo o caminho de sua mãe, uma das sócias fundadores da associação, Joyce se dedica há pelo menos 18 anos ao trabalho de beneficiamento da matéria prima recebida das comunidades.

“No começo, a associação foi criada para funcionar como farmácia verde com remédios naturais, mas devido à burocracia, resolvemos produzir cosméticos”, conta Joyce.

Com a demanda crescente, o trabalho com os cosméticos avançou e este ano a associação instalou uma fábrica para beneficiar os produtos antes feitos manualmente. A indústria é administrada pela Cooperativa de Produtos Naturais da Amazônia (Copronat), que tem mais de 40 produtores cooperados.

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“Na cooperativa, a gente trabalha desse jeito: se tem demanda de produtos, eles chamam e fazem um rodízio pra beneficiar cada cooperado. Em termos de matéria prima, a gente compra das comunidades. Aqui são mais de 144 famílias que vendem os produtos, como andiroba, copaíba, resina de breu, cumaru”.

As famílias fornecedoras são cadastradas e recebem cursos de capacitação e assistência técnica. Nas comunidades extrativistas, também foram construídos polos de armazenamento do material antes dele ser processado na indústria.

Segundo Joyce, as famílias fornecem por ano mais de 660 litros de essência de copaíba e andiroba. No caso do cumaru, são mais de 200 quilos de sementes por mês, porque o fruto só dá uma vez por ano.

Com a instalação da fábrica e dos polos extrativistas, os cooperados esperam ampliar a produção e conquistar novos mercados.  “Antes da fábrica, a gente chegou a fazer ter mil sabonetes no mês, manual, agora tem maquinário que dá pra fazer o dobro”, comenta.

A Copronat já vende para os estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e Paraná, além de alguns países europeus, como a Alemanha. Mas a produtora espera maior valorização para os empreendedores da floresta.

“A gente tem um trabalho muito grande de ir na floresta, trazer a matéria-prima, e, às vezes, os brasileiros acham o produto caro, porque não sabem o valor que tem. Levam nossos produtos para a Europa e pra lá é caríssimo. Por que não se espalha aqui no Brasil para ajudar os ribeirinhos?”, questiona.

Produtos da Cooperativa de Produtos Naturais (Copronat)

Em busca de novos mercados

A quase 900 quilômetros de distância de Silves, o município de Lábrea também abriga uma associação que se dedica há mais de 20 anos a processar produtos amazônicos extraídos por ribeirinhos. A Associação de Produtores Agroextrativistas da Colônia do Sardinha (Aspacs) tem cerca de 40 filiados e 80 fornecedores de matéria-prima dos municípios da calha do rio Purus.

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A maior parte dos produtores vive nos municípios de Pauini, Lábrea e Canutamã, onde estão 70% dos fornecedores. A associação também recebe produtos de extrativistas indígenas da etnia Apurinã, situados na região do rio Jamari.

De frutos como andiroba, copaíba, murumuru, buriti, a Aspacs produz pomadas, sabonetes, velas, entre outros produtos cosméticos, mas o carro-chefe são os azeites de castanha e outras sementes.

“As famílias extraem e também fazem uma boa parte do preparo, como no caso da borracha. E a parte da indústria, para extração do óleo, prensagem a frio, fica na usina em Lábrea”, explica Mateus Soares Neto, representante da Aspracs.

O produtor destaca que o material produzido na associação atende ao nicho da gastronomia, além da rede de cosméticos. “Nossos amanteigados não são à base de lactose. A manteiga do cupuaçu, do murumuru, do tucumã são riquíssimas em betocaroteno e tem potencial de reduzir manchas da pele. E elas são comestíveis também em frituras de carnes, ovo, para dar aquele aroma nos pratos”, disse.

Os produtos são vendidos na região amazônica e para restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro. Mas, os produtores de Lábrea também querem expandir as vendas para agroindústrias nacionais e abrir espaço em outros países.

Para aumentar a produção e atender as exigências do mercado internacional, Mateus relata que a associação está trabalhando para atrair mais fornecedores e mobilizar os extrativistas da região. Segundo ele, os extrativistas consideram importante ter um selo para identificar produtos das regiões amazônicas, como Alto Rio Negro, Japurá, Alto Amazonas, Médio Solimões, Baixo Amazonas, Juruá, Javari, Purus, Madeira, Tapajós, do Xingu e Trombetas.

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“Estamos tentando criar uma liga de extrativistas para unificar as demandas, porque ficamos isolados de Manaus, que tem 90% da economia do estado. Achamos que também podemos nos encaixar nas exigências dos mercados internacionais. Por isso, é importante ter esse selo de identificação, para o consumidor saber que o produto vem da Amazônia”, afirmou Mateus.

Os produtores da região também reivindicam melhorias na logística da região para escoar os produtos, além de subsídios financeiros, sociais e apoio técnico científico para continuarem a produzir de forma sustentável, mantendo a floresta em pé. O objetivo é aproveitar o potencial da bioeconomia da região para aumentar a renda e qualidade de vida das famílias extrativistas.

“O produto tem a qualidade e a pureza da Amazônia. A evolução do agro extrativismo precisa chegar nos municípios produtores. Aquele cara que está lá subindo no pé, colhendo e colocando o produto no cesto precisa de de investimento e valorização”, comentou Mateus.

Encontro

As demandas dos produtores agroextrativistas foram apresentadas durante o 1º Encontro de Bioeconomia e Sociobiodiversidade da Amazônia, realizado nos dias 12 e 13 de novembro, em Manaus.  Organizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, o evento reuniu na capital amazonense especialistas de várias instituições para discutir formas de fortalecimento das cadeias produtivas da bioeconomia.

Informações à imprensaDébora Brito
imprensa@agricultura.gov.br

 

Fonte: MAPA GOV
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Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2019 é atualizado para R$ 609,5 bilhões

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O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2019 está estimado em R$ 609,5 bilhões, conforme dados de outubro. O valor é 1,7% acima do resultado de 2018, que foi de R$ 599,4 bilhões.

Na estimativa, as lavouras chegam a R$ 399,9 bilhões e a pecuária, R$ 209,5 bilhões. O valor da pecuária foi elevado a 6,6%, enquanto que as lavouras tiveram uma redução de 0,7%.

A maior parte dos produtos analisados tem apresentado comportamento favorável, de acordo com a pesquisa da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Entre estes, os principais destaques são: algodão herbáceo (valor da produção aumentou 17,5% em relação ao ano passado), amendoim (12,4%), banana (18,7%), batata inglesa (101,4%), feijão (56,4%), laranja (4,5%), mamona (37%), milho (23,8%) e tomate (10%). Em alguns produtos, como o feijão, batata-inglesa e tomate, os preços foram mais decisivos que a quantidade para definir o resultado.

Os resultados favoráveis da pecuária estão presentes em quase todos os segmentos, exceto para o leite que tem queda de valor em relação a 2018. Os melhores resultados vêm sendo observados em carne suína, carne de frango e com pequeno aumento em carne bovina. Esses produtos têm sido beneficiados pelo aumento das exportações (Agrostat, 2019). A produção de ovos passa por uma boa fase, tendo atingido aumento real do valor de 21,6%.

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São poucos os produtos que apresentaram redução do valor da produção. Entretanto, é um grupo com forte participação no valor gerado pela agricultura. São os seguintes produtos: arroz (-5,2%), café (-27,6%), cana-de açúcar (-9,3%), mandioca (-13,9%), soja (-11,3%) e uva (-4,5%).

O que é VBP

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária, e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil. O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês. 

>> Confira dados sobre regiões

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Informações à imprensa
imprensa@agricultura.gov.br

Fonte: MAPA GOV
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