conecte-se conosco
Copyright © 2018 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262


Nacional

Corte italiana inocenta réu e diz que vítima era “muito feia para ser estuprada”

Publicado



Reprodução/Facebook

“Violência masculina contra as mulheres, até os juízes precisam de treinamento”, escreveu uma manifestante em ato contra o caso de estupro

Dois homens acusados de estupro em 2015 foram absolvidos pela Justiça italiana sob a alegação de que a vítima seria “masculina demais”, “feia” e “pouco atrativa para ser estuprada”. A decisão das três juízas que presidiam o tribunal de recursos da cidade de Ancona foi cancelada e uma nova audiência para julgar o caso de estupro foi ordenado pelo Supremo Tribunal da Itália.

Leia também: Morte de Marielle completa um ano e viúva faz homenagem; veja atos pelo País

Indignadas com a justificativa do tribunal ao considerar os acusados de estupro inocentes, centenas de pessoas fizeram uma manifestação no início da semana diante da sede do Tribunal de Apelação. “Tremam, tremam, as bruxas estão outra vez”, gritavam os manifestantes, que ainda mostravam cartazes escritos “vergonha, indignação, a magistratura necessita de formação”.

Segundo o jornal The Washington Post , o protesto foi organizado pelo grupo feminista Rebel Network e outras organizações de defesa dos direitos humanos, que rejeitaram que a falta de atração sexual pudesse ser usada como elemento de apoio a favor dos investigados. “Estas palavras constituem uma nova afronta para a vítima. Não têm nada a ver com a busca pela verdade”, declarou Luisa Rizzitelli, da Rebel Network.

Veja Mais:  Quadrilha com mais de 100 homens causa madrugada de terror em cidade do Maranhão

Nas redes sociais, o grupo feminista ainda escreveu: “O estupro não satisfaz um desejo de prazer, mas o ódio e desprezo abominável pela vítima. Não depende de quanto você é feminina, mas do ódio que o estuprador carrega dentro de si”.

Leia também: Jovem sofre estupro coletivo, é morta e tem corpo jogado em cisterna, em Goiás

O caso aconteceu há quatro anos, quando uma mulher peruana de 22 anos alegou ter sido atacada por dois homens, também de nacionalidade peruana. Um deles a teria estuprado, enquanto o outro teria agido como cúmplice do crime.

Os réus foram condenados em 2016 a cinco e três anos de prisão e, segundo o laudo médico, os ferimentos sofridos pela vítima confirmavam o estupro e a presença de um tranquilizante em seu sangue, confirmando a versão da mulher de que teria sido drogada, enquanto estava em um bar após uma aula noturna.

Porém, em 2017, o Tribunal da Apelação da Itália decidiu revogar a condenação, após as três juízas que acompanhavam o caso verem uma foto da vítima e concordarem com os argumentos dos acusados de que a mulher era “masculina demais”. Segundo as juízas, haveria ainda a possibilidade de que os acontecimentos contados pela vítima tivessem sido inventados ou organizados pela própria mulher.

Elas afirmaram que um dos réus “nem sequer sentiu atração pela moça, tanto que havia guardado o telefone dela em seu aparelho sob o apelido ‘Viking’, uma alusão a uma figura que seria tudo menos feminina, mas sim masculina”.

Veja Mais:  Diplomação em SP é marcada por briga entre Alexandre Frota efiliado do PSOL

Leia também: Onda de feminicídios atinge Carnaval e renova urgência de lutas no Dia da Mulher

A decisão das juízas foi divulgada somente na última semana, porém, a sentença em relação aos acusados por estupro foi cancelada e o julgamento deverá ser realizado novamente na cidade de Perúgia, também na Itália. A advogada da vítima, Cinzia Molinaro, declarou ao jornal The Guardian que os argumentos usados pelas juízas eram “repulsivos” e apelou contra a decisão delas junto ao Supremo.

Fonte: IG Nacional
Comentários Facebook

Nacional

STF despreza pedido do Senado e mantém julgamento da criminalização da homofobia

Publicado


lgbt
shutterstock/Reprodução

Projeto que criminaliza a homofobia também tramita no Congresso

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) retomaram na tarde desta quinta-feira (23) o julgamento de ações que discutem a criminalização da homofobia no Brasil. O julgamento foi interrompido no dia 21 de fevereiro e já tem 4 votos favoráveis. Antes da retomada do julgamento, a maioria dos ministros rejeitou recomendação do Senado para que os processos fossem retirados da pauta, uma vez que  duas matérias sobre a criminalização de práticas contra a comunidade LGBT foram aprovadas nessa quarta-feira (22).

Leia também: Veja cinco argumentos a favor da criminalização da homofobia no Brasil

Atualmente, os casos envolvendo agressões contra LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros) são tratados como lesão corporal, tentativa de homicídio ou ofensa moral. Sendo assim, duas ações pedem ao STF que a homofobia seja equiparada ao racismo, com pena de um a cinco anos de prisão. 

Os pedidos foram feitos pela ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e pelo PPS. O partido alega haver omissão do Congresso em relação ao tema. Antes do julgamento ser interrompido, os ministros Celso de Mello, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso votaram a favor da criminalização.

Faltam ainda oito votos: Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e o presidente da Corte, Dias Toffoli. Em paralelo à ação do STF, um projeto de lei que criminaliza a homofobia também passou a tramitar no Congresso, após ser acusado de omissão. 

Veja Mais:  Ministro italiano agradece a Bolsonaro e diz que Battisti é um “grande presente”

Na tarde de ontem, o Senado aprovou o texto , que agora segue para a Câmara dos Deputados. A proposta foi aprovada por 18 votos a 1. No entanto, o relator, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), acrescentou um trecho que deixa as igrejas de fora das punições previstas.

A votação no STF ainda pode ser suspensa nesta quinta-feira. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo , a senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou que procuraria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que ele peça a Dias Toffoli para suspender a sessão, aguardando o fim da tramitação do projeto de lei no Congresso. 

Mais informações em instantes.

Fonte: IG Política
Comentários Facebook
Continue lendo

Nacional

Eduardo Cunha será transferido para o complexo de Bangu 8 no Rio de Janeiro

Publicado


Dudu Cunha
Alex Ferreira/Câmara dos Deputados – 12.7.16

Ex-deputado Eduardo Cunha vai ser transferido para o complexo de Bangu 8

Autorizado a cumprir pena no Rio, o ex-presidente da Câmara,Eduardo Cunha , será levado para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, quando chegar ao estado. A unidade, localizada no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste da cidade, abriga detentos da Operação Lava-Jato e outros com Ensino Superior completo. E lá que está, por exemplo, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral. Em Bangu 8 estão, atualmente, 103 presos. O presídio tem capacidade para 154. 

Leia também: Cunha obtém autorização para cumprir pena no Rio

Eduardo Cunha está preso atualmente  Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Sua vinda para o Rio foi autorizada pelo juiz Rafael Estrela, titular da Vara de Execuções Penais do estado, e também pela Justiça Federal. A transferência do ex-presidente da Câmara será feita pela Secretaria de Administração Penitenciária ( Seap) do Rio, mas ainda não há previsão para que ela ocorra. A pasta aguarda a documentação necessária para o procedimento.

Fontes da Seap ouvidas pelo jornal O Globo afirmaram que, para agilizar sua vinda para o Rio de Janeiro , Cunha poderá arcar com os custos da passagem de avião e dos agentes penitenciários que irão escoltá-lo até o estado. Isso poderia ser feito para que o político não precise aguardar os trâmites burocráticos para liberação de verba para a viagem. Ainda não houve, no entanto, nenhuma sinalização da defesa de Cunha nesse sentido.

Veja Mais:  Menino de 3 anos morre atropelado por trem na Linha 1-Azul do Metrô de SP

Leia também: Deputado quer discutir decreto com Bolsonaro: “Doido entende outro doido”

Cunha está preso no Paraná há 31 meses. E desde a última sexta-feira (17) tem a companhia de José Dirceu em sua cela. 

Em abril deste ano, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido da defesa do ex-deputado de anulação da pena por lavagem de dinheiro. Os advogados argumentavam que Eduardo Cunha  havia sido condenado duas vezes em razão do mesmo ato, mas os ministros do STF entenderam que há provas do cometimento de dois crimes.

Fonte: IG Política
Comentários Facebook
Continue lendo

Nacional

Namorada de Lula controla visitas em Curitiba

Publicado

IstoÉ


Rosângela da Silva, namorada de Lula
Reprodução

Namorada de Lula é quem controla visitas ao ex-presidente na prisão em Curitiba

A socióloga Rosângela da Silva , namorada do ex-presidente Lula (PT), passou a fazer uma triagem das pessoas que visitam o petista em Curitiba (PR). As informações são da revista Época .

Amigos de Lula acham que, ao delegar a triagem à amada, ele encontrou uma forma de só encontrar quem ele quer, sem passar pelo ônus de vetar alguém.

Leia também: Lula recebeu ultimato da nova namorada e já usa aliança de compromisso

Ainda segundo a revista, os filhos do ex-presidente não aprovaram totalmente o namoro do pai. Janja, como é conhecida, só é amiga nas redes sociais de Bia Lula, neta do ex-presidente.

Membros do PT dizem que o casal, que se conheceu quando Lula era presidente e passou por Itaipu, se reencontrou em abril de 2018 durante as caravanas que o ex-presidente fez pela região Sul.

Leia também: Pessoas próximas a Lula não aprovaram a exposição do namoro do ex-presidente

De acordo com a Época , eles se encontram no fim de tarde das quintas-feira por cerca de uma hora e sem visitas íntimas, o que Lula algumas vezes reclama.

Fonte: IG Política
Comentários Facebook
Veja Mais:  Sri Lanka revisa número de mortos em atentados e total cai de 359 para 253
Continue lendo

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana