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Nacional

Criminosos explodem viaduto e queimam ambulância no 10º dia de ataques no Ceará

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Veículos seguem sendo queimados no décimo dia consecutivo da onda de violência no Ceará que começou em 2 de janeiro
Reprodução/Twitter – @betura

Veículos seguem sendo queimados no décimo dia consecutivo da onda de violência no Ceará que começou em 2 de janeiro

A onda de violência no Ceará chegou ao 10º dia consecutivo nesta sexta-feira (11) depois que criminosos tentaram explodir mais um viaduto na capital Fortaleza e colocaram fogo numa ambulância nesta madrugada. A Força Nacional e a Polícia Militar tentam conter os ataques desencadeados em forma de protesto à fala do novo secretário de Administração Penitenciária, Luis Mauro Albuquerque, escolhido pelo novo governador do Ceará, Camilo Santana (PT).

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Ao todo, a série de ataques já contabiliza 187 ações criminosas em 43 das 184 cidades do estado desde o dia 2 de janeiro nesta que já é a onde de violência no Ceará mais longa da história.

Em contrapartida, o governo federal, através do novo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou o envio de mais 106 homens da Força Nacional para reforçar o contingente. Eles se juntam aos mais de 300 outros agenste federais que já estavam no estado desde o sábado (5).

Além destes, a Polícia Militar do Ceará também recebeu o reforço de policiais de outros estados. O governo da Bahia enviou 100 oficiais na última semana para o Ceará e o outros 43 policiais militares e agentes de inteligência do Piauí, Pernambuco e Santa Catarina também estão no estado.

Também para tentar conter a onda de violência no Ceará, o governo do Estado promoveu a transferência de 35 presos considerados chefes das principais facções criminosas que atuam no estado, como o Comando Vermelho (CV) e os Guardiôes do Estado (GDE), de Cadeias Públicas no interior do Ceará para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

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Vintes presos foram transferidos na madrugada de quarta-feira para a Penitenciária Federal de Mossoró e mais 15 foram transferidos na madrugada de hoje
Divulgação/Sejus

Vintes presos foram transferidos na madrugada de quarta-feira para a Penitenciária Federal de Mossoró e mais 15 foram transferidos na madrugada de hoje

Vinte presos foram transferidos na madrugada de quarta-feira  (9) em ação realizada em conjunto pelo governo estadual, o Departamento Penitenciário Nacional e a Polícia Rodoviária Federal. Nesta madrugada de sexta-feira (11), outros 15 presos também foram transferidos. Após chegarem a Mossoró, parte deles ainda será transferidas para presídios em outras regiões do Brasil.

Ao todo, pelo menos 239 suspeitos de promoverem os ataques já foram presos, mas nem isso foi capaz de fazer cessar a violência no Ceará, apesar dos moradores já começarem a sentir uma melhora na segurança pública do estado. Nesta noite, porém, os bandidos tentaram explodir mais um viaduto em Fortaleza , a exemplo do que já tinham feito na véspera .

De acordo com a Polícia Militar, no entanto, parte do explosivo não detonou e, por conta disso, a área do viaduto na rodovia CE-040, no Bairro Messejana, em Fortaleza, chegou a ser isolada por agentes de segurança. Uma equipe do esquadrão antibombas foi acionada e foi até o local para manipular o artefato e evitar uma nova explosão.

O procedimento foi bem parecido com o adotado na madrugada de quinta-feira (10), quando criminosos também explodiram uma bomba caseira na parede de um viaduto da estação Linha Sul do Metrô de Fortaleza, no bairro Parangaba da capital cearense.

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Na ocasião, mesmo a explosão tendo ocorrido por volta das 0h40 da madrugada, a estação de metrô mais próxima chegou a ficar fechada 1h30 além do tempo normal na manhã seguinte enquanto os engenheiros da prefeitura de Fortaleza averiguavam se havia danos na estrutura do viaduto e outros funcionários faziam a limpeza e a “reconstrução” do trecho atingido.

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Por outro lado, se ontem (10) criminosos atearam fogo em mais um ônibus municipal, nesta madrugada o veículo que se tornou alvo foi uma ambulância. 

Violência no Ceará entra no décimo dia


Onda de violência no Ceará já registrou 187 ataques; criminosos querem saída de novo secretário de Administração Penitenciária
Reprodução

Onda de violência no Ceará já registrou 187 ataques; criminosos querem saída de novo secretário de Administração Penitenciária

Mesmo com 187 ações criminosas registradas em 43 das 184 cidades do estado, o número de vítimas é pequeno: apenas uma pessoa morreu e outra três ficaram feridas como decorrência da onda de violência no Ceará. Segundo os agentes de segurança, esse é um sinal de que os ataques criminosos iniciados no dia 2 de janeiro são um protesto contra o poder público. Hipótese reforçada pelo fato da série de ataques ter começado focada em prédios públicos.

Os atos seriam uma retaliação das facções criminosas que atuam no estado à declaração do novo secretário de Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, nomeado pelo novo governador Camilo Santana (PT). O secretário declarou que o estado não reconheceria facções criminosas e os presos poderiam ser misturados nas mesmas alas dentro do presídio. Além disso, o novo secretário conduziu uma série de ações para comabter o crime dentro dos presídios e coordenou a apreensão de celulares, drogas e armas em celas.

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Enquanto isso, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), fez um pronunciamento oficial na tarde de sábado (5), após o terceiro dia consecutivo da onda de ataques no estado em que subiu o tom contra os criminosos e afirmou que não pretende recuar . Ele negou que o estado irá recuar no combate ao crime organizado após os ataques realizados desde a noite da última quarta-feira (2).

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O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), subiu o tom após a onda de ataques no estado e afirmou que não vai recuar
Divulgação

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), subiu o tom após a onda de ataques no estado e afirmou que não vai recuar

Em vídeo divulgado nas suas redes sociais, o governador afirmou ter “absoluta confiança nos mais de 29 mil profissionais cearenses que formam as forças de segurança do nosso estado, que têm se doado noite e dia para combater o crime, especialmente neste momento em que o Estado do Ceará toma medidas duras e necessárias de combate ao crime organizado, fora e dentro de unidades prisionais”, disse o político. 

“Criamos uma secretaria especialmente para a atuação rigorosa em todos os presídios, agindo com firmeza, dentro da lei e mostrando que o comando é do Estado”, continuou o governador. “Endureceremos cada vez mais contra o crime”, desafiou. Santana também disse ter total confiança nas forças de segurança de estado e fez questão de mencionar o apoio federal que o estado está recebendo.

“Aproveito para dar as boas-vindas aos agentes da Força Nacional de Segurança e tropas federais que começaram a chegar ao Ceará ontem para contribuir com nossa Polícia nesse enfrentamento”, disse o governador.

Apesar do número reduzido de vítimas, os moradores do estado têm enfrentado uma série de transtornos. Isso porque, com o avanço dos ataques, os cidadãos estão tendo dificuldades para se locomover de casa para o trabalho. Segundo relatos, desde que policiais militares passaram a andar dentro dos coletivos, o transporte começou a se normalizar durante o dia, mas no retorno para casa à noite, o medo ainda toma conta porque é ao anoitecer que a maioria dos ataques tem sido realizados.

Há problemas também com o transporte escolar e a coleta seletiva de lixo. As empresas que atuam na limpeza do estado tiveram que reduzir a circulação de caminhões que recolhem os resíduos nas cidade e o lixo já se acumula nas ruas e principais avenidas de Fortaleza.

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Diante da  violência no Ceará , o turismo também teve uma queda por conta da insegurança em plena alta temporada. A rede hoteleira que contava com 85% da capacidade ocupada, já contabiliza uma redução para 65% com o cancelamento de reservas. Os prejuízos, no entanto, só poderão ser contabilizados ao final da série de ataques, a princípio, ainda sem hora para acabar.

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Bolsonaro diz que Moro no governo é “motivo de honra para brasileiros de bem”

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Moro e Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR – 11.6.19

Bolsonaro volta a defender Moro no governo: “Motivo de honra para brasileiros de bem”

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a defender o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, nesta segunda-feira (17). Segundo Bolsonaro, é motivo de “honra, satisfação e orgulho” ter o ex-juiz em seu governo.

“Eu quero dizer ao prezado Sergio Moro que é motivo de honra, satisfação, orgulho… não pra mim, mas para todos brasileiros de bem, tê-lo nessa função que se encontra”, afirmou Bolsonaro ao abrir sua fala sobre a assinatura da medida provisória (MP) que facilita a venda de bens apreendidos do tráfico de drogas , sob aplausos dos presentes, entre eles, o próprio ministro.

“Pra mim foi um motivo de honra e satisfação um homem que é um símbolo que quer mudar o seu País. Que em cima daquilo que ele aprendeu, naquilo que se propôs a servir a pátria como juiz estava fazendo e nos orgulhava a todos. E após essa conversa lá em casa ele falou da sua vontade, e era meu interesse também, de ocupar o Ministério para poder, por mais meios, combater o crime organizado, a lavagem de dinheiro e a corrupção”, acrescentou.

Direcionando sua fala ao general Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o presidente ainda disse que passou a ser alvo “por parte do inimigo” por conta do trabalho de Sergio Moro . “Quando se tem a verdade e Deus ao se lado, ninguém nos atinge”.

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O texto assinado por Bolsonaro prevê que a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) seja dotada de instrumentos legais para transformar os produtos apreendidos ou confiscados em recursos para aplicar em políticas públicas.

Em pronunciamento, o ministro disse saber que medidas provisórias só devem ser editadas em “casos excepcionais”, mas disse que essa é bastante simples e considerá-la muito “relevante e urgente”.

De acordo com o Ministério da Justiça , as novas regras sobre itens confiscados devem dar mais eficiência e racionalidade na gestão de bens apreendidos. Além disso, o documento assinado pelo presidente deve autorizar a contratação temporária de engenheiros em projetos de contrução de presídios.

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Em nota, o Ministério afirmou ainda que, com a assinatura da MP, “será possível transformar, mais rapidamente, os bens apreendidos em recursos financeiros para aplicação em investimentos sociais”.

“Os valores arrecadados com a venda já poderão ser utilizados em políticas públicas antes mesmo do fim do processo judicial”, afirma o comunicado emitido pela pasta do governo Bolsonaro .

Decreto das armas

O presidente também aproveitou seu pronunciamento para pedir o apoio de parlamentares no que classificou de “batalha do decreto das armas “. “Quer desarmar o povo quem quer o poder absoluto”, declarou.

No sábado, durante cerimônia militar em Santa Maria (RS), o presidente defendeu que o povo tenha o direito de andar armado “para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de prova absoluta”.

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“A nossa vida tem valor. Mas tem algo muito mais valoroso que nossa vida, que é nossa liberdade. Além das Forças Armadas, defendo o armamento individual para nosso povo para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de prova absoluta”, disse o presidente, durante evento em memória ao marechal Emilio Mallet, o patrono da Artilharia.

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No sábado, ele também publicou em suas redes sociais um pedido para que a população cobre dos senadores a manutenção de seu decretos que flexibilizaram o porte de armas.

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado votou pela revogação dos atos do presidente. A decisão, porém, ainda precisa ser referendada pelo plenário da Casa. 

O governo foi derrotado na CCJ , na última quarta-feira, por 15 votos a nove. Senadores aliados de Bolsonaro admitem preocupação com a possibilidade de o resultado contra os decretos seja mantido no plenário da Casa. A votação seria na própria quarta, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em acordo com os líderes, decidiu adiar para esta semana e deve acontecer na terça-feira (18).

Fonte: IG Nacional
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Sem Carlos Bolsonaro, Mourão é homenageado na Câmara do Rio

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Mourão
Divulgação

Mourão é homenageado na Câmara de Vereadores do Rio

O vice-presidente Antônio Hamilton Martins Mourão recebeu nesta segunda-feira (17) a medalha Pedro Ernesto e o título de cidadão honorário do Rio de Janeiro na Câmara de Vereadores da capital. A homenagem ocorreu sem a presença do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.

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Ele saiu no meio da tarde antes mesmo do vice chegar e não falou com a imprensa. A homenagem foi solicitada por Jimmy Pereira, integrante do mesmo partido de Mourão, o PRTB. Ele é suplente do vereador Paulo Messina (PROS). Em fevereiro deste ano, Carlos chegou a assinar a moção de homenagem. No entanto, meses depois ele fez duras críticas públicas ao vice. Em especial, após a viagem de Mourão aos EUA.

Ao lado da mulher, Paula, o vice-presidente discursou e fez elogios ao Rio.

“Venho trazer a grande mensagem do governo do presidente Bolsonaro . A mensagem de fé, de que não temos que estar em depressão, que vamos superar as dificuldades”, disse o vice.

“Considero desde muito tempo essa cidade como minha segunda terra. Quem anda pelo Centro respira história”, comentou o general.

Mourão lembrou que veio morar na cidade em 1961. Lembrou de vitórias e derrotas do Flamengo e de sua experiência no Maracanã. “Torcedor é torcedor. Nossa família foi muito feliz aqui”, disse. Há poucos dias, Mourão também recebeu o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre.

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A imprensa teve diversas restrições para acompanhar o evento na Câmara de Vereadores e, segundo a assessoria da vice-presidência, apenas oito cinegrafistas e fotógrafos puderam acompanhar a cerimônia pública no plenário. Alguns jornalistas que tentaram credenciamento para o evento tiveram o pedido negado com a justificativa de que só iriam ser autorizados cinegrafistas ou fotógrafos.

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O repórter do jornal “Folha de S. Paulo” foi o único autorizado a entrar no plenário. Mesmo os pedidos para acompanhar a cerimônia de homenagem a Mourão da galeria foram negados. A assessoria alegou que faltava espaço para que outros jornalistas pudessem acompanhar o evento. No entanto, as imagens feitas durante a homenagem mostraram espaços vazios no plenário. 

Fonte: IG Nacional
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Relação entre juízes e partes é comum, mas não pode influenciar processos

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Moro
José Cruz/Agência Brasil

Relação entre juízes e partes é comum, mas não pode influenciar processos, dizem juristas

A divulgação das conversas entre o procurador da Lava-Jato Deltan Dallagnol e o então juiz do processo e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, trouxe à tona a discussão sobre o limite ético da relação entre promotores, procuradores, advogados e juízes . Para o professor de Direito da Uerj e desembargador aposentado do TJRJ Luis Gustavo Grandinetti relações de amizades entre esses profissionais são comuns, mas não devem influenciar nos processos.

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“É muito comum promotores, juízes e advogados serem mais que colegas de trabalho. Serem amigos, saírem juntos. Isso é mais que comum e normal. O anormal é quando essas relações são transportadas para dentro de um processo e com o objetivo de prejudicar a outra parte. Isto ofende a moral, a ética, a legislação e a Constituição. Mas ser amigo do promotor, do juiz, ou do advogado não interfere. Quando o Ministério Pública postula uma causa pública e o promotor é amigo do juiz não há problema. O problema é transportar essa amizade para o processo e agir no interesse de uma das partes”, afirma.

O coordenador do Centro de Justiça e Sociedade da FGV, Michael Mohallem afirma que as relações pessoais entre esses profissionais são difíceis de mapear e fazem parte da sociedade .

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“Como em vários campos da sociedade, existe a relação formal que é conhecida do público e visível, e em muitos outros setores existe outros tipos de relações que são pessoais. Como por exemplo, de juízes e advogados que foram colegas de faculdade, isto é muito difícil de mapear, e faz parte dessas relações profissionais”, destaca.

Fonte: IG Política
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