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Economia

Decisão certa pelo caminho errado

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Joaquim Levy
Tânia Riego/Agência Brasil
Joaquim Levy pediu demissão do BNDES após ser criticado pelo presidente Jair Bolsonaro

O pedido de demissão do economista Joaquim Levy , que deixou a presidência do BNDES depois de o presidente Jair Bolsonaro, sem que ninguém lhe perguntasse, ter dito que estava “por aqui” com ele, reacende uma discussão que volta e meia ocupa o centro da cena, desperta paixões e espalha mais dúvidas do que esclarecimentos pelo Brasil afora: para que serve, afinal, o banco de fomento? A frase deselegante foi acompanhada pelo movimento da mão à altura do pescoço e deixou clara a insatisfação de Bolsonaro com aquilo que ele considerava falta de alinhamento ideológico com seu governo. A princípio, a causa do descontentamento foi a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para a Diretoria de Mercado de Capitais da instituição. O desconforto, com certeza, é mais antigo e profundo.

Depois de Levy ter pedido para ir embora, exatamente como se esperava que ele fizesse diante do destempero do presidente, começaram a vir à tona informações que davam conta da insatisfação do Planalto com seu desempenho à frente do banco. Bolsonaro vinha se queixando há algum tempo — soube-se, então — da má vontade de Levy em abrir a tal  caixa preta que guardaria os segredos de empréstimos feitos aos governos alinhados com o PT. Talvez o presidente tenha apontado seu canhão para o alvo certo, mas pela razão errada. Levy, cuja competência técnica não pode ser posta em dúvida, certamente não era o nome mais indicado para o comando de um banco de fomento.

A tal caixa preta

Talvez nenhum segredo tenha vindo à tona até agora simplesmente porque, no que diz respeito às operações bancárias propriamente ditas, não haja muito o que revelar além daquilo que já é público . Talvez o novo presidente da instituição, o economista Gustavo Montezano , também não seja capaz de entregar o que Bolsonaro espera dele — e logo estará também na alça de mira. Pode-se discutir e deve-se investigar, sem dúvida, a motivação que esteve por trás de empréstimos feitos a governos estrangeiros para pagar empreiteiras as brasileiras que ganharam contratos para obras no exterior. Deve-se, da mesma forma, ir atrás de eventuais desvios de parte desses recursos para bolsos de políticos brasileiros e estrangeiros — isso é um caso de polícia e como tal deve ser tratado. O que não pode é utilizar esse tipo de debate para manter o banco de fomento paralisado, segurando no caixa dinheiro que seria mais bem empregado se fosse destinado a projetos capazes de estimular a economia brasileira.

Sempre que se fala nisso, no entanto, alguém insiste no argumento de que, enquanto a tal caixa de segredos não for aberta, o banco não pode fazer negócios. Simples assim. Para quem pensa desse jeito, é melhor manter a economia brasileira à míngua e a população desempregada do que por o banco para cumprir o papel de fomento para o qual foi criado. Naquilo que diz respeito à comprovação da natureza específica das operações bancárias, talvez não haja o que mostrar além de contratos assinados e das planilhas de liberação do dinheiro e de recebimento das prestações — documentos bem elaborados que resistem a qualquer auditoria e investigação.

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A paralisia do BNDES

Desde 1998, quando o BNDES começou a financiar empresas brasileiras de engenharia para a construção de obras no exterior, já foram feitos empréstimos no valor de US$ 10,50 bilhões com atuação em 15 países. Desse dinheiro, cerca de US$ 7,3 bilhões já voltaram aos cofres da instituição no prazo combinado e dentro das condições contratadas. Os atrasos somam US$ 518 milhões, de responsabilidade dos governos da Venezuela (US$ 352 milhões), Moçambique (US$ 118 milhões) e Cuba (US$ 48 milhões).

Pode-se, sem dúvidas, apontar o alinhamento dos governos desses países com os governos do PT. Pode-se perguntar se o governo brasileiro na época da concessão dos empréstimos não agiu mais com a intenção de ajudar os países amigos do que preocupado com a lisura das informações. Que se abram outras  CPIs além da que já existe para discutir os negócios do banco e que se ponha a Polícia Federal para investigar os desvios. O que não se pode é, em nome de negócios eventualmente pautados por interesses ideológicos no passado, puxar o freio de mão e manter o BNDES paralisado para sempre.

O problema não são os empréstimos que o BNDES fez no passado — que, é bom insistir, podem e devem ser investigados a fundo não pela consistência das operações, mas pelos interesses em torno delas. O problema principal é a paralisia do banco, igualmente motivada por razões ideológicas. O BNDES tem dinheiro para emprestar e não empresta porque o governo acha melhor e mais seguro manter o cofre fechado.

Afinidades com o governo da Época

BNDES
Agência Brasil
É hora de o BNDES emprestar, e não segurar dinheiro, opina jornalista Ricardo Galuppo

O BNDES fomenta a economia tanto pela concessão de empréstimos quanto pela participação do capital de organizações que cumprem requisitos que mudam com o tempo e variam de acordo com os interesses do governo da ocasião. Nesse segundo caso, a atuação se dá por meio da subsidiária BNDESPar. Em 1984, por exemplo, o braço de participações do banco de fomento tornou-se sócio da Engesa — uma produtora de material bélico que contava com a simpatia explícita do governo da época, do general João Figueiredo. No governo José Sarney, em 1985, a BNDESPAr tornou-se sócia da Rede Tropical de Hotéis, em Manaus. Em 1998, na administração Fernando Henrique Cardoso, pôs dinheiro e tornou-se sócia do Metrô de São Paulo.

Em 2019 — já no governo de Jair Bolsonaro — aportou recursos que a transformaram em dona de quase 24% da Blockbit, uma empresa de TI voltada para as seguranças de dados na internet. Não. Ninguém está tentando, aqui, lançar qualquer tipo de suspeita sobre essas empresas nem sobre as afinidades eventualmente existentes entre a natureza dos negócios escolhidos e os interesses do governo de cada época.

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O que está sendo dito com todas as letras é que, em cada momento, tanto o governo quanto o próprio mercado elegem suas prioridades e é natural que os negócios realizados em torno da estrutura do Estado reflitam o cenário do momento. Sufocar o BNDES pelo eventual mau uso que se fez dele no passado é o mesmo que derrubar a árvore para eliminar os parasitas que a ameaçam. O certo seria eliminar os parasitas para que a árvore recupere o viço. Faz sentido?

Sócio da Petrobras e do BNDES

As participações mencionadas há pouco referem-se a companhias de capital fechado e os valores envolvidos em cada transação não são publicados pela instituição. Com as empresas abertas, porém, os números são mais claros. Conforme a avaliação do dia 31 de março deste ano, a carteira de participações da BNDESPar em empresas abertas somava R$ 106 bilhões. Cerca de 44% desse dinheiro refere-se aos R$ 53,4 bilhões investidos na Petrobras.

O banco tem ainda 6% do capital da Vale, que representam 13,7% da carteira e somam R$ 16,5 bilhões. Tem, ainda, os rumorosos 21,32% de participação da BNDESPar no capital da JBS, a empresa dos irmãos Batista que conheceu o apogeu nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e que, no governo Temer, se encarregou de montar armadilhas e criar embaraços para os adversários do PT — com a suspeita consistente de envolvimento nunca esclarecido da própria Procuradoria Geral da República. Em tempo: o que eles disseram está sob investigação e os denunciados devem responder pelos desvios que cometeram. Ninguém está dizendo aqui que eles devam ser poupados.

Ambiente político intenso

Seja como for, essa questão deve ser tratada com cuidado pois, seja como for, qualquer movimento mais brusco para se desfazer dessas ações — como parece querer Bolsonaro — pode por a perder o dinheiro que já foi colocado na companhia e do qual o BNDES necessita para cumprir seu dever de fomentar a economia. Nos últimos anos, na medida em que a economia brasileira mergulhava na maior crise de sua história, o BNDES passou a devolver os recursos que, no passado, tomava do Tesouro Nacional para financiar seus negócios. 

Em 2015, o banco chegou a ter em seu poder R$ 487 bilhões do Tesouro. No primeiro trimestre deste ano, estavam reduzidos a R$ 270 bilhões. Isso significa que o Banco, cada vez mais, precisa de seus próprios recursos para operar e o dinheiro que tem em ações da empresa de Joesley e Wesley Batista não pode ser posto em risco por um movimento destrambelhado de monetização a qualquer preço.

Com a demissão de Joaquim Levy , ao invés de jogar luz sobre a paralisia do banco, Bolsonaro puxou o BNDES para uma posição incômoda e, num ambiente político que já anda suficientemente tenso, deu a seus adversários argumentos para elevarem o tom de voz contra o governo. O presidente da Câmara dos Deputados,  Rodrigo Maia (DEM-RJ), classificou o processo como “uma covardia sem precedentes” não de Bolsonaro, mas do ministro da Fazenda Paulo Guedes — que foi o pai da ideia de trazer Levy e seus pontos de vista, que são conhecidos há muito tempo, para o comando do BNDES. 

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Hora de emprestar, não de segurar

O certo, e já se sabia disso desde o início, é que o perfil do economista de forma alguma é adequado ao comando do banco de fomento. Não por causa dos postos que ele e Marcos Barbosa Pinto ocuparam nos governos petistas — mas por sua incompatibilidade com o cargo. Nem por sua passagem pela equipe do ex-governador Sérgio Cabral, de quem foi Secretário da Fazenda. A presidência do BNDES exige alguém com habilidade para identificar os bons projetos e disposição para financiá-los dentro de padrões aceitos pelo mercado. Nos últimos anos, sobretudo depois de sua passagem pela Secretaria do Tesouro Nacional, Levy tem se especializado mais em segurar do que em liberar dinheiro.

Seja como for, a decisão de removê-lo do posto deu voz aos adversários de Bolsonaro. No último dia 13, a associação que representa a corporação dos funcionários da casa —havia marcado uma manifestação para a próxima quarta-feira para protestar contra a “desconstrução antipatriótica” do BNDES. O certo seria fazer o ato no dia 20, quando o banco completa 67 anos de sua criação pelo governo de Getúlio Vargas. Como a data, este ano, coincide com o feriado de Corpus Christi, a turma preferiu protestar na véspera e não estragar o dia de descanso. 

Corporação poderosa

A corporação dos funcionários da casa, que nunca se preocupou com os destinos da instituição da época dos financiamentos aos “Campeões Nacionais” é um grupo de técnicos extremamente bem pagos, que reage com fúria a qualquer tentativa de contrariar seus interesses. Nos anos 1970, em plena ditadura, conseguiu reagir à transferência do corpo técnico do banco do Rio de Janeiro para Brasília.

Com argumentos que, ao fim e ao cabo, se reduziam à preferência de morar perto da praia, eles recorreram a todos os expedientes possíveis para barrar a mudança para a nova capital. O resultado é que apenas quatro dos 17 andares do edifício que tinha sido construído no Setor Bancário Sul da capital para abrigar o banco foram ocupados até que, em 1990, o governo decidiu vender o prédio. Depois, conseguiram barrar na Justiça a tentativa do governo reduzir o quadro de funcionários alegando estabilidade para funcionários regidos pela CLT — coisas do mundo estatal brasileiro.  

Para o protesto de quarta-feira, Levy , que antes era alvo, passou à condição de dardo. Se antes a turma parecia interessada em pedir sua cabeça, agora vai incluir sua saída entre as ameaças que pesam sobre o banco. Claro que, no final das contas, tudo tende a se resumir a mais uma dessas manifestações motivadas pelo pedido de liberdade do ex-presidente Lula. Uma pena. Neste momento, o BNDES precisa ser posto para funcionar e tudo o que não interessa é envolvê-lo no ramerrão ideológico e na disputa entre esquerda e direita que tem mantido a economia paralisada por tanto tempo. 

O conteúdo desta coluna não necessariamente representa a opinião editorial do iG

Fonte: IG Economia
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Economia

Não era dinheiro, era cilada: 3 dicas para não cair em dicas furadas da internet

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Veja as dicas para não cair em furadas financeiras na internet


internet  popularizou, e muito, o acesso a informações sobre  educação financeira e investimentos . Por outro lado, com uma grande quantidade de pessoas procurando sobre o assunto, cresce também a possibilidade de cair em dicas furadas, o que resulta em perda de  dinheiro

Sandra Blanco, consultora de investimentos da Órama, conta que é possível, sim, a prender a se organizar a até a investir dinheiro sozinho pela internet , mas que alguns cuidados precisam ser tomados. “Tendo tempo, disponibilidade e interesse, dá para aprender a investir sozinho”, afirma. 

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Segundo ela, uma grande oportunidade são os canais de  YouTube  que dão dicas sobre educação financeira. “Vejo isso de forma positiva, porque são pessoas que querem dividir suas próprias experiências”, opina. Segundo Sandra, porém, aprender a cuidar do próprio dinheiro é diferente de aprender a investir

No primeiro caso, aprende-se a organizar as contas, equilibrar receitas e despesas e poupar dinheiro. Até aí, segundo a consultora, não há grandes riscos em aplicar dicas encontradas na internet. O problema começa quando as pessoas procuram maneiras para ganhar dinheiro. 

1 – Cuidado com as dicas generalistas

Quando o assunto são os  investimentos , as dicas dadas online passam a ser muito generalistas quando, na realidade, cada caso é um caso. Segundo o consultor financeiro Ricardo Olio, cada pessoa possui um perfil diferente de investimentos e, por isso,  as dicas dadas online podem não se encaixar para todos . “Eu não consigo te indicar um investimento sem entender sua estrutura financeira”, afirma. 

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Sandra afirma que, nesses casos, o melhor é procurar informações de  influenciadores que realmente entendem do assunto  e, diante disso, ser seletivo naquilo que serve, ou não, para o seu contexto pessoal. 

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Cair em uma dica generalista foi justamente o que aconteceu com o técnico químico Vinicius Rangel, de 24 anos. Há cerca de dois anos, ele começou a aprender sobre  educação financeira  na internet mas, quando foi investir, acabou perdendo dinheiro por acreditar que um determinado modelo de investimentos funcionava para ele quando, na verdade, seu perfil era outro. 

Sandra explica que, com a ascensão de informações sobre finanças na internet e com o surgimento de novos modelos financeiros, as pessoas acreditam que tudo está mais simples e conectado. Segundo ela, porém,  as regras do mercado financeiro seguem sendo as mesmas, e isso deve ser seguido . “As regras tradicionais ainda não mudaram. É preciso se identificar com um perfil de investidor, ver o que é mais adequado para você e aos seus objetivos”, afirma. 

2 – Não existe dinheiro fácil

“Oi. Meu nome é Bettina , eu tenho 22 anos e 1 milhão e 42 mil reais de patrimônio acumulado”. Quem nunca se sentiu atraído por uma frase como essa, que atire a primeira pedra. Aliás, achar que existe  dinheiro rápido  foi justamente o que fez Vinicius cair na dica errada. 

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Sandra diz que  a promessa de dinheiro rápido e fácil é o maior alerta de que você pode estar prestes a cair em uma cilada . “Ninguém fica rico do dia para a noite”, enfatiza. “Um sinal vermelho piscante de que pode ser uma furada são os lucros extraordinários”. 

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A consultora explica que é possível, sim, obter lucros extraordinários com investimentos de vez em quando, mas que isso não é a regra e não acontece em um curto período de tempo. Nesses casos, ela conta que é importante pensar na Selic e compará-la com a proposta que está sendo oferecida.

“Nossa taxa básica de juros, hoje, é 5,5% ao ano, e qualquer ganho acima disso incorre em risco. Se te oferecerem 5% ao mês, isso está completamente fora do normal, então abre o olho”, aconselha. 

As promessas de lucros extraordinários podem fazer as pessoas caírem, por exemplo, em esquemas de  pirâmides financeiras . Nelas, as vítimas aplicam bastante dinheiro com a ilusão de que, no futuro, ganharão uma recompensa enorme.

“O risco é perder todo o dinheiro, pura e simplesmente. Às vezes, o esquema funciona por um mês, um ano, aí depois as coisas podem se complicar”, explica Sandra. 

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3 – Cuidado dobrado com os grupos

Na tentativa de oferecer ajuda mútua, existem muitos grupos em  redes sociais  nos quais as pessoas trocam informações sobre educação financeira e investimentos . Isso pode ser bastante positivo, contanto que se use de cautela, analisando se quem passa as dicas realmente entende do assunto. 

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O assessor de investimentos Renan Hoffmann conta que, quando ainda estava aprendendo, acabou pegando uma dica errada em um grupo. Na época, sem saber exatamente o que estava fazendo, ele decidiu fazer operações na bolsa de valores . No primeiro mês, ele perdeu dinheiro, e foi justamente um grupo online que o fez continuar investindo, mesmo que da forma errada.

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“A maioria das pessoas que conversam nesses grupos são pessoas que pensam da mesma forma e tem mais ou menos o mesmo nível de conhecimento. Então, todo mundo me falou: é normal você perder no primeiro mês, tenta de novo ”, lembra. E foi aí que Renan errou.

Continuando a investir, ele perdeu R$3.400 reais em apenas seis meses . Hoje, ele olha para trás e analisa: “se eu aplicasse de uma forma inteligente, sabendo que não existe essa coisa de você ficar rico de uma hora para a outra, eu com certeza não teria perdido esse dinheiro”. 

O tombo de Renan o fez bem, na verdade. Depois disso, ele se dedicou a aprender sobre o mercado financeiro , sobretudo na internet . Se encantou pelo que viu e, após uma transição de carreira, trabalha no setor.

Tomando os devidos cuidados, ele acredita que a internet é, sim, uma boa ferramenta para aprender a cuidar do próprio dinheiro. “A gente não aprende educação financeira na escola. Então, essa divulgação através de rede social, de YouTube , atinge uma massa gigantesca de pessoas que nunca tiveram contato com o assunto”, opina.

Fonte: IG Economia
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Economia

Servidores públicos na mira do governo: entenda a reforma administrativa

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IstoÉ

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Luis Macedo/Câmara dos Deputados – 10.7.19
Governo conta com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), para dar seguimento a reforma administrativa

Com a votação da Reforma da Previdência entrando na reta final, o governo Bolsonaro aposta suas fichas na reestruturação de carreiras do funcionalismo federal para evitar o estrangulamento das contas públicas.

Reforma administrativa deve ser levada ao Congresso após Previdência, diz Guedes

A Reforma Administrativa em elaboração prevê novas regras para contratação , promoção e desligamento de servidores. “Não temos condições de continuar rodando com gastos com folha de pagamento nessa magnitude”, diz Gleisson Rubin, secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.

A meta é enviar o projeto ainda em outubro ao Congresso. O Executivo conta com o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que o considera a “prioridade número 1”.

Com as mudanças, o governo federal pretende reduzir o número de categorias do funcionalismo federal em até 80% . Passarão de 117 carreiras para algo entre 20 e 30, diminuindo muito o gasto com pessoal.

Reforma manterá direitos dos servidores públicos, diz secretário Paulo Uebel

Também é avaliada a regulamentação da avaliação de desempenho , prevista pela Constituição, que permitirá a premiação de bons servidores e a demissão por atuação insatisfatória. Serão incluídos ainda mecanismos para impedir que os bônus se estendam a todos os servidores.

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Outras modificações incluem a revisão de licenças e gratificações , a criação de um contrato de trabalho temporário, o estímulo à contratação pela CLT por concurso, a aproximação entre os salários do funcionalismo e do setor privado, a redução dos salários de entrada e a ampliação do prazo para se chegar ao topo da carreira.


Algumas das principais medidas devem encontrar resistência, como a redução da jornada de trabalho e dos salários e o fim da estabilidade no funcionalismo público.

Este último item, inclusive, já foi refutado pelo próprio presidente, contrariando sua equipe econômica. Um outro ponto polêmico é a implementação de um novo Código de Conduta a fim de evitar “captura” de órgãos públicos por entidades de classe.

Apesar da promessa oficial de tratar somente dos novos servidores , deverão ser estabelecidas regras de transição para os atuais funcionários, o que também deve provocar reações.

Dúvidas

“Por enquanto, só foram anunciadas medidas genéricas”, diz Clóvis Bueno de Azevedo, da FGV. “A equipe econômica quer acabar com quais privilégios e gratificações ?” Ainda não há elementos para fazer uma avaliação com mais segurança, segundo ele.

Aras admite que trechos da reforma da Previdência podem parar na Justiça

Propostas de reforma da gestão pública e do funcionalismo sempre enfrentaram a resistência de corporações incrustadas na máquina pública , e há dúvidas sobre a real disposição e a força do governo em enfrentar grupos de interesse fortes no Congresso.

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Hoje, a despesa com os servidores é a segunda maior do governo federal, ficando atrás apenas da Previdência. E o seu crescimento é espantoso. Nesse ano serão R$ 325 bilhões destinados a salários de servidores. Em 2003, o valor era de R$ 187 bilhões, 43% a menos.

Apesar das dificuldades, Rodrigo Maia acredita que a aprovação pode ser mais fácil do que no caso da Previdência. O alcance da reforma, porém, pode ser limitado. Azevedo, da FGV, aponta que a diferença de salários é uma questão importante, e não foi enfrentada até agora.

“Tem salário da ordem de R$ 39 mil no Supremo Tribunal Federal . E a disposição para enfrentar questões como essa é mínima”, afirma. Talvez os poderes não estejam olhando tão para a frente assim.

Fonte: IG Economia
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Economia

Preços dos combustíveis têm nova semana de alta nos postos

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Divulgação
Tanto a gasolina quanto o etanol tiveram alta nesta semana, de acordo com a média de preços da ANP

Conforme levantamento da ANP (Agência Nacional de Petroleo), os preços médios dos combustíveis tiveram um novo aumento durante esta semana para o consumidor final. De acordo com a agência, os valores do diesel, gasolina e etanol aumentaram.

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A partir da coleta de preços de postos de várias regiões do país, a ANP faz o cálculo de uma média. Portanto, os preços dos combustíveis podem variar conforme cada região. E o resultado desta semana é a quinta alta seguida no preço da gasolina e a sexta do diesel. Em relação ao etanol, foram três aumentos semanais seguidos.

Os aumentos aconteceram depois que o mercado de petróleo ficou agitado por causa dos ataques sobre instalações produtoras da Arábia Saudita, em meados de setembro.

Gasolina Diesel Etanol
Preço médio por litro R$ 4,382 R$ 3,700 R$ 2,892
Alta da semana R$ 0,009 (21%) R$ 0,014 (0,38%) R$ 0,019 (0,66%)
Alta acumulada no ano 0,87% 7,21% 2,44%


A última vez que a Petrobras subiu os preços da gasolina foi em 27 de setembro, depois de três altas consecutivas. Os repasses dos reajustes das refinarias para o consumidor final dependem de uma série de fatores, como impostos, margens de distribuição, revenda e mistura de biocombustíveis.

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Além disso, existem outros fatores que influenciam no preço dos combustíveis , como a paridade com as cotações internacionais, bem como custos como taxas cobradas pelos portos, transporte, margem para cobrir riscos, entre outros itens. 

Fonte: IG Economia
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