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Nacional

Defesa pede habeas corpus para Haddad em ação que petista éréu por corrupção

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Fernando Haddad é réu em ação que investiga corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Rovena Rosa/Agência Brasil

Fernando Haddad é réu em ação que investiga corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Os advogados do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad entraram com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado para que a ação penal em que o petista é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro seja trancada. O político é acusado de ter recebido R$ 2,3 milhões da empreiteira UTC Engenharia.

A denúncia aceita pelo juiz Leonardo Valente Barreiros, da 5ª Vara Criminal de São Paulo, é de que Fernando Haddad recebeu R$ 2,3 milhões da empreiteira durante o período de maio e junho de 2013, quando era prefeito da capital paulista. De acordo com a acusação, os valores foram repassados para uma gráfica de um deputado estadual do PT que trabalhou na campanha do então candidato à prefeitura.

A defesa do petista alega que há “inépcia” da denúncia e “absoluta ausência de justa causa”, o que não justifica a abertura de um inquérito contra Haddad. O caso será avaliado pelo Tribunal de Justiça do Estado.

Ainda são réus na ação o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia e o doleiro Alberto Youssef, suposto responsável pelas negociações entre partido e empreiteira.

Na denúncia, Vaccari Neto teria recebido R$ 3 milhões da UTC e passado o dinheiro para a gráfica de Francisco Carlos de Souza, também conhecido como “Chicão Gordo”. Depois disso, Haddad teria recebido mais R$ 2,3 milhões da empreiteira.

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Os advogados do petista alegam que o réu não sabia da movimentação do dinheiro e que, portanto, nada poderia fazer para evitar as transferências.

“Os indícios existentes apontam que o material foi produzido a pedido do Diretório Estadual do PT para auxiliar campanhas de prefeitos e vereadores no interior do Estado de São Paulo, sem qualquer relação com o paciente”, diz o pedido de habeas corpus.

Os defensores ainda argumentam que toda a campanha de Haddad foi feita diretamente pelo Diretório Municipal do partido, sem qualquer relação com os pagamentos apontados na denúncia.

“Os gastos da campanha de Haddad eram de competência do Diretório Municipal do PT de São Paulo e de seus coordenadores, e neste âmbito todo o material produzido foi registrado, pago e declarado formalmente”, esclarecem.

Os advogados alegam que os promotores não descrevem o ato de solicitação do dinheiro por parte de Haddad e, portanto, “violam indiretamente o direito à liberdade de locomoção” do paciente, daí o pedido de habeas corpus.

Prefeito de São Paulo de 2013 a 2016, Fernando Haddad foi derrotado na tentativa à reeleição para João Doria (PSDB). Neste ano, o petista concorreu à presidência da República, mas perdeu no segundo turno para Jair Bolsonaro (PSL). Ele se tornou réu após as eleições.

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Nacional

Em São Paulo, manifestantes pedem que “os 57 milhões de votos” sejam respeitados

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Manifestantes em São Paulo
João Cesar Diaz

Em São Paulo, manifestantes pedem reforma da Previdência, apoio ao pacote anticrime e tem críticas ao Centrão e STF

O Centrão, bloco de partidos do Congresso, e o Supremo Tribunal Federal (STF) são dois dos principais alvos dos manifestantes que se reúnem na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (26), em ato de apoio ao presidente Bolsonaro .

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Pouco antes das 14h, horário marcado para o início, a manifestação reunia menos gente dos que os protestos realizados no mesmo local em 2015 e 2016 a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Nove carros de som de diferentes movimentos foram estacionados ao longo de nove quarteirões da avenida. Vestidos de camisa amarela e enrolados em bandeiras do Brasil, os manifestantes se misturam às pessoas que usam a avenida como área de lazer aos domingos.

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Por volta das 13h30, o caminhão que reunia mais público era o do movimento Brasil Conservador. No carro de som, havia uma foto de Bolsonaro e uma de Olavo de Carvalho, o guru do governo. “O Centrão só quer dinheiro, mas o Brasil é do povo brasileiro”,  puxava o grito um dos líderes em cima do carro de som.

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Os manifestantes também pediam a reforma da Previdência e a CPI da Lava-Toga. A presença do líder do PSL no Senado, Major Olímpio, que estava no meio do público, foi anunciada.

Em outro caminhão, de responsabilidade de diversos movimentos, como o Direita São Paulo e o Avança Brasil, as faixas defendiam a MP 870 (medida provisória da reforma administrativa do governo), a aprovação do pacote anticrime do ministro da Justiça Sergio Moro e o repúdio ao Centrão.

Leia também: “Povo está indo às ruas defender o futuro dessa nação”, diz Bolsonaro; assista

Em uma outra faixa com a foto de Bolsonaro, os manifestantes pedem que “respeitem os 57 milhões de votos”.

Fonte: IG Nacional
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Nacional

“Povo está indo às ruas defender o futuro dessa nação”, diz Bolsonaro sobre atos

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presidente Jair Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR

Bolsonaro também disse que pela “primeira vez na história” um presidente está cumprindo promessas de campanha


O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, neste domingo (26), que o povo está nas ruas nos  atos pró-governo para “defender o futuro da nação” e dar um recado para à velha política. A declaração foi dada durante uma vista a Igreja Batista Atitude da Barra, no Rio de Janeiro.

“Hoje é dia que o povo está indo às ruas para defender o futuro dessa nação. Com firme propósito de dar recado para aqueles que teimam, com velhas práticas, não deixar que esse povo se liberte. Agradeço mais uma vez a consideração e a simpatia de todos”, disse Bolsonaro

Ele disse, ainda, que “pela primeira vez na história do Brasil” um presidente está cumprindo o que prometeu durante a campanha. “Os problemas se avolumam. Se fosse só eu a sofrer, estava feliz. Mas quem está ao meu lado, seja parente ou não, também sofre. São 208 milhões de pessoas às quais eu devo obediência, lealdade e o norte que tem que ser dado para o futuro do nosso país Não há um dia sequer que eu não agradeça a Deus pela minha vida. Somente com a força de vocês, nós poderemos governar”.

Pelo Twitter,  o presidente também apoiou o comparecimento nos atos . Na semana passada, Bolsonaro afirmou que  não participaria das  manifestações  convocadas em apoio ao seu mandato. O presidente teria dito que não iria aos atos para demonstrar “respeito pelo cargo e por suas resposabilidades”.

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“Idiotas úteis”

No último dia 15, manifestantes contrários ao governo de Bolsonaro também realizaram protestos por todo o Brasil contra os cortes de gastos com Educação. Na data, o presidente chamou os protestantes da oposição de “militantes”, “idiotas úteis” e “massa de manobra”

“É natural, é natural, mas a maioria ali é militante. Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais no Brasil”, disse  Bolsonaro .

Fonte: IG Nacional
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Nacional

Defesa Civil monitora movimento de barragem em mina de Barão de Cocais

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Barão de Cocais
Divulgação/Vale

Por risco de rompimento em barragem da Vale em Barão de Cocais, 500 pessoas foram evacuadas da cidade

A Defesa Civil continua monitorando a movimentação do talude norte da mina de Gongo Soco, da mineradora Vale, em Barão de Cocais (MG), a 100 quilômetros de Belo Horizonte. A previsão da Agência Nacional de Mineração (ANM) era de que o rompimento da barragem ocorreria até ontem, sábado, dia 25.

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De acordo com Juvenal Caldeira, secretário municipal do Desenvolvimento Econômico da cidade e membro efetivo da Defesa Civil municipal, o risco de rompimento do talude, que funciona como uma parede de contenção para a barragem , segue no nível 3, o mais alto.

“O receio de toda a cidade é que o talude venha descer”. Segundo ele, o temor é que isso “cause vibração e afete a montanha”, o que pode impactar a barragem Sul Superior, 1,5 quilômetro abaixo da contenção. A movimentação do talude chegou a 20 centímetros em alguns pontos, um centímetro acima do observado anteriormente.

Caldeira assinala que 400 pessoas que vivem nas comunidades de Socorro, Tabuleiro, Piteira e Vila do Congo, que eventualmente podem ser afetadas, já foram retiradas. A população da Barão de Cocais participou de dois simulados para emergência. Os 16 postos de saúde da cidade estão equipados com geradores de energia, em caso de suspensão do fornecimento de luz, e há sete caminhões pipa com água potável à disposição da população de Barão de Cocais .

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Abaixo da barragem Sul Superior, a cerca de um quilômetro, estão sendo montados blocos de granito dentro de telas. Além disso, teve início o trabalho de terraplanagem para erguer um novo muro de contenção de 35 metros de altura, 400 metros de extensão na parte superior, com 10 metros de espessura e aterrado cinco metros abaixo do nível do solo. A construção deverá levar até um ano. Esse novo muro é um ponto anterior às comunidades cujos moradores foram removidos.

Fonte: IG Nacional
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