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Nacional

Esplanada dos Ministérios recebe último ensaio geral antes da posse de Bolsonaro

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Trânsito para veículos próximo ao local da posse presidencial está fechado na Esplanada desde a zero hora do sábado (29)
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Trânsito para veículos próximo ao local da posse presidencial está fechado na Esplanada desde a zero hora do sábado (29)

A Esplanada dos Ministérios será palco, neste domingo (30), do segundo e último ensaio geral para a posse presidencial de Jair Bolsonaro (PSL). E expectativa é que esta simulação se aproxime ainda mais da realidade do dia 1º de Janeiro.

Para o último ensaio da posse presidencial
, detectores de metais no Congresso, no Palácio do Planalto e no Itamaraty estarão funcionando. Se não chover, até os tapetes vermelhos serão colocados. Outra diferença é que, ao contrário do que aconteceu no primeiro ensaio
, agora, turistas e curiosos não poderão acompanhar a simulação.

“Serão feitas varreduras no local. Se a população for liberada para acompanhar, será decisão de última hora”, explicou o porta-voz da Polícia Militar do Distrito Federal, Major Michelo Bueno.

O trânsito para veículos está fechado na Esplanada desde a zero hora do sábado (29). As vias N2 e S2, que passam pelos anexos dos Ministérios, também estão fechadas e o acesso à Esplanada dos Ministérios está liberado apenas às pessoas credenciadas.

Na última quarta-feira (26), logo após as comemorações de Natal, o grupo de trabalho da posse formado pelos cerimoniais do Congresso, Palácio do Planalto e Itamaraty, se reuniu para avaliar o primeiro ensaio. O entendimento na reunião é de que tudo transcorreu como o esperado.

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Entre as recomendações feitas está a de que os servidores que vão trabalhar no evento circulem exclusivamente nos espaços que estiverem sob sua responsabilidade. Alguns ajustes no posicionamento de militares que estarão perfilados nos locais das cerimônias que envolvem a posse também foram pedidos.

Assim como no primeiro ensaio, mais uma vez, os personagens principais da posse, como o presidente eleito Jair Bolsonaro
, o vice, Hamilton Mourão, suas respectivas esposas Michelle e Paula, serão representados por figurantes, assim como parlamentares, ministros e outras autoridades. Além disso, de novo, o horário do ensaio será exatamente o mesmo programado para o dia da posse.

Roteiro da posse presidencial:

Jair Bolsonaro espera mais de 500 mil pessoas em sua posse presidencial
Senado Federal

Jair Bolsonaro espera mais de 500 mil pessoas em sua posse presidencial

No Congresso

  • 14h45 – desfile do cortejo presidencial da Catedral Metropolitana de Brasília para o Congresso Nacional;
  • 14h50 – Chegada do cortejo presidencial ao Congresso Nacional.

– Recepcionarão Bolsonaro na rampa o presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira, e sua mulher, Mônica Paes de Andrade, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e sua mulher, Patrícia Maia.

– O militar segue para o Salão Negro para os cumprimentos do presidente do STF, Dias Toffoli e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e vai para o plenário.

  • 15h – abertura, no Plenário da Câmara, da sessão solene de posse de Bolsonaro como presidente e general da reserva Hamilton Mourão como vice-presidente.
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No plenário da Câmara, esta será a ordem de discurso:

– presidente do Congresso Nacional, Euníci0 Oliveira;

– execução do Hino Nacional pela Banda do Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília;

– leitura do termo de posse;

– assinatura do termo de posse;

– compromisso constitucional (presidente e vice);

– pronunciamento do presidente da República;

  • 15h45 – término da sessão solene de posse;
  • 16h – cerimônia de execução do Hino Nacional Banda do Batalhão da Guarda Presidencial, com salva de tiros e revista de tropas e apresentação da Esquadrilha da Fumaça;
  • 16h15 – desfile do cortejo presidencial do Congresso Nacional para o Palácio do Planalto.

No Palácio do Planalto

  • 16h20 – chegada do cortejo presidencial ao Palácio do Planalto.

Este será o roteiro:

– subida da rampa;

– transmissão da faixa presidencial (parlatório);

– execução do Hino Nacional pela Banda do Primeiro Regimento de Cavalaria de Guardas;

  • 16h30 – pronunciamento de Jair Bolsonaro;
  • 17h – cumprimentos dos chefes e dos vice-chefes de Estado, dos ministros de relações exteriores e dos secretários-gerais de organismos internacionais.
  • 17h30 – cerimônia de nomeação dos ministros de Estado.

– assinatura do decreto de nomeação do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e assinatura do livro de posse pelos outros ministros;

– cumprimentos ao presidente da República;

  • 18h15 – fotografia oficial;
  • 18h25 – desfile do cortejo presidencial, em carro fechado e com a faixa presidencial, do Palácio do Planalto para o Palácio Itamaraty.
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No Palácio do Itamaraty

  • 18h30 – recepção oferecida por Jair Bolsonaro, e sua mulher, Michelle Bolsonaro.

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Jair Bolsonaro espera mais de 500 mil pessoas em sua posse. Eleito com mais de 55 milhões de votos, Bolsonaro será o 38º presidente da República do Brasil. Sua eleição encerra um período de 16 anos sem que um candidato de oposição ao PT consegue uma vitória. Michel Temer, que assumiu o posto em 2016, era vice na chapa de Dilma Rousseff (PT). O político do MDB assumiu o posto após a então presidente sofrer impeachment.

Para a cerimônia de posse presidencial
, o presidente eleito convidou parentes, amigos de pescaria e os pastores Edir Macedo e Silas Malafaia , apoiadores de seu governo. Também estarão presentes chefes de Estado, políticos e os futuros ministros.

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Confúcio Moura defende ‘escola aberta’, com uso de tecnologia e aulas a distância

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Em pronunciamento nesta quinta-feira (20), em Plenário, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) defendeu o uso de internet nas escolas públicas e a instalação de fibras óticas para a transmissão de dados a regiões mais pobres e remotas do país. Para o senador, esse seria um modo de estimular a economia e levar educação e cultura às comunidades mais pobres. Ele lamentou o não uso dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), enquanto o Brasil fica para trás na revolução tecnológica.

— Ele existe e não faz nada; é um dinheiro morto, opaco, enterrado; é um dinheiro que não deu o resultado necessário. Se esses recursos fossem convertidos em fibra ótica, o Brasil todo já teria fibra ótica, todos os cantos teriam fibra ótica. Custa R$ 10,00 o quilômetro de fibra ótica. É barato! Então, dá para esticar fibra ótica para todas as cidades. Com a fibra ótica, aí, sim, é só puxar para dentro das escolas, das casas, das repartições públicas, propiciando assim uma internet maravilhosa. Por meio da fibra ótica… Eu comparo assim: há vários meios de transporte, há a rodovia, a ferrovia, a aerovia, a hidrovia e há também a infovia. A infovia é a fibra ótica. A infovia transporta o quê? Soja? Não. A infovia transporta dados, imagens e sons —  disse o senador.

Confúcio lembrou que, já nos anos 30, o escritor Mário de Andrade (1893-1945) defendia uma “escola aberta”, na qual as crianças aprendessem brincando. E que educador e antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) afirmava que “a escola devia ser com uma igreja evangélica, com a porta aberta dia e noite”. Lembrou também que o educador Anísio Teixeira (1900-1971) instituiu na Bahia um modelo de escola integral. Para o senador, esses pensadores estavam certos, e hoje é possível aumentar o campo de ação das escolas usando a tecnologia disponível.

— Quando o menino começa a beliscar o computador, ele aprende até sozinho — afirmou o senador, defendendo a instalação de redes de internet abertas nas escolas.

Ao destacar o programa de educação a distância instituído pelo ministro da Educação Paulo Renato, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, Confúcio observou que o Brasil poderia ter avançado muito mais no uso da tecnologia nas escolas públicas e nas comunidades isoladas, como as de quilombolas e de tribos indígenas. Confúcio também destacou as ações implementadas pelo estado do Amazonas, com um modelo de mediação tecnológica que gera “aulas fantásticas” em Manaus para “aquele universo gigantesco de florestas, de cidades e de rios, com gente esparramada pelo mundo todo”. 

Cid Gomes

Confúcio Moura também lamentou o ataque sofrido pelo senador Cid Gomes (PDT-CE), que levou dois tiros ao tentar desobstruir um bloqueio feito por policiais militares em greve. Ele afirmou que o ato fere a democracia. No seu entendimento, mesmo no calor do momento e com o temperamento forte de Cid Gomes, não havia motivo algum para alguém de dentro do batalhão amotinado efetuar disparos de arma de fogo contra o parlamentar.

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— Por mais que os policiais, em greve, em manifestação, tivessem as suas razões, aquele trator não ia matar ninguém. Era só o pessoal se afastar dali, e não ia acontecer nada de mais com ninguém. Então, aquilo foi o extremo do extremo, desagradável, ofensivo ao regime democrático, às manifestações e a tudo — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Nacional

Lei Maria da Penha é tema de cartilha da coleção ‘Em Miúdos’

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A Lei Maria da Penha é o tema da nova cartilha da coleção Em Miúdos, do Senado Federal. Com texto de Madu Macedo e ilustrações de Jorge Luis Amorim Junior, a cartilha apresenta a dinâmica dos quadrinhos, com linguagem voltada para adolescentes. O conteúdo ajuda a identificar as principais formas de violência praticadas contra a mulher, elenca as conquistas trazidas pela Lei Maria da Penha e revela as formas de combate e denúncia a esse tipo de crime.

A publicação, que está alinhada às reivindicações previstas no Plano de Equidade de Gênero e Raça do Senado, é fruto da parceria entre o Senado, a Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas (ABEL) e a Câmara Municipal de Pouso Alegre (MG).  

Aloysio de Brito, gestor da Coordenação de Edições Técnicas do Senado (Coedit) e um dos idealizadores da coleção, enfatiza que a ideia é abordar várias leis, “para que o aluno do ensino fundamental e médio comece a conhecer seus direitos e deveres desde cedo”. Sua expectativa é lançar, até o final de 2020, uma cartilha sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A cartilha sobre a Lei Maria da Penha custa R$ 3,00 e pode ser adquirida, sem custo de frete, na Livraria Digital do Senado. Ela também está sendo vendida na própria Coedit e na Biblioteca do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Partidos entram com ação contra Bolsonaro por ofensas a jornalista

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Um grupo de 71 senadores e deputados da Rede Sustentabilidade, do PSol e do PT entrou com uma representação contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, na Procuradoria Geral da República. Eles argumentam que Bolsonaro quebrou o decoro exigido para o cargo máximo do país “ao se utilizar de declarações potencialmente falsas para fazer insinuações levianas, sexistas, machistas e misóginas” contra a jornalista da Folha de S.Paulo, Patrícia Campos Mello.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que esse é um ataque contra as mulheres e a democracia. Ele questionou o fato de um presidente da República proferir ataques contra jornalistas, a oposição e até o Congresso Nacional. Ao negar motivação política, Randolfe declarou que Bolsonaro atentou contra a dignidade humana, assegurada na Constituição, e as mulheres. Ele citou ainda que a representação tem como base um julgamento recente do Supremo Tribunal Federal (STF).

— Fundamentamos este crime baseado inclusive no mandado de injunção julgado ano passado pelo Supremo Tribunal Federal, número 4.733, que estabeleceu que qualquer tipo de preconceito contra grupos vulneráveis, e se trata aqui da vulnerabilidade de ofensas às mulheres, compreende na sua dimensão social crime de todos os tipos — declarou Randolfe.

Fake news

Vice-líder do governo, senador Chico Rodrigues (DEM-RR) negou que Bolsonaro tenha ofendido a jornalista.

— O presidente Bolsonaro tem um jeito diferente de tratar várias situações, e, na verdade, sem nenhuma humilhação sem nenhum ataque, sem diminuir a qualidade a importância dos jornalistas. Às vezes, ele é provocado e qualquer ser humano quando provocado reage. Portanto, eu acho que isso é mais política do que mais um problema jurídico, um problema que possa levar o presente aos tribunais — afirmou.

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Se o procurador-geral da República, Augusto Aras, acatar a representação, poderá oferecer denúncia ao STF por crime comum contra Bolsonaro.

Em depoimento à CPI das Fake News, o ex-funcionário da empresa de marketing digital, Hans River, acusou a repórter de oferecer sexo em troca de informação sobre o disparo de notícias falsas na campanha eleitoral contra o PT. Em resposta, o jornal Folha de S.Paulo publicou as transcrições das conversas entre o depoente e a jornalista, o que contradiz Hans River. Por seu depoimento falso, ele será reconvocado e poderá ter os sigilos quebrados.

Da Rádio Senado

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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