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Economia

Ford não vai investir “mais nenhum centavo” em fábrica de São Bernardo do Campo

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Ford diz que espera que possíveis compradores da fábrica de São Bernardo do Campo englobem todos os trabalhadores
Divulgação

Ford diz que espera que possíveis compradores da fábrica de São Bernardo do Campo englobem todos os trabalhadores

A direção global da Ford informou ao Sindicato dos Metarlúrgicos do ABC que não vai voltar atrás em sua decisão de fechar a fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista . A empresa também declarou que não pretende fazer mais nenhum tipo de investimento no local.

De acordo com membros do sindicato ouvidos pelo jornal Estado de S. Paulo , a Ford disse que não irá “investir mais nenhum centavo” na fábrica. A decisão, tomada durante uma reunião entre a empresa e sindicalistas na última quinta-feira (7), só foi comunicada hoje aos trabalhadores, em uma assembleia nesta terça-feira (12).

A reunião, que aconteceu nos Estados Unidos na semana passada, foi pedida pelos próprios sincalistas, e tinha como objetivo reverter a decisão da venda da empresa. No entanto, na assembleia de hoje, que aconteceu no estacionamento da fábrica, osfuncionários foram informados de que o fechamento é uma certeza.

Na reunião, líderes do  Sindicato dos Metarlúrgicos do ABC  também disseram que a direção da Ford confirmou que há três compradores interessados na montadora. Segundo eles, a empresa afirmou que vai tentar vender o local de maneira “fechada”, ou seja, de um modo que inclua todos os trabalhadores, para que não percam seus postos de trabalho.

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Para tentar frear a preda de empregos que o fechamento deve causar, o governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), está atrás desses compradores para a fábrica da Ford . Ele também afirmou que existem três interessados : “Posso antecipar a vocês que já recebemos três consultas de fabricantes de caminhões e automóveis, e oportunamente, após a evolução desses entendimentos, tornaremos públicas essas intenções.” Segundo o governador, dois deles são multinacionais e o outro é uma empresa brasileira.

Ele também anuncinou um pacote de medidas de incentivos fiscais às montadoras: as fábricas terão até 25% de desconto no pagamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) caso invistam mais de R$ 1 bilhão e criem ao menos 400 postos de trabalho.

Ford precisa arcar com impactos sociais

Gestões de Doria e Bolsonaro querem que Ford arque com consequências de fechamento da fábrica

Divulgação/Governo do Estado de São Paulo – 2.2.19

Gestões de Doria e Bolsonaro querem que Ford arque com consequências de fechamento da fábrica

O sindicato cobra responsabilidade da montadora pelos impactos que o encerramento das atividades da fábrica pode causar à região. O governo federal concorda: De acordo com a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e do governador de São Paulo, a empresa deve arcar com as consequências , uma vez que já recebeu recursos público s.

Segundo o governo, a Ford recebeu, apenas a nível nacional (ou seja, contabilizando só valores vindos da União), R$ 7,5 bilhões em subsídios nos últimos cinco anos. Além disso, a montadora também teria recebido R$ 5,5 bilhões em empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

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O secretário de Produtividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, ressaltou ao jornal Folha de S. Paulo que, quando uma empresa privada utiliza recursos públicos, ela automaticamente espera-se que ela mantenha o acordo. “É uma situação diferente quando uma empresa recebeu um subsídio e quando uma empresa não recebeu um subsídio”, explicou. “A Ford recebeu bilhões em subsídios para que fossem criados esses empregos.Logo, seria importante que qualquer decisão no sentido contrário ao objetivo dos subsídios concedidos que a empresa também considerasse o seu impacto”, completou.

A decisão da Ford

Unidade da Ford no ABC Paulista será fechada

GEORGES GOBET / AFP

Unidade da Ford no ABC Paulista será fechada

A empresa anunciou, no último dia 19, que vai encerrar as atividades na fábrica de São Bernardo do Campo e que deixará o mercado de caminhões na América do Sul. No Brasil, deixará de comercializar as linhas Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta, assim que terminarem os estoques. A planta de São Bernardo será desativada ao longo de 2019.

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Além da fábrica no interior paulista, a Ford tem outras duas em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), e um campo de provas em Tatuí (SP). Em São Bernardo do Campo há 2,8 mil empregados, segundo o sindicato da categoria. “Sabemos que essa decisão terá um impacto significativo sobre os nossos funcionários e, por isso, trabalharemos com todos os nossos parceiros nos próximos passos”, disse Lyle Watters. Por enquanto, os trabalhadores vão manter a greve e realizar outra reunião na quarta-feira (13) para decidir os rumos dos protestos.

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Fonte: IG Economia
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Economia

Mais da metade dos servidores estaduais no País tem aposentadorias especiais

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Previdência Social
Agência Brasil

Mais da metade dos servidores estaduais no país tem aposentadoria especial


Ao defender a manutenção dos estados e municípios na reforma da Previdência , o secretário-adjunto da Previdência, Narlon Nogueira, disse que a maioria dos servidores estaduais tem regras especiais de aposentadoria. Eles são professores da educação básica, militares, policiais civis e agentes penitenciários — um universo que corresponde a 56% do total do quadro de pessoal estadual. Os 44% restantes estão enquadrados nas regras gerais.

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O secretário destacou que, no caso dos professores, por exemplo, a reforma da Previdência seria mais benéfica para estados e municípios em relação à União. Existem 1,520 milhão de professores estaduais e municipais, com prevalência de mulheres, na faixa etária média de 55 anos. Na União, são apenas 45 mil professores com aposentadoria .

A reforma altera os critérios das aposentadorias especiais, mas ainda mantém essas categorias com condições diferenciadas. No caso dos professores, a proposta fixa idade mínima de 60 anos (homens e mulheres) e dos policiais (federal, rodoviário, civil e agente penitenciário), em 55 anos.

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No caso das categorias com critérios diferenciados de aposentadoria, o grande impacto da reforma está nos estados e municípios. Reforço o que foi dito (…) a importância de que as mudanças valham para todos os entes — disse o secretário-adjunto, durante audiência na comissão especial da Previdência .

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Ele destacou também que a reforma assegura condições mais favoráveis aos policiais em relação aos demais servidores públicos. Entre elas, a possibilidade de se aposentar dez anos na frente, aos 55 anos e direito à integralidade (ultimo salário da carreira) e paridade (mesmo reajuste salarial da ativa) até 2013. No caso dos demais funcionários públicos que ingressaram até 2003, é preciso atingir idade minima de 65 anos (homem) e 62 anos (mulher) para manter essas duas vantagens.

Os policiais federais integram o lobby no Congresso contra a reforma e querem continuar com aposentadoria sem idade mínima.

Fonte: IG Economia
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Economia

Boeing Brasil – Commercial é o novo nome da Embraer na aviação comercial

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Avião da Embraer voando
Divulgação/Embraer

Venda de 80% da área comercial da Embraer à Boeing ainda causa discórdia entre especialistas


Depois de quase dois anos de negociação e passados seis meses da aprovação do acordo , Boeing e Embraer anunciaram, nesta quinta-feira (23), o nome de sua empresa conjunta para a aviação comercial: Boeing Brasil.

A marca Boeing Brasil –  Commercial ,  que exclui o tradicional nome da Embraer, faz jus ao termos da parceria acertada entre as aéreas, colocando a Boeing como agente principal da nova empresa – uma vez que a norte-americana controlará 80% desse negócio, deixando apenas 20% com a brasileira.

A retirada do nome da Embraer  da nova marca vai de encontro com a opinião do coordenador do Laboratório de Estudos das Indústrias Aeroespaciais e de Defesa da Unicamp, Marcos José Barbieri Ferreira, que diz não se conformar com a perda da companhia brasileira .

Para ele, o acordo Boeing-Embraer , ainda que alcance apenas a parte comercial da brasileira, representa o “desmonte” da terceira maior companhia aérea do mundo, que é a “única de defesa brasileira” e que já atua há quase 50 anos com “sucesso e tecnologia de ponta”.

Ferreira não é voz solitária. Além dele, outras entidades e representantes da sociedade questionaram essa parceria entre as empresas de aviação. Logo após o anúncio oficial do acordo, sindicatos de metalúrgicos e deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) moveram ações contra a fusão, uma vez que entendiam que o projeto brasileiro estava sendo “entregue” aos norte-americanos .

O próprio presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), chegou a cogitar vetar o acordo, por entender que ele punha em risco “a soberania nacional”, já que a aérea é um  “patrimônio” do Brasil . Na época, ele quase proibiu a fusão por meio da chamada golden share  – ação que dá ao governo o direito de proibir algumas mudanças na companhia. Depois, voltou atrás.

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De filé mignon a montadora


Avão da Embraer
Agência Brasil/Antônio Milena

Área comercial, que será controlada pela Boeing, é a maior da Embraer


A criação da Boeing Brasil – Commercial acontece a partir da área comercial da Embraer, que teve 80% de seu controle entregue à Boeing. Para o professor da Unicamp, esse setor que será vendido é justamente o que ele chama de o “filé mignon” da Embraer.

De acordo com Ferreira, desde meados de 2006 até os últimos anos, a Embraer detém cerca de 60% das encomendas do mercado de jatos comerciais de 70 a 130 assentos, o que gera mais ou menos 90% do lucro total da empresa. “Sendo assim, eu tirar a área comercial significa desestruturar a companhia: ela vai perder 60% da empresa e 90% do lucro. Isso já é o suficiente para dizer que esse acordo não vale a pena”, afirma.

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O professor também diz lamentar a perda de autonomia da Embraer para a tomada de decisões e desenvolvimento de modelos. Ele ressalta que a empresa, que tem todos os setores integrados, como acontece “em todas as grandes companhias do mundo”, será dividida, o que inevitavelmente causará perdas na sua capacidade. “Você rompe a estrutura de desenvolvimento da Embraer, a capacidade de desenvolver tem uma pespectiva de perda muito significativa”, pontua. 

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Para ele, a aérea brasileira tende a se tornar uma fábrica da Boeing . “No Brasil, vai ficar algo mais complementar, dificilmente voltaremos a projetar ou desenvolver aqui.  A Boeing, dentro da estratégia dela, vai olhar pra unidade brasileira como uma fábrica a mais. Eles vão decidir o que produzir aqui: para quem fazer, como fazer, o que desenvolver… Tudo vai ficar centralizado na Boeing”, explica. “A Embraer deve se tornar muito mais parecida com uma montadora de automóvel”, completa.

Institucionalmente, a Embraer destaca que a joint venture com a Boeing prevê a criação de uma nova companhia “focada na produção, desenvolvimento e comercialização de aeronaves comerciais, mas que as áreas da Aviação Executiva, Defesa e Segurança, Aviação Agrícola e os serviços relacionados a essas unidades de negócio não fazem parte da parceria estratégica com a Boeing”.

Empresa privada


Fachada da Boeing
Divulgação/Boeing

Para alguns, Boeing pode reforçar Embraer, mantendo-a ativa no mercado e sem risco de crise





Para Guilherme Amaral, sócio do escritório ASBZ Advogados e especializado em Direito Aeronáutico, no entanto, a parceria com a norte-americana não deveria fazer parte de uma discussão tão grande para o País, uma vez que se trata de uma empresa privada . “O negócio que foi feito é essencialmente privado, então essa insistência em procurar o que o Brasil ganha ou perde não faz muito sentido. Quem ganha ou perde são os acionistas”, afirma.

Uma das justificativas, inclusive, para o acordo entre as aéreas, é a de que a Embraer não conseguiria se segurar no mercado financeiro agora que outras duas gigantes da aviação,  Airbus e Bombardier , também se uniram.

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“É difícil dizer com certeza [se a Embraer seria prejudicada financeiramente], mas é muito provável que tivesse dificuldades grandes para lidar com a concorrência de Airbus e Bombardier juntas, outros players que estão crescendo”, diz. Além disso, Amaral pontua que, se não houvesse acordo com o Brasil, provavelmente a Boeing também entraria como competidora da Embraer, “com desenvolvimento próprio ou se aliando a algum outro player”, o que também poderia prejudicar as contas da Embraer.

Para ele,  a brasileira “ganha certa proteção e força” com a parceria para lidar com crises que, no futuro, “poderiam ameaçar a continuidade de seus negócios”. “Parece ser bom para as duas empresas. A Boeing ganha um portfólio mais completo de produtos e a Embraer ganha muito mais acesso ao mercado global, mais musculatura para enfrentar a competição.”

Também especialista em Direito Aeronátuico, Felipe Bonsenso Veneziano, associado do Pinheiro Neto Advogados, concorda. Para ele, a fusão faz com que a Embraer se posicione melhor no mercado e tenha “maior penetração entre os clientes”. “Além disso, a transação vai permitir uma questão até de investimentos. A Embraer no Brasil, que vai ser basicamente de jatos privados, terá recursos para produzir em pesquisa, tecnologia e desenvolvimento dos produtos”, diz.

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Os argumentos dos advogados, no entanto, não convencem o professor da Unicamp. “É verdade que a Embraer provavelmente perderia mercado. Ninguém consegue manter 60% das encomendas para sempre”, reflete. “Mas isso não quer dizer que a empresa precisaria deixar de existir. Uma coisa é perder um pouco de mercado, mas continuar sendo grande. A outra é dizer que você não tem condições de existir nesse mercado. E a Embraer tem.”

Fonte: IG Economia
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Economia

Contribuição de jovens para a Previdência foi a que mais caiu nos últimos anos

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Jovens sentados com carteiras de trabalho em mãos
Divulgação

Entre 2012 e 2018, número de homens que contribuem para a Previdência caiu, enquanto o de mulheres subiu


Jovens entre 18 e 24 anos estão contribuindo menos para a Previdência. Conforme antecipou a coluna de Ancelmo Gois no jornal O Globo , a proporção da população nessa faixa etária que recolhe para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou para o Regime Previdenciário dos Servidores (RGPS) caiu de 36,5%, em 2012, para 28,9% em 2018.

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A segunda maior queda foi entre os contribuintes da Previdência Social foi registrado na população com idades entre 25 e 34 anos: a proporção passou de 50,7% para 48,6%, nos mesmos seis anos. 

“Se esses números refletissem o adiamento da entrada no mercado de trabalho (por motivos de estudo, por exemplo), esperaríamos que essa perda fosse compensada com maiores rendimentos no futuro”, ressalta a pesquisa, que revela que não foi isso que aconteceu.

“O que os dados mostram é que a taxa de frequência escolar não se alterou para o grupo dos desassistidos, e a queda observada também ocorre quando restringimos a análise somente aos jovens que trabalham (excluindo os estudantes e os nem-nem)”, ressalta.

Houve aumento na proporção de contribuintes entre a população da faixa etária entre 45 e 54 anos (44,7% em 2012 para 47% em 2016). No grupo de pessoas com idade entre 35 e 44 anos, a proporção se manteve praticamente estável, passando de 50,7% da população para 51,5% nesse período. Já entre aqueles com idades de 55 a 64 anos, a proporção de contribuintes subiu de 26,4% para 28,9%.

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No recorte por gênero, houve uma queda nas contribuições da população masculina, passando de 51,8% em 2012 para 48,4% em 2018. Já a população feminina registrou uma leve alta, passando de 36% para 36,8%.

Escolaridade

O estudo aponta, ainda, que a proporção varia consideravelmente dependendo do grau de escolaridade. “Enquanto 63,8% da população com Ensino Superior (completo ou incompleto) contribui para a Previdência, somente 24% daqueles com baixa escolaridade (menos que Ensino Fundamental) possuem essa garantia”, informa a pesquisa.

Entre a população com ensino fundamental incompleto, a proporção de contribuintes caiu de 25,6% em 2012 para 24% em 2016. Já na população com fundamental completo, a proporção passou de 38,3% para 33,7% no período.

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Entre aqueles que possuem o ensino médio completo, o percentual saiu de 54,3% para 48,1%. Já na população com ensino superior completo ou incompleto, a proporção de pessoas que recolhem para a Previdência passou de 68,4% para 63,8%, entre 2012 e 2016.

Fonte: IG Economia
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