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GP do Brasil de Fórmula 1 pode mudar da cidade de São Paulo para o Rio

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GP do Brasil de Fórmula 1 em 2018, em São Paulo, teve maior média de público desde 2010

O GP Brasil de Fórmula 1 pode mudar de São Paulo para o Rio de Janeiro nos próximos anos.

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De acordo com o jornal O Globo , a Liberty Media (empresa que organiza a Fórmula 1 ) teria enviado cartas ao prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e ao governador do estado, Wilson Witzel, manifestando o desejo de realizar a prova na cidade maravilhosa. Ambos os políticos já manifestaram em ocasiões anteriores que querem sediar o evento.

A carta foi assinada por Sean Bratches, diretor de Operações Comerciais da categoria, e no conteúdo do documento está a expectativa do dirigente em trabalhar no Rio de Janeiro e a solicitação de uma reunião para debaterem o tema com secretários e diretores.

O presidente Jair Bolsonaro também recebeu uma carta, esta assinada por Chase Carey, diretor executivo da Formula One Management. De acordo com o jornal, o conteúdo desta carta tem relação com um pedido de colaboração do presidente para que o GP Brasil mantenha-se em São Paulo “ou em outra cidade como, por exemplo, Rio”.

O Rio de Janeiro já sediou edições do GP Brasil nos anos de 1978 e entre 1981 e 1989, no Autódromo de Jacarepaguá, que foi demolido em 2012. Uma nova prova na cidade aconteceria no Autódromo de Deodoro, uma construção que está suspensa pelo Tribunal de Contas do Município e não tem data para ser liberada.

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Nas cartas enviadas ao prefeito e governador do Rio, teria sido manifestado o desejo da empresa Tilke em construir o complexo Deodoro, porém havia algumas dificuldades. Além da suspensão de edital pelo TCM, no local do novo Autódromo fica a Floresta de Camboatá, uma Área de Proteção Ambiental, o que dificulta ainda mais a construção.

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Se o GP Brasil de Fórmula 1 irá ou não mudar de local isso deve demorar alguns anos para ser resolvido.

Fonte: IG Esportes
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Flamengo parte em busca do bicampeonato do Mundial de Clubes

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O Flamengo desembarca neste sábado (14) em Doha, capital do Catar, para tentar o bicampeonato do Mundial de Clubes. A equipe do treinador Jorge Jesus vai tentar repetir a façanha de 38 anos atrás do time de Zico e companhia. Representando esta geração vitoriosa, o ex-lateral Leandro foi convidado pela diretoria para viajar junto com o grupo. O voo fretado partiu nesta sexta (13) do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, e deve levar cerca de 15 horas para aterrissar em Doha.

Ouça na Rádio Nacional

Uma boa notícia para a torcida flamenguista é que o time rubro-negro renovou do contrato do meia Éverton Ribeiro até 2023.

“Felicidade renovar por mais quatro anos. Sou muito grato e espero continuar sendo campeão”, comemorou o meio-campo de 30 anos, que chegou ao Flamengo em meados de 2017, após defender o Al Ahli, dos Emirados Árabes. O jogador custou ao clube aproximadamente R$ 22 milhões.

O Fla joga na próxima terça (17) contra o Al Hilal (Emirados Árabes) ou o Espérance (Tunísia): os dois se enfrentam amanhã (14), às 11h (hora de Brasília).

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Fonte: IG Esportes
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Esportes

Futebol Feminino: Brasil se candidata a receber Mundial de 2023

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entregou, na última quinta (12), na sede da Federação Internacional de Futebol (Fifa) em Zurique (Suíça) os documentos para apresentar o Brasil como candidato para sediar a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2023.

Segundo a CBF, “a proposta do Brasil prevê jogos em oito cidades distribuídas em todas as regiões do país, que também receberam jogos da Copa do Mundo de 2014. São elas: Manaus, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre”.

O Brasil concorre ao direito de sediar o Mundial Feminino de 2023 com Colômbia, Japão e com a candidatura conjunta de Austrália e Nova Zelândia.

Edição: Fábio Lisboa

Fonte: IG Esportes
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Esportes

Coluna: Érika, o malbec que harmoniza com grandes ambições

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Aos olhos da maioria, os principais destaques da entrega do Prêmio Brasil Olímpico, na última terça-feira (10), no Rio de Janeiro, foram os Atletas do Ano, Arthur Nory, da ginástica artística, e Beatriz Ferreira, do boxe. Para os fãs do basquete, foi notável também a presença do “Mão Santa” Oscar Schmidt, que recebeu o Prêmio Adhemar Ferreira da Silva pela contribuição ao esporte. Uma outra premiada não gerou tantas manchetes e cliques, mas teve uma conquista simbólica. A pivô Érika foi escolhida a atleta do ano no basquete, uma vitória com diversos significados.

A coroação de Érika rompeu uma sequência de dez anos seguidos com homens levando o prêmio. A última vez que uma mulher havia sido escolhida como Atleta do Ano no basquete foi em 2008, com Kelly. No total, em 21 anos de premiação, a balança está quase equilibrada: foram 12 prêmios do masculino e nove do feminino. Mas muito disso se deve à contribuição inicial de Janeth, que foi vencedora nos seis primeiros anos (1999 a 2004). Érika não pôde comparecer à cerimônia por estar treinando com a equipe do IDK na Espanha e, por e-mail, falou sobre a representatividade da conquista:

“O basquete masculino sempre teve muito mais visibilidade e notoriedade do que o basquete feminino nas grandes mídias. Sempre lutei para tentar colocar o basquete feminino em um patamar elevado. Esse prêmio vem como uma condecoração para nós mulheres. Somos capazes e estamos trabalhando duro para levantar o basquete feminino brasileiro. Porém, conquistaremos isso com o tempo. É um processo”, diz Érika.

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Ainda há um outro ângulo que exemplifica o quão especial foi a vitória da pivô. Como o escopo do prêmio era basicamente todo e qualquer jogador de basquete do Brasil, homem ou mulher, Érika competiu com atletas no ápice da forma física, muito mais novos que ela, que tem 37 anos. O vencedor do ano passado, por exemplo, foi o armador Yago, do Paulistano e da seleção brasileira, que à época tinha 19 anos. 

“Sei que já vivi o meu auge físico no basquetebol, mas em termos de experiência, dedicação e vontade de vencer, nunca me senti tão viva como me sinto agora. Sou como o vinho, quanto mais velho melhor”, destaca a jogadora.

O técnico da seleção feminina, José Neto, ele próprio um apreciador de vinhos, está bem posicionado para comparar os atributos dela ao da nobre bebida.

“O malbec tem como característica principal ser um vinho encorpado, forte. Harmoniza muito bem com a carne. Como ela gosta de jogar muito com contato, no garrafão, essa é a melhor comparação para ela”, afirma, entre risos.

Érika tem sido uma das chaves para um processo relativamente acelerado de redenção da seleção, desde a chegada de Neto, no meio do ano. Fez parte da conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, a primeira em 28 anos, além do bronze na AmeriCup e da campanha no pré-olímpico das Américas. José Neto admite que pensou que a presença de Érika seria útil como exemplo para atletas mais novas, mas ela tem se mostrado ainda mais eficaz de fato na quadra. A dedicação da pivô aos treinos chegou a surpreender o técnico.

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“Quando ela viu que queríamos colocar um ritmo mais intenso, não se abateu por ser mais velha. Percebeu que precisava fazer alguma coisa a mais para acompanhar esse ritmo”, relembra.

Ela levou a performance dos treinos para as partidas.

“Gosto de ter uma referência de jogo interior, a jogadora grande, a pivô. Não existem tantas como a Érika no mundo. Ela fez a diferença jogando contra atletas que foram MVP da WNBA. Ela é dominante tática e tecnicamente no jogo próximo à cesta, mesmo diante de jogadoras de excelência do mundo”, destaca Neto.

Após a conquista da medalha de ouro no Peru, Érika chegou a afirmar que havia pensado em se aposentar. Até mesmo pela idade, seria natural começar a falar do passado, que, no caso da pivô, é repleto de momentos memoráveis. Érika foi campeã da liga norte-americana em 2002, quando tinha apenas 20 anos de idade. Foi vitoriosa nas ligas espanhola e brasileira também. Parte de uma geração que não conseguiu manter o nível da anterior – campeã mundial e medalhista olímpica -, Érika conseguiu deixar uma marca. O jornalista Felipe Souza (Blog do Souza e CBB), que cobre basquete há doze anos, muitos deles dedicados às competições femininas, coloca Érika no quinteto dos sonhos da seleção brasileira na história, mesmo com a concorrência de nomes como Marta e Alessandra.

“Ela seria minha pivô, junto com a Janeth, a Hortência, a Magic Paula e a Adrianinha ou Helen Luz na armação. Mesmo em épocas em que não tínhamos equipes muito fortes, ela sempre entregou o que se esperava: pelo menos dez pontos, pelo menos cinco rebotes. O auge dela foi fantástico”, opina.

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A própria Érika, ao falar de auge, não remete somente ao passado, mas também ao presente. Lembra com carinho do ano de 2011, em que conquistou três títulos na Espanha, sendo MVP. Mas considera que o momento atual, com o renascimento da seleção, é igualmente doce. Érika tem contrato com o IDK até o fim da temporada espanhola, que se encerra em abril. Mas o olhar, inegavelmente, está nos objetivos com o Brasil. Na próxima semana, José Neto convoca a seleção para o Pré-Olímpico, que acontece na França, em fevereiro. Neto não confirma mas dá a entender que ela é figura quase certa na lista. Terminando com uma das três vagas do grupo que tem quatro seleções (Porto Rico, França e Austrália, além do Brasil), a seleção estará em Tóquio em busca de afirmação e Érika, do prêmio final.

“Quero muito ajudar a levar nossa seleção a um título de maior expressão. Acho que falta somente isso na minha carreira, entre as coisas que não fiz ainda”, diz.

Não aparece nessas palavras, mas o “título” tem nome: uma medalha olímpica. Seria a cereja no bolo. Ou quem sabe no vinho. Um toque de certa forma exótico, mas que vale a pena experimentar.

Edição: Verônica Dalcanal

Fonte: IG Esportes
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