conecte-se conosco
Copyright © 2018 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262


Nacional

Haddad é condenado a pagar indenização a Edir Macedo por chamá-lo de “charlatão”

Publicado


Fernando Haddad foi condenado a pagar indenização ao bispo Edir Macedo, mas afirma que vai recorrer da decisão judicial
Rovena Rosa/Agência Brasil

Fernando Haddad foi condenado a pagar indenização ao bispo Edir Macedo, mas afirma que vai recorrer da decisão judicial

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) foi condenado nesta quinta-feira (13) a pagar R$ 79.182 de indenização ao bispo Edir Macedo, criador da Igreja Universal do Reino de Deus, por tê-lo chamado de “charlatão” durante a campanha presidencial de 2018, depois que o líder religioso declarou seu apoio ao adversário de Haddad, o agora presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

Na ocasião, o então candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, publicou um vídeo em suas redes sociais no qual descreve Bolsonaro como “o casamento do neoliberalismo desalmado representado por Paulo Guedes” e o “fundamentalismo charlatão do Edir Macedo”.  Na sequência, Haddad ainda aparece dizendo: “Sabe o que está por trás dessa aliança? Chama em latim ‘auri sacra fames’. Fome de dinheiro. Só pensam em dinheiro”, disse.

No mesmo dia, a Igreja Universal divulgou em seu site uma nota de repúdio questionando por que, quando Edir Macedo ficou ao lado do PT, “o apoio era muito bem-vindo”. Agora que seu candidato é outro, “o bispo deve ser ofendido de forma leviana?”.

O texto também questionou o contexto escolhido para “incitar uma guerra religiosa” ao fustigar “uma das maiores lideranças evangélicas do país”, tudo num “local sagrado a católicos, em pleno feriado católico” já que a fala de Haddad ocorreu após uma missa católica, no feriado de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro, e que evangélicos não creem em santos e refutam sua veneração.

Veja Mais:  Campanha mundial de direitos humanos cobra resposta por morte de Marielle Franco

Além da nota, após a divulgação do vídeo nas redes sociais de Haddad, o bispo Edir Macedo, que também é dono da TV Record , entrou com dois processos, um civil e um criminal, contra o então candidato à Presidência. Poucos dias depois, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que Haddad deveria apagar o vídeo sob pena de multa diária de R$ 5 mil, caso descumprisse a decisão judicial, mas o petista cumpriu.

Ainda assim, a equipe de campanha de Haddad afirmou, à época, que ele estava “convicto de que suas afirmações são verdadeiras e que os fatos e a história dos personagens envolvidos assim comprovam”.

Nesta quinta-feira (13), por sua vez, o juiz Marco Antonio Botto Muscaria decidiu diferente e além de ter condenado Haddad a pagar a indenização pedida por Edir Macedo, também obrigou o ex-prefeito a se retratar e se abster de novas atitudes semelhantes em relação ao bispo, sob pena de multa por descumprimento.

“Conhecedor privilegiado das normas jurídicas do País, porquanto estudou na mais tradicional faculdade de Direito brasileira, o réu obviamente sabe que acusações passadas de ‘charlatanismo, estelionato e curandeirismo’, seguidas de absolvição, apenas reforçam a presunção constitucional de inocência do bispo Macedo”, afirmou o juiz, citando a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), localizada no largo São Francisco, em São Paulo, onde Fernando Haddad (PT) se formou advogado.

Veja Mais:  Réu na Lava Jato, Collor presta depoimento ao Supremo Tribunal Federal

No pedido de indenização, o bispo afirma que “no âmbito religioso, fundamentalismo denota sentido negativo, uma vez que se associa a atos violentos tal como o terrorismo e regimes políticos teocráticos”. Além disso, afirma que o termo charlatão “é aquele que explora a boa fé do povo, enganando, fingindo atributos e qualidades, justamente para obter vantagens. Outrossim, aduz que [o bispo] teria fome de dinheiro e só pensaria em dinheiro, desconsiderando toda a sua trajetória”.

Ainda segundo a peça jurídica, Edir Macedo alega que Haddad “zombou” de si e “dos dogmas” da Universal. Assim, “ofende a honra objetiva [de Macedo], por meio de atos intolerantes e difamatórios, perante os membros da Igreja Universal do Reino de Deus e sociedade. Ainda, ofende a honra subjetiva [do bispo], que nada mais é que o juízo que faz de si, a cerca de seus próprios atributos, praticando, assim, atos injuriosos”, 

Na ação civil, o líder religioso solicita que Haddad apague um tuíte com a entrevista e “se abstenha, de imediato, de todo e qualquer ato ofensivo e inverídico ao bom nome, imagem, honra e reputação” de Macedo. Pede ainda que o petista se “retrate formalmente” com o bispo e seus fiéis, “por meio de mensagem falada ou escrita, em suas páginas oficiais no Twitter e Facebook”.

Como indenização “razoável”, a ação propunha que Haddad pague 83 salários mínimos (cerca de R$ 77 mil) e, portanto, foi atendida integralmente pelo juiz, mas a defesa de Haddad diz não concordar com a decisão e afirma que irá recorrer da sentença. “A sentença foi dada pouco tempo depois de nós juntarmos as nossas contestações ao processo, o que pode indicar que já havia um entendimento do que decidir”, afirma o advogado do ex-prefeiro, Igor Tamasauskas, do escritório Bottini & Tamasaukas.

Veja Mais:  Wilson Witzel garante combate ao crime organizado: “O estado é mais forte”

O advogado alega que “Edir é um líder que entrou no debate presidencial. Ele não pode se sentir ofendido por uma crítica política”, diz Tamasauskas que relembra que o bispo declarou apoio formal a Bolsonaro, seja através da Igreja Universal, seja através dos meios de comunicação da Record, chegando inclusive a gravar entrevista exclusiva com o então candidato à Presidência do PSL que foi exibida ao mesmo tempo que o último debate presidencial realizado no primeiro turno pela TV Globo, em 4 de outubro.

Naquela ocasião, Bolsonaro recusou o convite para participar do encontro com os demais presidenciáveis alegando ainda estar em recuperação da facada que sofreu durante ato de campanha “corpo a corpo” nas ruas do centro de Juiz de Fora (MG).

Assim como na ocasião do pedido, a defesa do líder religioso afirmou agora que a decisão judicial foi tomada que Edir Macedo doará o valor integral da indenização a ser paga por Haddad para uma instituição de caridade cuida de crianças com Down, autismo e paralisia cerebral. Anteriormente, Macedo chegou a citar nominalmente a Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social.

Comentários Facebook

Nacional

Olavo de Carvalho e Malafaia travam guerra conservadora nas redes sociais

Publicado


Silas Malafaia e Olavo de Carvalho travaram guerra em busca da resposta: quem é mais apoiador de Bolsonaro?
iG Arte

Silas Malafaia e Olavo de Carvalho travaram guerra em busca da resposta: quem é mais apoiador de Bolsonaro?

Dois líderes influenciadores do governo estão em pé de guerra neste fim de semana. E tudo começou com uma declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, a respeito de quem, segundo ele, havia impulsionado a vitória do seu pai nas eleições de 2018. Para Eduardo, o filósofo Olavo de Carvalho foi o principal influenciador dos apoiadores de Bolsonaro, mas não é isso o que pensa o pastor Silas Malafaia.

“[Eduardo Bolsonaro] Perde a oportunidade de ficar de boca fechada. É simplesmente ridículo. Aprenda a respeitar seus aliados e deixe de bajular guru”, escreveu Silas Malafaia, na última segunda-feira (18). Malafaia é líder evangélico, um dos grupos que mais apoiaram Bolsonaro quando ele ainda era presidenciável. Porém, Olavo de Carvalho é popularmente chamado de “guru de Bolsonaro” e seus seguidores também são apoiadores do governo.

Em resposta, Olavo publicou ontem uma mensagem no seu Facebook, direcionada a Malafaia , dizendo que as igrejas evangélicas demoraram para começar a atuar na luta contra o PT. “Pelo menos até 2009 ainda se davam muito bem com o partido governante”, escreveu Olavo. “Nesse ano Lula em pessoa oficializou em lei a Marcha Para Jesus. Será que o senhor já esqueceu?”, perguntou.

Veja Mais:  Campanha mundial de direitos humanos cobra resposta por morte de Marielle Franco

A pergunta não ficou sem resposta. E, hoje, o pastor evangélico reagiu à mensagem com uma série de tweets. Nas mensagens, Malafaia ataca o filósofo, a quem chama de “astrólogo”, e afirma que votou em Fernando Henrique Cardoso (PSDB), tanto nas eleições de 1994, quanto em 1998. Além disso, o pastor assumiu que apoiou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 “pela crença de que ele poderia resgatar o Brasil da miséria”, mas garantiu que não se posicionou a favor de petistas desde então.

“O apoio a Lula não foi pelo víeis ideológico, mas pela crença que ele poderia resgatar o Brasil da miséria. Na primeira eleição de Lula, a maioria da liderança evangélica não o apoiou”, escreveu Silas Malafaia. “Olavo estava em um rancho nos EUA, eu e Bolsonaro tomando pancada do ativismo gay”, relatou Silas. “Ficar dando piruada escondido nos EUA, é mole! Aqui fui ameaçado, até hoje respondo processo por defender convicções que Bolsonaro também defende. O meu caso de acusação de homofobia está no STF”, continuou.

Veja Mais:  João Caldas se reúne com Bolsonaro e confirma a vontade depresidir a Câmara

Por fim, o pastor afirmou que a “influência de Olavo na eleição de Bolsonaro é quase zero” e disse que há muitas pessoas do mundo evangélico “enganadas” pelo filósofo.

“Como tem gente enganada no mundo evangélico com esse sujeito. Dizer que nós só chegamos agora para defender esses princípios ideológicos, é rasgar a história, nossas crenças e valores. Bolsonaro reconhece o papel fundamental dos evangélicos”, afirmou. 

Por sua vez, Olavo publicou, ainda hoje e antes dos comentários de Malafaia, acerca de um “medidor de bolsonarismo”, para “separar as ovelhas dos bodes”, sugerindo que nem todos os que dizem apoiar o governo estão realmente no lado de Bolsonaro

“O presidente disse que o grande objetivo da sua vida e do seu governo é eliminar e ideologia esquerdista. Quantos dos seus pretensos aliados têm a mesma prioridade, e quantos lutam por objetivos totalmente diferentes, nada concedendo à meta presidencial?”, escreveu Olavo de Carvalho . “Não está na hora de fazermos um MEDIDOR DE BOLSONARISMO para separar as ovelhas dos bodes?”, escreveu. 

Veja Mais:  Homem é preso após estuprar paciente dopada em hospital no litoral de São Paulo

Fonte: IG Nacional
Comentários Facebook
Continue lendo

Nacional

Milhares marcham em Londres por novo referendo do Brexit

Publicado


Ato contra o Brexit reuniu mais de 1 milhão de pessoas, mas o número não foi confirmado por fontes independentes
Facebook/ North East for Europe

Ato contra o Brexit reuniu mais de 1 milhão de pessoas, mas o número não foi confirmado por fontes independentes

Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas de Londres neste sábado (23) para exigir um segundo plebiscito sobre o Brexit , em meio ao impasse que travou o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

Segundo os organizadores da manifestação “People’s Vote”, o ato reuniu mais de 1 milhão de pessoas, mas o número não foi confirmado por fontes independentes. Em outubro passado, um protesto contra o Brexit chegou a reunir 700 mil manifestantes.

A marcha começou na Park Lane, em pleno centro de Londres, e seguiu até a Praça do Parlamento, em um trajeto de cerca de dois quilômetros. A bandeira azul com estrelas amarelas da União Europeia foi onipresente no protesto.

Ao mesmo tempo, mais de 4,2 milhões de pessoas assinaram uma petição online para exigir a revogação da saída do Reino Unido da UE, marcada, a princípio, para ocorrer em 29 de março de 2019. O governo da primeira-ministra Theresa May , no entanto, alega que convocar um novo plebiscito ou abdicar do acordo seria um “golpe na democracia” britânica.

Bruxelas aceitou adiar o rompimento para 22 de maio, porém desde que o acordo, que já foi rejeitado duas vezes pelo Parlamento do Reino Unido, seja aprovado na semana que vem. O presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, por sua vez, só autorizará uma terceira votação se houver mudanças “substanciais” no texto, embora a UE tenha fechado as portas para renegociá-lo.

Veja Mais:  João Caldas se reúne com Bolsonaro e confirma a vontade depresidir a Câmara

O principal entrave diz respeito ao “backstop”, mecanismo que prevê fronteiras abertas entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda em caso de fracasso em futuras negociações comerciais entre Londres e Bruxelas.

Se May não conseguir a aprovação do acordo em casa até o dia 29, ela terá até 12 de abril para reverter a situação ou apresentar um novo plano para o Conselho Europeu. Se neste novo percurso o Reino Unido se dispuser a participar das eleições europeias, ele pode então conseguir um novo aumento de prazo de até vários meses. Caso não esteja disposto, o dia 12 será então o dia de saída do bloco.

A incerteza em torno da questão tem cansado britânicos e líderes de outros países. Emmanuel Macron já disse que um terceiro voto contrário ao acordo na Câmara dos Comuns “conduziria todos a um ‘no deal’ [saída brusca da UE, sem período de transição]”. A alemã Angela Merkel, por sua vez, afirmou que trabalharia até o último minuto para garantir uma saída ordenada e pactuada, mas ponderou: “Nossa margem de manobra é limitada”.

Theresa May não informou se tem um plano B caso mais uma proposta sua seja rejeitada. A primeira-ministra, porém, tem demonstrado que pretende respeitar a decisão do plebiscito de 2016, que decidiu pelo  Brexit , ainda que isso signifique sair da União Europeia sem acordo.

Veja Mais:  Deputado propõe que cônjuges morem em Brasília para “evitar traições”

* Com informações da Ansa

Fonte: IG Nacional
Comentários Facebook
Continue lendo

Nacional

João de Deus é submetido a exames após primeira noite internado em Goiânia

Publicado


Preso desde o dia 16 de dezembro, João de Deus já foi denunciado por abuso sexual
Reprodução

Preso desde o dia 16 de dezembro, João de Deus já foi denunciado por abuso sexual

O médium João de Deus — que responde por uma série de acusações de crimes sexuais — passa, neste sábado (23), por uma série de exames em um hospital de Goiânia. Os procedimentos acontecem após a  primeira noite que o médium passou no hospital. 

João de Deus foi transferido de presídio em que estava detido há mais de três meses por causa do tratamento de um aneurisma em uma aorta do abdômen. A sua transferência foi autorizada pelo ministro Nefi Cordeiro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), há dois dias.

O médium chegou ao Instituto de Neurologia de Goiânia sob um forte esquema de segurança na noite da última sexta-feira (22). Sua defesa não soube explicar a quais os exames o médium foi submetido e o hospital também não tem autorização para divulgar as informações. 

Leia também: Mulheres do MST ocupam fazenda do médium João de Deus em Goiás

De acordo com a decisão do STJ, o médium deverá ficar internado durante o período de quatro semanas, sob escolta policial, ou monitoramento por tornozeleira eletrônica. 

O líder espiritual foi preso no dia 16 de dezembro do ano passado sob a acusação de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável, crimes que teriam sido praticados contra centenas de mulheres na instituição em que atendia pessoas em busca de tratamento espiritual, em Abadiânia, Goiás.

Veja Mais:  Doria visita Davi Alcolumbre e exalta compromisso com a reforma da Previdência

Na sua decisão, Nefi Cordeiro entendeu que todo preso tem direito à dignidade e à saúde. “Deverá o paciente, como decorrência, ser tratado pelo tempo mínimo indicado como necessário, em princípio de quatro semanas, salvo adiantada melhoria em seu estado de saúde que lhe permita o retorno ao normal tratamento na unidade prisional.”

O médium é réu em duas ações penais decorrentes de denúncias feitas pelo Ministério Público de  Goiás  envolvendo casos de abuso sexual a frequentadoras do centro espírita Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). Ele nega as acusações.

Leia também: Morre Sabrina Bittencourt, ativista que ajudou a revelar abusos de João de Deus

Já foram identificadas 255 possíveis vítimas do médium, das quais 75 já foram ouvidas formalmente 75 em Goiás e em outros estados até o momento. Segundo o Ministério Público, 23 supostas vítimas relataram ter entre 9 e 14 anos de idade na ocasião em que teriam sido abusadas sexualmente por   João de Deus  .

Fonte: IG Nacional
Comentários Facebook
Continue lendo

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana