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Haddad visita Lula pela primeira vez em Curitiba após derrota nas eleições

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Fernando Haddad visitou o ex-presidente Lula pela primeira vez após as eleições 2018 nesta segunda-feira (7)
Reprodução/Youtube/PT

Fernando Haddad visitou o ex-presidente Lula pela primeira vez após as eleições 2018 nesta segunda-feira (7)

O candidato derrotado do PT à Presidência, Fernando Haddad, vistou Lula na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba onde o ex-presidentete está preso nesta quarta-feira (7). Esta foi a primeira vez que os dois se encontraram desde que Haddad, sucessor de Lula como cabeça de chapa do PT nas eleições 2018, foi derrotado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) na votação de segundo turno em 27 de outubro.

Haddad, que também é advogado de Lula, chegou ao local por volta das 8h45 e foi liberado para fazer a visita a partir das 9h que é o horário mínimo permitido para que advogados possam visitar seus clientes. Os dois ficaram reunidos por cerca de três horas e Haddad deixou o local às 12h10 sem conversar com a imprensa que o aguardava na saída. O ex-prefeito de São Paulo entrou em um táxi e deixou o local e seguiu em direção ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, de onde retornou para a capital paulista.

O procedimento, portanto, foi diferente dos encontros semanais entre Haddad e Lula durante a campanha e as convenções partidárias em que o ex-candidato do PT à Presidência falava com os jornalistas ao deixar o local e, em geral, repassava mensagens do ex-presidente preso. No segundo turno, no entanto, a estratégia de campanha de Haddad mudou e ele tentou se desvincular da imagem do ex-presidente deixando também de visitar Lula em Curitiba até retornar hoje.

Futuro de Lula

Ex-presidente Lula está preso em Curitiba e aguarda recurso no STF para saber se ficará livre ainda esse ano. Ele, porém, prestará depoimento sobre outro caso ainda esse mês
Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Ex-presidente Lula está preso em Curitiba e aguarda recurso no STF para saber se ficará livre ainda esse ano. Ele, porém, prestará depoimento sobre outro caso ainda esse mês

Além de acontecer dez dias após o resultado final das eleições 2018, o encontro entre os dois ocorreu há uma semana do novo depoimento de Lula à Justiça marcado para o dia 14 de novembro. Na ocasião, porém, Lula não falará sobre o caso pelo qual já está condenando a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O depoimento agora será como reú na ação penal sobre o sítio de Atibaia (SP) no qual Lula é acusado novamente pelos mesmos crimes.

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As oitivas desse caso estavam marcadas para agosto e setembro e o próprio depoimento de Lula em si ocorreria no dia 11 de setembro, mas o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, adiou o encontro com o ex-presidente para a nova data “a fim de evitar a exploração eleitoral dos interrogatórios”, conforme afirmou na decisão à época.

Moro e Lula, no entanto, não ficarão a frente novamente já que o  juiz aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para ser o ministro da Justiça e da Segurança Pública no futuro governo e decidiu se afastar imediatamente dos casos da Operação Lava Jato para “evitar controvérsias”. Ele será substituído provisoriamente pela juíza Gabriela Hardt. Moro está oficialmente de férias, mas depois pedirá exoneração do cargo para assumir o novo cargo.

A defesa de Lula afirma que ele nunca recebeu ou solicitou qualquer benefício, favorecimento ou vantagem indevida de qualquer empresa e pediu novamente um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF) alegando que houve “irremediável perda de imparcialidade” de Moro devido ao próprio fato do magistrado ter aceitado o convite para o ministério do governo de Jair Bolsonaro (PSL) que se elegeu fazendo um discurso polarizado contra Lula.

O relator da Operação Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, decidiu ainda nesta terça-feira (6) que o caso será julgado pela Segunda Turma do Supremo, deu prazo de cinco dias para que diveros órgãos como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Regional Federal (TRF) e o Juízo da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba, a vara de Sérgio Moro, prestassem os devidos esclarecimentos sobre o caso e também para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse.

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A partir de então, o pedido da defesa de Lula poderá entrar na pauta da Segunda Turma, mas caberá ao ministro Ricardo Lewandowski, presidente da Segunda Turma, marcar uma data para o julgamento do colegiado entre ele e os ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o próprio Edson Fachin que novamente deliberarão sobre a prisão ou liberdade do ex-presidente condenado e preso.

Nesta quarta-feira (7), porém, o próprio  Fachin declarou durante sessão plenária que “é possível, se os prazos forem cumpridos” que o novo pedido de habeas corpus de Lula seja julgado ainda este ano.

Já o juiz federal e futuro ministro de Bolsonaro  refutou a hipótese de perseguição política à Lula durante longo pronunciamento e entrevista coletiva concedida também nesta terça-feira (7) ressaltando que apesar da decisão em 1ª instância ter sido tomada por ele, o órgão colegiado de 2ª instância confirmou sua decisão e ordenou o cumprimento imediato da pena vários meses antes das eleições. Sérgio Moro também ressaltou que a Operação Lava Jato atingiu políticos de vários partidos, não só do PT, e afastou a ideia de que sua ida para o ministério tenha sido uma “recompensa”.

“É um pouco estranho dizer isso, mas não existe a menor chance de usar o ministério para perseguição política”, disse Moro para em outro momento continuar “o que existe é um crime que foi descoberto, investigado e provado e as cortes apenas cumpriram a lei. Não posso pautar minha vida num álibi falso de perseguição política”.

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Futuro de Haddad

Ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, saiu da eleição fortalecido e tenta se posicionar como líder da oposição ao governo Bolsonaro, mas terá dificuldades dentro do PT
Ricardo Stuckert

Ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, saiu da eleição fortalecido e tenta se posicionar como líder da oposição ao governo Bolsonaro, mas terá dificuldades dentro do PT

Enquanto isso, Fernando Haddad tenta se viabilizar como principal líder da oposição ao governo Bolsonaro na esteira da popularidade e da maior notoriedade que ganhou durante a campanha presidencial em que apesar de derrotado obteve mais de 47 milhões de voto.

Para tentar fazer isso acontecer, no entanto, Haddad pretende conquistar a presidência do PT atualmente ocupada pela senadora Gleisi Hoffmann que, apesar de ter sair do Senado Federal, continuará tendo cargo eletivo já que se elegeu deputada federal pelo Paraná.

Na última segunda-feira (5), o ex-prefeito passou horas reunidos com a própria Gleisi na sede do partido em São Paulo para saber como Haddad cumpriria o “papel maior” que a executiva nacional do PT decidiu que Haddad deveria desempenhar no próximo ciclo eleitoral.

Haddad, porém, terá muitas dificuldades para conseguir unificar todas as alas do partido, algumas das quais não gostam do paulistano, e terá que possivelmente enfrentar outros nomes tradicionais do partido como o do senador Lindbergh Farias e da ex-presidente Dilma Rousseff que também foram derrotados nas urnas em 2018 e ficarão sem cargo a partir de 2019.

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Já apostou? Prêmio da Mega-Sena pode chegar a R$ 43,5 milhões nesta quarta-feira

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Mega-Sena pode pagar até R$ 43,5 milhões no sorteio desta quarta-feira (21)
iG São Paulo

Mega-Sena pode pagar até R$ 43,5 milhões no sorteio desta quarta-feira (21)

Um sortudo pode ganhar até R$ 43,5 milhões no próximo concurso da Mega-Sena, que será realizado nesta quarta-feira (21). O prêmio acumulou, depois que ninguém acertou as seis dezenas do sorteio do último sábado (17) .

No entanto, a Mega-Sena deixou muita gente sorrindo a toa. A quina teve 85 apostas ganhadoras, sendo que cada apostador ficou com R$ 33.312,96. A quadra teve 6.551 apostas ganhadoras, ficando cada uma com R$ 617,48.

Para participar, é necessário realizar uma aposta mínima de R$ 3,50 em qualquer uma das 13 mil lotéricas espalhadas pelo País.  Apostadores também podem entrar no sorteio pela internet, o valor mínimo para fazer uma compra pelo sistema online é de R$ 30 em apostas. O serviço do site funciona 24 horas por dia.

Esse é um concurso realizado pela Caixa Econômica Federal que pode pagar milhões ao apostador que acertar seis números, que são sorteados ao menos duas vezes por semana – normalmente, de quarta-feira e sábado. Ainda é possível ganhar prêmios menores ao acertar quatro (Quadra) ou cinco dezenas (Quina).

O próprio jogador pode escolher os números da aposta ou tentar a sorte com a “Surpresinha”, em que o sistema escolhe os números. É possível também concorrer com as mesmas dezenas por dois, quatro ou oito concursos consecutivos na chamada “Teimosinha”.

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Como jogar na Mega-Sena

Para concorrer ao prêmio da Mega-Sena, é preciso escolher pelo menos seis números entre os 60 disponíveis

iG São Paulo

Para concorrer ao prêmio da Mega-Sena, é preciso escolher pelo menos seis números entre os 60 disponíveis

Os prêmios iniciais costumam ser em torno de R$ 2,5 milhões para quem acerta  seis dezenas . O valor vai acumulando a cada concurso sem vencedor. Também é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para isso, é preciso marcar de 6 a 15 números do volante.

O prêmio bruto da Mega-Sena corresponde a 46% da arrecadação. Dessa porcentagem, 35% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados, 19% entre os acertadores de 5 números (Quina), 19% entre os acertadores de 4 números ( Quadra ), 22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5 e 5% ficam acumulado para a primeira faixa (Sena) do último concurso do ano de final zero ou 5.

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Brasil fez acordo com Cuba para criar Mais Médicos sem passar pelo Congresso

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Sob a gestão de Dilma, governo brasileiro fez acordo para que criação do Mais Médicos não precisasse passar pelo Congresso
Reprodução/Facebook

Sob a gestão de Dilma, governo brasileiro fez acordo para que criação do Mais Médicos não precisasse passar pelo Congresso

Brasil e Cuba fizeram um acordo para que o programa Mais Médicos fosse criado sem que precisasse passar por aprovação do Congresso Nacional. Essa é a principal descoberta feita a partir da queda do sigilo de cinco anos em que telegramas guardados na embaixada brasileira em Cuba foram mantidos. As informações foram reveladas pelo jornal Folha de S. Paulo .

Os registros também revelaram que o Mais Médicos foi criado depois de uma proposta de Cuba e que já era negociado um ano antes de a então presidente Dilma Rousseff (PT) apresentá-lo como resposta às manifestações de rua de 2013 que, entre outras coisas, pedia mais investimentos e melhorias na área da saúde pública.

Segundo consta nos documentos, porém, o diagnóstico do problema e a proposta de solução foram ambas feitas por Cuba após uma delegação da Comercializadora de Servicios Médicos Cubanos (SMC, uma sociedade anônima criada pelo governo de Cuba para exportar a mão de obra dos médicos cubanos) vir ao Brasil ainda em março de 2012, para visitar estados como Amapá, Bahia, Paraíba e Distrito Federal.

Já em 20 de abril, o vice-presidente da entidade, Tomás Reynoso, oferecer à embaixada brasileira “desde o envido de médicos e enfermeiras até a assessoria para construção de hospitais e para elaboração de sistemas de saúde” a “preços vantajosos”, conforme anotou Alexandre Ghisleni, então encarregado de negócios do Brasil em Havana.

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Em seguida, a vice-ministra de saúde cubana, Marcia Cobas, veio ao Brasil e, em reunião no Ministério do Desenvolvimento, oferece mil médicos e citou vagas ociosas para médicos na Amazônia “com salário inicial de R$ 14 mil”, por falta de interesse de brasileiros. A cubana lembrou ainda da cooperação entre os países durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e ressaltou que só faria nova parceria se o Brasil impedisse que os médicos ficassem no País ao final do programa, como houve com 400 profissionais da ilha caribenha nos anos 1990.

Ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sugeriu que pagamentos fossem feitos através de intermediário e que dinheiro não precisasse passar pelos Estados Unidos
Werther Santana/Estadão Conteúdo

Ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sugeriu que pagamentos fossem feitos através de intermediário e que dinheiro não precisasse passar pelos Estados Unidos

Além disso, a troca de mensagens entre o governo brasileiro e o governo cubano revelam que o Brasil cedeu em praticamente todas as exigências feitas por Cuba, inclusive a exigência de que os médicos cubanos passassem pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida), medida criticada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e cuja possibilidade de reversão fez com o que o país caribenho anunciasse a saída do programa que mantinha 8.517 profissionais no Brasil.

Cuba e o Brasil também combinaram que, para que a medida não causasse polêmica junto à classe médica e para que não precisasse ser aprovada pelo Congresso Nacional, as negociações deviam ser mantidas em sigilo e que o acordo deveria ser feito através da intermediação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Os pagamentos, portanto, seriam feitos à entidade que, por sua vez, repassaria os valores para o governo cubano.

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Nesse momento, segundo os telegramas revelados pela Folha de S. Paulo , Cuba manifestou sua preocupação com o fato do dinheiro ter que passar pela sede da Opas em Washington, nos Estados Unidos. Foi então que o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, propôs que os recursos fossem transferidos entre os escritórios da organização, sem passar pelos Estados Unidos.

O valor pago por cada uma dos médicos também foi alvo de negociações durante uma visita da delgação brasileira chefiada pelo secretário Mozart Sales e pelo assessor internacional do Ministério da Saúde, Alberto Kleiman, à Havana, capital de Cuba. No despacho da reunião consta que “o lado brasileiro propôs a quantia de USD 4.000 [dólares americanos] (USD 3.000 para o governo cubano e USD 1.000 para o médico)”, mas “a parte cubana, por sua vez, disse que contava receber USD 8.000 por médico e contrapropôs USD 6.000 (USD 5.000 para o governo cubano e USD 1.000 para o médico).”

Com as negociações avançando, as autoridades brasileiras começaram a defender publicamente a contratação de médicos estrangeiros para atuar em áreas remotas do País, onde os próprios profissionais brasileiros não queriam trabalhar.

Em janeiro de 2013, o líder do governo, senador Eduardo Braga (MDB), disse a prefeitos amazonenses que Dilma permitira, por medida provisória, que médicos estrangeiros trabalhassem no País.

Em março do mesmo ano, o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT) também disse no “programa do Jô”, da TV Globo , que o governo brasileiro poderia contratar médicos estrangeiros para atuar no Brasil.

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Já em 23 de abril, a própria presidente Dilma Rousseff, em reunião com a Frente Nacional dos Prefeitos, à noite, defendeu o recrutamente de médicos estrangeiros para trabalhar no Brasil. No mesmo dia, houve uma reunião para dar formal final ao contrato entre o governo brasileiro, a Opas e o governo de Cuba, documentada em novo despacho do Itamaraty.

Três dias depois, foi assinada a primeira versão do 80º termo de cooperação entre o Brasil e a Opas, base do Mais Médicos, mais ainda sem o nome que só viria a ser oficializado em julho.

Presidente eleito, Jair Bolsonaro, criticou o projeto Mais Médicos e anunciou novo ministro da Saúde no mesmo dia em que revelações vieram à tona
Rodrigues Pozzebom / Agencia Brasil

Presidente eleito, Jair Bolsonaro, criticou o projeto Mais Médicos e anunciou novo ministro da Saúde no mesmo dia em que revelações vieram à tona

Cinco anos depois do início do acordo entre os países, com a retirada oficial dos médicos cubanos do programa Mais Médicos
, o governo brasileiro lançou um novo edital que busca a inscrição de médicos brasileiros e estrangeiros
que tenham o Certificado de Registro Médico (CRM) no Brasil ou tenham sido aprovados no Revalida para atuar nas vagas que os mais de 8.500 cubanos vão deixar.

Os salários prometidos são de R$ 11.865,60 por 36 meses, com possibilidade de prorrogação, mas o governo já espera uma adesão baixa e planeja um novo edital com normas mais flexíveis em que os profissionais da área da saúde brasileiros e estrangeiros só precisarão prestar o exame de validação depois de começarem a atuar, dada a urgência que será provocada nos 2.854 municípios e 34 distritos indígenas que ficarão desatendidos por conta da evasão de profissionais cubanos.

Nesta terça-feira (20), o presidente eleito Jair Bolsonaro voltou a criticar o programa e anunciou o seu futuro ministro da Saúde, deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), que chegou a declarar, após ser oficializado como futuro chefe da pasta da saúde, que o Mais Médicos “parecia um convênio entre Cuba e o PT
, e não entre Cuba e o Brasil”.

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Nacional

Futuro ministro da Saúde diz que Mais Médicos parecia convênio entre Cuba e o PT

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Deputado Luiz Henrique Mandetta já se posicionava contra o Mais Médicos ainda como parlamentar e reforçou sua posição, agora, como futuro ministro
Lucio Bernardo Jr. /Câmara dos Deputados

Deputado Luiz Henrique Mandetta já se posicionava contra o Mais Médicos ainda como parlamentar e reforçou sua posição, agora, como futuro ministro

O deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), escolhido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para ser o futuro novo ministro da Saúde
, declarou nesta terça-feira (20) que o acordo que garantiu atuação de profissionais cubanos no Mais Médicos parecia “um convênio entre Cuba e o PT”.

Na sua primeira entrevista após a escolha de Bolsonaro para ser ministro da Saúde, ainda na porta do Centro Cultura Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde acontecem as reuniões da gabinete de transição do futuro governo, Mandetta comentou a decisão do governo de Cuba de retirar seus médicos do Brasil após as críticas do presidente eleito aos cubanos serem classificadas como “referência diretas, depreciativas e ameaçadoras” à presença dos profissionais de saúde no País.

“Esse era um dos riscos de se fazer um convênio e terceirizando uma mão de obra tão essencial. Os critérios, à época, me parece que foram muito mais um convênio entre Cuba eo PT, e não entre Cuba e o Brasil, porque não houve uma tratativa bilateral, mas, sim, uma ruptura unilateral”, afirmou o deputado Mandetta.

A crítica de Mandetta se dá porque o programa Mais Médicos foi criado no início de 2013, no governo da então presidente Dilma Rousseff. Desde então, Cuba começou a enviar médicos para o Brasil num acordo para o emprego de profissionais cubanos em áreas remotas e subatendidas pelos profissionais da saúde brasileiros intermediado pela Organização Panamericana de Saúde (Opas). Através desse acordo, o governo cubano recebia o pagamento, ficava com uma parte do montante e repassava o resto para os médicos.

Na ocasião do  anúncio da retirada dos profissionais cubanos do Brasil dentro de um prazo de 40 dias na última sexta-feira (16), a Embaixada de Cuba no Brasil informou que atuavam atualmente no programa 8.332 médicos. Nesta terça-feira (20), o futuro ministro da Saúde classificou o programa Mais Médicos como uma “improvisação”.

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“Era um risco que a gente já alertava no início. Nós precisamos de políticas que sejam sustentáveis. As improvisações em saúde costumam terminar mal e essa não foi diferente das outras”, completou o novo ministro.

Atual ministro da Saúde tenta corrigir evasão do Mais Médicos

Declarações de Bolsonaro criaram problema para atual ministro da Saúde após decisão de Cuba de deixar o programa Mais Médicos
Valter Campanato/Agência Brasil

Declarações de Bolsonaro criaram problema para atual ministro da Saúde após decisão de Cuba de deixar o programa Mais Médicos

Para tentar ‘remediar’ o problema que será causado pela evasão dos  médicos cubanos, o governo federal, ainda sob o comando do presidente Michel Temer e, mais especificamente, o ministério da Saúde, ainda comandado pelo ministro Gilberto Occhi, publicou um edital no Diário Oficial da União abrindo cerca de 8.517 vagas nesta terça-feira (20) para que, segundo Temer, “o Brasil tenha o menor impacto possível com a saída de médicos cubanos do programa”.

Segundo o edital, brasileiros ou estrangeiros que possuam cadastro nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) ou diploma revalidado no País poderão se candidatar a uma das vagas nos 2.854 municípios e 34 distritos indígenas que ficarão desatendidos por conta da evasão de profissionais cubanos.

Esse ponto era, inclusive, uma das principais críticas de Bolsonaro ao programa já que o acordo entre Cuba e Brasil não exigia que os médicos cubanos tivessem seus diplomas validados no Brasil. O presidente eleito chegou a declarar que é “desumano” dar aos pobres atendimento desses profissionais
.

“Eu nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi assistida por médicos cubanos. Será que nós devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia? Isso é injusto. Isso é desumano”, disse Bolsonaro, antes de continuar, “não queremos isso para ninguém, muito menos para os mais pobres. Queremos salário integral e o direito de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis”, completou.

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O atual ministro da Saúde explicou que o candidato que se inscrever poderá escolher entre os municípios disponíveis para atuação o que seja de sua preferência e que as candidaturas serão feitas por ordem de inscrição dos profissionais.

Segundo Gilberto Occhi, a prioridade, no momento, é de que os médicos cheguem rapidamente aos locais em que as vagas estão abertas, por isso, a previsão é de que o primeiro grupo de profissionais comece a atuar já no dia 3 de dezembro, sendo o prazo máximo para a chegada dos novos médicos inscritos nesse edital o dia 7 de dezembro.

Caso as 8.517 vagas disponíveis não sejam integralmente preenchdias, no entanto, um novo edital será lançado no próximo dia 27. Nele, os profissionais da saúde, sejam eles brasileiros ou estrangeiros, que não possuem regitro no CRM e nem foram aprovado no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida) também poderão se candidatar para as vagas remanescentes.

“De acordo com o ministro, os médicos que se inscreverem no segundo edital também terão que fazer o Revalida, mas, devido à urgência do preenchimento das vagas, poderão trabalhar enquanto isso não acontece mediante a apresentação de cerca de 17 documentos exigidos pelo governo, que comprovem sua capacidade profissional”, afirmou Occhi. “O profissional brasileiro formado no exterior que não tenha CRM nem Revalida só poderá exercer sua atividade legalmente no Brasil por meio do Mais Médicos”, disse o atual ministro.

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Dessa forma, enquanto já estão nos postos de trabalho, esses médicos farão o processo de certificação junto ao Ministério da Educação (MEC).

Os novos profissionais que virão para substituir os médicos cubanos receberão salários de R$ 11.865,60 por 36 meses, com possibilidade de prorrogação. As atividades dos médicos incluem oito horas acadêmicas teóricas e 32 em unidades básicas de saúde.

Além disso, os profissionais que ficarem alocados em áreas distantes poderão solicitar ajuda de custo através de comprovantes de residência. Para os médicos que trabalharão em áreas indígenas, haverá escalas das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI), cuja permanência no território poderá ocorrer por períodos de 32 horas semanais – 10, 15 e até 30 dias.

O atual ministro, no entanto, também indicou uma alternativa mais duradoura para o futuro presidente, Jair Bolsonaro. Para o titular da pasta da Saúde que deixará o cargo no dia 31 de dezembro, uma solução poderia ser  promover a substituição dos médicos cubanos por estudantes beneficiados pelo Fies
(Fundo de Financiamento Estudantil).

A proposta que prevê um abatimento na dívida dos alunos que cursam faculdades particulares pagas pelo governo federal deve ser entregue à equipe de transição do governo ainda antes do futuro presidente tomar posse.

A proposta, no entanto, não é a favorita no momento do futuro novo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Na sua declaração nesta terça-feira (20), o futuro titular da pasta relembrou uma proposta de Bolsonaro durante a campanha de crurar a carreira de Médico de Estado.

“É uma das maneiras que os países têm de fazer uma proposta para essas pessoas poderem ir para os locais de difícil provimento”, declarou antes de confirmar que irá se reunir com o atual ministro da Saúde para ver os impactos e sugestões para lidar com a saída dos médicos cubanos.

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