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Economia

Inflação fica negativa e registra menor valor para novembro desde 1994

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Novembro registrou a menor inflação para o mês desde 1994
Tânia Rego/Agência Brasil – 8.10.2014

Novembro registrou a menor inflação para o mês desde 1994

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido por medir a inflação oficial do Brasil, registrou taxa negativa de 0,21% em novembro. O número foi divulgado nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado de novembro é o melhor registrado desde julho deste ano, quando o índice apresentou deflação – ou seja,  a  inflação negativa, que aparece quando os preços dos produtos e serviços caem – de 0,23%. Esse número também representa a segunda deflação do ano – a primeira foi em agosto , quando a taxa ficou negativa em 0,09%.

De acordo com os dados do IBGE, se comparados todos os meses de novembro de anos anteriores, essa foi a menor taxa para a data desde a implantação do Plano Real, em 1994. Em novembro de 2017, a inflação ficou positiva em 0,28%. 

Em outubro deste ano, um mês antes da deflação de 0,27%, o IPCA registrou alta de 0,45% .

Nos últimos 12 meses, a inflação tem alta de 4,05%. O número está abaixo da meta oficial do Banco Central, que é de 4,5% para este ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

No acumulado de 2018, ou seja, entre janeiro e novembro deste ano,  o índice soma 3,59%. Na última segunda-feira (3), os analistas do mercado financeiro reduziram, pela sexta vez seguida, a projeção da inflação para 2018 . De acordo com o Boletim Focus, divulgado na data pelo BC, a estimativa é de que a inflação fique em 3,89 no final deste ano.

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Queda da inflação foi influenciada por preços dos cumbustíveis e energia elétrica


Quedas nos preços da energia elétrica e dos combustíveis puxaram a inflação de novembro para baixo
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Quedas nos preços da energia elétrica e dos combustíveis puxaram a inflação de novembro para baixo

A retração da inflação em novembro foi motivada, principalmente, pela redução nos preços dos combustíveis e energia elétrica. 

O valor médio da energia elétrica caiu 4,04% em novembro, uma queda de 0,16 ponto percentual em relação ao mês imediatamente anterior. A queda foi impulsionada pela mudança da bandeira tarifária, que passou de vermelha para amarela no mês .

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Já os combustíveis registraram deflação de 2,42%, em meio  à queda do preço nas refinarias e do recuo dos preços internacionais do barril de petróleo. Os três principais tipos de combustíveis registraram queda em novembro: o preço da gasolina diminuiu 3,07%, o etanol, 0,52%, e o diesel, 0,58%.

A gasolina apresentou preços reduzidos em todas as regiões pesquisadas pelo IBGE. A mais intensa foi em Brasília, que apresentou queda de 5,35%, enquanto a menor foi no Rio de Janeiro, onde caiu 1,06%. No acumulado no ano, entretanto, a gasolina ainda acumula alta de 12,66%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para calcular a inflação , a queda dos preços ocorreu em cinco. Confira:

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Alimentação e Bebidas: +0,39%
Habitação: -0,71%

Artigos de Residência: +0,48%
Vestuário: -0,43%

Transportes: -0,74%

Saúde e Cuidados Pessoais: -0,71%

Despesas Pessoais: +0,36%
Educação: +0,04%
Comunicação: -0,07%

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Economia

Mulher de Carlos Ghosn diz temer Justiça japonesa e pedirá apoio de Bolsonaro

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Em sua primeira entrevista a um jornal brasileiro, Carole Ghosn – mulher de Carlos Ghosn, ex-presidente da aliança Renault-Nissan, que cumpre prisão domiciliar no Japão – afirma ter medo da maneira como a Justiça japonesa conduz as investigações. O executivo, considerado um dos grandes nomes da indústria automobilística, é investigado por sonegação fiscal e abuso de confiança, entre outros crimes. Carole pretende contatar diretamente o presidente Jair Bolsonaro em busca de apoio para que o marido tenha um julgamento justo.


A estilista relata o episódio da prisão de Ghosn no início de abril, comenta o tratamento dado pela Justiça japonesa a estrangeiros, cobra mais apoio de autoridades brasileiras e critica as denúncias que envolvem familiares do executivo.

Fonte: IG Economia
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Economia

Lojistas prometem até 70% de desconto em ações contra impostos altos

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Gasolina
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Gasolina mais barata será um dos atrativos do “Feirão do Imposto”

Lojistas de 140 cidades de 18 estados do Brasil participarão, neste sábado, do “Feirão do Imposto”, organizado pela Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) com o intuito de defender a reforma tributária.

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Os descontos serão aplicados em lojas, postos de gasolina e supermercados participantes. De acordo com o Coneja, os descontos serão, em média, de 50%. “O comerciante decidirá quais produtos serão vendidos com isenção de impostos . O empresário subsidiará do bolso o valor pago ao governo”, explica o coordenador da iniciativa, Eduardo Medeiros Pereira.

O Feirão do Imposto  ganhou adeptos nas redes sociais e, já na manhã deste sábado, a hashtag “imposto é roubo” era uma das mais compartilhadas no Twitter dos brasileiros. 

Dia Livre de Impostos


imposto
Divulgação

Dia Livre de Impostos é iniciativa de empresários

Já no próximo dia 30 de maio produtos com descontos referentes a carga tributária serão encontrados em 13 shoppings, em 12 cidades de seis estados por conta do Dia Livre de Impostos, uma iniciativa da Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem que tem como objetivo “conscientizar” os consumidores sobre o peso dos tributos nas compras.

“Em um ranking de 30 países, o Brasil é o 14º que mais arrecada imposto. E está em último como país que melhor retorna o dinheiro para a população”, diz o manifesto do Dia Livre de Impostos . “O brasileiro trabalha em média 153 dias (5 meses) por ano só para pagar impostos. Apenas nos setores de Maquiagem e Eletrônicos as cargas tributárias são de 58% e 43%, respectivamente.”

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Empresas de vários setores do varejo vão comercializar produtos descontando o valor dos impostos , que normalmente já está embutido na mercadoria. O objetivo é mostrar de forma clara aos clientes como os impostos que incidem sobre as mercadorias e serviços muitas vezes representam grande parte do preço dos produtos.

Fonte: IG Economia
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Economia

Suspensa, Avianca pode cancelar mais de 8 mil voos até o fim do ano

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Avião da Avianca
Pixabay

Mesmo com suspensão, Avianca é obrigada a oferecer opções como reembolso e reacomodação


A Avianca Brasil informou, neste sábado (25), que pode precisar cancelar mais de 8 mil voos até o fim deste ano caso continue proibida de operar. Na sexta-feira (24), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu todos os voos da companhia até que ela comprove ser capaz de para manter suas atividades em segurança.

De acordo com os dados da Avianca , a empresa tem  8.646 voos programados até o fim do ano, uma média de 39 por dia. Todos estão correndo o risco de serem permanentemente cancelados.

Aos que já foram cancelados, a Anac  recomenda que entrem em contato com a companhia aérea e não se desloquem ao aeroporto de partida até que novas informações sejam divulgadas. Obrigada a cumprir a legislação, a empresa deve oferecer opções como reembolso e reacomodação a esses clientes.

Para outras dúvidas sobre o que fazer caso tenha passagem comprada com a companhia aérea , clique aqui .

A crise

A Avianca Brasil está em recuperação judicial desde dezembro de 2018. Seus funcionários, que fizeram greve na semana passada , dizem não estar recebendo salários e nem o depósito do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Hoje, pilotos e comissários paralisaram novamente suas atividades nos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ).

Desde que entrou em recuperação judicial, a Avianca já cancelou milhares de voos e suspendeu suas operações em diversos aeroportos . A empresa tem concentrado suas viagens em Congonhas, Santos Dumont, Brasília e Salvador desde o fim do mês passado.

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Até dezembro, a  Avianca  Brasil acumulava R$ 493,8 milhões em dívidas. A quarta maior companhia aérea do País atribuiu sua crise à forte recessão econômica enfrentada pelo Brasil nos últimos anos, além do aumento no preço do combustível e da variação do câmbio.

Fonte: IG Economia
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