conecte-se conosco
Copyright © 2018 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262


Artigos

Inimigo silencioso

Publicado

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor

Numa excelente matéria produzida pelo programa Viver é Melhor!, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), o dr. Fadlo Fraige Filho, endocrinologista, presidente da ANAD (Associação Nacional de Assistência ao Diabético) e da FENAD (Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes), trouxe importantes esclarecimentos sobre o perigo do diabetes e das doenças a ele correlacionadas.

Abordamos, mais uma vez, esse relevante tema por se tratar de assunto de saúde pública ainda não suficientemente difundido na população.
 
Passaporte
Acerca do impacto do diabetes na área da saúde, dr. Fadlo afirmou que “para a Organização Mundial da Saúde (OMS) o diabetes e a obesidade são duas epidemias de males crônicos. Ambas andam juntas porque a obesidade acaba sendo um passaporte para o diabetes. É um fator desencadeante para aqueles que geneticamente já têm a doença. São dois os tipos básicos de diabetes. O tipo 1, que se manifesta na infância e adolescência, é autoimune, não muito ligado à genética (5% a 10% de todos os diabéticos). Já de 90% a 95% dos doentes são do tipo 2, que se manifesta na fase adulta e geralmente vem com a obesidade: 80% deles são obesos. (…) A doença é silenciosa, evolui sem que percebamos. Você que é parente de diabéticos, ou que é obeso, tem hipertensão, tem de fazer seus exames periodicamente, porque é possível que você venha a desenvolver o diabetes”.
No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas estão com a doença, segundo informa a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). E os números não param. Houve um aumento preocupante no mundo, de acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Somente no ano de 2017, foram estimados 425 milhões de diabéticos, o que corresponde a 8,8% da população planetária. Calcula-se que até o ano de 2045 esse número ultrapasse 629 milhões.
 
O exemplo do carro
Quanto à prevenção masculina, o especialista fez uma interessante analogia: “A mulher brasileira aprendeu a ter precaução com as doenças em geral. O ginecologista pede os exames e ela os faz. Já o homem não se previne. Costumo dizer que o brasileiro aprendeu a fazer manutenção do automóvel. Quer dizer, ele sabe fazer a revisão do carro. Contudo, nunca leva seu corpo ao médico para ver o seu colesterol, o seu açúcar… O diabetes é uma doença pouco conhecida em seus fundamentos. Se não tratada, a pessoa aparentemente não sente nada, mas ao fim de talvez 7, 8, 9 anos, sem tratamento adequado, ou às vezes sem um diagnóstico, pode se manifestar por complicações gravíssimas”.
 
Dados alarmantes
De acordo com a OMS, hoje, a cada cinco segundos, uma pessoa no planeta contrai o diabetes. E ainda consoante o endocrinologista, “é a primeira causa de cegueira e de amputações de membros inferiores no mundo. É também praticamente a primeira causa de insuficiência renal. Você tem em torno de 40% a 50% das pessoas que fazem hemodiálise – quando o rim vai à falência – diabéticas. Em 40% das coronariopatias que levam aos infartos, são indivíduos com diabetes. Tudo isso não é para assustar, mas para alertar. Podemos evitar todas essas complicações desde que tenhamos conscientização e saibamos nos tratar. (…) Eu tenho pacientes que já estão com 30, 40 anos de diabetes e não têm nenhum problema, porque se cuidam, se exercitam, fazem dieta”.
 
Sobremesa
Durante o programa, respondendo a uma telespectadora, que questionou se a sobremesa diária pode oferecer algum risco, explicou: “O doce, na realidade, acaba levando, de início, a um aumento de formação de gorduras, aumento de peso. Além do que é um alimento não saudável. É preferível, em vez de habitualmente comer doce, você se alimentar de frutas na sobremesa. É uma forma de prevenção da doença. Aliás, um estudo feito em 2002 pela Associação Americana de Diabetes mostrou exatamente isso; pegou pessoas que já tinham propensão à doença, fase inicial, que a gente chama de intolerantes à glicose ou pré-diabéticas, e dividiram-nas em três grupos: um fazendo dieta, exercícios; outro tomando remédios; e o outro apenas controle. Aquele grupo que fez dieta e exercícios foi o que mais se beneficiou no sentido de regredir a patologia. Então é possível prevenir a doença tipo 2, desde que você tenha uma vida mais saudável, uma alimentação pobre em açúcar, pobre em carboidratos, e evidentemente faça exercícios, mexa-se, isso é muito importante. (…) As frutas, as fibras e os vegetais são fundamentais na alimentação de uma forma geral, para equilibrar a quantidade de carboidrato”.
 
Fator de risco
Quanto à famosa “barriguinha”, o dr. Fadlo atestou tratar-se também de um fator de risco: “Já se sabe que ela é reflexo do acúmulo da gordura visceral. Aquela que é depositada não embaixo da pele, mas dentro das vísceras entre os intestinos, entre os órgãos internos. É a pior de todas porque, na realidade, a gordura visceral está relacionada muito mais com as complicações cardiovasculares, com infarto do miocárdio, derrame, porque ela produz citoquinas inflamatórias, que acabam levando a esses problemas”.
Eis a nossa contribuição para que mais e mais pessoas se conscientizem da real necessidade de cuidar da saúde. Somente assim poderemos vencer o diabetes, terrível e silencioso inimigo.

Comentários Facebook
Veja Mais:  Transformar dor em vitória
publicidade

Artigos

Pedra Preta e a juventude nas eleições de 2020

Publicado

As previsões para 2020 nas eleições municipais do município de Pedra Preta prevê um número significativo para candidatos jovens no município.

Entenda…

A previsão é de que a juventude deve dominar o cenário político da cidade.

Esse público jovem vem cada vez mais interessados em propor uma mudança tão almejada pela população do município sul mato-grossense, cansado de uma política criche e de anos de promessas não fundamentadas. A juventude parece vir bem desempenhada, com grupos de formadores de opiniões, estudantes e jovens empresários que sempre sonhou com um município mais próspero para se morar.

Essa comunidade ainda com um grande olhar e visão de esperança futura para que o município saia de uma “alienação” de um histórico político frágil, e assim com olhar e visão futurista planejar e criar uma proposta consistente e objetiva …

Esse novo público se propõe a fazer frente nas eleições municipais de 2020…

“Sim

“O diferencial e ousado a juventude acreditar tanto na política em uma época onde muitos brasileiros estão desacreditados e desmotivados da política atual” .

Por Brunno Lois- Liderança Jovem DC

Comentários Facebook
Veja Mais:  IMPULSO ELEITOREIRO COM O SEU DINHEIRO
Continue lendo

Artigos

A corrida contra minha morte

Publicado

Por Dr. Rosário Casalenuovo Júnior

Agora é pra valer, próximo de 60 anos, os exercícios que faço, as corridas, os treinos na academia, no cross fit, têm agora um adversário sem escrúpulo, um adversário que é juiz da partida ao mesmo tempo. Já pensou? O cara é meu adversário, que apita a partida, tem o cartão amarelo e o verrrrmelho no bolso. Pior que tenho a consciência que um dia serei expulso do jogo para sempre.

Faço esta analogia pois fui desde criança, apaixonado pelo esporte, participei de atletismo na cidade de Presidente Prudente-SP, treinado pelos professores da família Ronque, Furtunato (Natinho) e Douglas. Meus adversários eram garotos como eu, fui jogador de voleibol também, jogando até a faculdade de odontologia na mesma cidade.

Mesmo depois de não ter mais times, nunca parei de praticar esporte. Pois existia em mim a cultura desportiva. Que é uma consciência onde passamos a jogar contra a si mesmo, contra a preguiça, desprezar a sedução do sofá, da televisão. Como não participava de times como na juventude, passei a ter eu próprio como adversário. Digo que os jovens tem a obrigação de serem atletas, não tem desculpa. Está tudo propício, energia, hormônios, disposição, tempo, cabeça sem problemas. Nada de desculpas, pois até mesmo atletas cadeirantes, deficientes visuais, como especial neuro ou físico, estão nas olimpíadas, onde o Brasil é vencedor. Portando jovens, vamos levantar do sofá e partir para gastar energia.

Veja Mais:  Incentivos fiscais e gastos públicos: um peso e duas medidas

Jogadores de futebol profissional são jovens ou até mesmo trintões e depois que param alguns engordam, param de praticar exercícios regularmente, isto representa que não existia nele a cultura desportiva. Pra mim começa a valer o esporte depois de 50 anos, pois aí estamos competindo para se manter saudável, disposto e vivo. A corrida é um bom medidor do envelhecimento pelo fato de manter uma constância, em velocidade e em percurso, onde se mede o tempo e o grau de cansaço. A cada década de corrida, estes medidores vão se alterando, tempo aumenta, percurso reduz, de 21, para 15, 10 Km “tá bom”. Já corri com idosos de 80 anos, 10 Km. Isso me deu uma esperança, um grande incentivo para desmistificar esta década.

A cultura desportiva é o mais importante de desenvolver na consciência dos nossos filhos, pois assim estarão sempre lutando contra a “marvada “da preguiça que acentua nas regiões mais quentes como Cuiabá.

Veja como o adversário vai mudando com o tempo, lutava com unhas e dentes para ganhar dos outros, depois vencer a mim mesmo e dos 60 para frente, me distanciar do meu fim, correndo dele. Agora é pra valer como nos jogos mortais. Mas sabe que é divertido essa brincadeira de verdade? Estou gostando desse jogo da vida. E você, qual seu adversário hoje?

*Rosário Casalenuovo Júnior é dentista, professor de odontologia há 30 anos, músico e articulista dos principais jornais de Mato Grosso. Cristão, atleta, pai de Pedro e Giovanna. Contato: rosário.casalenuovo@hotmail.com

Comentários Facebook
Continue lendo

Artigos

Toda causa importa

Publicado

Leonardo Campos*

O sistema judiciário brasileiro possui peculiaridades interessantes que reforçam a importância da advocacia. Este protagonismo se confirma na missão confiada a cada profissional pela busca da efetivação dos direitos previstos em nossa Constituição, na árdua luta para transformar o conceito de justiça da teoria para a prática, papel desempenhado todos os dias em cada juizado especial, em cada fórum, em cada tribunal.

A ausência de distinção entre as causas se confirma com o ordenamento jurídico brasileiro e suas peculiaridades levantadas no início deste texto. Um (a) advogado (a) recém-formado (a), por exemplo, pode, tão logo receba sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil, embarcar para Brasília e fazer uma sustentação oral perante os 11 ministros que compõem a mais alta Corte do país ou peticionar em um juizado especial, tratado pela Lei como o foro para solucionar litígios de menor complexidade. Em outros países, como os Estados Unidos, é necessário tempo de advocacia para galgar a condição de advogar em instâncias superiores.

Ter o entendimento deste papel na sociedade brasileira é de fundamental importância para cada um dos profissionais. O (a) advogado (a) é, sem sombra de dúvidas, o último sopro de esperança do seu cliente e deve tratar cada causa, seja em um juizado especial, seja no Supremo Tribunal Federal (STF), como a ação mais importante da vida daquele que nos confia o patrocínio da causa e, portanto, devemos atuar sempre com nossa melhor capacidade técnica.

Veja Mais:  Startup inova com novo portal que ajuda pessoas

E esta liberdade deve ser encarada pelos profissionais do Direito como uma responsabilidade. É preciso um contato próximo e pessoal do profissional da advocacia com seu cliente, para que aquele que deposita na Justiça sua esperança, seu pleito, se sinta de fato atendido. Defender um cliente significa se apropriar de sua causa, de sua luta, toma-la para si e fazer o melhor nesta defesa. Não há espaço para uma relação distante, mercantilista, para uma defesa que seja menos que aguerrida.

Do mesmo modo, à população que busca uma solução para um determinado conflito, é de fundamental importância conhecer o profissional que vai defende-lo perante à Justiça. Saber quem é a pessoa, qual seu histórico profissional e buscar esta relação de proximidade com seu defensor, enfim, tratar com ele de forma pessoal. Quem tem uma demanda judicial deve se guiar por aspectos objetivos na escolha desta pessoa.

Aos advogados e advogadas, cujo papel na sociedade está gravado na nossa Constituição, por meio do artigo 133, é de fundamental importância entender que a causa do momento é a causa mais importante de sua vida. Seja em um juizado especial, seja no Supremo Tribunal Federal.

*Leonardo Campos é advogado e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT)

Comentários Facebook
Continue lendo

Câmara Municipal de Rondonópolis

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana