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Jaguar F-Type P300: gato selvagem mostra suas garras

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Jaguar F-Type 2.0 chega como opção mais em conta em relação ao V6 para conseguir mais apelo nas vendas
Carlos Guimarães/iG

Jaguar F-Type 2.0 chega como opção mais em conta em relação ao V6 para conseguir mais apelo nas vendas

Ninguém iria notar que aquela versão do Jaguar F-Type tinha quatro cilindros e não um V6 sob o longo capô. Andando no dia a dia com o belo esportivo pelo trânsito caótico de São Paulo, houve até quem me implorou para baixar o vidro da porta para elogiar as linhas carro, que chega como opção mais em conta em busca de mais interessados.

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Por R$ 339.929 o cupê esportivo Jaguar F-Type tem como principal rival o Porsche 911, que mesmo bem mais caro (a partir de R$ 519 mil) tem vendido muito mais que o modelo da marca inglesa. De acordo com os dados da Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores), o inglês teve 27 unidades vendidas entre janeiro e novembro, ante 168 do alemão. Até na comparação com o pequeno Cayman , o F-Type fica em desvantagem nas vendas (96 ante 27).

Então, com um eficiente motor 2.0, de quatro cilindros, capaz de gerar 300 cv e bons 40,8 kgfm de torque a meros 1.500 rpm, o F-Type procura mais apelo de vendas por causa do preço, já que as linhas atraentes não têm sido o suficiente. Entretanto, vale lembrar que o 911 mais em conta ainda é mais mais sofisticado que o Jag , o que inclui motor boxer de 6 cilindros, de 370 cv, potência para acelerar de 0 a 100 km/h em 4,7 segundos, ante 5,7 s do F-Type P300.

De qualquer forma, trazer a versão P300 do Jaguar F-Type ao Brasil foi uma decisão acertada. Agora temos um belo esportivo, que ronca como um felino selvagem e garante um sorriso no rosto quando acelerado, contanto que você esteja em uma pista bem conservada e com caminho livre pela frente. Andar no asfalto crocante da capital paulista, no mínimo, é um convite para dores nas costas e correr o risco de danificar os pneus 245/40R 19, de perfil baixo.

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Jaguar F-Type P300 é uma esperança da marca inglesa por maior volume de vendas do cupê
Carlos Guimarães/iG

Jaguar F-Type P300 é uma esperança da marca inglesa por maior volume de vendas do cupê

Também acertaram ao escolher a versão R-Dynamic, que vem com detalhes como bancos esportivos do tipo concha e capota pintada de preto brilhante, que contrasta com a cor do restante da carroceria. Portanto, no quesito design, o F-Type P300 merece nota máxima, inclusive pelo interior que faz qualquer um se sentir o agente secreto James Bond por algumas particularidades típicas da sofisticação britânica.

Já começa pelas saídas de ar, bem no centro do painel, que somem quando o sistema de climatização está desligado, sendo recolhidas, em silêncio e com uma suavidade hipnotizante. Quer abrir o porta-luvas? Basta tocar num pequeno botão cromado e… voilà . No console central, há um botão que muda o ronco que sai da única saída de escape central. E outro que levanta o aerofólio traseiro, integrado com perfeição ao desenho do esportivo quando não está acionado. 

Acelerando o Jaguar F-Type P300


Jaguar F-Type 2.0  tem interior sofisticado e acabamento caprichado. No centro do painel, saídas de ar são retráteis
Divulgação

Jaguar F-Type 2.0 tem interior sofisticado e acabamento caprichado. No centro do painel, saídas de ar são retráteis

 Não resta dúvida que o acerto do Jaguar F-Type P300 faz jus à toda  tradição da marca no automobilismo mundial. O carro tem relação peso-potência de interessantes 5 kg/cv, a mesma do Cayman 2.0 (R$ 329 mil), mas que fica atrás dos 3,9 kg/cv do 911 Carrera 3.0. Mesmo assim, é possível adotar uma tocada esportiva que você não vai se decepcionar, ajudado pela tração traseira, baixo centro de gravidade e pela boa rigidez da estrutura.

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Outro aliado é o câmbio automático, de oito marchas,  que faz sempre trocas rápidas e conta com hastes de alumínio, atrás do volante, se estiver a fim de dirigir com a faca entre os dentes. Existem outros ajustes, também por meio de botões no console, que mudam a regulagem dos amortecedores  e tornam mais rápidas as respostas ao pisar no acelerador. Bom também é o cluster e o mostrador digital colorido, que exibe uma série de informações, inclusive do computador de bordo. 

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Com apenas 10 centímetros de vão livre do solo, o Jaguar F-Type P300 tem estabilidade irrepreensível. Em contrapartida, exige bastante cuidado para passar por valetas, lombadas e rampas. Inclusive, dependendo do caso, melhor engatar a marcha à ré, dar meia volta e seguir por outro caminho. Mas quando está no seu “habitat natural” o cupê inglês deita e rola, acelerando, freando e contornando curvas com bastante precisão.

Conclusão

Um dos esportivos mais belos que temos no Brasil o Jaguar F-Type P300 chega com motor de quatro cilindros, mas com garantia de diversão ao volante por um preço mais convidativo que do rival Porsche 911, o líder de vendas desse nicho de mercado, além de mais sofisticado e veloz.

Ficha técnica

Preço: R$ 339.929
Motor: 2.0, quatro cilindros, turbo, gasolina 
Potência: 300 cv a 5.500 rpm 
Torque: 40,8 kgfm a 1.500 rpm 
Transmissão: automático, oito marchas
Suspensão:  independente, com braços sobrepostos (dianteira e traseira)
Freios: discos ventilados nas quatro rodas, com ABS e ESP 
Dimensões: 4.482 mm de comprimento, 1.885 mm de largura, 1.311 mm de altura , 2.622 mm entre-eixos 
Tanque: 70 litros 
Porta-malas: 310 litros 
0 a 100 km/h: 5,7 segundos 
Vel. Máx: 250 km/h 

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Com lançamento previsto para o fim do ano, Audi SQ8 é apresentado com 435 cv

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Audi SQ8
Divulgação

Audi SQ8 será o SUV mais veloz da marca, mas não deixará de lado os atributos luxuosos

Depois de um vídeo flagra no ano passado, a Audi finalmente lança o SQ8, versão mais esportiva do SUV-cupê topo de linha. Como um integrante autêntico da “família” S, se baseia no modelo convencional, mas adiciona itens esportivos. No caso, quatro saídas de escape, entradas de ar redesenhadas e as rodas de 22 polegadas, opcionais. Por dentro, os assentos são revestidos de Alcantara e couro, além das inscrições S. Entre outros itens, o carro também vem com pedaleiras de aço inox e soleiras de portas de alumínio.

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Debaixo do capô, o SQ8 usa o mesmo 4.0 V8 biturbodiesel do  SQ7 . Com isso, o SUV-cupê da Audi produz 435 cv e brutais 91,8 kgfm de torque já a 1.000 rpm. O movimento vai às quatro rodas através de um câmbio automático de oito marchas.

Além disso, traz um sistema híbrido leve, pensado especificamente para impulsionar a novidade em velocidades abaixo dos 22 km/h. Funciona através da alimentação por uma bateria de 48V, que também abastece o compressor elétrico, ajudando os turbos em baixas rotações e em acelerações de baixa velocidade.

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Desempenho esportivo

Audi SQ8
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Foi desenhado com linhas agressivas, mas que não abandonam os ares conservadores dos veículos da fabrivante alemã

O resultado de toda essa tecnologia agregada é uma aceleração até 100 km/h em 4,8 segundos e velocidade máxima limitada eletronicamente de 250 km/h. E para garantir que os ocupantes irão conseguir chegar à salvos em casa, o sistema de freios é composto de série pelo conjunto de pastilhas e discos de carbono e cerâmica e pinças vermelhas.

Entre outros equipamentos, vem de série com suspensão adaptativa a ar, com um modo dinâmico extra no seletor de condução Drive Select. O esterçamento das quatro rodas é um opcional, assim como o conjunto que inclui um diferencial esportivo e barras estabilizadoras ativas.

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Mesmo que não se fale muito em Brasil por enquanto, o Audi SQ8 começa a ser vendido na Europa no fim do ano. A versão a gasolina V6 3.0 TFSI chegará em mercados como o dos Estados Unidos. Ainda não se falam em preços, mas é esperado algo em torno de 85.000 euros (R$ 370 mil).

Fonte: IG Carros
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Descobrimos como é ser dono de um carro híbrido seminovo no Brasil

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Prius
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O Toyota Prius é carro híbrido mais vendido no mundo e já está presente no mercado brasileiro

Você toparia desembolsar R$ 85 mil em um Toyota Prius 2017 que já sofreu sua depreciação mais abrupta? É quase o preço de um VW Polo Beats novinho. Muitas pessoas até consideram, mas ainda ficam apreensivas com os custos de se manter um carro híbrido seminovo no Brasil. Enquanto o debate sobre eletrificação ganha espaço entre as empresas de mobilidade, alguns motoristas já se arriscam na compra de um usado. Estes são os “early adopters” da nova tecnologia de segunda mão no Brasil.

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Apenas contextualizando o termo, os “early adopters” são os primeiros alvos de qualquer inovação. Eles estão na primeira etapa do que, no meio do marketing, é chamado de “curva de adoção”. Ou seja, pessoas que absorvem mudanças, se engajam em novidades e estão à frente de todos os avanços tecnológicos.

Portanto, ainda que o mercado de híbridos seminovos seja nebuloso, eles não têm medo de enfrentar as novidades. “É um segmento pequeno, de frota quase irrelevante no Brasil”, destaca Alessandro Rubio, supervisor de pesquisa e conteúdo do CESVI (Centro de Experimentação e Segurança Viária). “Entre os 65 milhões de veículos de passeio que circulam no território brasileiro, apenas 12 mil são híbridos ou elétricos. Ainda não temos um mercado sólido para compreender como ele funciona”

Os proprietários também explicam os seus motivos. “Eu gosto muito de tecnologia, e quis experimentar a dirigibilidade e o silêncio do motor elétrico”, diz Clayton Oliveira, de São Paulo (SP), proprietário de um Toyota Prius 2015 há cinco meses. “Levei em conta que economizaria combustível e não teria rodízio na capital paulista”

Clayton também diz que não teve medo de trocar seu Hyundai Elantra por um Prius, e conta com a popularização da nova tecnologia para o futuro. “O sedã marcava 8,5 km/l de média, enquanto o híbrido faz 18 km/l. Meu único receio é a hora da revenda. Sei que será mais difícil, pois é um gosto bem específico. Como carros elétricos e híbridos estão cada vez mais conhecidos, acredito que isso será acelerado com o tempo”, diz ele. “Só trocaria meu Prius por outro híbrido”.

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De fato, o mercado de híbridos e elétricos está em uma crescente. De acordo com a Anfavea (Associação Nacional de Distribuição de Veículos), a categoria cresceu 5% entre janeiro e maio de 2019. A maior parte dos modelos mostrados no Salão do Automóvel de São Paulo no ano passado já chegaram às lojas, ou estão disponíveis para encomendas. Além disso, muitas frotas apostaram no Renault Zoe como opção de aluguel.

Prius de gravata

Lexus CT 200 h
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O Lexus CT 200h é o único hatch médio híbrido do Brasil. A Volkswagen virá atrás, com o futuro Golf GTE

Com tantas opções, muitas pessoas já se sentem confortáveis para comprar o segundo ou terceiro veículo híbrido. É o caso de Michiro Kaizu, morador de Curitiba (PR). “Fui proprietário de um Prius 2016. Minha real intenção era comprar o Corolla Altis, mas como conhecia a tendência dos modelos híbridos, acabei optando por ele”, conta. “Existem alguns pecados no que diz respeito ao refinamento interno e qualidade dos materiais do Prius. Acabei trocando o Toyota aos 46 mil quilômetros por um Lexus CT 200h , que tem o mesmo motor”.

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“Ainda que seja mais luxuoso, o CT 200h também peca em alguns tópicos. Seu consumo é um pouco pior na comparação com o Prius e o freio de estacionamento é um pedal, além de não contar com Apple CarPlay”, finaliza Michiro.

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Nos classificados online, já encontramos unidades 2017 do CT 200h por algo na casa dos R$ 100 mil. O preço pode variar, de acordo com o estado de conservação e quilometragem, mas ainda pode ser uma boa escolha pelo custo-benefício.

Ele traz o confiável 1.8 a gasolina (com 99 cv de potência), junto de outra unidade elétrica que gera a força combinada de 136 cv. Por conta do ciclo Atkinson, o conjunto retarda ao máximo o fechamento das válvulas de admissão, reduzindo o esforço do pistão para chegar ao seu ponto mais alto. Dessa forma, o Inmetro diz que o CT200h é capaz de aferir números como 15,7 km/l na cidade – onde se sente mais confortável – e honestos 14,2 km/l na estrada.

Os números de consumo são ótimos, mas como foi dito pelo proprietário nos parágrafos acima, o Prius ainda é melhor com 18,9 km/l na cidade e 17 km/l na estrada.

Fique atento!

híbrido
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Alguns carros híbridos, como Mini Countryman e Porsche Cayenne, contam com kit de recarga

Para o supervisor de pesquisa do CESVI, existem alguns cuidados especiais na hora de adquirir um veículo híbrido seminovo. “Além de todos os detalhes sobre estado de revisões, conservação e funilaria, o cliente deve ficar atento à quilometragem e o tempo de uso da bateria”, diz Rubio. “Se for um veículo plug-in , o kit de recarga fornecido pela montadora precisa estar no porta-malas”.

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De acordo com ele, o futuro proprietário também precisa estar esperto aos componentes originais do carro. Se a roda de um veículo híbrido for trocada por outra de diâmetro diferente, por exemplo, ele poderá gastar mais combustível.

“Ainda é difícil apontar dados sólidos sobre reparabilidade uma vez que a demanda por eles é baixíssima. Mas os motores a combustão de veículos híbridos são menos acionados e, dessa forma, evitam desgastes mecânicos. Ou seja, o tempo de vida útil do motor a combustão de um carro híbrido é maior”, diz Rubio.

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Híbridos nos aplicativos de corrida

Uber
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Parceiro do Uber conta suas experiências com o Toyota Prius 2013 e compara despesas com outros veículos

O motorista João Miguel, de Santos (SP), utiliza um Toyota Prius 2013 seminovo para suas corridas desde dezembro do ano passado. Além de dirigir para Uber e 99 há três anos, também presta serviço para uma seguradora e empresas de home care. “Iniciei nos aplicativos com um New Fiesta 2012 que era muito econômico e confortável, mas, infelizmente, me roubaram. Troquei por uma Chevrolet Spin LTZ, de sete lugares, que também agradou, mas acabei gastando uma fortuna na conversão para o kit-GNV”, diz o motorista. “O Prius já era um sonho de consumo antigo”.

No segundo mês com o veículo, João Miguel enfrentou os primeiros empecilhos mecânicos. “Tive um problema sério no sistema de tração e regeneração do Prius. Levei o carro até a oficina da Toyota, onde orçaram um reparo de R$ 20 mil”, lamenta o motorista. “Entrei em contato com a concessionária que me vendeu o carro e acabaram resolvendo o problema por completo, mas fiquei 30 dias sem ele. O prejuízo foi enorme.”

Apesar dos problemas, o motorista continua satisfeito com o seu Toyota Prius. De acordo com ele, a Spin tomava algo entre 35 e 45% dos ganhos brutos no mês em despesas, enquanto o Prius leva de 5 a 15%. “Mesmo com os problemas inconvenientes que tive no começo, eu compraria outro Toyota Prius no mesmo estado e condições. Não teria a Spin de volta”.

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As pessoas que conversaram com nossa reportagem, compartilhando suas experiências sobre seus veículos híbridos, parecem bem satisfeitas. Ao fim do ano, finalmente teremos um carro que figura no “top 10” do ranking de vendas do Brasil com uma versão híbrida, o novo Corolla. As vendas da categoria deverão ser alavancadas com a sua chegada, aumentando a confiabilidade dos modelos híbridos seminovos no futuro.

Fonte: IG Carros
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Lamborghini Aventador de Eike Batista será leiloado no Rio de Janeiro

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Lamborghini Aventador
Reprodução/Polícia Federal

O Lamborghini Aventador de Eike Batista foi uma das supermáquinas do empresário, que já teve um SLR McLaren

Quando Eike Batista era considerado o maior empresário brasileiro de todos os tempos, uma foto publicada pela Revista Veja deu o que falar. Ele sorria em sua sala de estar, acomodado ao lado de um belo um pastor-alemão. Ao fundo, dois superesportivos estavam estacionados no recinto, como se fizessem parte da decoração: um Mercedes-Benz SLR McLaren e o Lamborghini Aventador branco.

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O primeiro foi vendido em 2014, após o filho do empresário ter matado um ciclista dois anos antes no Rio de Janeiro. Talvez isso explique a depreciação do superesportivo, avaliado em R$ 2,7 milhões, porém repassado por R$ 750 mil. O Lamborghini Aventador , por outro lado, poderá ser seu.

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, autorizou que um lote de bens apreendidos pela operação Lava Jato seja leiloado entre os dias 4 e 18 de julho. Entre eles, uma lancha que pertenceu ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; uma fazenda de seu operador, Carlos Miranda e o Lamborghini Aventador de Eike.

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Vale lembrar que o Aventador conta com motor 6.5 V12 de disposição central-traseira. O modelo é capaz de desenvolver 700 cv de potência e 70 kgfm de torque, enviados às quatro rodas através do câmbio automatizado de sete velocidades. É força suficiente para arrancar de 0 a 100 km/h em míseros 2,9 segundos, antes de atingir a velocidade máxima de 350 km/h. De acordo com a Polícia Federal, o superesportivo de R$ 2,2 milhões está bem conservado.

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Outros escândalos

Todos os carros de Eike Batista dão o que falar, independentemente de quem está ao volante. Para refrescar a memória, em meados de 2015, o então juiz federal Flávio Roberto de Souza foi flagrado dirigindo um Porsche Cayenne que foi apreendido na garagem do empresário em uma das operações da Lava Jato.

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Antes de ser sentenciado à perda do cargo, o ex-magistrado se defendeu dizendo que estava dirigindo o Porsche Cayenne de Eike para conservá-lo melhor. Seu advogado também informou que o cliente enfrentava problemas psicológicos e não tinha clara noção da realidade. Bretas, por outro lado, declarou que Flávio Roberto de Souza traiu valores da magistratura com a ação e ressaltou que o juiz tinha conhecimento muito acima da média sobre a gravidade do delito.

Fonte: IG Carros
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