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Justiça ordena penhora e Corinthians pode, sim, perder taça do Mundial; entenda

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Taça do Mundial de Clubes exposta no Memorial do Corinthians
Arquivo iG

Taça do Mundial de Clubes exposta no Memorial do Corinthians

Recentemente, o Juiz  de Direito Luís Fernando Nardelli, da 3ª Vara Cível da Comarca de Tatuapé em São Paulo, determinou a expedição de um mandado de penhora e avaliação da Taça do Mundial de Clubes de 2012 , que pertence ao Corinthians .

O Mundial de Clubes de 2012 é um dos títulos mais importantes conquistado pelo Corinthians em toda a sua história. O pedido foi realizado pelo Instituto Santanense de Ensino Superior, que cobra do clube na Justiça uma dívida no valor de R$ 2,48 milhões.

Antes disso, a instituição tentou penhorar parte do prêmio de aproximadamente R$ 8 milhões que o Corinthians recebeu pelo vice-campeonato alcançado na Copa do Brasil 2018, porém, o clube acabou recebendo o prêmio antecipadamente e, assim, esvaziando as expectativas do credor.

A notícia da penhora da Taça do Mundial, como era de se esperar, causou grande repercussão na imprensa e nas redes sociais, onde pululam gracejos, bromas e pantominas de todo o gênero, ao lado de algumas especulações sinceras dos torcedores de todos os clubes, alguns preocupados, outros excitados com a possível expropriação da Taça.

Assim, dado o caso concreto, tentaremos explicar, numa linguagem didática, em poucas linhas, como funciona o procedimento judicial de expropriação patrimonial para a satisfação de dívidas no Brasil.

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Sim, o Poder Judiciário pode expropriar, ou seja, retirar um bem pertencente a uma pessoa física ou jurídica para pagamento de dívidas no bojo de uma execução. As execuções possuem diversas naturezas, podem ser fiscais, trabalhistas ou mesmo por dívidas civis decorrentes, por exemplo, de uma quebra de contrato ou de uma sentença judicial.


Goleiro Cassio com a taça do Mundial de Clubes de 2012
CORINTHIANS / DIVULGAÇÃO

Goleiro Cassio com a taça do Mundial de Clubes de 2012

Uma vez proposta a execução, o devedor é intimado para realizar o pagamento da dívida. Em alguns casos, ele ainda pode discutir alguns aspectos relativos à cobrança, mas isso muitas vezes exige que seja apresentada uma garantia ao Juízo. Ou seja, que seja apresentado um bem, ou realizado um depósito judicial que garanta que ao final da discussão, caso perca, o devedor possa pagar efetivamente o débito.

Na falta de pagamento ou apresentação espontânea, é função do credor localizar bens de propriedade do devedor e solicitar ao juiz da causa que realize a penhora. Foi exatamente o que aconteceu no caso do Corinthians. Normalmente as penhoras recaem, de preferência, sobre bens de maior liquidez. Ou seja, os credores preferem dinheiro ou bens que podem ser transformados mais facilmente em dinheiro.

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A taça do Mundial do Corinthians é uma réplica que foi oferecida pela FIFA, como acontece com todos os vencedores. Portanto, é um bem material que não tem um valor intrínseco muito alto. O valor dela é simbólico e institucional. Não é como a famosa Taça Jules Rimet que foi roubada exatamente porque era feita de ouro maciço. Contudo, por motivos óbvios, a penhora sobre a Taça do Mundial, acaba irradiando por toda a cultura do clube e de seus torcedores, de forma que, ao meu sentir, o clube fará tudo para evitar uma venda da Taça em um leilão público.

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Mas claro, essa possibilidade existe. Isso porque como em toda execução, caso o devedor não apresente ou não tenha sucesso em sua defesa, ao final de todas as possibilidades recursais, o credor pode, além de adjudicar (ou seja, ficar com o bem para si), requerer a designação de praça pública para a venda do bem. Significa dizer que pode de fato acontecer um leitão para a venda da Taça do Mundial do Corinthians, considerando a determinação da penhora realizada.


Corinthians comemora o Mundial de Clubes de 2012, conquistado após bater o Chelsea na final, no Japão
Lintao Zhang/Getty Images

Corinthians comemora o Mundial de Clubes de 2012, conquistado após bater o Chelsea na final, no Japão

Na primeira hasta, a lei determina que o bem só poderá ser vendido, por no mínimo, o valor da avaliação. Caso não haja interessados, é designada uma segunda hasta em que o bem poderá ser arrematado até por 50% do valor da avaliação, o que muitas vezes significa um bom investimento por parte dos arrematantes.

Os arrematantes, por sua vez, são terceiros que não possuem qualquer relação com a dívida. Qualquer pessoa pode participar, até mesmo um rival do Corinthians. Já imaginaram?

É bom lembrar que a qualquer tempo (até o dia do efetivo leilão), o devedor pode pedir a liberação do bem penhorado, depositando o total corrigido da dívida. Há ainda a possibilidade do pedido de substituição da penhora, mas esse só acontece quando o credor concorda expressamente.

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Ou seja, como se diz no jargão futebolístico, o jogo é jogado e o lambari é pescado, de maneira que muita coisa ainda pode acontecer nesse inusitado processo. Em nossa visão, a maior probabilidade é que o Corinthians encontre e ofereça outros meios para garantir e eventualmente saldar a dívida, sem colocar em risco um dos mais expressivos itens de seu gigantesco patrimônio imaterial.

Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três! 

*Carter Batista, que analisou a penhora da taça do Mundial de Clubes do Corinthians, é sócio do escritório Osorio Batista Advogados.

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Cyborg admite erros após ser nocauteada por Amanda Nunes: “Agi na emoção”

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Pouco mais de duas semanas após ser nocauteada por Amanda Nunes, no UFC 232, e perder o título dos pesos-penas (até 66kg), Cris Cyborg admitiu que não fez o que havia treinado durante nove meses antes do confronto e que agiu na emoção, ficando exposta para a sua compatriota.

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Cris Cyborg foi nocauteada por Amanda Nunes no UFC 232 e perdeu o título dos pesos-penas
Divulgação

Cris Cyborg foi nocauteada por Amanda Nunes no UFC 232 e perdeu o título dos pesos-penas

“Depois da luta eu não cheguei a ficar triste. Eu sempre tive isso certo na minha cabeça: um dia você perde, no outro você ganha. Eu treino, sempre treinei muito. Então, quando você perde uma luta, você não vai pensar assim: ‘Putz, eu deveria ter feito aquilo. Ou faltei aquele treino’. Não.”, confessou Cyborg em entrevista ao canal do YouTube do site PVT .

“Eu não tinha nada que não estivesse marcado: fiz esse treino, fiz aquele treino, fiz tudo. Na verdade, na luta eu não fiz o que eu treinei. Agi totalmente na emoção, que era uma coisa que eu não estava fazendo faz tempo. Vê a luta da Holly Holm, foi totalmente diferente. E essa luta eu nem lembro dela direito. Agi totalmente na emoção, totalmente fora do que eu tinha treinado”, acrescentou.

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Invicta entre 2005 e 2018, a paranaense citou sua vitória contra Holly Holm como exemplo do que deveria ter feito contra Amanda Nunes . Por partir pra cima com tudo, ela acabou nocauteada com apenas 52 segundos de luta.

“E o que eu sempre penso é o que eu sempre falei, que eu não iria ser invicta para sempre. Acho que fui abençoada de ter ficado tanto tempo invicta. Fiquei 13 anos. Fiquei dez anos campeã. Um dia acontece. E o dia da Amanda foi aquele dia. E quando você vai para a trocação, é 50% para cada lado. A gente tinha treinado para não fazer isso. Era para trabalhar, como aconteceu com a Holly Holm. Mas o instinto, ali, aconteceu”, disse.

A experiente lutadora também falou sobre o peso que saiu de suas costas com a primeira derrota após 13 anos, além de ressaltar o seu desejo de revanche. “Eu não sei explicar, mas caiu um peso das minhas costas. Eu não sei explicar, mas saiu um peso das minhas costas. (…) Eu realmente sei o que o Anderson (Silva) sentiu, o que talvez o (José) Aldo tenha sentido na luta dele (contra Conor McGregor). Sai um peso”, revelou.

“Após a luta, a primeira coisa que eu fiz foi mandar uma mensagem pedindo uma revanche. Luta é assim: quero a revanche. Aí a Amanda já mandou resposta falando em dois anos para dar a resposta. Eu quero a revanche porque eu acredito que mereço, por todo o tempo que eu fiquei invicta”.

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Campeã do antigo Strikeforce, Invicta FC e do UFC , Cris perdeu apenas uma luta em seis na principal organização de MMA do mundo atualmente. Curiosamente, sua única derrota havia sido a primeira, lá em maio de 2005, e ela lembrou desse revés para garantir que o legado continua. “A minha primeira luta eu perdi, pedi a revanche e nunca tive. E não foi isso que parou o meu legado. Continuei lutando. Tenho muito o que aprender”, garantiu.

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“Até o (Evangelista) Cyborg falou: ‘Cris, já assistiu a sua luta?’. Eu falei com ele uns dois, talvez uns três dias depois da luta: ‘Eu não. Não vou assistir aquela luta’. E ele: ‘Não, não, você vai assistir aquela luta. Assista 100 vezes aquela luta’. E eu assisti. Chegou a doer. Mas eu assisti, porque ele falou: ‘Cris, a gente assiste para ver no que a gente errou, e não fazer novamente’”, finalizou Cyborg .

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Após jogo amistoso contra o Cuiabá; União E.C volta aos treinos com foco na estreia do Mato-grossense

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A equipe do União E.C após o jogo amistoso e derrota para a equipe do Cuiabá na tarde da segunda-feira (14) voltou aos treinos com foco na estreia no Campeonato Mato-grossense, no próximo dia (23) contra o Operário-VG na Arena Pantanal.

Amistoso

O Cuiabá saiu na frente marcando 2 gols de frente, o colorado diminuiu, e no final o Cuiabá marcou o terceiro gol.

A equipe se comportou bem, o treinador Odil Soares observou que o elenco precisa melhorar muito a parte física, e notou que o time sentiu a falta de ritmo de jogo e uma equipe mais solta e leve em campo, devido ao pouco tempo foram apenas doze dias de trabalho.

Mas o treinador ficou contente com a apresentação da equipe.

Treinador Odil Soares- Foto: Ilcimar Aranhas/ CIDADE NOS ESPORTES

“Os jogadores conseguiram fazer uma boa apresentação no primeiro tempo e acredito que até a estreia estará pronta, o amistoso serviu para fazer uma avaliação geral da equipe e estamos no caminho certo”. Disse o treinador.

Diretoria

Presidente colorado Edicarlos Olegini- Foto: Ilcimar Aranhas/ CIDADE NOS ESPORTES

 

O presidente colorado Edicarlos Olegini, avaliou de forma positiva realizar o jogo amistoso com uma equipe que subiu para a Série B do Brasileiro e manteve cerca de 12 jogadores e já vem treinando há cerca de 40 dias, um equipe de alto nível, já bem preparada mais adiantada e o União iniciou os treinos há doze dias com jogadores ainda se conhecendo.

Confira os jogos da 1ª Rodada do Mato-grossense

Dom Bosco x Operário F.C LTDA – Sábado, às 18h / Arena Pantanal

Araguaia x Mixto – Domingo, às 15h / Zeca Costa

Cuiabá x Luverdense – Domingo, às 16h / Arena Pantanal (Transmissão da TV Centro América)

Sinop x Juara – Domingo, às 18h / Gigante do Norte

Operário Várzea-grandense x União – Quarta-feira (23), às 20h30 / Arena Pantanal

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Ausência de Higuaín no Milan alimenta rumores sobre ida para o Chelsea

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Higuaín pode estar de saída do Milan
Reprodução / Getty Images

Higuaín pode estar de saída do Milan

Se preparando para a final da Supercopa da Itália, diante da Juventus, na Arábia Saudita, o Milan está enfrentando uma grande dor de cabeça: Gonzalo Higuaín, que pode estar de saída para o clube inglês.

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Desejado pelo Chelsea, o atacante de 31 anos não apareceu em uma foto do elenco rossonero tirada hoje (16), durante uma visita dos jogadores do Milan ao príncipe saudita e presidente da Autoridade Geral do Esporte do país árabe, Abdulaziz bin Turki Al-Faisal.

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De acordo com o clube italiano, o argentino estava com “febre” e por isso não participou do encontro, no entanto, a ausência de Higuaín alimentou os rumores que ele deixará em breve o Milan. Nas redes sociais, os torcedores milanistas perguntaram onde estava o atacante, já outros chegaram a questionar se Higuaín já tinha partido para Londres assinar com o Chelsea .

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Desde agosto no Milan, Higuaín possui apenas oito gols em 21 jogos. Apesar de estar em baixa, o atacante é desejado pelo Chelsea como um possível substituto de Álvaro Morata, que deverá reforçar o Atlético de Madrid.

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Com ou sem Higuaín em campo, Milan e Juventus disputarão hoje a final da Supercopa da Itália. O confronto deverá ter início a partir das 15h30 (horário de Brasília) e será jogado no estádio King Abdullah Sports City, em Jidá, na Arábia Saudita.

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