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Nacional

Lava Jato prende dez deputados estaduais do Rio acusados de receber ‘mensalinho’

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Polícia Federal desenvolve hoje no Rio a operação Furna da Onça, um desdobramento da Operação Lava Jato no estado
Tomaz Silva / Agência Brasil

Polícia Federal desenvolve hoje no Rio a operação Furna da Onça, um desdobramento da Operação Lava Jato no estado

A Polícia Federal prendeu 20 pessoas, na manhã desta quinta-feira (8), em mais um desdobramento da Operação Lava Jato no estado do Rio de Janeiro. Dentre os 22 mandados de prisão a serem deflagrados hoje, 10 são contra deputados estaduais fluminenses.

Apelidada de Operação Furna da Onça, a ação tem como alvo também Affonso Monnerat, secretário de governo de Luiz Fernando Pezão (MDB). As investigações deste desdobramento da Operação Lava Jato apontam que os envolvidos recebiam uma espécie de ‘mensalinho’, propinas mensais que variavam de R$ 20 mil a R$ 100 mil.

Além do dinheiro recebido indevidamente, os investigados também teriam recebido cargos dentro da administração pública do Rio, em troca de benefícios. Apesar de ter relação direta com os envolvidos, o governador do Rio de Janeiro não é investigado nesta operação policial.

A operação é ainda um desdobramento da Operação Cadeia Velha, que levou à prisão os deputados Paulo Melo, Jorge Picciani e Edson Albertassi, todos do MDB. Por volta das 8h de hoje, o deputado estadual Chiquinho da Mangueira (PSC) também foi preso, assim com o seu colega da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), André Corrêa (DEM).

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Além deles, outros deputados estaduais têm a prisão decretada: Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinícius “Neskau” (PTB).

Ao todo, estão sendo cumpridos 19 mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 47 mandados de busca e apreensão. Alguns mandados estão sendo cumpridos inclusive dentro da Alerj. Entre os outros alvos da operação, estão o presidente do Detran/RJ, Leonardo Silva Jacob, e seu antecessor Vinícius Farah, recém-eleito deputado federal pelo MDB.

Segundo a PF, a organização criminosa pagava propina a vários deputados estaduais, a fim de que patrocinassem interesses do grupo criminoso na Alerj. De acordo com as investigações, o mensalinho, que seria pago pelo ex-governador Sérgio Cabral, era resultado de sobrepreço de contratos estaduais e federais.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, parlamentares eram beneficiados ainda com o loteamento de cargos em diversos órgãos públicos do estado, onde poderiam alocar mão de obra comissionada ou terceirizada.

Os investigados devem responder, na medida de suas participações neste desdobramento da Operação Lava Jato , pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

* Com informações da Agência Brasil.

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“Bolsonaro acaba revelando o que foi o meu governo”, diz Temer em entrevista

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Aloisio Mauricio/Fotoarena/Agência O Globo – 15.5.19

Michel Temer afirmou que governo Bolsonaro “vai bem”

O ex-presidente Michel Temer afirmou, em entrevista à BBC News Brasil , que Bolsonaro “acaba revelando” o que foi sua gestão. O emedebista disse ainda que o atual governo “vai bem” pois deu sequência ao seu. 

“Eu me recordo, quando presidente da República, eu dizia: ‘olha, será bem sucedido o presidente que der sequência àquilo que estou fazendo’. Do jeito que as coisas vão indo, o governo vai bem, porque está dando sequência ao nosso governo”, afirmou Temer

O ex-presidente citou como exemplo a reforma da Previdência. De acordo com ele, a proposta só foi aprovada por conta do “debate intensivíssimo” feito durante sua gestão. “No passado houve muita resistência, mas esta resistência foi vencida pela campanha que nós fizemos ao longo do tempo”, afirmou.

“Eu dou o exemplo aqui da União Europeia e Mercosul… Como se chegou a isso? Praticamente não deu tempo, digamos assim, no meu governo, de fechar este acordo, mas ele concluiu-se nesse governo. Então, eu digo: o governo Bolsonaro não saiu da linha pré-traçada no meu. E por isso, digamos assim, eu posso falar positivamente em relação ao governo que ele está fazendo”, completou o emedebista. 

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Questionado sobre os vazamentos de mensagens do ex-juiz Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato, Temer afirmou que “não pode” haver diálogo entre as partes e “invocou” a Constituição. “A função do juiz é ser imparte, ou seja, não parte interessada no litígio, daí a imparcialidade”, reiterou.

“Agora, se em vez de falar com o promotor, o procurador, (o juiz) tivesse falado com o advogado de defesa “faça isso, faça aquilo”, seria impróprio também. O Judiciário há de ser permanentemente imparcial. Eu sou de Tietê, no interior de São Paulo, no meu tempo de menino, o juiz tomava o cuidado de não falar com quase ninguém”.

O ex-presidente também criticou a atuação da polícia na condução de sua primeira prisão , em março. Ele afirmou que tudo foi “montado” de uma forma que fosse possível fazer a prisão na rua e classificou seus dias na cadeia como “desagradáveis”. “Quando eu fui olhar a decisão, não é nem sentença, é um despacho preliminar, verifiquei que não havia sequer um processo formatado. É como se o juiz de Birigui dissesse: ‘Vamos mandar prender alguém? Vamos prender esse Michel Temer’”, disse. 

Agora fora da política, Temer afirmou à BBC que está passando os dias trabalhando em seu escritório de advocacia e se ocupando da própria defesa, já que é réu em seis processos, acusado de corrupção. Além disso, afirmou que está em dia com as séries da Netflix e passa tempo dedicando-se a escrever um novo romance, que qualifica como “uma ficção da minha biografia”.

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Fonte: IG Política
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Conheça Bill Weld, único republicano a desafiar Trump nas eleições 2020

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Reprodução/Redes Sociais/William Weld

Bill Weld foi governador do estado de Massachusetts

A pouco mais de um ano das convenções que definirão o candidato democrata à Presidência dos EUA, 25 nomes (até o fechamento desta edição) querem desafiar o presidente Donald Trump em novembro de 2020. Pela frente, terão dezenas de primárias, debates e eventos para arrecadar fundos. Poucos devem resistir até os meses que antecedem a Convenção Democrata.

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Do lado republicano, a conta é um pouco mais simples. Apesar dos comentários racistas e xenofóbicos dos últimos dias, direcionados a quatro deputadas democratas — incluindo a sugestão para mandá-las “de volta a seus países de origem” (as quatro são cidadãs americanas) — os números de Trump entre os republicanos seguem elevados. Desde que assumiu, a taxa de aprovação nunca baixou dos 80%.

Somado a isso, ele conta com uma gigantesca base de campanha e com a máquina do Comitê Nacional Republicano , arrecadando US$ 105 milhões apenas no segundo trimestre de 2019.

Os números não parecem intimidar o ex-governador do estado de Massachusetts William F. Weld, ou Bill, como ele gosta de ser chamado. Até agora, foi o único a desafiar o atual presidente.

Com menos recursos (arrecadou US$ 700 mil no segundo trimestre) e considerado um “Dom Quixote” pela revista Politico, Bill Weld põe suas fichas na retórica anti-Trump , trazida desde 2016, quando foi vice na chapa do Partido Libertário. Na época, comparou a política migratória do então candidato Trump à da Alemanha nazista.

“Ele representa uma parcela do Partido Republicano que acredita que Trump desviou o partido de sua missão e seus valores históricos, ele quis ser uma voz aos republicanos que pensam assim. Ele também quer ser uma plataforma aos republicanos que não gostam de Trump, dar a eles uma voz no processo. Ele provavelmente está pensando na forma da política americana depois de Trump”, afirma Bruce J. Schulman, professor de História na Universidade de Boston

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Na semana passada, em meio aos comentários xenofóbicos de Trump, Weld foi ao Twitter atacar o colega de partido, conclamando os demais republicanos a rejeitarem o atual presidente.

“Eu desafio todo republicano a assistir ao comício de Donald Trump na noite passada, com os gritos de ‘mande ela de volta’, e se perguntar se esse é o partido de Lincoln e Reagan ao qual nos filiamos”, publicou na quinta-feira.

Em artigo publicado no site The Bulwark, em abril, afirmou que “se Donald Trump for um patriota, ele deve renunciar imediatamente”.

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Diferenças republicanas

Weld fala abertamente na palavra “impeachment”, alegando conhecimento de causa: no passado, acompanhou de perto um processo do tipo.

Nos anos 1970, trabalhou como assessor da comissão da Câmara dos Deputados responsável pela investigação do escândalo do Watergate , que culminaria com a renúncia de Richard Nixon. Uma de suas colegas foi a ex-senadora e ex-candidata à Presidência, Hillary Clinton.

Depois do processo, atuou no Departamento de Justiça de Massachusetts. Nos anos 1990, veio o auge de sua carreira, quando se elegeu governador de seu estado natal ao vencer uma eleição praticamente perdida contra o então reitor da Universidade de Boston, John Silber.

O discurso de responsabilidade fiscal e geração de empregos convenceu, e ele foi reeleito. Em 1997, com mais um ano de governo pela frente, embarcou em uma campanha pela Embaixada dos EUA no México. Ao final, acabou sem mandato e sem cargo.

Em busca de novos ares, Weld se mudou para Nova York, onde trabalhou no mercado financeiro, sem esconder a vontade de governar o estado. Ele até tentou concorrer, mas ficou nas primárias.

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Em 2016, o salto foi maior: no Partido Libertário , concorreu como vice na chapa de Gary Johnson. Os 4,4 milhões de votos foram a melhor votação da história do partido.

Ao revelar suas ideias e visões, Bill Weld pode até surpreender quem espera posições conservadoras, mais alinhadas à atual linha do Partido Republicano .

O ex-governador defende a expansão do Medicaid, um programa governamental para fornecer assistência médica à população de menor poder aquisitivo, em um país onde não existe serviço público de saúde. Ao contrário de Trump, vê a imigração como algo positivo, e quer expandir a emissão de vistos.

O candidato ainda é a favor da liberação do aborto em todos os casos, defende a legalização da maconha e quer leis de inclusão para a população LGBT+. Além disso, promete recolocar os EUA no Acordo de Paris para o clima.

Quando questionado sobre a ampla base de apoio do atual presidente, desconversa, dizendo que o seu alvo não são os republicanos, mas sim os independentes. E ele poderá testar essa tese na primária de New Hampshire . Ao contrário de outras primárias, o estado adota um sistema que dá a eleitores sem filiação partidária a chance de votar, com os registros abertos até a véspera da votação, marcada para o dia 11 de fevereiro. Weld acredita que suas propostas soarão bem entre os independentes.

Uma votação considerável pode dar força para as disputas seguintes. Mas uma derrota por ampla margem deve significar o fim da campanha. Essas primeiras votações são os melhores termômetros para a corrida à Casa Branca, com sua importância resumida em uma frase do presidente John Kennedy , na década de 1960: “Se não te amam em março, abril e maio (primeiras votações), não te amarão em novembro (eleição geral)”.

Bill Weld em ato de campanha arrow-options
Reprodução/Redes Sociais/William Weld

Diferente de grande parte dos republicanos, Weld defende pautas consideradas progressistas, como liberação do aborto


Concorrendo para perder?

Mesmo que fique pelo caminho, Weld pode influenciar a campanha republicana — o que não seria uma novidade.

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“Uma das coisas que Weld quer é fazer com que Trump perca a eleiçãopor causa dessa disputa nas primárias, eu imagino que seja uma parte de sua agenda”, diz o professor Schulman. “Um dos exemplos mais importantes foi em 1968, quando o senador Eugene McCarthy desafiou o então presidente Lyndon Johnson. Seus números convenceram Johnson a abandonar a corrida. Em 1980, Ted Kennedy, irmão do presidente John Kennedy, concorreu contra Jimmy Carter. Ele não venceu, Carter acabou indicado, mas aquela disputa prejudicou a campanha”.

Analistas, porém, acreditam que mesmo um desempenho acima do esperado em New Hampshire pode não ser suficiente para Weld aparecer no retrovisor de Trump ou causar algum estrago.

“Weld não é muito conhecido, e Trump tem apoio pleno dos republicanos. Um desafio não deve ganhar força a menos que as circunstâncias mudem: por exemplo, uma investigação mais intensa de impeachment ou uma piora na economia. Também duvido que ele conquiste o financiamento e reconhecimento necessários para uma campanha em um outro partido, se for o caso”, afirma Allan Lichtman, professor da American University, que acertou os vencedores em sete das últimas oito eleições.

Até agora, Weld não conseguiu superar a barreira de US$ 1 milhão em doações, além de não ter recebido apoios formais. O professor Bruce Schulman também não vê Weld com muitas chances de sucesso. Mas lembra que as circunstâncias podem mudar.

“Se a economia, que agora está brilhando, sofrer um revés e o país se encontrar diante de uma crise econômica, então tudo estará na mesa, Weld e outros poderão ter uma chance. Mas se olharmos agora, ele é de Massachusetts, tem boas conexões em New Hampshire, ele pode superar expectativas por lá, ele nem precisa vencer por lá: se tiver 15%, 20% dos votos, seria um sinal de fraqueza para Trump”, diz Schulman.

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Nos últimos dias, surgiram rumores sobre um possível novo pré-candidato republicano: Mark Sanford , deputado pela Carolina do Sul. Assim como Weld, Sanford é um crítico de Donald Trump .  

Fonte: IG Nacional
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Governo reconhece situação de emergência em 22 municípios do Ceará

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil – 28.12.15

Diversos municípios cearenses devem receber ajuda do governo

Portaria publicada nesta segunda-feira (22) no Diário Oficial da União pelo Ministério do Desenvolvimento Regional reconhece situação de emergência em 22 municípios cearenses atingidos pela seca.

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A medida facilita o envio de recursos emergenciais da União destinados às ações de combate à seca e redução dos impactos da estiagem como a distribuição de água por meio de carros-pipa nessas regiões.

Os 22 municípios do Ceará que tiveram a situação de emergência reconhecida são Beberibe, Boa Viagem, Campos Sales, Caririaçu, Catarina, Catunda, Deputado Irapuan Pinheiro, Itapagé, Jaguaretama, Jaguaribara, Jati, Milhã, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Morada Nova, Nova Olinda, Pedra Branca, Pereiro, Piquet Carneiro, Saboeiro, Solonópole e Tarrafas.

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Fonte: IG Nacional
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