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Saúde

Mais Médicos: 1707 profissionais devem se apresentar nas prefeituras até hoje

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Inscritos no Mais Médicos têm até esta quinta-feira (10) para comparecer nos municípios escolhidos
Divulgação/ Ministério da Saúde

Inscritos no Mais Médicos têm até esta quinta-feira (10) para comparecer nos municípios escolhidos

Termina nesta quinta-feira (10) o prazo para que os profissionais com registro no Brasil que se inscreveram na segunda chamada do programa Mais Médicos se apresentem nos municípios escolhidos. Segundo o Ministério da Saúde, os médicos registrados no Conselho Regional de Medicina (CRM) terão até esta quinta-feira (10) para preencher as vagas remanescentes.

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Para os médicos que desistirem de comparecer nos locais indicados e iniciar as atividades junto aos gestores, o indicado é que seja informado ao município escolhido, que ficará encarregado de comunicar a desistência ao governo federal. Essas vagas não preenchidas serão colocadas novamente no edital do programa  Mais Médicos .

A previsão do Ministério da Saúde é de que até a próxima segunda-feira (14) seja divulgada a lista de médicos que preencheram as vagas remanescentes nesta segunda chamada.

O que é o Mais Médicos?


Luiz Henrique Mandetta avalia soluções para o Mais Médicos com médicos militares
Rafael Carvalho/Governo de Transição

Luiz Henrique Mandetta avalia soluções para o Mais Médicos com médicos militares

O programa foi criado em 2013, durante o governo de Dilma Rousseff, com o objetivo de ampliar a assistência em regiões com carência de profissionais. Desde novembro, novos editais vêm sendo lançados com o objetivo de substituir os 8.517 cubanos que atuavam em 2.824 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas (DSEI).

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De início as vagas foram abertas somente aos médicos brasileiros com registro no país, porém, nos últimos dias 3 e 4, os médicos formados no exterior puderem selecionar as vagas que ainda não haviam sido preenchidas.

O médico Luiz Henrique Mandetta assumiu o Ministério da Saúde e alegou que pretende reformar o programa, devido à escassez de profissionais para preencher o total de vagas. Segundo o novo ministro, O Brasil tem aproximadamente 320 faculdades de medicina e 26 mil médicos graduados em 2018, com previsão de aumento deste número em 10% ao ano até chegar a 35 mil profissionais formados.

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“Quem forma essa quantidade toda de profissionais? Muitos deles endividados pelo Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e muitos formados em escola pública. Não temos uma proposta ou política de indução para que eles venham para o sistema público de saúde”, afirmou Mandetta sobre o programa  Mais Médicos  .

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Saúde

Número de pessoas obesas supera o de famintos pela primeira vez, aponta ONU

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IstoÉ

Está acontecendo uma mudança radical do mapa da fome no mundo. O problema agora não é tanto a falta de comida, mas o alimento de má qualidade. Na ultima segunda 10, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou prévias de seu relatório que apontam para elevação do número de pessoas com sobrepeso em relação à quantidade de famintos. Segundo o diretor geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, “pela primeira vez teremos mais pessoas obesas do que com fome”. As declarações foram feitas durante a abertura do Simpósio Internacional dos Alimentos, em Roma. O documento final sobre segurança alimentar, elaborado por várias agências da ONU, sairá em julho.

Hoje, mais de dois bilhões de adultos com dezoito anos ou mais estão acima do peso e mais de 670 milhões são considerados obesos. Além disso, o aumento da prevalência de obesidade entre 2000 e 2016 foi mais rápido do que o sobrepeso em todas as idades. Quanto ao número de famintos, a FAO estima em 821 milhões de pessoas.

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Níveis de gordura

Os vilões da obesidade, que envolve deficiências de micronutrientes, são os biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrigerantes e o macarrão instantâneo, entre outros alimentos ultraprocessados. Esses alimentos são produzidos com ingredientes artificiais, contêm altos níveis de gorduras saturadas, açúcares refinados, sal e aditivos químicos e, em alguns casos, podem conter resíduos químicos de petróleo e carvão. “Agora a obesidade está em toda parte sem distinção entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos”, diz Graziano, que atribui esse fenômeno a mudanças de hábitos de consumo ligadas à urbanização e a dietas baseadas em fast-food.

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Fonte: IG Saúde
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Saúde

Anvisa recolhe remédios para pressão alta com princípio da ‘sartanas’

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Farmácia
shutterstock/Reprodução

Remédios com princípio de ‘sartanas’ são recolhidos


Sem alarde, mas com cerco total aos fabricantes, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recolheu das drogarias e distribuidoras em todo o Brasil, nas últimas semanas, remédios para pressão alta com o princípio da ‘sartanas’, produzidos por seis laboratórios. O alerta da OMS foi mundial, por impurezas encontradas na formulação dos remédios.

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Embora a Anvisa alerte que o risco de efeito colateral seja muito baixo, o alto grau de ‘nitrosaminas’ (as impurezas detectadas nos comprimidos) “têm potencial ou provável risco de causar câncer caso os medicamentos sejam consumidos todos os dias, em sua dose máxima, durante cinco anos seguidos”. A despeito da ação da Anvisa, há risco de muitos lotes de remédios estarem em comercialização na praça.

De acordo com comunicado no site da Anvisa , estudos apontam que, neste cenário, o risco de câncer em pacientes é de um caso para cada grupo de 60 mil pessoas.

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É considerável o número de recolhimentos de diferentes  remédios do laboratório EMS por irregularidades. Numa lista da Agência, há 40 notificações para produtos do laboratório nos últimos dois anos. A assessoria não respondeu até o fechamento.

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Fonte: IG Saúde
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Saúde

Cientistas transformam sangue do tipo A em doador universal

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Olhar Digital

cientista
shutterstock/Reprodução

Cientistas transformam sangue do tipo A em doador universal

Um artigo publicado na revista Nature, na última segunda-feira (10), promete revolucionar o mundo da medicina e microbiologia. Cientistas da University of British Columbia, de Vancouver, no Canadá, foram capazes de converter o sangue do tipo A em doador universal , com características semelhantes às do tipo O. Para realizar esse feito, eles aplicaram enzimas encontradas em bactérias naturais do intestino humano.

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A pesquisa tem como base o fato de as células de sangue  tipo O não possuírem açúcar em sua superfície – os carboidratos estão diretamente ligados à superfície de células dos sangues A, B e AB. A técnica utilizada até então era a remoção dos carboidratos incompatíveis das hemácias, para torná-las neutras como as de um sangue tipo O. Essas formas de conversão, no entanto, têm um custo muito elevado, o que torna a aplicação inviável.

Para colocar o experimento em prática, a equipe precisou isolar e mapear o DNA bacteriano de uma amostra de fezes humanas, fazendo uso de uma técnica de engenharia genética. Os pesquisadores cortaram o fragmento do DNA para reproduzi-lo em cópias in vitro de bactérias Escherichia coli. Entre vários genes decodificados, os cientistas descobriram que essas enzimas são oriundas de uma outra bactéria intestinal, chamada Flavonifractor plautiique.Elas convertem o antígeno A em antígeno H do sangue tipo O, através de um intermediário de galactosamina.

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Não há dúvidas de que esta descoberta é crucial para a otimização de vários procedimentos, como a transfusão de sangue e o transplante de órgãos. O próprio estudo se inspirou nesse cenário de desequilíbrio nos suprimentos sanguíneos, uma vez que o sangue A, segundo tipo mais comum entre humanos, não é compatível com todos os outros tipos. A busca por uma enzima com grande disponibilidade e capaz de quebrar os açúcares das células sanguíneas parece ter sido finalmente recompensada.

Um trecho do artigo explica as possibilidades da pesquisa: “A altíssima atividade e especificidade dessas enzimas, tanto nas soluções isoladas, quanto no sangue, faz com que sejam candidatas extremamente promissoras na implementação [de técnicas] nas rotinas automatizadas já existentes [em laboratórios] para coleta, processamento e armazenamento sanguíneo”.

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A tendência é que, com essa técnica, o estoque de hemocentros tem potencial para dobrar de tamanho, já que o sangue tipo A representa praticamente 30% da disponibilidade de tipos    sanguíneos  em todo o mundo. Os pesquisadores reforçam que o processo utiliza baixas cargas enzimais em um mecanismo único, que poupa tempo e recursos. No entanto, ainda há muita pesquisa pelo caminho até que hospitais e hemocentros sejam capazes de usufruir dessa tecnologia em larga escala. 

Fonte: IG Saúde
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