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Saúde

Mais Médicos ainda tem 123 vagas não preenchidas; inscrições terminam amanhã

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Programa Mais Médicos tem 123 vagas remanescentes
Luciano Lanes / PMPA

Programa Mais Médicos tem 123 vagas remanescentes

A um dia do fim do prazo de inscrições, 123 vagas do programa Mais Médicos ainda não foram preenchidas, de acordo com um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (6). Segundo a pasta, 3.721 médicos já se apresentaram aos municípios onde vão atuar no lugar dos médicos cubanos.

O edital oferta, ao todo, 8.517 vagas em 2.824 municípios e 34 distritos indígenas. O governo havia divulgado que 98,5% das vagas já haviam sido preenchidas no sistema do Mais Médicos, porém, apenas 44,3% se apresentaram nos postos de saúde.

Nessa terça-feira, a pasta também informou que 314 profissionais desistiram do programa e as vagas foram reabertas. O principal motivo alegado pelos médicos é a incompatibilidade de horário com outras atividades, além de outros que entraram em residência médica, receberam outra proposta ou desistiram por problemas pessoais.

O estado com maior número de desistências é o Rio Grande do Sul, com 49. Em seguida São Paulo, com 41, o Pará, 27 e Minas Gerais, onde 26 médicos desistiram de fazer parte do programa.

Com a desistência dos profissionais, nove cidades do Piauí estão sem atendimento. Para solucionar o problema, o programa reabriu 14 vagas no estado, de acordo com o edital divulgado pelo Ministério. Antes, os municípios eram atendidos exclusivamente por médicos cubanos.

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O programa Mais Médicos também enfrenta problemas no Amazonas, onde seis dos sete Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) têm falta de 70% dos médicos. O único Distrito com todas as vagas preenchidas fica na capital.

No Amazonas, foram 322 oportunidades abertas, sendo que 109 ainda não foram preenchidas. A situação é pior no DSEI do Médio Rio Purus, onde de 7 vagas ofertadas, não houve adesão de nenhum médico.

Em alguns municípios do estado também houve baixa adesão demédicos, como em Juruá,  com três vagas disponíveis e nenhuma adesão. Na cidade de Jutaí, a 1 mil km da capital, nenhuma vaga foi preenchida.

O prazo de inscrição para o programa Mais Médicos vai até essa sexta-feira (7), às 23h59, e os profissionais terão até o dia 14 para se apresentarem nos municípios.

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Saúde

Mais de 500 cidades podem ter grande incidência de Aedes aegypti em 2019

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Mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue, Zika e chikungunya
Shutterstock/Divulgação

Mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue, Zika e chikungunya

Pelo menos 504 municípios brasileiros registram alto índice de infestação pelo Aedes aegypti e apresentam risco de surto para doenças transmitidas pelo vetor – incluindo dengue, zika e chikungunya.

Dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Ministério da Saúde revelam que, das 5.358 cidades que realizam algum tipo de monitoramento do mosquito Aedes aegypti, 1.881 estão em situação de alerta, enquanto 2.628 apresentam índices considerados satisfatórios.

O mapa da dengue, como é chamado o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo mosquito (LIRAa), mostra que, das 27 capitais em todo o país, Palmas (TO), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC) estão em risco de surto não apenas de dengue, mas também de zika e chikungunya.

Outras 12 capitais, de acordo com o estudo, registram situação de alerta: Manaus (AM), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), São Luís (MA), Belém (PA), Vitória (ES), Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).

Já Curitiba (PR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Macapá (AP), Maceió (AL), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE) têm índices considerados satisfatórios. Natal (RN) e Porto Alegre (RS) fizeram a coleta de dados por armadilha – metodologia utilizada quando a infestação pelo mosquito é muito baixa ou inexistente.

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Além de identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, o levantamento revela quais os principais tipos de criadouros por região. No Nordeste, por exemplo, o armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril e tina, foi o principal tipo identificado.

No Sudeste, o maior número de depósitos encontrados foi em domicílio, caracterizados por vasos e frascos com água e pratos e garrafas retornáveis. Já nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sul, predominou o lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção.

Dengue, chikunguya e zika neste ano

Zika, que tem o aedes aegypti como vetor, levou a quatro óbitos em 2018

shutterstock

Zika, que tem o aedes aegypti como vetor, levou a quatro óbitos em 2018

Dados do ministério apontam que, até 3 de dezembro, foram notificados 241.664 casos de dengue em todo o país – um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2017 (232.372 casos). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 115,9 casos para cada 100 mil habitantes.

Em relação ao número de óbitos causados pela doença, a queda é de 19,3% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, passando de 176 mortes em 2017 para 142 neste ano.

No mesmo período, foram notificados 84.294 casos de chikungunya no Brasil – uma redução de 54% em relação ao mesmo período de 2017 (184.344 casos). A taxa de incidência da doença é de 40,4 casos para cada 100 mil habitantes.

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Em relação ao número de óbitos, a queda é de 81,6% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, passando de 191 mortes em 2017 para 35 neste ano.

Os números mostram ainda que, até 3 de dezembro, foram notificados 8.024 casos de zika em todo o país – uma redução de 53% em relação ao mesmo período de 2017 (17.025 casos). A taxa de incidência é de 3,8 casos para cada 100 mil habitantes.

Este ano, foram registrados quatro óbitos causados pelo vírus Zika, uma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

*Com Agência Brasil

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Saúde

Brasileiros preenchem 98,7% das vagas no Mais Médicos; governo abre novo edital

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Médicos cubanos deixaram o programa Mais Médicos por decisão do país caribenho
Luciano Lanes / PMPA

Médicos cubanos deixaram o programa Mais Médicos por decisão do país caribenho

O governo federal conseguiu preencher 98,7% das vagas abertas após a saída dos cubanos do programa Mais Médicos. Somente 106 das  8.517 disponíveis na primeira etapa de seleção não tiveram interessados. As vagas ociosas estão distribuídas em 29 municípios e distritos indígenas, todos na região Norte do País.

De acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Ministério da Saúde, pouco mais de a metade dos brasileiros selecionados para o Mais Médicos (53%) já se apresentaram nas cidades onde irão atuar. São 4.507 médicos prontos para iniciar os atendimentos em seus novos postos de trabalho. O prazo para apresentação vai até sexta-feira (14).

Na semana passada, o Ministério da Saúde informou que mais de 300 médicos que fizeram a inscrição desistiram de participar do programa. Entre os motivos das desistências estão novas oportunidades e a dificuldade de conciliação com outros projetos dos profissionais. 

Leia também: Futuro ministro da Saúde avalia uso de médicos militares para suprir cubanos

Novo edital do Mais Médicos


Programa Mais Médicos foi lançado em 2013; Cuba anunciou saída do programa após eleição de Bolsonaro
Karina Zambrana/Ministério da Saúde

Programa Mais Médicos foi lançado em 2013; Cuba anunciou saída do programa após eleição de Bolsonaro

Foi publicado hoje novo edital para o programa , agora visando atrair profissionais brasileiros e estrangeiros formados no exterior (sem registro no Brasil). Os candidatos têm entre os dias 11 e 14 de dezembro para acessar o sistema e, assim, estarem aptos para validação da inscrição no programa.

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São exigidos dos candidatos 17 documentos, entre eles o reconhecimento da instituição de ensino pela representação do país onde os profissionais obtiveram a formação. A partir do dia 20, brasileiros sem registro no país poderão escolher vagas disponíveis.

Na primeira seleção, aberta no dia 20 de novembro, houve 36.490 inscrições. Segundo o governo, será feito um novo balanço das vagas disponíveis, o que soma as desistências e as aquelas que não tiveram procura, no dia 17 de dezembro. Então, os profissionais com registro no país (CRM) terão nova chance para se inscrever no programa e escolher os municípios disponíveis nos dias 18 e 19 de dezembro. 

Confira abaixo o cronograma informado para o Mais Médicos:

  • Dias 11 a 14 – Profissionais formados no exterior enviam documentação para validação da inscrição.
  • Dia 14 – Último dia para os profissionais com registro no país inscritos no primeiro edital se apresentarem nos municípios.
  • Dia 17– Balanço das vagas disponíveis (soma desistências e não selecionadas)
  • Dia 18 e 19 – Os profissionais com registro no país escolhem os municípios disponíveis.
  • Dias 20 a 22 – Os médicos brasileiros formados no exterior e sem registro no país que tenham a inscrição previamente validada poderão escolher os municípios remanescentes
  • Dias 26 a 28 – Os estrangeiros formados no exterior e sem registro no país poderão escolher as vagas remanescentes.
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Saúde

Futuro ministro da Saúde avalia uso de médicos militares para suprir cubanos

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Luiz Henrique Mandetta avalia soluções para o Mais Médicos com médicos militares
Rafael Carvalho/Governo de Transição

Luiz Henrique Mandetta avalia soluções para o Mais Médicos com médicos militares

Escolhido para ser o ministro da Saúde no governo de Jair Bolsonaro, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta já avalia alternativas para suprir a saída dos cubanos do Programa Mais Médicos. Preocupado com a falta de assistência em cidades mais afastadas das capitais, o político cogita utilizar médicos militares no atendimento à população.

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“O governo atual está tentando fazer. Não estou interferindo, porque eles são os atuais. Mas no Brasil profundo, como a gente chama, nessas áreas de dificílimo provimento, vamos ter que pensar em algumas estratégias ao Mais Médicos. Uma delas pode ser o contingente militar que a gente tem. Não é a única. A gente tem várias outras maneiras de fazer indução, mas a gente tem observado os médicos militares como uma possibilidade”, disse o futuro ministro ao jornal O Globo .

Atualmente as Forças Armadas dispensam recém-formados em medicina por excesso de contingente. São homens que fazem o alistamento aos 18 anos, mas acabam liberados para cursarem a faculdade com o compromisso de retorno após a formatura.

Assim que Cuba anunciou a saída de seus profissionais do programa alegando discordâncias com a política de Jair Bolsonaro , o Ministério da Saúde abriu edital para mais de 8 mil vagas a serem preenchidas. De início, tudo parecia um sucesso, com todas as inscrições acontecendo já na primeira semana, mas mais de 300 profissionais desistiram com a alegação de não conseguirem conciliar as horas obrigatórias de dedicação ao programa com outras atividades.

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Desta forma, justamente as cidades mais distantes das capitais e os rincões do País seguem sem atendimento desde que os cubanos se retiraram do programa governamental.

O prazo para as novas inscrições termina exatamente às 23h59 desta sexta-feira  (7). Até esse horário, os profissionais que ainda quiserem disputar por uma das vagas devem escolher as cidades onde vão atuar. 

Ainda segundo o último levantamento do Ministério da Saúde, 2.315 médicos já começaram a trabalhar nos postos antes ocupados por médicos cubanos. Este número representa 27,5% dos que já escolheram as cidades para onde irão.

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 Ao todo, o edital deste ano ofereceu 8.517 vagas para profissionais em todo o País. Dos 8.402 que já foram alocados, existem ainda 1.634 que entregaram os documentos necessários, mas que ainda não iniciaram as suas atividades. A ideia de uso de médicos militares ainda não foi cogitada.

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