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Saúde

Ministério da Saúde admite legitimidade do uso do termo “violência obstétrica”

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violência obstétrica
Reprodução/Pixabay

Debate sobre a violência obstétrica ganhou espaço em campanhas de especialistas e grupos de apoio ao parto humanizado

O Ministério da Saúde reconheceu o direito das mulheres de usarem o termo violência obstétrica, para representar experiências vivenciadas durante o parto e nascimento que configurem maus tratos, desrespeito e abusos à parturiente. A posição veio após a recomendação expedida pelo Ministério Público Federal em São Paulo.

A pasta informou ainda que vem adotando medidas para reduzir o número de ocorrências de situações de atendimento inadequado, para que haja um avanço na qualidade da atenção obstétrica e neonatal, incluindo o respeito à autonomia das mulheres, o acolhimento e o cuidado seguro e humanizado.

Segundo o Ministério da Saúde, os abusos e maus tratos durante o parto em instituições de saúde afetam os direitos das mulheres ao cuidado respeitoso, além de ameaçar o direito à vida, à saúde, à integridade física e a não discriminação.

Em maio, o Ministério da Saúde havia divulgado um despacho em que decidia abolir o uso do termo “violência obstétrica” , usado para definir casos de violência física ou psicológica contra mulheres na hora do parto. O relator do documento alegava que a definição tinha “viés ideológico”. 

Nos últimos anos, o debate sobre a violência obstétrica ganhou espaço em campanhas de especialistas, grupos de apoio ao parto humanizado e até do próprio Ministério da Saúde. A pasta definia a agressão como aquela que ocorre na gestação ou parto, podendo ser “física, psicológica, verbal, simbólica e/ou sexual, além de negligência, discriminação e/ou condutas excessivas ou desnecessárias ou desaconselhadas”. 

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Fonte: IG Saúde
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Saúde

Número de pessoas obesas supera o de famintos pela primeira vez, aponta ONU

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IstoÉ

Está acontecendo uma mudança radical do mapa da fome no mundo. O problema agora não é tanto a falta de comida, mas o alimento de má qualidade. Na ultima segunda 10, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou prévias de seu relatório que apontam para elevação do número de pessoas com sobrepeso em relação à quantidade de famintos. Segundo o diretor geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, “pela primeira vez teremos mais pessoas obesas do que com fome”. As declarações foram feitas durante a abertura do Simpósio Internacional dos Alimentos, em Roma. O documento final sobre segurança alimentar, elaborado por várias agências da ONU, sairá em julho.

Hoje, mais de dois bilhões de adultos com dezoito anos ou mais estão acima do peso e mais de 670 milhões são considerados obesos. Além disso, o aumento da prevalência de obesidade entre 2000 e 2016 foi mais rápido do que o sobrepeso em todas as idades. Quanto ao número de famintos, a FAO estima em 821 milhões de pessoas.

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Níveis de gordura

Os vilões da obesidade, que envolve deficiências de micronutrientes, são os biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrigerantes e o macarrão instantâneo, entre outros alimentos ultraprocessados. Esses alimentos são produzidos com ingredientes artificiais, contêm altos níveis de gorduras saturadas, açúcares refinados, sal e aditivos químicos e, em alguns casos, podem conter resíduos químicos de petróleo e carvão. “Agora a obesidade está em toda parte sem distinção entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos”, diz Graziano, que atribui esse fenômeno a mudanças de hábitos de consumo ligadas à urbanização e a dietas baseadas em fast-food.

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Fonte: IG Saúde
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Saúde

Anvisa recolhe remédios para pressão alta com princípio da ‘sartanas’

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Farmácia
shutterstock/Reprodução

Remédios com princípio de ‘sartanas’ são recolhidos


Sem alarde, mas com cerco total aos fabricantes, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recolheu das drogarias e distribuidoras em todo o Brasil, nas últimas semanas, remédios para pressão alta com o princípio da ‘sartanas’, produzidos por seis laboratórios. O alerta da OMS foi mundial, por impurezas encontradas na formulação dos remédios.

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Embora a Anvisa alerte que o risco de efeito colateral seja muito baixo, o alto grau de ‘nitrosaminas’ (as impurezas detectadas nos comprimidos) “têm potencial ou provável risco de causar câncer caso os medicamentos sejam consumidos todos os dias, em sua dose máxima, durante cinco anos seguidos”. A despeito da ação da Anvisa, há risco de muitos lotes de remédios estarem em comercialização na praça.

De acordo com comunicado no site da Anvisa , estudos apontam que, neste cenário, o risco de câncer em pacientes é de um caso para cada grupo de 60 mil pessoas.

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É considerável o número de recolhimentos de diferentes  remédios do laboratório EMS por irregularidades. Numa lista da Agência, há 40 notificações para produtos do laboratório nos últimos dois anos. A assessoria não respondeu até o fechamento.

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Fonte: IG Saúde
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Saúde

Cientistas transformam sangue do tipo A em doador universal

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Olhar Digital

cientista
shutterstock/Reprodução

Cientistas transformam sangue do tipo A em doador universal

Um artigo publicado na revista Nature, na última segunda-feira (10), promete revolucionar o mundo da medicina e microbiologia. Cientistas da University of British Columbia, de Vancouver, no Canadá, foram capazes de converter o sangue do tipo A em doador universal , com características semelhantes às do tipo O. Para realizar esse feito, eles aplicaram enzimas encontradas em bactérias naturais do intestino humano.

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A pesquisa tem como base o fato de as células de sangue  tipo O não possuírem açúcar em sua superfície – os carboidratos estão diretamente ligados à superfície de células dos sangues A, B e AB. A técnica utilizada até então era a remoção dos carboidratos incompatíveis das hemácias, para torná-las neutras como as de um sangue tipo O. Essas formas de conversão, no entanto, têm um custo muito elevado, o que torna a aplicação inviável.

Para colocar o experimento em prática, a equipe precisou isolar e mapear o DNA bacteriano de uma amostra de fezes humanas, fazendo uso de uma técnica de engenharia genética. Os pesquisadores cortaram o fragmento do DNA para reproduzi-lo em cópias in vitro de bactérias Escherichia coli. Entre vários genes decodificados, os cientistas descobriram que essas enzimas são oriundas de uma outra bactéria intestinal, chamada Flavonifractor plautiique.Elas convertem o antígeno A em antígeno H do sangue tipo O, através de um intermediário de galactosamina.

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Não há dúvidas de que esta descoberta é crucial para a otimização de vários procedimentos, como a transfusão de sangue e o transplante de órgãos. O próprio estudo se inspirou nesse cenário de desequilíbrio nos suprimentos sanguíneos, uma vez que o sangue A, segundo tipo mais comum entre humanos, não é compatível com todos os outros tipos. A busca por uma enzima com grande disponibilidade e capaz de quebrar os açúcares das células sanguíneas parece ter sido finalmente recompensada.

Um trecho do artigo explica as possibilidades da pesquisa: “A altíssima atividade e especificidade dessas enzimas, tanto nas soluções isoladas, quanto no sangue, faz com que sejam candidatas extremamente promissoras na implementação [de técnicas] nas rotinas automatizadas já existentes [em laboratórios] para coleta, processamento e armazenamento sanguíneo”.

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A tendência é que, com essa técnica, o estoque de hemocentros tem potencial para dobrar de tamanho, já que o sangue tipo A representa praticamente 30% da disponibilidade de tipos    sanguíneos  em todo o mundo. Os pesquisadores reforçam que o processo utiliza baixas cargas enzimais em um mecanismo único, que poupa tempo e recursos. No entanto, ainda há muita pesquisa pelo caminho até que hospitais e hemocentros sejam capazes de usufruir dessa tecnologia em larga escala. 

Fonte: IG Saúde
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