conecte-se conosco
Copyright © 2018 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262


Saúde

Ministro da Saúde acredita que Brasil terá vacina contra a dengue em um ano

Publicado

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, está otimista em relação aos avanços do Brasil na luta contra a dengue. Em uma visita a Niterói, no estado do Rio de Janeiro, ele comentou sobre uma nova frente de ação no controle da doença e também falou da expectativa de uma vacina contra a dengue

vacina arrow-options
shutterstock

Ministério da Saúde tem expectativa alta em relação a uma vacina contra a dengue em larga escala


Leia também: Ressurgimento da dengue tipo 2 em São Paulo preocupa autoridades do estado

“Temos uma expectativa boa, sou otimista em relação à vacina. Ela está indo muito bem, tem marcado só gol e está na última fase pré-licença em vários continentes. A gente acha que nessa época, para o verão do próximo ano, já vai contar com essa vacina, dose única, para os quatro vírus e 90% de bloqueio”, afirmou o ministro.

A vacina está sendo elaborada pelo Instituto Butantan. Mandetta também disse que o instituto já fechou uma parceria com a farmacêutica americana Merck Sharp and Dhome e já está construindo a fábrica para as vacinas .

“Os cientistas já viram que a vacina é extremamente eficaz ou não estariam construindo uma fábrica. Mas ficam (sem vacinas) a  zika  e a chicungunha . Por isso, precisamos de várias frentes: vacina, Wolbachia, educação da população e ações de vigilância epidemiológica”, explicou.

O Instituto Butantan informou, em nota, que “embora a fase de ensaios clínicos de nossa vacina da dengue esteja bastante avançada, ainda não é possível precisar uma data para que ela seja disponibilizada para a população. No cenário mais otimista, a vacina poderá ficar pronta em 2021, porém fatores que fogem ao nosso controle, como o número de casos de dengue na população, podem prolongar este prazo”.

Veja Mais:  Casos de sarampo chegam a 1,5 mil em todo o Brasil, informa Ministério da Saúde

Cerca de 17 mil pessoas de 16 centros de todo o país foram vacinadas em 2016, um terço com placebo. Essas pessoas devem ser monitoradas por 5 anos, prazo que deve vencer em 2021. Depois, o estudo é submetido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitando registro. Com ele, a vacina começa a ser produzida em larga escala e fica disponível para comercialização.   

Leia também: Conheça 11 mitos sobre a dengue

Nova frente contra dengue, zika e chicungunha  

mosquito da dengue arrow-options
Shutterstock/Divulgação

Uma ação proposta é liberar, em diversas cidades do Brasil, mosquitos infectados que diminuiriam a transmissão de doenças

Para atacar além da dengue as demais doenças, o ministro falou de uma outra ação. Trata-se da liberação de mosquitos  Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade dos insetos de transmitir dengue, chicungunha e zika .

A Wolbachia está naturalmente presente na maioria dos insetos, mas não é encontrada nos  Aedes aegypti .

O método Wolbachia  reduziu em 75% os casos de chicungunha em 33 bairros na região de Niterói. O ministério não tem informação sobre a evolução dos casos de dengue e zika sob o método.

As primeiras liberações dos mosquitos infectados ocorreram em 2015 nos bairros de Jurujuba, em Niterói, e Tubiacanga, na Ilha do Governador. Em 2016 a ação foi ampliada em larga escala na cidade e, em 2017, no município do Rio.

Leia também: Estudo brasileiro permite identificar dengue hemorrágica precocemente

Veja Mais:  Síndrome ligada ao esgotamento profissional entra para a lista de doenças da OMS

Além do Brasil, também desenvolvem ações do programa países como Austrália, Colômbia, Índia, Indonésia, Sri Lanka e Vietnã.

No próximo ano haverá soltura em Campo Grande (MS), Petrolina (PE) e Belo Horizonte (MG) e haverá nova expansão ainda em 2020 para Fortaleza (CE), Foz do Iguaçu (PR) e Manaus (AM).

Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Doença pulmonar causada por cigarro eletrônico é registrada no Brasil

Publicado

Olhar Digital

Os cigarros eletrônicos têm gerado polêmica nos últimos meses, tanto que acabou resultando na proibição dos líquidos com sabor em Nova York e discussões sobre uma proibição federal. No entanto, o problema não se limita apenas aos Estados Unidos. Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), três casos de doenças pulmonares, causado por “e-cigarettes”, foram confirmados no Brasil nas últimas semanas.

Leia também: Cigarro eletrônico pode aumentar colesterol e causar doenças cardíacas

cigarro eletrônico arrow-options
shutterstock

Segundo a SBPT, três casos de doenças pulmonares relacionadas ao uso de cigarro eletrônico foram registradas no Brasil

Por questões éticas e de proteção aos pacientes, não foram divulgados detalhes sobre os casos. Contudo, sabe-se que as pessoas diagnosticadas por médicos associados à SBPT usaram  cigarro eletrônico com tetrahidrocanabinol (THC) nos últimos 90 dias, produtos adquiridos nos EUA.

Conhecida como EVALI, sigla em inglês para “E-cigarette, or Vaping, product use – Associated Lung Injury”, essa condição provoca sintomas respiratórios, como tosse, dor torácica e dispneia (falta de ar), e gastrointestinais, como náuses, vômitos, dores abdominais e diarreia. Alguns sintomas inespecíficos, como febre, calafrios e perda de peso também aparecem.

Leia também: De cigarro a narguilé: veja o que os vários tipos de tabagismo fazem com você

Conforme divulgado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), esses sintomas são alguns dos critérios que a SBPT sugere que pneumologistas e clínicos gerais utilizem para realizar o diagnóstico.

Veja Mais:  Quando beber água pode matar

Outros fatores indicativos da doença incluem também alterações em exames de imagem dos pulmões e aumento dos leucócitos, PCR e das enzimas hepáticas. Os procedimentos para identificar essas anomalias são necessários, visto que a EVALI pode facilmente ser confundida com a doença respiratória causada pelo vírus influenza, de acordo com a SBPT.

O tratamento varia em cada caso. No geral, é indicada a suspensão do uso do cigarro eletrônico, suporte clínico para fornecimento de oxigênio e ventilação invasiva ou não invasiva. Pacientes com suspeita de infecção concomitante devem receber antivirais e/ou antimicrobianos.

Já os doentes com falta de ar ou com saturação de oxigênio inferior a 95%, com outras doenças ou fatores associados, devem ser internados. Além disso, pacientes ambulatoriais devem ser reavaliados dentro de 24 a 48 horas, alerta a SBPT.

comunicado da associação ressalta também que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a comercialização, importação e propaganda de qualquer dispositivo de fumo eletrônico no Brasil.

Leia também: Câncer de pulmão é o que mais mata no mundo; entenda como evitar doença

Para ajudar no trabalho de acompanhamento e diagnóstico da doença, a SBPT pede que casos suspeitos e confirmados sejam enviados para sbpt@sbpt.org.br . A Anvisa também criou um formulário para que médicos possam notificar suspeitas de EVALI.

Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Canelite dói e pode evoluir para fratura, mas é possível preveni-la; saiba como

Publicado

Fazer corridas e caminhadas ajudam a evitar uma série de complicações à saúde, como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. No entanto, quando o corpo ainda está se acostumando a um estilo de vida mais agitado, alguns problemas podem surgir. É o caso da canelite, nome popular usado para se referir à síndrome do estresse medial da tíbia.

Leia também: Dor no calcanhar pode ser fascite plantar; entenda o que é e saiba como tratar

canelite arrow-options
shutterstock

Em entrevista ao iG Saúde, Arnaldo Hernandez, do Hospital Sírio-Libanês, explica o que é canelite e quais os sintomas

“Comum entre corredores de rua, a canelite surge após um período de treinamento mais intenso com muitas atividade de impacto repetitivo com os pés com corrida e saltos”,  explica Arnaldo Hernandez, coordenador do Núcleo de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital Sírio-Libanês. 

A condição causa dor na região da canela, que se manifesta no início da atividade e que, na fase inicial, melhora após o aquecimento. “Nos casos mais avançados, a dor é persistente e está presente ao toque ou mesmo na colocação de vestimentas”, explica o profissional. Alguns pacientes ainda podem apresentar inchaço no local.  

É importante entender que a condição, causada por estresse na estrutura da canela , vem à tona por conta das atividades físicas de repetição que envolvem as pernas. “Geralmente, acontece nas atividades de impacto repetitivo em piso rígido, mas muito associada a fatores predisponentes do indivíduo”, pontua Hernandez.

Veja Mais:  Homem morre de meningite após confundir sintomas com “resfriado comum”

Os ossos da canela – conhecidos como tíbia – sofrem grande sobrecarga por conta dos impactos nos saltos e nas corridas. Com isso, surgem as dores, que podem ser aliviadas com repouso, gelo, reequilíbrio muscular com fortalecimento e alongamentos e, eventualmente, medicamentos sob orientação médica. 

Leia também: “Não sentia os dedos do pé de jeito nenhum”, relata mulher com neuroma de Morton

Depois do diagnóstico, feito através da análise da dor do paciente, sensibilidade no local e alterações visíveis no exame de ressonância magnética, é importante seguir o tratamento correto. Além disso, se a pessoa não interromper a atividade física após os primeiros sinais, o problema pode evoluir para uma fratura por estresse da tíbia em questão. 

A melhora após o início do tratamento vai variar de acordo com a gravidade da canelite. “Nos casos iniciais, demora algumas semanas. Nos casos mais antigos, demora meses ou ano. É comum persistir alguma sensibilidade local por anos durante a atividade”, afirma o profissional do Sírio-Libanês.

perna arqueada arrow-options
shutterstock

Pernas com alinhamento arqueado são um dos fatores que aumentam as chances da pessoa desenvolver canelite

As pessoas mais afetadas são aquelas que correm e saltam e possuem o alinhamento arqueado da perna. Além disso, a corrida em pisos duros e falta de firmeza muscular também aumentam os riscos. Quando o pé vira para dentro ao correr ou andar é outro fator que influencia no surgimento da síndrome.

Veja Mais:  Dormindo com o inimigo: perigos dos ácaros à saúde e como evitar a proliferação

Como prevenir a canelite? 

mulher correndo arrow-options
shutterstock

Para prevenir a síndrome, é importante seguir alguns passos, como passar por um período de adaptação do exercício físico

Para prevenir a canelite , a recomendação é, ao iniciar a atividade física, passar por um período de adaptação com progressão lenta. “Não dar o passo maior que a perna”, diz Hernandez. Além disso, é importante trabalhar todas as qualidades físicas e não apenas o condicionamento cardiovascular. 

Leia também: Como escolher o melhor exercício de acordo com o seu humor

O uso de calçados adequados também é importante. Outro ponto fundamental é contar com a orientação de um profissional para que o volume e a intensidade do exercício seja acompanhado. A canela pode levar alguns meses para se adaptar ao impacto e, por isso, o aquecimento e o alongamento devem ser realizados. 

Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Cresce número de idosos com HIV no Brasil; entenda motivo e como se prevenir

Publicado

Minha Saúde

Grande parte das campanhas de conscientização sobre HIV e Aids tem os jovens como público-alvo, o que criou a impressão de que somente eles estão expostos ao risco de contrair o vírus. Mas pessoas mais velhas também estão vulneráveis. Prova disso é que, a cada ano, está aumentando o número de idosos com HIV no Brasil. E o agravante é que isso não acontece apenas pelo envelhecimento dos pacientes, segundo os médicos.

Leia também: Da sentença de morte a novas chances: o avanço no tratamento do vírus HIV 

HIV em idosos arrow-options
shutterstock

Em 11 anos, o número de HIV em idosos triplicou

De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde sobre HIV /Aids, o número de pacientes diagnosticados com HIV com mais de 60 anos em 2007 era de 168. Após 11 anos, o número triplicou.

Em 2018, foram registrados 627 diagnósticos. “O HIV não tem idade e atinge todas as faixas etárias. Tanto idosos como jovens correm riscos e os dados mostram isso”, afirma a infectologista e diretora médica da Gilead Sciences, Anita Campos.

Por que o número de idosos com HIV aumentou?

Os especialistas apontam que o aumento no número de casos se deve em parte ao envelhecimento daqueles que foram infectados quando ainda eram jovens ou adultos. “Com os medicamentos e tratamentos atuais, pessoas com HIV têm uma expectativa de vida tão longa quanto qualquer um.

Veja Mais:  Só 1 a cada 24 cidades que perderam cubanos já receberam novos profissionais

Por isso, é esperado que os pacientes que tenham o vírus desde jovens se tornem idosos”, explica Vivian Avelino-Silva, infectologista do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Por outro lado, o crescimento também é resultado das novas infecções nas pessoas já em idade mais avançada. Vivian acredita que alguns fenômenos sociais que estão surgindo facilitam novas parcerias sexuais, o que vale para todas as idades.

Leia também: 6 pontos importantes sobre HIV que você precisa saber o quanto antes

Já Anita destaca que os avanços tecnológicos na área de saúde, os tratamentos de reposição hormonal e as medicações para impotência têm permitido o redescobrimento do sexo entre idosos. “Mas ainda há grande ocorrência de práticas sexuais inseguras, já que os idosos não têm o costume de usar camisinha. Isso contribui para que essa população se torne mais vulnerável à infecção pelo HIV e outras ISTs”, afirma.

Mas ainda há grande ocorrência de práticas sexuais inseguras, já que os idosos não têm o costume de usar camisinha. Parte do problema se deve ao fato de que os idosos de hoje em dia ainda vêm de uma geração com dificuldade para conversar abertamente sobre sexualidade.

Muitos iniciaram a vida sexual em uma época em que pouco se falava sobre aids. Por isso, nunca tiveram o hábito de usar preservativo nem se consideram um grupo vulnerável ao vírus. Muitos também viveram uma época em que as dificuldades de ereção e os efeitos da menopausa eram quase intransponíveis, o que os afastava ainda mais do sexo.

Prevenção

No entanto, hoje o cenário é diferente. Com as medicações corretoras desses problemas, os idosos passaram a se sentir mais encorajados a ter relações sexuais. “Precisamos falar abertamente sobre a prevenção e oferecer mais opções para que a pessoa possa usar as que mais se encaixem no seu estilo de vida e nas suas escolhas de felicidade. O Ministério da Saúde hoje fala em uma ‘mandala’ da prevenção, e não mais apenas na camisinha”, afirma Vivian.

Precisamos falar abertamente sobre a prevenção e oferecer mais opções para que a pessoa possa usar as que mais se encaixem no seu estilo de vida e nas suas escolhas de felicidade. A mandala da prevenção é o esquema que representa a prevenção combinada. Trata-se uma estratégia que associa vários métodos de prevenção de forma simultânea.

Entre os métodos estão o teste regular para HIV e outras ISTs, a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a profilaxia pós-exposição (PEP), a prevenção da transmissão vertical (quando o vírus é passado para o bebê durante a gestação), a imunização para hepatites A e B e para o HPV, programas de redução de danos, uso dos preservativos masculino e feminino e o tratamento de pessoas que já vivem com o HIV.

Anitta destaca que é necessário que haja diálogo em casa e nos consultórios médicos. Também é preciso criar estratégias educativas através da adoção de políticas de saúde pública que concentrem a atenção na população mais velha e na realização de programas de prevenção.

Leia também: 11 sintomas do HIV que você precisa conhecer

Veja Mais:  Dormindo com o inimigo: perigos dos ácaros à saúde e como evitar a proliferação

“Assim, vamos conseguir promover uma mudança no comportamento dos idosos, principalmente quanto às formas de prevenção do HIV em idosos. É preciso fazer com que percebam sua vulnerabilidade e entendam a necessidade de se fazer sexo seguro”, reforça a médica.

Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook
Continue lendo

Câmara Municipal de Rondonópolis

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana