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Nacional

“Não me importo se o Bolsonaro vai gostar ou não”, diz Eunício Oliveira

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Presidente do Senado, Eunício Oliveira nega 'pautas bombas' após aprovar benefício a montadoras
Geraldo Magela/Agência Senado – 8.11.18

Presidente do Senado, Eunício Oliveira nega ‘pautas bombas’ após aprovar benefício a montadoras

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), voltou a negar nesta sexta-feira (8) que tenha acelerado a votação de ‘pautas bombas’ e disse que “não está preocupado” se o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), “vai gostar ou não” das decisões tomadas pelos senadores antes de sua posse no Planalto.

“Não estou preocupado se Bolsonaro vai gostar ou não. Qual o motivo de eu, como presidente de um Poder, vou procurar o presidente eleito de outro Poder para perguntar o que ele quer? Parece um oferecimento, de disposição para se credenciar para alguma coisa. Zero”, afirmou Eunício Oliveira em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo .

A declaração surge após o Senado ter aprovado reajuste de 16% no salário de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), contrariando os interesses do futuro presidente, que disse na quarta-feira (7) que “não é o momento” para aprovar a medida. O aumento salarial para os integrantes do Supremo, que passarão a receber mais de R$ 39 mil, acarretará e custos de R$ 6 bilhões a partir de 2019.

Eunício justificou a votação do aumento salarial para os ministros do Supremo alegando que havia pedido de urgência para a proposta. “As matérias pautadas já tinham sido votadas pela Câmara dos Deputados e houve um compromisso formal do presidente do STF e da Procuradoria-Geral da República de que não haverá aumento do teto de gastos dos órgãos”, disse.

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O senador ressaltou ainda que cada Poder pode remanejar seu orçamento dentro desse teto de gastos. “Eu fui autor da emenda constitucional que aprovou o limite de gastos no Brasil. Eu lembro que muitos diziam que, ao fazer isso, eu estava fazendo um mla ao Brasil. Mas eu sabia que estava procurando fazer um bem ao Brasil.

No dia seguinte a essa votação, o Senado aprovou também medida provisória que dá benefícios fiscais a montadoras do setor automotivo, o que prevê a renúncia de R$ 2 bilhões de arrecadação já no ano que vem.

A proposta também contraria interesses da equipe econômica de Bolsonaro. O futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, já defendeu em mais de uma ocasião que é contra a concessão de subsídios a setores específicos da economia.

Já para Eunício e para o presidente Temer, que assinou decreto que regulamenta o programa estabelecido por essa MP, essa política irá elevar a qualidade da produção nacional e gerar a criação de vagas. “Com o fortalecimento do setor, a nossa população terá mais oportunidades de emprego e renda”, disse o presidente do Senado .

Também na entrevista ao Estadão, Eunício negou haver “insatisfação” com o governo eleito, mas rechaçou “levar prensa”, conforme chegou a declarar o futuro ministro Paulo Guedes sobre a votação da reforma da Previdência. “Só não aceito que digam que o Congresso tem de levar prensa. Aqui tem a liberdade de cada um botar o dedinho e votar sim, não ou abstenção.”

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“Não votei no Bolsonaro, mas eu vou dizer o que disse Obama. Minha admiração não é pelo Trump, é pelo Obama. A população do meu Brasil democraticamente disse que o presidente é ele, então a partir do dia que ele ganhou ele é meu presidente, é o presidente do meu País e não sou eu que vou botar uma perna esticada para ele tropeçar, pelo contrário”, continuou Eunício Oliveira .

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Lava Jato pede nova condenação de Eduardo Cunha por corrupção e lavagem

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Eduardo Cunha já foi condenado na Justiça de Curitiba por crimes acerca da compra de poço de petróleo pela Petrobras
Lula Marques/Agência PT – 3.3.16

Eduardo Cunha já foi condenado na Justiça de Curitiba por crimes acerca da compra de poço de petróleo pela Petrobras

O Ministério Público Federal (MPF) reforçou à Justiça pedido de condenação do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB) em nova ação da Operação Lava Jato. Os procuradores pedem que o emedebista seja condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e pague indenização no valor de R$ 5 milhões.

O pedido do MPF foi feito nas alegações finais do processo que tem como réus Eduardo Cunha e a ex-deputada Solange Almeida (MDB), antiga aliada de Cunha na CPI da Petrobras. Nesse processo,  Cunha é acusado de receber propina de R$ 5 milhões para viabilizar a construção de dois navios-sondas da Petrobras e de ter se valido de requerimentos assinados por Solange para pressionar o empresário Júlio Camargo a pagá-lo.

Segundo os procuradores da Lava Jato , Cunha se valeu de sua “condição de influente parlamentar federal” para, por meio dos requerimentos assinados por Solange em 2011, cobrar informações sobre os contratos da Petrobras. Esses documentos, segundo o MPF, na verdade se tratavam de “subterfúgios para pressionar e constranger” Júlio Camargo, que estaria encarregado de pagar propina de US$ 10 milhões ao deputado.

A procuradoria alega que, por conta da pressão de Cunha, os pagamentos de propina foram retomados em setembro de 2011. Os meios usados para fazer com que o dinheiro chegasse ao parlamentar variavam entre entrega dedinheiro em espécie, simulação de contratos de consultoria, emissão de notas fiscais frias, e até mesmo doações para a igreja evangélica Assembleia de Deus, ligada a Cunha.

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“Como se sabe, o réu conquistou grande apoio político através da propagação da sua fé cristã e sua proximidade com Igrejas Evangélicas. Neste caso, ele se valeu justamente de uma
instituição religiosa para a percepção de vantagem ilícita, o que evidencia a reprovabilidade das circunstâncias do crime”, recrimina o MPF. 

Os procuradores também pediram condenação de Solange Almeida , que, segundo a força-tarefa coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol, “tinha ciência” de que os requerimentos apresentados à CPI da Petrobras “serviam a finalidades nada republicanas”.

Leia também: Lula recebeu dinheiro de propina da Odebrecht em caixa de uísque, diz Palocci

Eduardo Cunha está preso desde outubro de 2016 no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Na Lava Jato, o ex-deputado já foi condenado, em segunda instância, a 14 anos e 6 meses de prisão por propina de US$ 1,5 milhão no âmbito da compra de poço de petróleo pela Petrobras em Benin, na África. O emedebista também já foi condenado em outra ação penal, em Brasília, a 24 anos de cadeia por fraudes no FI-FGTS .

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Lava Jato pede nova condenação de Eduardo Cunha por corrupção e lavagem

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Eduardo Cunha já foi condenado na Justiça de Curitiba por crimes acerca da compra de poço de petróleo pela Petrobras
Lula Marques/Agência PT – 3.3.16

Eduardo Cunha já foi condenado na Justiça de Curitiba por crimes acerca da compra de poço de petróleo pela Petrobras

O Ministério Público Federal (MPF) reforçou à Justiça pedido de condenação do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB) em nova ação da Operação Lava Jato. Os procuradores pedem que o emedebista seja condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e pague indenização no valor de R$ 5 milhões.

O pedido do MPF foi feito nas alegações finais do processo que tem como réus Eduardo Cunha e a ex-deputada Solange Almeida (MDB), antiga aliada de Cunha na CPI da Petrobras. Nesse processo,  Cunha é acusado de receber propina de R$ 5 milhões para viabilizar a construção de dois navios-sondas da Petrobras e de ter se valido de requerimentos assinados por Solange para pressionar o empresário Júlio Camargo a pagá-lo.

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Nacional

Lula recebeu dinheiro de propina da Odebrecht em caixa de whisky, diz Palocci

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Lula e o então ministro Antonio Palocci, em 2004; delator acusa ex-presidente de receber propina em dinheiro
Marcello Casal Jr/Agência Brasil – 30.12.04

Lula e o então ministro Antonio Palocci, em 2004; delator acusa ex-presidente de receber propina em dinheiro

O ex-ministro Antonio Palocci relatou, em sua delação na Operação Lava Jato , entregas de dinheiro em espécie de propina da Odebrecht para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o delator, parte do dinheiro chegou a ser entregue em caixas de whisky.

“Também se recorda que, dos recursos em espécie recebidos da ODEBRECHT e retirados por Branislav Kontic, levou em oportunidades diversas cerca de trinta, quarenta, cinqüenta e oitenta mil reais em espécie para o próprio Lula”, diz um trecho da delação de Antonio Palocci, que o Portal G1 teve acesso.

O delator foi questionado sobre a existência de testemunhas das entregas de dinheiro a Lula. Em sua resposta, Palocci afirmou que, durante a campanha de 2010, entregou R$ 50 mil ao ex-presidente Lula , dentro de uma caixa de celular, no Terminal da Aeronáutica em Brasília (DF), em frente ao motorista do ex-ministro, chamado Cláudio Gouveia.

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“Em São Paulo, recorda-se de episódio de quando levou dinheiro em espécie a Lula dentro de caixa de whisky até o Aeroporto de Congonhas, sendo que no caminho até o local recebeu constantes chamadas telefônicas de Lula cobrando a entrega”, diz outro trecho da delação.

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De acordo com Palocci, o motorista Carlos Pocente presenciou, no caminho do aeroporto, a cobrança do ex-presidente, que, inclusive, brincou, perguntando se toda aquela cobrança de Lula era apenas pela garrafa de whisky .

Na delação, Palocci disse que “era óbvio que a insistência de Lula não era por bebida, e sim pelo dinheiro; que o motorista afirmou ao colaborador que estava brincando e que sabia que se tratava de dinheiro em espécie”.

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As informações estão no termo de colaboração número 5 da primeira delação fechada por Antonio Palocci com a Polícia Federal de Curitiba, que foi homologada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O termo foi feito em 13 de abril de 2018 na PF de Curitiba, no entanto, o depoimento foi anexado nesta quinta-feira (17) ao inquérito da PF sobre a Usina de Belo Monte.

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