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Nacional

“Não somos os Estados Unidos”, diz Temer sobre política externa de Bolsonaro

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Temer aconselha Bolsonaro sobre política externa e condução do País em entrevista com tom de despedida
Wilson Dias/Agência Brasil

Temer aconselha Bolsonaro sobre política externa e condução do País em entrevista com tom de despedida

O atual presidente da República, Michel Temer (MDB), avaliou seu próprio governo e aconselhou o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), a adotar o multilateralismo em relação a sua política externa no novo governo. Em entrevista exclusiva à TV Brasil, Temer afirmou que “nunca nos pautamos por ideologia. Nossas relações são de país para país. Acho que o presidente Jair Bolsonaro vai acabar adotando essa política universalista”.

Michel Temer também afirmou que o multilateralismo é uma das exigências da globalização já que, para ele, o isolacionismo pode até funcionar para países como os Estados Unidos, que detêm força política e econômica, mas “não somos os Estados Unidos, e não temos o mesmo poder”, avaliou o presidente em relação a política externa que Bolsonaro pretende adotar “sem ideologia” e que segue os mesmos preceitos que o presidente norte-americano Donald Trump tem adotado.

Na mesma entrevista, o presidente Temer também deu conselhos ao sucessor no Palácio do Planalto e ressaltou três palavras: humildade, temperança e equilíbrio. Na sequência, o presidente acrescentou: “Não que eles não os tenha, acredito que tenha esses atributos, e irá exercê-los. É preciso serenidade para conduzir o País”, afirmou após avaliar a política externa de Bolsonaro.

Ainda fazendo um exercício de avaliação do que Bolsonaro terá de desafio pela frente, Temer disse acreditar que o Congresso não criará obstáculos para a aprovação de projetos no novo governo. “O Congresso tem consciência da necessidade do País. Não vai atrapalhar; vai aprovar o que for importante”, disse o ex-presidente da Câmara dos Deputados antes de destacar que Bolsonaro já está conversando com as bancadas partidárias e afirmar que mesmo os novos eleitos, que nunca foram políticos, “logo se aclimatarão e votarão positivamente ao que interessar ao povo brasileiro”.

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Temer avalia o legado deixado por seu governo

Michel Temer fez avaliação do seu governo, falou sobre legado, planos para o futuro e afirmou que não sentirá saudades da Presidência da República
TV Brasil/Reprodução

Michel Temer fez avaliação do seu governo, falou sobre legado, planos para o futuro e afirmou que não sentirá saudades da Presidência da República

Presidente da República desde o afastamento provisório e consequente impeachment de sua antecessora e cabeça de chapa nas eleições 2014, Dilma Rousseff, em 12 de maio de 2016, Temer avaliou o período no cargo mais alto da República e apontou como legado de seu governo para o Brasil, a queda da inflação e dos juros, a valorização das estatais e a reforma trabalhista.

O presidente disse que “erraram profundamente” os que apostaram numa crise cambial no Brasil. “Não pode ter dados falsos, [não pode ter] alarmismo só em função das eleições”, reclamou. Segundo ele, as reformas feitas em seu governo trouxeram credibilidade para a economia e para o país. Ele citou o fato de a Bolsa de Valores ter chegado a quase 88 mil pontos, máxima histórica.

Na área do meio ambiente, o presidente da República destacou a criação de reserva marinha e a ampliação dos parques nacionais. Já na área social, Temer ressaltou os dois reajustes concedidos, acima da inflação, para o Bolsa Família e o lançamento do programa Progredir, que ofereceu contratos de trabalho para mais de 200 mil jovens. Alémd isso, ele também lembru da liberação para os trabalhadores das contas inativas do Fundo de Garatia por Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS/Pasep, que somaram R$ 64 bilhões.

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Para o presidente, as medidas econômicas adotadas, como o Teto de Gastos para o governo, ajudaram no cumprimento das metas sociais e não as prejudicaram “como os críticos dizem”. Ele citou que o déficit das contas públicas caiu este ano mais de R$ 25 bilhões. “Isso, na verdade, ajudou no cumprimento das metas sociais. Quando gastamos menos, a dívida pública cai e a inflação também. E a queda da inflação valoriza o poder de compra dos salários”, disse.

Durante a entrevista, Michel Temer também disse que a impopularidade não o incomoda e chegou a brincar com o fato. “Aumentou 100% a popularidade, de 4% para 8%”, disse, bem humorado. O presidente voltou a repetir que não tomou medidas populistas para buscar melhor avaliação dos brasileiros. “Fiz política de Estado”, disse. Na avaliação de Temer, um bom sinal de sua gestão é o fato de que 13 ministros do seu governo foram chamados para integrar a nova gestão federal e governos estaduais. “Tenho expectativa de que [ainda] serei bem avaliado”, acrescentou.

Sobre o movimento nas redes sociais, #FicaTemer, para sua permanência na Presidência, o presidente considerou “muito simpático”. “Curioso: o reconhecimento vem vindo. É uma brincadeira, mas me impressionou o número de visualizações”.

Voltando a adotar um tom mais sério, o presidente falou sobre frustrações quando afirmou que “não [as] tenho, porque tive pouco tempo, pouco mais de odis anos, uma oposição feroz e sofri tentativas de desmoralização; quiseram derrubar o governo”, afirmou antes de lamentar não ter feito a reforma da Previdência e a simplificação tributária porque não houve tempo e condições, mas lembrou que os temas fazem parte da pauta política do País.

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Temer também foi questionado sobre o grampo do empresário Joesley Batista que revelou uma reunião secreta, tarde da noite, no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, onde Temer preferiu ficar até o fim do governo. Para ele, houve uma trama exatamente para inviabilizar a votação da reforma da Previdência. “Foi tudo preparado. Inventaram uma frase que nunca existiu. Ela pegou e ela é falsa. O tempo é o senhor da razão. Meu detrator foi preso. Fruto de gravação feita por ele mesmo. O procurador que trabalhou para ele foi denunciado pelo próprio Ministério Público”.

“Tive uma vida de muita tranquilidade, como professor, como promotor, como político. Mas na Presidência, não. Em face daqueles fatos [o grampo de Joesley Batista], tentaram desastrar a minha vida. Isso me decepcionou muito”, afirmou em tom de despedida antes de completar dizendo, “tenho muito orgulho de ter saído de uma pequena cidade do interior de São Paulo e ter chegado à Presidência da República”, lugar de onde Temer afirmou que não sentirá saudades.

“[A partir de 1º de janeiro], vou ficar comigo mesmo. Escrever. [Na Presidência] não sobra espaço mental para elaborar textos técnicos ou de ficção. Intimamente, sinto que desempenhei um bom papel. Não vou sentir saudade. Cada momento é um momento. Não se pode ficar preso ao passado”, finalizou Temer .

*Com informações da Agência Brasil

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Em um raro protesto, egípcios vão às ruas contra o presidente Sisi

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Abdel-Fatah al-Sisi  e Donald Trump%2C em agosto deste ano arrow-options
Reprodução/Twitter/AlsisiOfficial

Presidente do Egito, Abdel-Fatah al-Sisi com o presidente dos EUA, Donald Trump, em agosto deste ano

Milhares de manifestantes desafiaram a repressão estatal e foram às ruas protestar contra o presidente do Egito, Abdel-Fatah al-Sisi, nesta sexta-feira (20). Os grupos se reuniram na parte central da capital, Cairo, com gritos e cartazes denunciando supostos esquemas de corrupção dentro do governo e das Forças Armadas. Apesar da segurança reforçada, os manifestantes acabaram se dispersando, passando a protestar em ruas menores.

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Nas redes sociais, refrões como “fale não tema, o traidor precisa ir” e “o povo quer a queda do regime” também aparecem nas centenas de vídeos postados ao longo do dia. Além do
Cairo, houve atos contra Sisi em cidades como Alexandria e Suez.

O governo egípcio não se pronunciou até o momento. Os canais de notícias, controlados de perto pelas autoridades, diziam que as pessoas se reuniram apenas para “tirar selfies e
fazer vídeos” para publicar na internet.

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As manifestações tiveram início após uma série de vídeos publicados pelo ator e empresário Mohamed Ali , fazendo graves acusações de corrupção contra os militares, para quem
trabalhou por 15 anos. Segundo ele, ocorrem desvios bilionários nas obras de infraestrutura, com o dinheiro indo para os bolsos dos comandantes e funcionários do governo.

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Em resposta, Ali, que hoje vive na Espanha, foi acusado de “ alta traição ”, enquanto a mídia estatal disse que ele era um membro da Irmandade Muçulmana, organização considerada
terrorista pelo governo egípcio.

No poder desde 2013, quando assumiu justamente após uma onda de protestos e um golpe contra o então presidente, Mohamed Morsi , Sisi imprimiu um estilo autoritário, similar ao de
Hosni Mubarak , o homem que comandou o Egito por quase três décadas até ser deposto, em 2011, durante a Primavera Árabe . Manifestações, como as vistas nesta sexta-feira, são
raras, com seus líderes sendo presos ou mortos pelas forças de segurança.

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Além da repressão política, Sisi , que foi reeleito com 97% dos votos nas eleições de 2014 e 2018, é criticado pela sua condução da economia, marcada por ações de austeridade e
grandes projetos de infraestrutura, mas cujos impactos nem sempre foram positivos para a população.

Fonte: IG Nacional
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“Falsos policiais” são presos em São Paulo com carro furtado

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Divulgação/Polícia Militar

“Falsos policiais” foram presos em São Paulo com carro furtado

A Polícia Militar de São Paulo prendeu dois homens que se passavam por policiais civis para extorquir pessoas , nesta sexta-feira (20), na Zona Leste da capital paulista. Eles estavam dentro de um carro furtado e com o chassi adulterado, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

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Os homens, de 27 e 38 anos, estavam acompanhados de mais uma pessoa quando foram abordados pelos policiais . O trio justificou que eram integrantes da Polícia Civil e um deles
chegou a mostrar um distintivo de investigador. Os agentes, no entanto, desconfiaram e solicitaram as outras funcionais, mas os suspeitos aceleraram o veículo e tentaram fugir.

Posteriormente os PMs conseguiram prender dois suspeitos, mas o terceiro, que estava no banco de trás do carro, fugiu. A dupla, então, confessou que se passavam por policiais civis. Segundo a SSP, não foi encontrado nenhum material ilícito no automóvel, mas o mesmo estava com o chassi adulterado e foi roubado em janeiro deste ano.

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Os ” falsos policiais ” foram encaminhados ao 41º Distrito Policial, onde foram autuados por “receptação, falsa identidade, resistência, uso ilegítimo de uniforme ou distintivo e adulteração de sinal identificador de veículo automotor”.

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Fonte: IG Nacional
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“Já tivemos Garotinho. Não queremos um garotão”, diz Crivella sobre Witzel

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 Crivella e Witzel arrow-options
Marcos de Paula / Prefeitura do Rio

“Já tivemos um Garotinho. Não queremos ter um garotão”, diz Crivella sobre Witzel

O prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) partiu para o ataque na tarde desta sexta-feira (20) após ser criticado pelo governador Wilson Witzel (PSC), que afirmou que o alcaide
fez uma “lambança” ao censurar um livro com beijo gay entre dois personagens na Bienal do Livro. Em evento, Crivella mencionou o rompimento entre Witzel e o senador Flávio
Bolsonaro (PSL-RJ) —  que determinou que o PSL deixe o governo — para alfinetar o chefe do Palácio Guanabara, que, segundo Crivella, estaria “querendo aparecer” por ter a
intenção de se candidatar à Presidência da República.

“Não houve censura. Apenas mandei recolher o material para que fosse disponibilizado em lacres como determina o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)”, disse Crivella que,
em seguida, continou: “Witzel decidiu antecipar a campanha (presidencial), e isso pode prejudicar o Rio no Regime de Recuperação Fiscal com a União. Já tivemos um Garotinho.
Tudo o que não queremos agora é um garotão”, acrescentou Crivella, citando o ex-governador Anthony Garotinho e fazendo alusão a um período em que não havia diálogo entre os
governos federal e estadual.

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A declaração confirma um afastamento entre Witzel e Crivella, que chegaram a se aproximar nos últimos meses. O governador Wilson Witzel chegou até a cogitar apoiar a reeleição
de Marcelo Crivella à prefeitura do Rio, mas depois também se aproximou do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) por intermédio do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
(DEM).

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Nesta quinta-feira, Wilson Witzel falou para uma plateia repleta de executivos e políticos na abertura do Fórum Nacional, no BNDES, no Centro do Rio. Na ocasião, Witzel disse que o prefeito do Rio fez uma “lambança” na feira do livro realizada recentemente.

“Uma obra literária, se pudesse causar uma tragédia à sociedade, teria que ser muito diferente daquilo. Hoje, acho que o país está tendo uma consciência de que momento de disputar eleição é um e o momento de governar é outro. O que tiver de ser antagonizado que seja com respeito, sem estimular a intolerância. Meu filho, por conta da opção dele, certa vez, foi agredido quando saía do trabalho de madrugada, foi agredido pela intolerância”, afirmou Witzel, que ficou emocionado e arrancou aplausos da plateia.

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Também durante o evento, Witzel afirmou que a decisão do senador Flávio Bolsonaro de retirar os deputados do PSL dos cargos em secretarias e órgãos para fazer oposição à sua
gestão não o deixou com “amplo direito de defesa”. O governador disse ainda que os deputados do PSL são “bem-vindos” ao seu partido, o PSC .

“A decisão dele não me deu amplo direito de defesa e do contraditório. Eu fiquei surpreso. Estava em uma viagem de família e recebendo essas notícias. Em nenhum momento eu
recebi o telefone do senador Flávio, ele não falou comigo. Mas, como na Justiça, depois vem a contestação, a defesa. Vamos conversar”, declarou o governador. “Eu não posso impedir ninguém de se desfiliar e também não posso impedir filiação ao PSC, até porque todos os deputados do PSL são excelentes, são deputados comprometidos com uma pauta que eu
defendo e eu tenho certeza que eles serão bem-vindos”, completou.

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Procurado pelo Globo , o gabinete de Witzel afirmou que o governador não irá se pronunciar sobre as declarações de Crivella .

Fonte: IG Nacional
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