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Economia

No terceiro trimestre, bancos brasileiros crescem e têm maior lucro desde 2006

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Lucro somado entre Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander foi o maior desde 2006 no terceiro trimestre deste ano
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Lucro somado entre Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander foi o maior desde 2006 no terceiro trimestre deste ano

O lucro líquido dos quatro maiores bancos em atuação no Brasil somou R$ 17,47 bilhões no terceiro trimestre deste ano. Esse é o maior valor registrado desde 2006, que também representa aumento de 28,5% em relação ao mesmo período de 2017.

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Na comparação com o trimestre anterior, a soma dos crescimentos de  lucro do Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander apresentou alta de 3,5% no terceiro trimestre. Segundo dados da Economatica, o valor consolidado, que desconsidera a inflação, é o maior em 12 anos.

O levantamento leva em consideração os demonstrativos financeiros disponibilizados pelas instituições financeiras a cada três meses, desde o final de 2006, início da série disponibilizada pelo Santander na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com os balanços divulgados por cada um dos bancos, o aumento dos lucros foi impulsionado especialmente pelo crescimento das receitas com tarifas e prestação de serviços, menores despesas com provisões para calotes e menor custo do crédito.

Levando em conta a inflação oficial do País , o lucro consolidado dos quatro maiores bancos no terceiro trimestre foi o maior desde o segundo trimestre de 2015 – R$ 20,5 bilhões ou R$ 17,47 bilhões líquidos. O valor é corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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Entre 2017 e o terceiro trimestre de 2018, o menor valor foi obtido no cálculo realizado justamente no terceiro trimestre do ano passado – R$ 13,59 bilhões. Neste ano, em contrapartida, esse é o período de maior lucro dos bancos no Brasil.

Desde 2015, o pior resultado para as instituições financeiras foi notado no quarto trimestre de 2016 – R$ 11,63 bilhões.

Lucro do Itaú no 3º trimestre de 2018


Lucro do Banco Itaú foi o maior, de R$ 6,247 bilhões
Wikicommons/Creative Commons

Lucro do Banco Itaú foi o maior, de R$ 6,247 bilhões

O Banco Itaú registrou lucro líquido de R$ 6,247 bilhões no terceiro trimestre, número que indica crescimento de 2,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Na soma dos nove meses já contabilizados em 2018, o lucro líquido do banco foi de R$ 18,772 bilhões, o que representa um avanço de 3,5% ante os primeiros seis meses de 2017.

Os destaques citados no resultado deste ano são o menor custo do crédito e as maiores receitas com prestação de serviços aos clientes. A inadimplência acima de 90 dias entre as pessoas físicas permaneceu estável em 4,5% ante os três meses anteriores.

Lucro do Bradesco no 3º trimestre de 2018


Lucro do Bradesco foi o que registrou maior alta frente o mesmo período de 2017: 73,7% de aumento, chegando a R$ 5,009 bilhões
Wikimedia Commons

Lucro do Bradesco foi o que registrou maior alta frente o mesmo período de 2017: 73,7% de aumento, chegando a R$ 5,009 bilhões

O Bradesco  obteve lucro líquido de R$ 5,009 bilhões, o que representa uma alta expressiva de 73,7% na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 2,884 bilhões). No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o banco registrou lucro líquido de R$ 14,004 bilhões, uma alta de 28,9% na comparação com o mesmo período de 2017.

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O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,63%, 0,3 ponto percentual abaixo do índice do trimestre anterior e com queda de 1,2 ponto percentual ante o mesmo período do ano passado.

Lucro do Banco do Brasil no 3º trimestre de 2018


Lucro do Banco do Brasil no terceiro trimestre deste ano foi de R$ 3,175 bilhões
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Lucro do Banco do Brasil no terceiro trimestre deste ano foi de R$ 3,175 bilhões

O Banco do Brasil reportou lucro líquido de R$ 3,175 bilhões, apresentando um aumento de 11,78% na relação anual (R$ 2,841 bilhões em 2017).  No acumulado no ano, o lucro líquido soma R$ 9,059 bilhões, com alta de 14,6% na comparação com os 9 primeiros meses do ano passado.

Segundo o banco, o resultado se deve ao “desempenho positivo das rendas de tarifas, qualidade do crédito e controle das despesas administrativas” e menores provisões para perdas com empréstimos. O índice de inadimplência acima de 90 dias diminuiu 0,5 ponto percentual no trimestre, caindo para 2,83%.

Lucro do Santander no 3º trimestre de 2018


Lucro do Santander foi de R$ 3,039 bilhões no terceiro trimestre de 2018
João Paulo Chagas/Wikipedia

Lucro do Santander foi de R$ 3,039 bilhões no terceiro trimestre de 2018

O lucro líquido divulgado pelo Santander foi de R$ 3,039 bilhões, o que indica um aumento de 2,2% em comparação com o mesmo período do último ano. Na soma dos primeiros nove meses, foi registrado lucro líquido de R$ 8,831 bilhões, alta de 60,6% em relação ao mesmo período de 2017.

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O índice de inadimplência superior a 90 dias atingiu 2,9% no final de setembro, se mantendo estável: alta de apenas 0,1 ponto percentual em três meses.

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Ao todo, com R$ 6,247 bilhões do Itaú, R$ 5,009 bilhões do Bradesco, R$ 3,175 bilhões do Banco do Brasil e R$ 3,039 bilhões do Bradesco, o lucro  líquido total dos bancos foi de R$ 17,47 bilhões no terceiro semestre de 2018, maior valor em 12 anos.

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Economia

Bolsonaro recua e diz estar disposto a ouvir Guedes sobre novo imposto

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Antonio Cruz/Agência Brasil

Bolsonaro recuou e disse estar disposto a ouvir Paulo Guedes sobre ‘nova CPMF’

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) recuou, após uma série de declarações contrárias ao retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), e disse nesta quinta-feira (22) que está disposto a tratar o tema com Paulo Guedes, ministro da Economia. A expectativa é que a proposta de reforma tributária do governo retome a cobrança sobre movimentações financeiras.

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“Vou ouvir a opinião dele [ Paulo Guedes ]. Se desburocratizar muita coisa, diminuir esse cipoal de impostos, essa burocracia enorme, eu estou disposto a conversar”, afirmou  Bolsonaro  ao deixar o Palácio da Alvorada. Nesta quarta, o ministro já havia defendido o tributo, argumentando que “pequenininho, não machuca”, defendendo aplicação com alíquota baixa.

“Ele [Guedes] que falou. Ele pode falar ‘vou colocar 0,10% na CPMF e em consequência acabo com tais e tais impostos”, relatou o presidente, que disse evitar falar com a imprensa sobre alguns assuntos para não ouvir que houve recuo de sua parte. Em outros momentos, porém, Bolsonaro foi enfático ao negar a possibilidade do seu governo recriar a CPMF.

Para ambos, o ideal é que a decisão sobre o retorno da cobrança seja da sociedade, já que a CPMF sofre forte resistência e foi extinta em 2007 após pressão de diversos setores. Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, já afirmou que a Casa “não discute, em hipótese alguma” retomar a discussão sobre o tema.

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Após a aprovação da reforma da Previdência na Câmara e o início das discussões na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a reforma tributária passa a ser uma das principais pautas do governo e do Congresso, e o possível retorno da cobrança sobre transações financeiras é um dos principais pontos em discussão.

Fonte: IG Economia
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Economia

Para reduzir gastos, Ministério da Economia corta novos estagiários e até café

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Geraldo Magela/Agência Senado – 8.2.19

Ministério da Economia

Após bloqueios de gastos no orçamento de 2019, o que acarreta numa redução de recursos para os ministérios, o Ministério da Economia anunciou medidas que – de acordo com a portaria publicada nesta quinta-feira (22), no Diario Oficial da União – buscam  “a racionalização de gastos”. As ações listadas envolvem a suspensão de contratações em diversos serviços, além de cortes nos insumos.

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Estágio remunerado, mão de obra terceirizada, pacotes de telefonia móvel, serviços de consultoria e soluções de informática constam na portaria, que também inclui cortes como “diárias e passagens internacionais” e até nos “insumos de máquinas de café”.

O documento, porém, traz um trecho em que afirma que as reduções não se aplicam às contratações “essenciais à segurança, à saúde e à acessibilidade dos imóveis”. Entre os serviços que podem ser ameaçados por um déficit no caixa, estão a emissão de CPFs e o pagamento de restituição de Imposto de Renda.

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A portaria também menciona alterações no horário de funcionamento do ministério, assim como autarquias e fundações vinculadas. O funcionamento, que hoje é de 7h às 20h, será reduzidos até o dia 31 de dezembro  para 8h às 18h. A restrição não se aplica ao atendimento ao público.

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Fonte: IG Economia
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Economia

Prévia da inflação sobe 0,08% em agosto, menor patamar para o mês em nove anos

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Abastecimento

RIO — O preço dos combustíveissegue contribuindo para que ainflação fique muito próxima a zero. De acordo com o IBGE, a prévia da i nflação (IPCA-15) registrou leve avanço de 0,08% em agosto, o que representa o menor patamar para o mês desde 2010. Nove anos atrás, o indicador teve recuo de 0,05%.

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O grupo dos Transportes foi o que mais apresentou queda nos preços nos primeiros quinze dias de agosto, com recuo de 0,78%. Dentro deste grupo, a variação dos combustíveis foi o que contribuiu para o recuo. O preço da gasolina registrou queda de 1,88%. Etanol e óleo diesel também tiveram queda: 1,09% e 1,7%, respectivamente.

Além de transportes, o grupo de Alimentos e Bebidas registrou queda. A principal contribuição negativa no grupo veio do tomate (-14,79%). Além do fruto, a batata-inglesa (-15,09%), as hortaliças e verduras (-6,26%) e o feijão-carioca (-5,61%) também registraram queda em agosto.

Por sua vez, o grupo Habitação contribuiu para que a prévia da inflação em agosto não ficasse em zero ou abaixo deste patamar. A principal influência de alta veio do preço da energia elétrica.

Em agosto, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que onera as contas de luz em R$ 1,50 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Desta forma, a energia elétrica registrou alta de 4,91% em agosto, na comparação com julho. É o sétimo mês consecutivo que o item registra alta.

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Fonte: IG Economia
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