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Mato Grosso

Nova fábrica vai ampliar produção de etanol de milho para um bilhão de litros em MT

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Os investidores internacionais que inauguraram a primeira fábrica de etanol de milho do Brasil, a FS Bioenergia, apresentaram ao Governo do Estado nesta quinta-feira (08.10) a segunda planta, que será instalada em Sorriso (420 km ao Norte de Cuiabá). Com a ampliação, a produção anual de etanol de milho pode chegar a um bilhão de litros no Estado, até 2020.

A empresa lançou na quarta-feira (07.10) a pedra fundamental da nova indústria, que terá capacidade de produção de 530 milhões de litros de etanol de milho. A primeira planta foi instalada em Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá), em 2017, e já está em finalização de duplicação da capacidade, segundo o CEO da FS Bioenergia, Rafael Abud.

“Inauguramos a planta de Lucas com capacidade de produção de 265 milhões de litros, mas a unidade está em processo de duplicação e devemos dobrar a capacidade para 530 milhões de litros, a partir de 2019. Sorriso vai adicionar a mesma capacidade, a partir de fevereiro de 2020”, asseverou Abud, destacando que a FS Bioenergia não descarta a expansão para outros municípios de Mato Grosso.

“Mato Grosso produz muito milho. Ano passado foram cerca de 30 milhões de toneladas e grande parte ainda tem que sair do Estado”, pontuou.

O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde e sócio da FS Bioenergia, Marino Franz, apontou que nos próximos dez anos, Mato Grosso deve alcançar a produção de 50 milhões de toneladas de milho, que deve ser transformado para agregar valor.

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“Se o Estado exportasse apenas o milho, haveria uma receita de R$ 1 bilhão, até 2020. Mas com as duas plantas, quando ambas estiverem em sua capacidade de funcionamento total, transformando esse milho em etanol, teremos R$ 4 bilhões gerando divisas para Mato Grosso e emprego e renda para as futuras gerações”, explicou Franz.

O titular da Sedec, Leopoldo Mendonça, informou que a nova indústria em Sorriso deve gerar em torno de 250 a 300 empregos diretos, além dos indiretos, pois uma empresa de grande porte traz impactos em outros setores, como a pecuária e o setor madeireiro.

“Empresas desse porte, quando instaladas em um município, geram um efeito de multiplicação do investimento, porque outras empresas relacionadas, que fornecem alimento, uniforme, transporte, diversos serviços, vão ser instaladas no entorno para dar suporte. Isso vai gerar mais arrecadação para o Estado e município”, afirmou.

O governador Pedro Taques destacou o trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) na promoção de parcerias entre empresas nacionais e internacionais, promovendo o crescimento econômico do Estado e a geração de emprego.

“Mato Grosso já é referência na produção agrícola e agora estamos verticalizando a produção e agregando valor ao produto, que fica muito mais economicamente viável à exportação”, disse.

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Mato Grosso

O papel do auditor interno no combate à corrupção

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Em 20 de novembro se comemora o dia do auditor interno. Na administração pública, o papel desse profssional tem alcançado uma abrangência cada vez maior.

Se antes estava limitado a questões contábeis e financeiras, tem hoje uma competência muito maior, que envolve o aperfeiçoamento da gestão pública, o fortalecimento do controle interno, a conduta de servidores, o processamentos de fornecedores, a transparência e o combate à corrupção.

Ao menos nos últimos 10 anos, os Auditores Internos da Controladoria Geral do Estado – CGE (antiga AGE) têm se destacado em contribuir com a revelação de ilícitos praticados no âmbito da administração pública.

São casos em que a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (DEFAZ), o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) e Promotorias do Ministério Público instauram procedimentos de investigação a partir de auditorias realizadas por auditores da CGE, ou essas subsidiam investigações já em curso naqueles órgãos.

É raro que alguma investigação desses órgãos, quando relacionada com a Administração Pública, não tenha trabalhos realizados pelos Auditores do Estado.

Mas não são raras as críticas, tanto de pessoas comuns quanto de nobres analistas, que, sem perdão ou capacidade de compreensão das limitações do controle interno, disparam: “do que adianta isso agora? depois da casa arrombada, do roubo realizado, do prejuízo causado…”

Mas o que poucos sabem, até porque a notícia comum desperta pouco interesse, é que há um intenso trabalho sendo realizado pelos Auditores do Estado, no sentido de fortalecer os controles internos e inibir a possibilidade de ocorrências de fraudes. É isso mesmo: as coisas poderiam ter sido muito piores se não houvesse essa atuação.

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Atualmente, 50% dos auditores da CGE estão alocados nessa atividade e no ano de 2018 realizaram avaliação dos controles internos de 24 órgãos, que representam 90% do orçamento do Estado. Foram avaliadas também 8 unidades centrais responsáveis pelos sistemas de contratações, transferências, patrimônio, contabilidade, financeiro, orçamento, gestão de pessoas e previdência, além da avaliação de 6 atividades fnalísticas, como gestão escolar e gestão hospitalar.

O modelo dessas auditorias de avaliação dos controles internos segue normas internacionais, especificamente o COSO.

Nesse trabalho, que ocorre de forma cíclica e permanente, busca-se mais que detectar as falhas de aderências a normas e procedimentos. O propósito maior é  identificar as causas dessas falhas,  através do mapeamento das vulnerabilidades de controle nas dimensões de pessoas envolvidas no processo, o processo em si, a estrutura organizacional, a infraestrutura física e a tecnológica, além da existência e segurança dos sistemas relacionados à atividade.

O foco é direcionado para as causas (vulnerabilidades do controle), pois o importante nesse modelo de atua ção é tornar os sistemas de controle mais robustos e eficientes, para que sejam capazes de inibir os riscos de falhas e fraudes. Isso ocorre, por exemplo, quando identificamos que os sistemas informatizados não apresentam a segurança necessárias às transações:financeiras, contábeis,  de aquisições,  de folha de pagamento e de controle do patrimônio.

Outro exemplo é quando detectamos que o processo não está adequadamente mapeado, os fluxos apresentam falhas, quando há ausência de segregação de funções e de definições de alçadas de autorização ou quando identificamos que as pessoas envolvidas no processo não foram devidamente capacitadas ou apresentam perfil inadequado para as funções do setor.

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Tudo isso começa numa fase denominada de mapeamento de riscos, na qual estabelecemos o Nível de Significância para o Controle. É esse indicador que vai determinar o esforço e a força de trabalho que vamos dedicar a cada órgão, atividade ou processo.

O trabalho não se encerra com a conclusão da Auditoria, segue em processo em que auxilia os órgãos e gestores na definição das providências que serão adotadas para fortalecer o sistema de controles internos. Ao final, ainda é realizado o monitoramento a fim de certificar se as ações realizadas são de fato suficientemente adequadas para proteger o patrimônio público de eventuais fraudes e desvios e garantir a melhoria dos serviços públicos.

É claro que continuaremos dando resposta  imediata e com a mesma efetividade sempre que ocorrer algum desvio dentro da administração pública estadual, no sentido de contribuir com a revelação do ilícito e das pessoas envolvidas.

Mas os auditores internos, essencialmente, buscarão combater a corrupção através do fortalecimento dos sistemas de controle a fim de inibir as possibilidades de fraudes e desvios.

*José Alves Pereira Filho é Auditor do Estado e Secretário-Adjunto de Controle Preventivo na CGE-MT.

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Mato Grosso

Estudantes de Chapada apresentam trabalhos na área de Ciências Humanas

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“Despertar para os desafios da humanidade” foi o tema proposto pela comunidade escolar da Escola Plena Cel. Rafael de Siqueira, em Chapada dos Guimarães (69 km de Cuiabá), durante a apresentação dos trabalhos da Feira do Conhecimento da unidade. Foram dois dias de evento, com a apresentação das pesquisas nas diversas áreas de ensino.

De acordo com a coordenadora pedagógica da escola, Laura Khalil Ahmad, a feira tem como objetivo proporcionar aos estudantes um estudo mais aprofundado sobre temas que já foram estudados em sala de aula, trazendo um universo maior de informações.

No segundo dia de apresentações, os trabalhos foram baseados em temas relacionados à sociologia, história, geografia e outros conteúdos de Ciências Humanas. Em uma das salas, estudantes do 2º ano abordaram a xenofobia, que é o preconceito caraterizado pela aversão, hostilidade, repúdio e ódio contra estrangeiros, por meio de um teatro de sombras.

“Os alunos decidiram o tema por conta própria, foram dois meses de pesquisa, estudos e de construção das cenas e das narrativas”, contou Laura. Episódios de xenofobia que aconteceram no país foram encenados pelos estudantes, que moram em uma região turística de Mato Grosso e recebem centenas de turistas ao ano.

Klezya Moreira, de 17 anos, foi uma das estudantes que participou da encenação, para ela, a experiência foi tocante. “O texto é baseado em fatos reais. Buscamos histórias de refugiados que estão no país. Então, pensar que isso aconteceu em nosso território, ver o nosso povo agindo dessa forma, é muito triste, é tocante”, ressaltou.

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Do outro lado do pátio, estudantes do 1º ano criaram uma sala voltada à história e cultura da Síria, país árabe que se encontra em guerra civil há sete anos.

Para a professora Camila Rodrigues, que coordenou a pesquisa, a sala mostra o “lado b” do país, que é conhecido mundialmente por conta dos conflitos. “A Síria não é guerra. A pesquisa simboliza exatamente isso, que há cultura, que há história e vivência. Além disso, mostra que nós, brasileiros, temos muita influência da cultura árabe”, ressaltou.

A estudante Libia Oliveira, de 15 anos, guiou os visitantes na sala, que puderam conferir detalhes da vestimenta típica, a riqueza dos contos, como Aladim, Ali Babá e Mil e Uma Noites. Além disso, falaram sobre a culinária e costumes.

“Tudo que nós fizemos foi com base em muita pesquisa e com a ajuda da coordenadora Laura, que é árabe, veio para o Brasil quando criança. Todas as peças que estamos expondo são de seu acervo pessoal”, disse Libia.

Outras temáticas

Os estudantes também apresentaram um trabalho sobre racismo. Em uma sala, penduraram diversas notícias que relatavam casos do preconceito sofrido por homens e mulheres negras.

A reciclagem também foi tema. A professora Reicla Larissa foi a responsável por ministrar oficinas de papel reciclado, utilizando mão de obra da própria escola.

“Tudo que a escola produziu e que seria destinada ao lixo, nós estamos transformando em papel reciclado, que traz mensagens sobre a importância de preservar o meio ambiente e de sustentabilidade”, disse.

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Para a professora, além de conscientizar os estudantes, a oficina possibilita também, fazer com que a reciclagem se torne uma fonte de renda.

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Mato Grosso

Desenvolve MT faz entrega de 700 títulos na região do CPA

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A Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (Desenvolve MT) fará a entrega de 700 títulos definitivos, por meio do Programa ‘Endereço Certo’, para as famílias que moram na região da Grande CPA nesta quinta-feira (22), às 19:00.

A solenidade será na Paróquia Coração Imaculado de Maria, na Av. Garça Real nº 905, quadra 133, no CPA IV, em Cuiabá. O evento contará com a presença do governador Pedro Taques, do prefeito Emanuel Pinheiro e de outras autoridades.

Em junho desde ano a Desenvolve MT entregou cerca de 3 mil títulos definitivos para os moradores dos bairros CPA I, II, III e IV. A escritura do imóvel assegura o direito à habitação e traz mais tranquilidade às famílias que há mais 30 anos aguardavam para receber o documento da casa própria.

Somente na região do CPA, estima-se que mais de 12 mil famílias moram em conjunto habitacional da Companhia de Habitação do Estado de Mato Grosso (Cohab/MT).

SUGESTÃO DE PAUTA

Evento: Entrega de 700 títulos definitivos na região do CPA

Data: 22/11 (quinta-feira)

Horário: 19h

Local: Paróquia Coração Imaculado de Maria, na Av. Garça Real nº 905, quadra 133, no CPA IV, em Cuiabá.

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