conecte-se conosco


Artigos

O Fazer Pedagógico na Educação Infantil

Publicado

A prática se torna um objeto de importante valor e cujas características devem ser analisadas indicando os aspectos que podem ajudar na compreensão dos sentidos do fazer docente no nível. O sentido do que é prática é ampliado. Prática não é apenas ensino, nem no sentido mais estrito de instrução, transmissão de conhecimentos, nem somente no sentido mais amplo, da formação humana do sujeito (Libâneo, 1995). Compreender o sentido da prática pedagógica é compreender como o professor dá sentido à profissão que escolheu, às condições de trabalho, à formação inicial e continuada, à relação com as crianças, à relação com os colegas, o envolvimento com o projeto educativo da instituição, sua compreensão de educação, perspectivas para a profissão, além de tantos outros aspectos que neste trabalho não é possível apresentar e discutir.

Ao longo da história, a educação das crianças pequenas até constituir-se na Educação Infantil que hoje existe foi conduzida por diferentes caminhos, como o do descaso político, mas avançou para o patamar de Educação Infantil, que hoje é tão estudada, debatida e também defendida, numa perspectiva que envolve o Cuidar e o Educar. Diante de tais avanços, colocou-se como questão de investigação “que características são importantes na prática pedagógica na Educação Infantil?, buscou-se compreender que características constituem a prática pedagógica na Educação Infantil, voltando-se para a análise das implicações contidas nas características reveladas no trabalho do professor. Neste sentido, nesta pesquisa a preocupação foi em trazer elementos que estão envolvidos no cotidiano de trabalho de uma professora e que fossem apontados por uma educadora atuante no nível.

Veja Mais:  Erradicar a miséria: uma questão econômica ou de consciência?

  • Professora efetiva da Rede Municipal e Estadual de Rondonópolis MT, atua  como coordenadora pedagógica da rede Municipal.
  • Professora efetiva da Rede Municipal l de Rondonópolis MT, atua como coordenadora pedagógica da rede Municipal.
  • Professora efetiva da Rede Municipal e Estadual de Rondonópolis MT, atua como coordenadora pedagógica da rede Municipal.

 O perfil do professor pesquisador prescinde da vontade pessoal, um compromisso ético, político e profissional. E necessário também luta coletiva dos profissionais, que possibilite a criação do desejo de fazer, em buscas constantes, as melhorias tão necessárias e urgentes na educação. É necessário também maior valorização e reconhecimento profissional.

A formação continuada pode, também neste caso, auxiliar na compreensão do papel dos professores na relação com pais e comunidade. Além disso, como foi dito neste trabalho, o perfil do professor de Educação Infantil se constrói no exercício da profissão e esta construção será significativa se for feita com reflexão, compromisso ético, político e estético, e pesquisa.

Por: 1-Ludmilla Paniago Nogueira

2- Joziane Lopes dos Santos

       3- Neide Figueiredo de Souza

Comentários Facebook
publicidade

Artigos

Zumbi e Ecumenismo Étnico

Publicado

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor

Numa homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, e à memória do valente Zumbi, apresento trecho de artigo que preparei para a Folha de S.Paulo em 15 de maio de 1988. Nele, enfatizo a necessária prática do Ecumenismo entre as mais variadas etnias:

Zumbi deu o brado que nenhum Domingos Jorge Velho poderia abafar: Liberdade! Dignidade! Somos seres humanos!

Morreu-lhe o corpo. Mas a Alma — quem conseguirá matá-la? — permanece… e se multiplica nas palavras e atos de umPatrocínio, Joaquim Serra, Luís Gama, Salvador de Mendonça, André Rebouças, Castro Alves, Joaquim Nabuco e de tantos outros negros, brancos, mestiços. Se ainda não há democracia étnica dentro de nossas fronteiras — embora o Brasil seja um povo de etnias mescladas, para cuja sobrevivência é essencial estar plenamente legitimada e vivida a sua brilhante mestiçagem —, é porque o espírito de senzala continua grassando. Contudo, é justamente na natureza miscigenada que consiste a sua força.

Toda a humanidade é mestiça

Em Crônicas e Entrevistas (2000), prossigo defendendo a tese de que toda a humanidade é, desde os tempos iniciais da monera, uma mescla sem fim, tornando-se, portanto, sem propósito, qualquer tipo de discriminação, principalmente, no que diz respeito à cor da pele. A inevitável miscigenação humana constitui fato de proporções globais. Vários estudiosos afirmam que, cada vez mais, diminui no mundo o conceito de linhagem pura. Um exemplo dessa constatação vem dos Estados Unidos, que criaram um item no seu censo para contemplar os mestiços, que compõem significativa parcela da população norte-americana.

O Brasil é uma grei globalizante

Volvendo os olhos para o nosso país, repleto de descendentes de imigrantes e, também, de migrantes esperançosos de que finalmente sejam integrados no melhor do seu tecido social, confirma-se a evidência de que possui um dos mais extraordinários povos do orbe, e com características privilegiadas, em virtude de sua extraordinária miscigenação. Ele é uma grei… globalizante…

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Comentários Facebook
Veja Mais:  O papel do professor da educação infantil
Continue lendo

Artigos

A evolução do agro e a estagnação do Estatuto da Terra

Publicado

Daniel Walner Santana Duarte é advogado e procurador do Estado

Ao longo das últimas décadas, o agronegócio expandiu suas fronteiras, bateu recordes de produtividade e investiu em tecnologia. Hoje, é inegável a importância do setor para o PIB e para a balança comercial.

Segundo a CONAB, em quarenta anos, a produção de soja aumentou praticamente oito vezes. Foram introduzidas variedades mais adaptadas e precoces e as modernas técnicas de irrigação permitem a colheita de até três safras em um ano. No mesmo período, a evolução do melhoramento genético, da nutrição e da sanidade reduziu significativamente a idade dos animais abatidos, aumentando a produtividade da pecuária. Apesar de todos esses avanços, as relações no campo continuam regidas por uma legislação obsoleta e cinquentenária.

O Estatuto da Terra e seu regulamento, publicados na década de 1960, impõem várias regras incompatíveis com o cenário atual do agronegócio, a exemplo dos prazos mínimos para os contratos de arrendamento: três anos em caso de lavoura temporária e cinco anos para a pecuária bovina de cria, recria ou engorda.

Em muitas situações, o ambiente negocial e os novos ciclos produtivos, mais curtos e eficientes, não se encaixam nesses prazos mínimos pensados para a realidade de cinquenta anos atrás.

A nosso ver, a autonomia privada confere ampla liberdade contratual para a escolha do prazo de vigência mais adequado ao uso e exploração da terra, levando em conta, inclusive, as peculiaridades regionais. Em respeito à boa-fé objetiva, não se poderia falar em nulidade de cláusulas livremente pactuadas.

Veja Mais:  A prática pedagógica na educação infantil

Além disso, nos dias de hoje, em regra, não há hipossuficiência do arrendatário a demandar a proteção da lei. Mesmo diante desse contexto, os Tribunais ainda resistem em permitir que as partes convencionem livremente os prazos de vigência dos contratos agrários.

Enquanto o Congresso Nacional não promove a necessária alteração legislativa, é premente a modernização da interpretação das normas agrárias.

Comentários Facebook
Continue lendo

Artigos

O que está havendo com o planeta?

Publicado

O que está havendo com o planeta Terra?

Lembrem-se de que agora tudo é mais rápido. Ouve-se falar e se assiste em tempo real sobre a expansão de desertos onde havia florestas frondosas, a ponto de a ONU dedicar os anos de 2010 a 2020 ao tema da desertificação; seca em locais onde jamais ocorrera tal coisa. E o pessoal continua dizendo impropriedades a respeito do Apocalipse, como se ele fosse o culpado de tudo.

Por acaso, são as folhas de papel nas quais estão impressas as profecias bíblicas que provocam essas catástrofes, ou nossa estupidez militante e ganância sem termo?

Pare um pouco para pensar, cesse de falar mal das Profecias Finais, porque as visões de João, Evangelista e Profeta, não acionam esses fatos, apenas os anunciam. Ora, só amigo adverte amigo. Aquele que se finge de amistoso não tem coragem para contar a verdade, quer estar bem com a pessoa que diz amar — e não há nada pior que o amor falso, essa é a suprema maldade. Não estou me referindo somente ao sentimento entre casais, todavia, entre as criaturas, sobretudo o que singularize o perfeito relacionamento humano, social, filosófico, político, científico, religioso.

Vivemos, há séculos, tentando fazer sucumbir a Mãe Terra, tirando-lhe pouco a pouco a vida. Apenas não nos podemos esquecer de que tal atitude nos atingirá em cheio. Humanamente também somos Natureza.

Veja Mais:  Mato Grosso voa mais alto

Então, por que a surpresa com o Discurso do Cristo no Seu Evangelho segundo Mateus, 24:15 a 28, sobre “a Grande Tribulação como nunca houve nem jamais se repetirá na face da Terra”? Nós mesmos estamos ajudando a montá-la!

O pastor Jonas Rezende*, ainda em seu livro O Apocalipse de Simão Cireneu, refere-se a essa distorção histórica:

— O Juízo Final poderia acontecer, não por arbítrio divino, não como um evento inevitável, como sempre se compreendeu, a partir das Escrituras, mas por conta da ação predatória do próprio homem.

A profecia presente nos livros sagrados das diversas religiões

É fundamental destacar ainda a presença marcante da simbologia profética permeando as mais antigas tradições. Não apenas na Bíblia (Antigo e Novo Testamentos) identificamos os alertas divinos. Eles igualmente se encontram nas páginas dos livros sagrados de diversas crenças da Terra.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

Comentários Facebook
Continue lendo

Colunista

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana