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O papel do professor da educação infantil

Publicado

Joziane Lopes dos Santos1

Como primeira etapa da Educação Básica, a Educação Infantil é o início e o fundamento do processo educacional. A entrada na Creche ou Pré-escola significa, na maioria das vezes, a primeira separação das crianças dos seus vínculos afetivos familiares para se incorporarem uma situação de socialização estruturada.

De acordo com as DCNEI- Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, estabelece a concepção que vincula educar e cuidar, entendendo o cuidado como algo indissociável do processo educativo. Nesse contexto, as creches e pré-escolas, ao acolher as vivências e os conhecimentos construídos pelas crianças no ambiente da família e no contexto de sua comunidade, e articulá-los em suas propostas pedagógicas, têm o objetivo de ampliar o universo de experiências, conhecimentos e habilidades dessas crianças, diversificando e consolidando novas aprendizagens, atuando de maneira complementar a educação familiar – especialmente quando se tratam da educação dos bebês e das crianças bem pequenas, que envolve aprendizagens muito próximas aos dois contextos (familiar e escolar), como a socialização, a autonomia e a comunicação.

Nessa direção, e para potencializar os aprendizados das crianças, a prática do diálogo e o compartilhamento de responsabilidades entre a instituição de Educação Infantil e a família são essenciais. Além disso, a instituição precisa conhecer e trabalhar com as culturas plurais com a riqueza e a diversidade cultural das famílias e da comunidade.

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 1 Professora efetiva da Rede Publica Municipal de Ensino de Rondonópolis/MT, é formada em Pedagogia pela UFMT com Pós-Graduação em Educação Infantil Lato Sensu na mesma instituição. jozy_lopes@hotmail.com .

   As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEI, Resolução CNE/ CEB, nº 5\2009) em seu Artigo 4°, definem a criança como “Sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura” (BRASIL, 2009).

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Mas, este processo de educabilidade é possível se o professor de fato se concebe como mediador epistemológico, ou seja, aquele que, sistematicamente, possibilita o acesso ao conhecimento produzido e às formas de se produzir conhecimento. Neste sentido, a criança é sempre percebida como sujeito de conhecimento, alguém que interage com o mundo. O brincar e educar não se dão na espontaneidade, do ponto de vista do professor, que sempre intenciona, organiza, coordena, provoca, questiona, ouve, dialoga com as crianças sempre em torno de um objeto de conhecimento.

Madalena Freire, a partir de sua vivência de educadora-pesquisadora, ao olhar para as crianças destaca que “é importante ressaltar que é através da ação, do testar, do usar suas capacidades, que o pensamento se desenvolve. Outro fator importante é que esta ação pode também ser compartilhada, que seja divida, em conjunto com outras crianças” (Freire, 2003, p. 29). A estudiosa coloca as crianças no patamar de sujeitos do processo de conhecer o mundo, que se dá pelo brincar, pelo investigar, pelo questionar, ações sempre mediadas pelo diálogo.

Além disso, o cuidar compreende desde o direito à saúde, integridade física e mental da criança, quanto seu bem-estar que tanto é consequência do tratamento que ela recebe no que diz respeito aos cuidados mais básicos, como estar alimentado e higienizado, quanto é gerado no próprio processo em que estes cuidados se dão. Desta forma, interessa sempre saber na prática pedagógica do professor de Educação Infantil em que condições materiais e humanas aprendem a se alimentar e a se higienizar e, sobretudo, como é o clima na unidade, as relações entre adultos e crianças, entre as crianças e entre os profissionais e os pais.

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  O trabalho direto com crianças pequenas exige que o professor tenha uma competência polivalente. Ser polivalente significa que ao professor cabe trabalhar com conteúdos de naturezas diversas que abrangem cuidados básicos essenciais, até conhecimentos específicos… Por sua vez, uma formação bastante ampla do profissional que deve tornar-se, ele também, um aprendiz, refletindo constantemente sobre sua prática, debatendo com seus pares, dialogando com as famílias e a comunidade e buscando informações necessárias para o trabalho que desenvolve (RCNEI, 1998, p. 41).

O documento concebe a ideia de um professor em permanente formação, buscando aprimorar sua prática constantemente, trocando experiências com seus colegas, com as famílias e a comunidade em que trabalha. O professor da Educação Infantil vai assumir uma postura de pesquisador, ou seja, que busque instrumentos e informações para realizar um bom trabalho. Como assegura o educador Paulo Freire, “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino contínuo, buscando, re-procurando (…) pesquiso para conhecer e o que ainda não conhece e comunicar ou anunciar a novidade” (Freire, 1996, p. 16).

Ressalta-se, ainda, nesta perspectiva, a importância de que o professor seja reflexivo, que reflita sobre sua prática. Isabel Alarcão (2006, p. 49) argumenta que um profissional reflexivo “é, sobretudo, uma pessoa que atende aos contextos em que trabalha, os interpreta e adapta a própria atuação a eles”.

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O professor é um profissional que entende do desenvolvimento de crianças pequenas, de sobre como se dá sua aprendizagem, sua relação com o mundo. Na relação com os pais, ele é o informante que, a partir de seu trabalho de investigação, observação e acompanhamento diário, analisa aspectos de seu desenvolvimento e orienta a crianças sempre do ponto de vista pedagógico.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALARCÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. São Paulo: Cortez, 2003.

BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil/ Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/ SEF, 1998.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil / Secretaria de Educação Básica. – Brasília: MEC, SEB, 2010.

FREIRE, Madalena. A Paixão de conhecer o mundo. 16ª. ed., São Paulo: ed. Cortez, 2003.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Rio de Janeiro: ed. Paz e Terra, 1996.

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Solidariedade e generosidade versus política e moral

Publicado

Wagner Siqueira

Há um equívoco disseminado no seio da sociedade de pretender reduzir a política à moral, como se elas devessem manter relações intrínsecas no pressuposto de que a política se ocupasse do bem e da virtude. Se a moral reinasse na ação política, não haveria necessidade do Estado, das leis, dos tribunais, das forças armadas, da polícia, das instituições em geral e, assim, muito menos da política.

Contar com a moral para vencer as desigualdades sociais, a miséria, a exclusão, as discriminações é evidentemente um equívoco angelical, sonho de uma noite de verão, acreditar em papai Noel. Seria preferível que a moral bastasse, que o humanismo prevalecente entre os homens fosse capaz de dispensar a política. Mas esta não é a trajetória da saga humana.
A política é a expressão coletiva e conflituosa do egoísmo humano, capaz de organizar convergências de interesses e de minimizar divergências por meio da construção de laços de solidariedade.

É preciso proceder a nítida diferenciação entre solidariedade e generosidade:
“ser solidário é defender os interesses do outro, sem dúvida, mas porque eles também são – direta ou indiretamente – os meus, os seus”. Agindo por ele, também ajo por mim porque temos os mesmos interesses, porque estamos expostos aos mesmos riscos, ataques, perigos ou em busca dos mesmos benefícios. É o caso, por exemplo, do sindicalismo, da seguridade social, do pagamento de tributos. Quem se consideraria generoso por contribuir para a seguridade social, sindicalizar-se ou pagar tributos?

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A generosidade é outra coisa: é defender os interesses do outro, mas não também por serem os meus; é defendê-los mesmo que eu não compartilhe deles – não porque eu ganhe alguma coisa em troca com isso, mas porque ele, o outro, ganha. Agindo por ele, não ajo por mim – pode ser que eu até perca alguma coisa, aliás como costuma acontecer amiúde. Como conservar o que se dá? Como dar o que se conserva? Não seria mais doação, e sim troca; não seria generosidade, e sim solidariedade.

A solidariedade é uma maneira de se defender coletivamente. A generosidade, no limite, é uma maneira de se sacrificar pelos outros. É por isso que a generosidade, moralmente falando, é superior. E é por isso que a solidariedade, social e política, é mais urgente, mais realista, mais eficaz.

Ninguém paga impostos por generosidade, nem se sindicaliza por isso, e, muito menos, contribui para a Previdência. No entanto, a seguridade social, o sistema tributário e o movimento sindical fizeram mais pela justiça social em todo o mundo do que a generosidade.

A mesma reflexão vale para a política: ninguém respeita a lei e exerce a sua cidadania por generosidade. Mas o direito e o Estado – como sociedade politicamente organizada – fizeram muito mais para a justiça e para a liberdade do que os bons sentimentos produzidos pelos valores morais. Solidariedade e generosidade nem por isso são incompatíveis: ser generoso não impede de ser solidário; ser solidário não impede de ser generoso. Mas tampouco são equivalentes. E é por isso que nenhuma das duas poderia bastar ou fazer as vezes da outra.
Generosidade é uma virtude moral. Solidariedade é uma virtude política.

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O grande desafio da sociedade organizada em Estado é a regulação e a socialização dos egoísmos. A política não é o reino da moral, do dever, do amor. É o reino das relações de força e de opiniões, dos interesses e dos conflitos de interesses. A política não é uma forma de altruísmo: é um egoísmo inteligente, socializado e regulado. Quem não percebe que a busca organizada do interesse comum é melhor do que o confronto e a desordem?

Quem não percebe que a justiça é melhor do que a injustiça? Essas são situações moralmente justificadas, o que mostra que moral e política não se opõem em seus objetivos. Mas que, evidentemente, a moral não basta para alcançá-los. Moral e política não se confundem, mas podem se fecundar reciprocamente. A moral, em seu princípio, é desinteressada. A Política é sempre interessada. A moral é universal. Toda política é particular, mesmo essencialmente voltada para o bem comum. A moral é solitária e individual. Ela só vale na primeira pessoa, para “o seu eu”. Toda política é coletiva. E por isso que a moral não pode fazer as vezes da política, assim como a política não pode fazer as vezes da moral: precisamos das duas e das diferenças entre elas.

Uma eleição, em princípio, não opõe os bons aos maus, mas pontos de vista distintos, campos da sociedade, grupos sociais ou ideológicos, partidos, alianças, interesses, opiniões, prioridades, opções, programas, diferenças, modos de vida distintos. Que a moral tenha também algo a dizer sobre tudo isso! Há votos moralmente condenáveis, mas ela por si só não é capaz de discernir projetos nem estratégias. O que a moral propõe contra o desemprego, as desigualdades, contra a violência? Ela nos indica que é preciso combatê-los, claro, não como derrotá-los ou minimizá-los no conjunto da sociedade. Ora, é a política que realiza o como fazê-los, os caminhos alternativos a tomar, as medidas a implantar. E aí é que a política importa. É preciso mais generosidade na solidariedade, mas moral na política.

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*Wagner Siqueira é conselheiro federal pelo Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ); diretor-geral da Universidade Corporativa do Administrador (UCAdm), e membro do conselho consultivo da região Metropolitana do Rio de Janeiro e do Conselho de Administração do CIEE-RJ.

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A hegemonia do etanol

Publicado

Marino Franz

A indústria sucroalcooleira vive um momento único, de infinitas oportunidades, com cenário positivo para investimento, demanda global crescente e aumento significativo do consumo interno. Soma-se a esse cenário o RenovaBio, política nacional de incentivo específica para o mercado de biocombustíveis. Com ele, os produtores que adotarem as boas práticas receberão uma espécie de pagamento pelos serviços ambientais.

O consumo interno de etanol continua crescendo, mesmo com a alta nos preços registrada neste início de ano. Abastecer com etanol continua vantajoso perante a gasolina e, de forma cada vez mais rápida, o brasileiro escolhe o produto, porque além de suas vantagens econômicas está considerando os impactos ambientais positivos do biocombustível. O consumo de etanol foi se fortalecendo e consolidando ao longo do último ano atingindo um volume de venda recorde em 2019.

No mercado o externo, o interesse e a procura pelo etanol também só cresce a cada dia com a tendência mundial por fontes renováveis de combustíveis. Os países precisam encontrar meios de reduzir suas emissões de carbono, diminuindo os impactos da emissão de gases do efeito estufa, e o Brasil é considerado o exemplo a ser seguido neste quesito. Países como Estados Unidos, Índia e China atuam para aumentar a quantidade de etanol na gasolina.

A Índia, por exemplo, quer aumentar para 10% a quantidade de etanol em sua gasolina até 2022. Hoje, a mistura não chega a 7% e o país de 1,3 bilhão de habitantes quer aproveitar o conhecimento brasileiro para cumprir a missão. Nos Estados Unidos a mistura é de 10%, mesmo percentual que a China pretende chegar também nos próximos dois anos. Já o Brasil é exemplo de que é possível ter uma gasolina mais limpa e eficiente, o país possui o maior percentual de mistura registrado no mundo, com 27% de etanol adicionados a gasolina desde o ano de 2015. Esta mistura não afetou o desempenho nem mesmo dos carros importados.

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O Brasil é o segundo maior produtor de etanol do mundo, atrás apenas dos americanos. As projeções são de que o país deve produzir 30,4 bilhões de litros de etanol, neste ano, e chegar a 37,2 bilhões em 2028. O uso do etanol como combustível em larga escala, no entanto, ainda ocorre basicamente nesses dois países.

Mas, o governo federal está trabalhando para mudar este cenário e transformar o etanol em uma commodity mundial. Para isso, missões diplomáticas/comerciais estão sendo empreendidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento por vários países. Atualmente, o Ministério contabiliza cerca de 60 países que possuem ou estudam algum programa para incorporar o etanol em sua matriz energética.

Para Mato Grosso, o cenário não poderia ser melhor. Somos o segundo maior produtor de etanol no Brasil. Impulsionado pelo etanol de milho, a projeção é que, em dois anos, o estado chegue à produção de 5 bilhões de litros do biocombustível por ano. Este crescimento faz o setor acreditar que poderemos nos tornar a maior região produtora do bicombustível no mundo.

Atualmente, o Estado conta com 12 unidades produtoras de etanol, sendo sete exclusivamente de cana, três flex (cana e milho) e duas de milho. Até o próximo ano, serão mais quatro unidades produtoras do biocombustível através do milho. O setor gera 10 mil empregos diretos, empregos estes considerados de alta qualidade e com excelentes remunerações.

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Com o cenário de aumento da produção, do consumo e dos investimentos, a hegemonia do etanol é indiscutível. Desde o final da década de 1970, quando o Proálcool foi lançado, nunca houve uma referência que indicasse a direção da produção de biocombustíveis do Brasil, mas agora, com tantos fatores positivos, já temos o caminho a seguir.

*Marino Franz é sócio fundador da FS Bioenergia e Presidente de Fundação de Pesquisa Rio Verde

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Dor de reviver e otimismo para vencer o câncer

Publicado

 

 

Ellen Moraes Senra

Recentemente famosas como a apresentadora Ana Maria Braga e a jornalista Susana Naspolini comentaram que enfrentam novamente o câncer e que se submeterão ao tratamento. Apesar de ser um momento difícil, é extremamente importante, que elas e quem recebe esse diagnóstico a primeira vez ou em reincidência, que se mantenham positivos para que fique tudo bem e o tratamento funcione da melhor maneira possível.

Após o diagnóstico, o câncer traz uma pressão muito grande, tanto para o paciente quanto para a família, pois sabemos que o tratamento geralmente é muito agressivo e ataca o sistema imunológico, além de muita gente já associar diretamente com a possibilidade de morte. Então, é muito comum que o paciente desenvolva quadros depressivos ou de crises de ansiedade. Alguns ainda passam pela fase da negação da doença.

Nesse momento, a família precisa se unir, para que possa prestar o suporte emocional e suporte presencial, levando o paciente aos tratamentos e acompanhando em consultas médicas.

Em relação à parte psicológica, tanto o paciente como a família precisam ter acompanhamento, levando em consideração a gravidade da doença. Quanto mais grave for, mais agressivo o câncer é, como também o tratamento. Tudo isso reflete na família. O tratamento mexe com o humor, com toda a dinâmica familiar e com o emocional de todos. Geralmente, os grandes centros que tratam câncer têm psicólogos de plantão que prestam suporte tanto para o paciente, quanto para o familiar.

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Há alguns estudos que afirmam que muitos pacientes começam a definhar ao receber o diagnóstico do câncer. E isso não é pelo câncer em si, e, sim, pelo diagnóstico e o pessimismo. As pessoas o associam à morte, então o diagnóstico às vezes soa como uma sentença, mesmo quando sabemos que muitos têm tratamentos, podem ser curados – alguns não, mas outros, sim. Por isso, é extremamente importante que se mantenham positivos para que fique tudo bem e o tratamento funcione da melhor maneira possível.

Sobre a recuperação, salvo em casos que é um tipo de câncer incurável, em que os médicos deixam tudo bem claro aos pacientes, as pessoas devem acreditar que podem se recuperar mais de uma vez. Elas devem acreditar na cura. Tanto a Ana Maria Braga como a Susana Naspolini já se curaram de outros. Então, quando um câncer é tratável, as pessoas devem acreditar na cura, não importa quantas vezes haja reincidência da doença.

Em casos como da apresentadora e da repórter, por serem pessoas públicas, era importante para a imagem profissional que elas explicassem sobre isso para o público que as acompanham. Dessa forma, elas passam positividade para outros ao contar par ao grande público. Isso pode motivar pessoas que estão passando por quadro semelhante a ficarem mais otimistas e acreditarem que é possível vencer a doença.

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Ellen Moraes Senra

Psicóloga e Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental

CRP 05/42764

Psicóloga atuando na área clínica através da abordagem cognitivo comportamental. Formada pelo Centro Universitário Celso Lisboa. Com curso de formação em Terapia Cognitiva Comportamental (TCC ) no Instituto Brasileiro De Hipnose, Educação e Psicologia (IBH). Atendimento individual à crianças, adolescentes e adultos

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