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Para refletir sobre o “9 de Maio”

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João José de Barros

Neste dia 9 de maio completam-se 271 anos da criação da Capitania de Mato Grosso, que mais tarde viria a ser o Estado de Mato Grosso, cuja comemoração foi instituída pelo Decreto nº 7.467, de 24 de abril de 2006. Seu nome deriva de uma de suas maiores riquezas, que são os recursos naturais, um dos principais ingredientes que garantem a pujança econômica.

Conhecido como o “estado do agronegócio”, Mato Grosso é rico e tem um crescimento do Produto Interno Bruto que está sempre acima da média nacional, fato várias vezes destacado pela mídia. Mas temos figurado também nas manchetes dentro do rol das unidades da federação em estado de calamidade financeira e com muita dificuldade para honrar com seus compromissos.

É algo a se pensar, a se refletir. Por que nossa riqueza de recursos e de produção não se reverte em benefício para o estado e os mato-grossenses? Como um polo de agronegócio, plantamos e criamos animais que em grande parte servem para abastecer indústrias de outros estados ou para exportação. Ou seja, fornecemos produtos primários cujo valor agregado é baixo.

Fornecemos a matéria-prima para os produtos que depois voltam para cá valendo muito mais, pois são manufaturados lá fora. Investir no desenvolvimento econômico de Mato Grosso também é incentivar a manufatura, a industrialização. Quer dizer geração de emprego e renda, aumento de arrecadação de impostos, uma maior circulação de dinheiro na economia.

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Ainda refletindo sobre o que comemorar neste 9 de maio, acredito que precisa haver vontade de mudar algumas fórmulas que já mostraram serem ineficientes. É o caso das isenções e incentivos fiscais. Está claro que não vêm cumprindo seu papel. Passou da hora de revermos, por exemplo, a Lei Kandir.

Ao regulamentar o ICMS – principal tributo estadual -, ela isentou o pagamento do imposto sobre as exportações de produtos primários, como itens agrícolas, semielaborados ou serviços. Não resta dúvida de que houve um incremento de competitividade nas exportações brasileiras, mas faltou prever um mecanismo eficiente de compensação para os estados que experimentaram perdas na arrecadação.

No âmbito da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (FENAFISCO), criamos recentemente um grupo que tem como objetivo estudar alternativas para essa lei complementar. Uma delas poderia ser o abatimento dos valores devidos aos estados exportadores nas dívidas que eles têm com a União, diminuindo assim uma carga que atualmente vem pesando bastante nas contas dos Executivos estaduais.

Nos orgulhamos de ser, como se costuma dizer, o “celeiro do Brasil”, mas é preciso que essa condição tenha reconhecido seu verdadeiro valor. E que Mato Grosso como um todo se beneficie disso. Isso passa também pela chamada justiça fiscal, como a FENAFISCO, em conjunto com a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (ANFIP), propõem com o movimento Reforma Tributária Solidária.

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(*) João José de Barros é presidente do Sindicato dos Fiscais de Tributos Estaduais de Mato Grosso (SINDIFISCO-MT)

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Como dormir bem pode ajudar a emagrecer?

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Uma noite bem dormida pode potencializar o emagrecimento

Uma boa noite de sono pode ser a parceira ideal para quem realiza atividades físicas regularmente, faz acompanhamento alimentar e segue todos os protocolos para emagrecimento. Isso porque, para quem está tentando perder peso, o quanto se dorme, e a qualidade desse sono, pode fazer muita diferença!

Entretanto, em meio ao stress e a rotina corrida, muitas pessoas não têm dormido o suficiente. Um estudo realizado nos Estados Unidos revelou que um em cada três adultos não dorme a quantidade necessária indicada pelos médicos, gastando menos de 7 horas por noite. Segundo a especialista em clínica médica e nutrição funcional, Sarina Occhipinti, perder peso quando se dorme nessas condições pode ser mais difícil. “São diversos fatores a serem somados. Os distúrbios do sono têm grande impacto no ganho de peso e alterações no metabolismo”, alerta.

Segundo outro estudo, também realizado nos Estados Unidos, dormir pouco pode aumentar as chances de obesidade em 89% em crianças e 55% em adultos. Para Sarina, a pessoa pode entrar em um ciclo vicioso, difícil de se livrar. “A perda de sono pode levar à obesidade que, por sua vez, pode levar à perda de sono”, sintetiza. “Nesse caso, é importante buscar ajuda de um especialista para iniciar um tratamento metabólico apropriado”, orienta.

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Dormir pouco dá fome!

Outro ponto importante é que pode ocorrer aumento de apetite em quem foi privado do sono. A razão disso está ligada a dois importantes hormônios: leptina e grelina.“A grelina é liberada pelo estômago para avisar ao cérebro que você está com fome. Já a leptina é liberada pelas células de gordura e sinaliza que você está satisfeito. Quando não se dorme o suficiente, o corpo produz mais grelina e menos leptina”, explica Sarina Occhipinti.

Diante dessas situações, Sarina Occhipinti dá três valiosas dicas para usar o sono a favor do emagrecimento:

1.    Coma alimentos leves antes de dormir

Comer em demasia ou abusar de alimentos gordurosos antes de dormir pode sobrecarregar o sistema digestivo e atrapalhar o sono. Opte por alimentos leves como frutas, legumes e verduras, caso queira comer uma proteina opte por carnes e peixes magros.

2.    Durma em total escuridão

Não desligar todos os aparelhos eletrônicos do quarto, mesmo aquelas pequenas luzes de stand by, pode afetar o sono. A luz azul de comprimento de onda curto, que é emitida em tablets e smartphones, interrompe a produção de melatonina no corpo e, como resultado, pode prejudicar o metabolismo.

“Em escuridão total, a produção de melatonina faz com que você se sinta sonolento e, ainda, pode ajudar na ativação de gordura marrom, que queima calorias”, explica Sarina.

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3.    Deixe o quarto em baixa temperatura

Dormir em temperaturas mais baixas pode ajudar a queimar mais calorias durante a noite. Uma razão provável é que os corpos trabalharam mais para elevar a temperatura do núcleo até uma temperatura estável. “Isso pode ajudar a queimar mais de 100 calorias em 24 horas de sono”, calcula Sarina.

Sobre Sarina Occhipinti

Sarina Occhipinti é especialista em Clínica Médica e em Nutrição Funcional, do Instituto Sari. Atua há 23 anos em ambulatório de obesidade e regulação hormonal, sendo também pós-graduada em Homeopatia e em Manutenção da Homeostase Endócrina e Prevenção de Doenças Relacionadas à Idade. Sarina é certificada em Bioquímica do Metabolismo aplicado à Obesidade e Doenças Crônicas e Degenerativas e em Endocrinologia Avançada pela A4M (Universidade de Washington). É também membro da American Anti-AgingAcademy, da Associação Brasileira de Ozonioterapia e da Associação de Médica de Prática Ortomolecular.

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Boa parte da imprensa esportiva precisa reconhecer seus erros

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Tem entrevista de jogador ou técnico? É ridícula a atitude de alguns repórteres da imprensa esportiva que tentam encontrar uma frase polêmica ou distorcer alguma fala. Tudo devido à necessidade de criar alguma discussão forçada e chata

(Imagem: Pixabay)

Recentemente, o Esporte Interativo esteve presente nos noticiários dos portais de internet do país. Infelizmente, foi por um motivo que envergonha a comunicação esportiva. No dia 7 de fevereiro, o Twitter da emissora utilizou a imagem de veado para informar o início do jogo entre São Paulo e Bragantino, pelo Campeonato Paulista. A atitude ridícula da emissora causou muita revolta entre torcedores e diretoria do clube. Esse foi mais um dos vários comportamentos questionáveis da imprensa esportiva atual.

Não é novidade nenhuma que boa parte da mídia esportiva se perde com o excesso de gracinhas. Tudo devido à busca por audiência, likes, retuítes e compartilhamentos. É comum vermos matérias e debates sensacionalistas ou posts sem senso crítico. O objetivo é conseguir audiência a qualquer custo, mesmo que coloque em risco a própria credibilidade. O que isso significa? Boa parte da imprensa esportiva precisa reconhecer seus erros e cobrar seriedade de si mesma antes de ficar com moralismos ou de cobrar seriedade no esporte.

Com a popularização da internet e das redes sociais, as mídias alternativas trouxeram aumento das páginas e sites de temática esportiva. Isso significou mais opções para o público que gosta de esporte escolher uma linha editorial de sua preferência. Ou seja, a quantidade veio acompanhada de pluralidade. Na TV, os canais e programas de esportes aumentaram junto com a facilidade em acessar a programação dessas emissoras. O que não significou aumento da pluralidade e da qualidade.

“Não é novidade nenhuma que boa parte da mídia esportiva se perde com o excesso de gracinhas. Tudo devido à busca por audiência, likes, retuítes e compartilhamentos”

É cada vez mais comum uma programação com assuntos repetitivos e, consequentemente, a falta de temas para discussão e pouca diversidade na programação, que faz com que as emissoras optem por polêmicas a todo o momento. Ainda há os sensacionalismos e invencionices, o que é um erro da imprensa esportiva. Ele levam a uma perca de qualidade e tira o pouco da credibilidade quando alguém da mídia esportiva faz cobranças pedindo esporte mais limpo.

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Muitos profissionais da mídia esportiva criticam a corrupção do esporte brasileiro. Realmente, vários jornalistas buscam assuntos relacionados ao tema, investigando de maneira aprofundada esse tipo de problema. Mas nem sempre essa atitude predomina. Na programação esportiva, não é novidade ver empresas cobrando moralidade e honestidade no esporte, mas o próprio veículo oferece pouco espaço para pautas relacionadas à corrupção e desonestidade dos dirigentes. Ou fazem coberturas bem pequenas destes acontecimentos. Trocam pautas que mostram a falta de transparência nas organizações esportivas pelo excesso de assuntos que levem ao riso ou matérias que mais parecem reportagens de revistas de celebridades.

Quando algum atleta brasileiro fracassa nas Olimpíadas, cansamos de ouvir a grande imprensa esportiva falar sobre a falta de apoio e investimento no esporte olímpico. Também ouvimos lamentações quando equipes tradicionais do futebol entram em decadência devido à desigualdade financeira no futebol. Se observarmos a programação de canais de esportes na TV fechada, há inúmeros programas de debates que tratam repetidamente dos mesmos temas. Será que não seria interessante utilizar alguns horários para dar visibilidade aos outros esportes? E mostrar equipes que não fazem parte da elite do futebol brasileiro?

Trocam pautas que mostram a falta de transparência nas organizações esportivas pelo excesso de assuntos que levem ao riso

Quantos debates tratam sobre a péssima gestão do esporte brasileiro e das dificuldades dos times menores? Quantos atletas olímpicos ficam sem visibilidade, já que só há espaço para a mesmice? A mídia esportiva tradicional trata pouco desses temas. O futebol é a preferência do brasileiro, isso é indiscutível. Mas qual o motivo de várias emissoras com 24 horas de programação esportiva exibirem conteúdo tão padronizado?

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Acompanhamos jornalistas exigindo seriedade dos dirigentes do futebol, ética dos jogadores, transparência e união dos clubes. E a realidade da grande imprensa esportiva atualmente é essa que eles exigem no futebol? Não. O que vemos são especulações de contratações, tentativas frustradas por um furo, gritaria sendo mais importante do que o senso crítico. Sem contar os jornalistas clubistas. São personagens caricatos com suas opiniões de torcedores, busca incessante por piadinhas e memes para provocar polêmicas.

Se a mídia esportiva alternativa deu a oportunidade para acompanharmos discussões e temas mais plurais com senso crítico, na TV aberta e fechada a opção é escolher entre o circo e as discussões que mais parecem um papo de pessoas em um bar após várias rodadas de cerveja. Como cobrar seriedade do nosso futebol se muitos que fazem a cobertura desse apaixonante esporte não são sérios em suas profissões?

A arbitragem do campeonato está ruim ou cometeu um erro? Opa! Oportunidade de audiência! Nesses momentos, em vez de discutirem melhorias ou analisarem os lances sem clubismos, alguns jornalistas da grande mídia esportiva preferem ficar no conforto das acusações de favorecimento a determinado time para inflar ainda mais a paixão dos torcedores. Ficam um bom tempo discutindo um lance que só é possível ter uma conclusão após a repetição do lance dezenas de vezes.

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“A arbitragem do campeonato está ruim ou cometeu um erro? Opa! Oportunidade de audiência!”

Treinador é demitido? Reclamam da falta de tempo para o treinador fazer seu trabalho, mas adoram criar dúvidas sobre a atuação de determinado técnico, mesmo que ele esteja pouco tempo em uma equipe. Questionam o comando de um treinador em relação a seu grupo, mesmo que não estejam no cotidiano da equipe. Insinuam que o time quer derrubar o técnico ou que o grupo está desunido – que pode até ser verdade – mas também pode ser falta de assunto e necessidade de criar polêmicas para ter o que falar no programa.

Tem entrevista de jogador ou técnico? É ridícula a atitude de alguns repórteres que tentam encontrar uma frase polêmica ou distorcer alguma fala, devido à necessidade de criar alguma discussão forçada e chata, além do desespero em ocupar o tempo dos vários programas de debate em um mesmo dia com os “mais variados assuntos”. Como a imprensa esportiva pode exigir ética dos clubes desse jeito?

As críticas não são para ofender todos os profissionais da comunicação esportiva. A ideia, aqui, é questionar algumas atitudes de certos jornalistas e empresas que trabalham na mídia esportiva. O jornalismo esportivo tradicional está perdendo o equilíbrio. Com o tempo, pode perder a credibilidade ou ser substituído por mídias alternativas.

É hora de a imprensa esportiva reconhecer seus erros para que não fiquem cobrando dos outros a seriedade e credibilidade que ela mesma vem se esquecendo de ter.

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Por Lucas Dorta. Jornalista formado pelas Faculdades Integradas de Jahu. E–mail: lucassouzadorta@hotmail.com.

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Como lidar com a pressão em concursos

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Todos os anos, milhares de pessoas ficam na expectativa para obter a tão aguardada aprovação em concursos, em vestibulares ou uma boa pontuação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além de ter um bom material, como, por exemplo, livros e apostilas, é necessário buscar organização, uma rotina de estudos e equilíbrio emocional. O modo como irá lidar com a situação vai refletir na execução e no resultado.

Leonardo Santos, diretor geral do Colégio e Curso Progressão

O planejamento de estudos é a primeira questão a ser cuidada. Para que o candidato tenha boas condições nas provas, é essencial a realização de um cronograma com todo horário. Uma sugestão é estabelecer diferentes grades de horários para cada atividade.

Por exemplo, reserve um tempo na semana para resolver provas anteriores das bancas que elaboram seu concurso. Defina quais os dias irá estudar resumos e fazer simulados. Dessa forma, fica mais fácil de seguir uma rotina.

Mas isso não irá adiantar, caso não leve a sério a programação. Para isso, busque seguir estratégias de estudo que te deixe mais motivado para continuar. A boa dica são os três D’s: determinação, dedicação e disciplina.

A determinação é o combustível que nos leva para frente. É a força que nos faz não desistir. É óbvio que durante os estudos podemos ter dificuldades, dúvidas ou até mesmo desânimo. Mas quando estamos determinados, ficamos dispostos a buscar a aprovação a todo custo. Portanto, não importa o que aconteça, siga em frente até o fim.

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Já a dedicação tem muito a ver com abdicação. É importante saber que, muitas vezes, será necessário deixar de lado alguns momentos de lazer com o intuito de se concentrar melhor nos estudos. Faça de tudo para manter o foco. Pense sempre nos objetivos futuros e se esforce na preparação.

A disciplina é uma grande aliada em todo o processo. Ela serve para ajudar a seguir um bom planejamento, horário de estudos e, principalmente, comprometimento consigo mesmo. Quando se tem uma mente disciplinada, é mais fácil aplicar no dia a dia uma rotina que irá auxiliá-lo a obter melhores resultados.

Outro ponto importante é a saúde do candidato. Não adianta em nada a pessoa se matar de estudar e no período da prova ficar doente. Por isso, é fundamental ter hábitos saudáveis. Tenha sempre uma alimentação saudável e pratique atividades físicas. Esses fatores vão dar mais energia e disposição para o candidato.

No entanto, mesmo tendo uma programação correta, é possível que a pessoa sinta dúvidas em sua própria capacidade. Para não desanimar, acredite que o concurso é uma grande fila e que sua vez vai chegar, desde que você faça uma preparação focada. Portanto, acredite no seu potencial. E pense sempre que hoje falta muito menos do que ontem para a conquista da vaga tão almejada.

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