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Policia Federal

PF investiga esquema milionário de lavagem de dinheiro praticado por grandes empresas em RO

Publicado

Porto velho/RO – A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal e com apoio logístico do Exército Brasileiro, deflagrou hoje (14/3) a Operação Dracma, com o objetivo de combater organização criminosa que atua na lavagem de capitais e evasão de divisas oriundas do tráfico internacional de drogas, além de sonegação fiscal, principalmente na cidade de Guajará-Mirim/RO.

 Cerca de 220 policiais federais e 22 servidores da Receita Federal participam da operação para dar cumprimento à 72 mandados de busca e apreensão, em diversas cidades dos Estados de Rondônia, Pará e Mato Grosso.

 A Justiça determinou, ainda, o afastamento preventivo dos principais investigados (gerentes e proprietários) das suas funções nas empresas envolvidas com o esquema criminoso e o sequestro de bens e valores dos investigados. Somados, os recursos bloqueados podem ultrapassar a cifra de R$ 70 milhões. 

Os 26 inquéritos policiais, 36 relatórios fiscais e 86 laudos de perícia financeira que compõem a investigação apontam que grandes empresas comerciais-exportadores do estado de Rondônia mantêm, há anos, atividades secundárias de captação e administração de capitais, remessa e conversão de câmbio, direta ou indiretamente, de pessoas físicas que se dedicam à prática do tráfico de drogas e outros crimes.

 

Em síntese, o esquema funcionava da seguinte forma:

 

  • Parte dos lucros que grandes empresas distribuidoras/exportadoras deveriam receber pela venda de produtos para Bolívia, ao invés de serem repatriados, eram encaminhados diretamente a cambistas daquele país para fim de custódia dos valores;
  • Traficantes estabelecidos em estados do Nordeste e no Pará remetiam de forma sistemática, nos últimos 10 anos, centenas de milhões de reais para contas correntes em nome de pequenas empresas e pessoas físicas em Rondônia. São as chamadas “contas de passagem”;
  • Após receberem os valores, essas intermediárias realizavam depósitos sucessivos nas grandes empresas distribuidoras/exportadoras do estado, as quais recepcionavam os recursos e emitiam “autorizações de pagamento”, uma espécie de cheque ou voucher que credenciava o portador a sacar o valor nele inscrito em algum cambista boliviano da cidade de Guayaramerin-BOL. Não havia emissão de qualquer nota fiscal para sustentar a licitude da transação;
  • Os portadores do “cheque ou voucher” sacavam os valores nos cambistas bolivianos e efetuavam o pagamento de drogas adquiridas naquele país;
  • Os traficantes na Bolívia, já remunerados, forneciam as drogas que abasteciam o tráfico em cidades nordestinas e do interior do Pará, fechando o ciclo criminoso de lavagem de capitais (dissimulação da origem e destino de valores espúrios) e evasão de divisas pelo sistema conhecido como “dólar-cabo” (sistema paralelo de remessa de valores ao exterior através de compensações financeiras extraoficiais entre os envolvidos). 
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A vantagem para as empresas de grande porte era a apresentação ao fisco de lucro formal aquém do efetivamente conquistado e o consequente pagamento de tributos “a menor”. Os intermediários recebiam entre um e cinco por cento dos valores recepcionados e encaminhados para o país vizinho, a título de remuneração. Além de agirem como instituições financeiras do tráfico de drogas, a partir de cruzamentos realizados pela Receita Federal, foi constatado ainda que as citadas empresas de grande porte se valiam irregularmente dos benefícios tributários destinados exclusivamente para a área de livre comércio de Guajará Mirim/RO.

 

Observou-se neste trabalho uma sistemática retirada de mercadorias da área beneficiada, sem o devido recolhimento de tributos. Essas mercadorias abasteceram irregularmente filiais das próprias empresas em diversas cidades de Rondônia ou eram revendidas diretamente para outros estados.

 

Projeções realizadas pela Receita Federal estimam que entre os anos de 2009 a 2016 aproximadamente R$ 2 bilhões em mercadorias foram retirados irregularmente pelas empresas investigadas da área de livre comércio irregularmente, com prejuízo aos cofres públicos, pelo não recolhimento de tributos federais, de aproximadamente R$ 300 milhões, não contabilizados eventuais juros e multas.

 

 

Às 11hoo, será realizada uma entrevista coletiva na sede da Policia Federal em Guajará-Mirim/RO, para informar os detalhes da operação e os resultados das diligências empreendidas hoje.

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***O nome da operação (DRACMA) é uma alusão à antiga moeda grega e à necessidade de seguir o rastro do dinheiro durante as investigações dessa natureza, analisando-se a dinâmica financeira estabelecida entre os investigados para se determinar o modus operandi e identificar os reais beneficiários do crime investigado.

Fonte: Polícia Federal
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Policia Federal

PF cumpre mandados em investigação de desvios na Eletronuclear

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Brasília/DF – A Polícia Federal deflagrou hoje (21/03) a Operação Descontaminação e cumpre 8 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 26 mandados de busca e apreensão, nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná e no DF. Os mandados foram expedidos pela 7° Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

A investigação decorre de elementos colhidos nas Operações Radioatividade, Pripyat e Irmandade, deflagradas pela PF anteriormente e, notadamente, em razão de colaboração premiada firmada pela Polícia Federal.

Será concedida entrevista coletiva hoje, às 16 hs, na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, situada na Av. Rodrigues Alves 01, na Praça Mauá.              

Fonte: Polícia Federal
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Policia Federal

PF investiga irregularidades em convênio firmado entre universidade e entidades em RS

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Porto Alegre/RS – A Polícia Federal deflagrou, nesta manhã (21/3), a Operação Alforje, para apurar desvios de recursos públicos relacionados a convênio firmado entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), através da Superintendência de Infraestrutura (SUINFRA), e a Fundação de Apoio à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS).

Cerca de 40 policiais federais cumprem 11 mandados de busca e apreensão, em Porto Alegre (9), Viamão (1) e Gravataí (1). A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de 05 (cinco) servidores públicos e medidas de bloqueio de contas e de veículos de pessoas investigadas.

De acordo com as investigações, o convênio estabeleceu o repasse de 11,4 milhões de reais à FAURGS, para elaboração conjunta de projetos nas áreas de engenharia e arquitetura, com vigência nos anos de 2015 a 2017. O inquérito apura pagamentos, com indicativo de irregularidades, em favor de beneficiários selecionados sem critérios técnicos e que, muitas vezes, já são vinculados à UFRGS ou à FAURGS. O esquema também funcionava para complementar a renda dos servidores da Universidade investigados, por meio do recebimento das bolsas. Há casos de profissionais com formação diversa da área objeto do convênio indicados como bolsistas do projeto. Os dados da execução e da prestação de contas também são mínimos ou inexistentes.

A suspeita é que mais de uma centena de pessoas pode ter sido indevidamente favorecida pela aplicação irregular dos recursos do convênio. Os investigados poderão responder por crimes como peculato, falsidade ideológica e associação criminosa.

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Será concedida entrevista coletiva às 10 horas de hoje (23), na Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul (Av. Ipiranga, 1365 – Porto Alegre).

 

 

 

*** Alforje é um tipo de bolsa composta por dois compartimentos, distribuídos de forma que o peso de um seja contrabalanceado pelo do outro.

 

Fonte: Polícia Federal
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Policia Federal

Operação Skunk combate tráfico de drogas no Rio Grande do Norte

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Natal/RN – A Polícia Federal deflagrou, hoje, 21/3, na Região Metropolitana de Natal, a Operação Skunk com o objetivo de desarticular uma quadrilha envolvida no tráfico da substância entorpecente conhecida pelo mesmo nome. O Skunk é uma versão da maconha resultante da manipulação que aumenta o nível de concentração do seu princípio ativo (THC).

Cerca de 25 policiais federais participam do cumprimento das ordens judiciais (5 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão temporária) requeridas e deferidas pela 1ª Vara Criminal de Parnamirim/RN.

As investigações da PF tiveram início logo após uma prisão de um traficante ocorrida no final de 2018, na cidade de Parnamirim. Naquela oportunidade, um suspeito foi surpreendido quando recebia, via Correios, uma encomenda de Skunk, postada noutro estado. Após o fato, as investigações continuaram e mais envolvidos no crime de tráfico de drogas foram identificados.

Os presos serão conduzidos para a sede da Polícia Federal, onde permanecerão à disposição da Justiça.

 

 

Fonte: Polícia Federal
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