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Nacional

PGR vai usar emails de Marcelo Odebrecht em inquérito contra Renan Calheiros

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Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) teve sua situação na Justiça ainda mais agravada com emails de Marcelo Odebrecht
Geraldo Magela/Agência Senado – 4.4.17

Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) teve sua situação na Justiça ainda mais agravada com emails de Marcelo Odebrecht

Uma série de emails apresentados à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo empresário Marcelo Odebrecht, delator da Operação Lava Jato, em abril e setembro deste ano, foram incluídos, nesta semana, no inquérito que investiga o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Neste inquérito, Renan é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro.

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De acordo com a PGR, os emails de Marcelo Odebrecht possuem informações que mostram uma “atuação concertada” entre Renan e Romero Jucá (MDB-PR), para agirem em benefício da empreiteira dentro do Congresso Nacional. No mesmo inquérito, é investigado o filho de Calheiros, Renan Filho (MDB), atual governador de Alagoas. 

Tal investigação começou em abril do ano passado, justamente após delações de outros ex-executivos da Odebrecht. Os delatores afirmaram ainda que a empreiteira chegou a realizar doações oficiais à campanha de Renan Filho, logo após discutir benefícios que seriam garantidos à Odebrecht pelo seu pai no Senado Federal. 

Em um desses emails apresentados por Marcelo, enviado em 2012, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho relata a Marcelo e a Carlos Fadigas – então presidente da Braskem, do grupo Odebrecht – uma reunião com o parlamentar em que uma primeira tentativa de prorrogação dos contratos foi acordada.

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“Ontem me reuni com Sen Renan, que incluiu uma emenda de relator e permitiu que Chesf fosse beneficiada até 2015. Vamos tentar ainda incluir possibilidade de renovação nas mesmas bases. Contudo já foi uma vitória!”, diz o email.

De acordo com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, “haveria uma atuação concertada entre Renan Calheiros e Romero Jucá” em agir em benefício da Odebrecht no Senado. 

Além disso, a procuradora conclui que “os novos dados que estão sendo juntados com esta manifestação reforçam que o grupo Odebrecht buscou o auxílio do Senador Renan Calheiros no tema referente aos contratos de energia das eletrointensivas”. Ainda segundo ela, “estes novos elementos também reforçam os indícios de que a atuação do Senador se deu durante todo o processo, passando pela MP 656 e a tentativa de derrubada do veto presidencial.”

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Além dos emails serem incluídos no inquérito, Dodge também pediu para que tal investigação seja prorrogada por mais 60 dias. A ideia é que esse tempo extra seja útil para que Marcelo Odebrecht encontre ainda mais provas contra Renan em seus arquivos. 

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Nacional

Grávida morre e marido fica ferido após caírem de deck no litoral de São Paulo

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Divulgação/Corpo de Bombeiros

Casal tirava uma foto quando a estrutura do deck cedeu e eles caíram de uma altura de 10 metros


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Uma mulher grávida , de 33 anos, morreu e o marido, 35, ficou gravemente ferido no sábado (14) após caírem de um deck com altura de 10 metros, localizado em uma pousada de São Sebastião, litoral de São Paulo. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, os dois estavam apoiados na estrutura para tirar fotos com a praia de Juquehy ao fundo e caíram nas pedras.

Após a queda, o casal foi socorrido e encaminhado ao pronto-socorro do Hospital das Clínicas, na região central. A mulher e o bebê, de cinco meses de gestação, não resistiram aos ferimentos, e o homem está internado. A Polícia Civil está investigando as causas do acidente 

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As vítimas são de São Bernardo do Campos, região metropolitana de São Paulo, e passavam o final de semana no litoral norte do estado. 

Fonte: IG Nacional
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“Não existe possibilidade de Covas deixar prefeitura”, diz presidente da Câmara

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Facebook/Reprodução

Eduardo Tuma é o atual presidente da Câmara Municipal de São Paulo.

O vereador Eduardo Tuma (PSDB) é o primeiro na linha de sucessão do poder municipal para assumir a Prefeitura de São Paulo caso o atual gestor, Bruno Covas (PSDB) seja afastado.

O câncer na região do estômago de Covas fez com que especulações fossem levantadas sobre Tuma assumir o cargo no Executivo. O parlamentar está no segundo mandato como presidente da Câmara de São Paulo e tem 38 anos. Ele foi reeleito com 48 votos e uma  abstenção neste domingo (15). 

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Caso o atual presidente da Câmara Municipal assuma o cargo de prefeito depois de um dia ao menos por um dia para substituir Covas , ele não vai poder concorrer ao cargo de vereador nas eleições de outubro de 2020.

“A Câmara tem sua responsabilidade e vai cumpri-la sempre que instada. Mas não trabalhamos com essa hipótese, até pelos resultados apontados. Se o Bruno , nesse período mais agressivo [de tratamento], tivesse apontado para possibilidade de maior licença, poderíamos discutir. Mas pelo contrário, ele está firme e forte”, disse Tuma a Folha de São Paulo. 

O vereador é amigo de Bruno Covas há 15 anos, filho de Renato Tuma, que chegou a ser secretário de Administração da gestão Celso Pitta e sobrinho do ex-senador Romeu Tuma. O parlamentar afirma que não há uma discussão travada com os aliados do prefeito sobre o que fazer caso Covas não possa ocupar o cargo. “Não trabalhamos com essa hipótese. Não existe.”

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Fonte: IG Nacional
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Indígenas viram alvo do governo com Funai e Ibama desmantelados

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Pública

Indígena Guajajara foi uma das vítimas da emboscada no Maranhão

É uma aberração o que acontece hoje com as populações nativas no Brasil. Estão matando suas lideranças sumariamente. Assassinaram neste ano sete representantes qualificados dessas comunidades, gente da linha de frente na defesa de suas culturas. Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), das 27 pessoas que morreram em 2019 no País por causa de conflitos no campo, sete eram líderes indígenas — é o maior número desde 2008. No ano passado, duas pessoas nessas condições foram assassinadas. Há um ambiente de permissividade crescente estimulado pelo governo de Jair Bolsonaro, que favorece atos de violência contra povos vulneráveis e empodera garimpeiros, madeireiros e grileiros interessados em explorar as riquezas das reservas indígenas.

Com a Funai e o Ibama desmantelados e o discurso de ódio às minorias prosperando, a estrutura de defesa dos territórios indígenas perdeu qualquer capacidade dissuasiva. Na visão de Bolsonaro, essas reservas ameaçam a soberania e são ocupadas por pessoas sem compromissos com a nacionalidade. É melhor deixar a terra nas mãos de destruidores brancos do que com os povos autóctones. Para Bolsonaro, os indígenas são adversários da civilização e gente não confiável. Promove-se a cultura do vale tudo para combater um adversário frágil e incapaz de reagir aos ataques desenfreados.

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Especialmente fustigado está sendo o grupo Guajajara, no Maranhão. Dois índios da etnia, Raimundo e Firmino Guajajara, morreram baleados. Outros quatro ficaram feridos em um atentado cometido sábado 7, na BR-226, em Jenipapo dos Vieiras, a 500 quilômetros de São Luís. No mesmo dia, morria em um hospital de Manaus, o ativista Humberto Lemos, da etnia tuyuca, agredido a pauladas na segunda-feira 2. O ministro da Justiça, Sergio Moro, determinou o envio da Força Nacional para o Maranhão para proteger os guajajaras. É uma medida de proteção reativa, que pode ajudar a controlar a situação local, mas não toca na raiz do problema. A defesa dos indígenas requer medidas preventivas e de repressão aos seus algozes.

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De uma hora para outra, o Estado brasileiro não só deixou de proteger as populações nativas como virou um agente promotor de agressões. O presidente Bolsonaro tem repetido que os indígenas já têm muita terra e que atrapalham o progresso do Brasil. Para ele, tratam-se de usurpadores. Existem hoje 800 mil indígenas no País. Pelo andar da carruagem, estão todos seriamente ameaçados por um governo, que mostra grande disposição para aniquilar culturas tradicionais e abrir caminho para um progresso doentio.

O ódio ao indígena é uma doença.

Com Funai e Ibama desmanteladas e o discurso de desprezo às minorias prosperando, os brasileiros nativos estão indefesos

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Fonte: IG Nacional
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