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Economia

Preço da gasolina nas refinarias sobe pela quinta vez em março

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Preço da gasolina nas refinarias já sofreu cinco aumentos no mês de março
Divulgação/Prefeitura de Paulínia

Preço da gasolina nas refinarias já sofreu cinco aumentos no mês de março

A Petrobras anunciou novo aumento no preço da gasolina nas refinarias, que está programado para esta sexta-feira (15). A elevação é a quarta seguida e quinta do mês de março, e confere à gasolina o valor do litro de R$ 1,7966. Já o valor do diesel foi mantido em R$ 2,1871.

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Somente no mês de março, o preço da gasolina acumula alta de 8,6% nas refinarias. O valor do litro entre os dias 2 e 15 saltou de R$ 1,6865 para R$ 1,7966. O avanço também chega aos postos, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na última semana, foi divulgado um balanço que apontou aumento de preço em 20 estados brasileiros e o Distrito Federal. O diesel nos postos também subiu, de R$ 3,444 para R$ 3,479, mas o maior aumento no período pesquisado foi o do etanol, que saltou de R$ 2,760 a R$ 2,868 (alta de 3,9%).

Em 2018, o governo anunciou o fim do programa de subvenção ao diesel, instituído pela União como resposta às demandas de caminhoneiros, que  paralisaram o País em greve que durou 11 dias, no fim de maio. Uma das principais reivindicações da categoria era a redução no preço do combustível, após uma série de aumentos decorrentes da nova política de preços adotada pela  Petrobras  em julho de 2017, que preza pela variação de acordo com o mercado internacional, ou seja, grandes altas e baixas são sentidas mais frequentemente nacionalmente. A oscilação é constante e, por consequência, o preço pago pelo consumidor final pode variar mais. 

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Segundo a professora Marcia Fleire Pedroza, do departamento de Economia da PUC-SP, “quando se atrela a política de preço às políticas internacionais, as variações são em cima de moedas internacionais. Não só o petróleo aumentou em termos internacionais como também o real se desvalorizou frente ao dólar. Então, por consequência, os preços são repassados para o preço nacional quando você usa essa política”, avalia.

Em março do ano passado, a estatal alterou também sua forma de reajustes, passando a divulgar os preços do litro da gasolina e do diesel vendidos pela companhia nas refinarias , não mais os percentuais de reajuste, forma anterior de divulgação.

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Desde a adoção do novo reajuste, em 2017, o preço da gasolina nas refinarias acumula alta de 37,23%. Já o diesel acumula aumento superior a 60% desde então.

Fonte: IG Economia
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Economia

Mais da metade dos servidores estaduais no País tem aposentadorias especiais

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Previdência Social
Agência Brasil

Mais da metade dos servidores estaduais no país tem aposentadoria especial


Ao defender a manutenção dos estados e municípios na reforma da Previdência , o secretário-adjunto da Previdência, Narlon Nogueira, disse que a maioria dos servidores estaduais tem regras especiais de aposentadoria. Eles são professores da educação básica, militares, policiais civis e agentes penitenciários — um universo que corresponde a 56% do total do quadro de pessoal estadual. Os 44% restantes estão enquadrados nas regras gerais.

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O secretário destacou que, no caso dos professores, por exemplo, a reforma da Previdência seria mais benéfica para estados e municípios em relação à União. Existem 1,520 milhão de professores estaduais e municipais, com prevalência de mulheres, na faixa etária média de 55 anos. Na União, são apenas 45 mil professores com aposentadoria .

A reforma altera os critérios das aposentadorias especiais, mas ainda mantém essas categorias com condições diferenciadas. No caso dos professores, a proposta fixa idade mínima de 60 anos (homens e mulheres) e dos policiais (federal, rodoviário, civil e agente penitenciário), em 55 anos.

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No caso das categorias com critérios diferenciados de aposentadoria, o grande impacto da reforma está nos estados e municípios. Reforço o que foi dito (…) a importância de que as mudanças valham para todos os entes — disse o secretário-adjunto, durante audiência na comissão especial da Previdência .

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Ele destacou também que a reforma assegura condições mais favoráveis aos policiais em relação aos demais servidores públicos. Entre elas, a possibilidade de se aposentar dez anos na frente, aos 55 anos e direito à integralidade (ultimo salário da carreira) e paridade (mesmo reajuste salarial da ativa) até 2013. No caso dos demais funcionários públicos que ingressaram até 2003, é preciso atingir idade minima de 65 anos (homem) e 62 anos (mulher) para manter essas duas vantagens.

Os policiais federais integram o lobby no Congresso contra a reforma e querem continuar com aposentadoria sem idade mínima.

Fonte: IG Economia
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Economia

Boeing Brasil – Commercial é o novo nome da Embraer na aviação comercial

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Avião da Embraer voando
Divulgação/Embraer

Venda de 80% da área comercial da Embraer à Boeing ainda causa discórdia entre especialistas


Depois de quase dois anos de negociação e passados seis meses da aprovação do acordo , Boeing e Embraer anunciaram, nesta quinta-feira (23), o nome de sua empresa conjunta para a aviação comercial: Boeing Brasil.

A marca Boeing Brasil –  Commercial ,  que exclui o tradicional nome da Embraer, faz jus ao termos da parceria acertada entre as aéreas, colocando a Boeing como agente principal da nova empresa – uma vez que a norte-americana controlará 80% desse negócio, deixando apenas 20% com a brasileira.

A retirada do nome da Embraer  da nova marca vai de encontro com a opinião do coordenador do Laboratório de Estudos das Indústrias Aeroespaciais e de Defesa da Unicamp, Marcos José Barbieri Ferreira, que diz não se conformar com a perda da companhia brasileira .

Para ele, o acordo Boeing-Embraer , ainda que alcance apenas a parte comercial da brasileira, representa o “desmonte” da terceira maior companhia aérea do mundo, que é a “única de defesa brasileira” e que já atua há quase 50 anos com “sucesso e tecnologia de ponta”.

Ferreira não é voz solitária. Além dele, outras entidades e representantes da sociedade questionaram essa parceria entre as empresas de aviação. Logo após o anúncio oficial do acordo, sindicatos de metalúrgicos e deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) moveram ações contra a fusão, uma vez que entendiam que o projeto brasileiro estava sendo “entregue” aos norte-americanos .

O próprio presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), chegou a cogitar vetar o acordo, por entender que ele punha em risco “a soberania nacional”, já que a aérea é um  “patrimônio” do Brasil . Na época, ele quase proibiu a fusão por meio da chamada golden share  – ação que dá ao governo o direito de proibir algumas mudanças na companhia. Depois, voltou atrás.

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De filé mignon a montadora


Avão da Embraer
Agência Brasil/Antônio Milena

Área comercial, que será controlada pela Boeing, é a maior da Embraer


A criação da Boeing Brasil – Commercial acontece a partir da área comercial da Embraer, que teve 80% de seu controle entregue à Boeing. Para o professor da Unicamp, esse setor que será vendido é justamente o que ele chama de o “filé mignon” da Embraer.

De acordo com Ferreira, desde meados de 2006 até os últimos anos, a Embraer detém cerca de 60% das encomendas do mercado de jatos comerciais de 70 a 130 assentos, o que gera mais ou menos 90% do lucro total da empresa. “Sendo assim, eu tirar a área comercial significa desestruturar a companhia: ela vai perder 60% da empresa e 90% do lucro. Isso já é o suficiente para dizer que esse acordo não vale a pena”, afirma.

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O professor também diz lamentar a perda de autonomia da Embraer para a tomada de decisões e desenvolvimento de modelos. Ele ressalta que a empresa, que tem todos os setores integrados, como acontece “em todas as grandes companhias do mundo”, será dividida, o que inevitavelmente causará perdas na sua capacidade. “Você rompe a estrutura de desenvolvimento da Embraer, a capacidade de desenvolver tem uma pespectiva de perda muito significativa”, pontua. 

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Para ele, a aérea brasileira tende a se tornar uma fábrica da Boeing . “No Brasil, vai ficar algo mais complementar, dificilmente voltaremos a projetar ou desenvolver aqui.  A Boeing, dentro da estratégia dela, vai olhar pra unidade brasileira como uma fábrica a mais. Eles vão decidir o que produzir aqui: para quem fazer, como fazer, o que desenvolver… Tudo vai ficar centralizado na Boeing”, explica. “A Embraer deve se tornar muito mais parecida com uma montadora de automóvel”, completa.

Institucionalmente, a Embraer destaca que a joint venture com a Boeing prevê a criação de uma nova companhia “focada na produção, desenvolvimento e comercialização de aeronaves comerciais, mas que as áreas da Aviação Executiva, Defesa e Segurança, Aviação Agrícola e os serviços relacionados a essas unidades de negócio não fazem parte da parceria estratégica com a Boeing”.

Empresa privada


Fachada da Boeing
Divulgação/Boeing

Para alguns, Boeing pode reforçar Embraer, mantendo-a ativa no mercado e sem risco de crise





Para Guilherme Amaral, sócio do escritório ASBZ Advogados e especializado em Direito Aeronáutico, no entanto, a parceria com a norte-americana não deveria fazer parte de uma discussão tão grande para o País, uma vez que se trata de uma empresa privada . “O negócio que foi feito é essencialmente privado, então essa insistência em procurar o que o Brasil ganha ou perde não faz muito sentido. Quem ganha ou perde são os acionistas”, afirma.

Uma das justificativas, inclusive, para o acordo entre as aéreas, é a de que a Embraer não conseguiria se segurar no mercado financeiro agora que outras duas gigantes da aviação,  Airbus e Bombardier , também se uniram.

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“É difícil dizer com certeza [se a Embraer seria prejudicada financeiramente], mas é muito provável que tivesse dificuldades grandes para lidar com a concorrência de Airbus e Bombardier juntas, outros players que estão crescendo”, diz. Além disso, Amaral pontua que, se não houvesse acordo com o Brasil, provavelmente a Boeing também entraria como competidora da Embraer, “com desenvolvimento próprio ou se aliando a algum outro player”, o que também poderia prejudicar as contas da Embraer.

Para ele,  a brasileira “ganha certa proteção e força” com a parceria para lidar com crises que, no futuro, “poderiam ameaçar a continuidade de seus negócios”. “Parece ser bom para as duas empresas. A Boeing ganha um portfólio mais completo de produtos e a Embraer ganha muito mais acesso ao mercado global, mais musculatura para enfrentar a competição.”

Também especialista em Direito Aeronátuico, Felipe Bonsenso Veneziano, associado do Pinheiro Neto Advogados, concorda. Para ele, a fusão faz com que a Embraer se posicione melhor no mercado e tenha “maior penetração entre os clientes”. “Além disso, a transação vai permitir uma questão até de investimentos. A Embraer no Brasil, que vai ser basicamente de jatos privados, terá recursos para produzir em pesquisa, tecnologia e desenvolvimento dos produtos”, diz.

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Os argumentos dos advogados, no entanto, não convencem o professor da Unicamp. “É verdade que a Embraer provavelmente perderia mercado. Ninguém consegue manter 60% das encomendas para sempre”, reflete. “Mas isso não quer dizer que a empresa precisaria deixar de existir. Uma coisa é perder um pouco de mercado, mas continuar sendo grande. A outra é dizer que você não tem condições de existir nesse mercado. E a Embraer tem.”

Fonte: IG Economia
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Economia

Contribuição de jovens para a Previdência foi a que mais caiu nos últimos anos

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Jovens sentados com carteiras de trabalho em mãos
Divulgação

Entre 2012 e 2018, número de homens que contribuem para a Previdência caiu, enquanto o de mulheres subiu


Jovens entre 18 e 24 anos estão contribuindo menos para a Previdência. Conforme antecipou a coluna de Ancelmo Gois no jornal O Globo , a proporção da população nessa faixa etária que recolhe para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou para o Regime Previdenciário dos Servidores (RGPS) caiu de 36,5%, em 2012, para 28,9% em 2018.

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A segunda maior queda foi entre os contribuintes da Previdência Social foi registrado na população com idades entre 25 e 34 anos: a proporção passou de 50,7% para 48,6%, nos mesmos seis anos. 

“Se esses números refletissem o adiamento da entrada no mercado de trabalho (por motivos de estudo, por exemplo), esperaríamos que essa perda fosse compensada com maiores rendimentos no futuro”, ressalta a pesquisa, que revela que não foi isso que aconteceu.

“O que os dados mostram é que a taxa de frequência escolar não se alterou para o grupo dos desassistidos, e a queda observada também ocorre quando restringimos a análise somente aos jovens que trabalham (excluindo os estudantes e os nem-nem)”, ressalta.

Houve aumento na proporção de contribuintes entre a população da faixa etária entre 45 e 54 anos (44,7% em 2012 para 47% em 2016). No grupo de pessoas com idade entre 35 e 44 anos, a proporção se manteve praticamente estável, passando de 50,7% da população para 51,5% nesse período. Já entre aqueles com idades de 55 a 64 anos, a proporção de contribuintes subiu de 26,4% para 28,9%.

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No recorte por gênero, houve uma queda nas contribuições da população masculina, passando de 51,8% em 2012 para 48,4% em 2018. Já a população feminina registrou uma leve alta, passando de 36% para 36,8%.

Escolaridade

O estudo aponta, ainda, que a proporção varia consideravelmente dependendo do grau de escolaridade. “Enquanto 63,8% da população com Ensino Superior (completo ou incompleto) contribui para a Previdência, somente 24% daqueles com baixa escolaridade (menos que Ensino Fundamental) possuem essa garantia”, informa a pesquisa.

Entre a população com ensino fundamental incompleto, a proporção de contribuintes caiu de 25,6% em 2012 para 24% em 2016. Já na população com fundamental completo, a proporção passou de 38,3% para 33,7% no período.

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Entre aqueles que possuem o ensino médio completo, o percentual saiu de 54,3% para 48,1%. Já na população com ensino superior completo ou incompleto, a proporção de pessoas que recolhem para a Previdência passou de 68,4% para 63,8%, entre 2012 e 2016.

Fonte: IG Economia
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