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Economia

Preço da gasolina subiu quase o dobro da inflação em 2018

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Preço da gasolina subiu 7,24% em 2018, enquanto a inflação oficial foi de 3,75%
Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

Preço da gasolina subiu 7,24% em 2018, enquanto a inflação oficial foi de 3,75%

O preço da gasolina subiu 7,24% no acumulado de 2018, valor que representa quase o dobro da inflação oficial (IPCA) daquele ano, que foi de 3,75%. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O combustível foi um dos principais componentes para a alta dos preços no ano passado. Em 12 meses, a elevação do preço da gasolina teve impacto de 0,31 ponto percentual no IPCA, segundo o IBGE.

A alta dos preços de combustíveis vem desde o ano de 2017 e reflete a política de liberdade de preços da Petrobras, adotada durante o governo de Michel Temer (MDB), sobretudo no período em que a estatal fora liderada por Pedro Parente. As variações acompanhavam o mercado internacional, o que onerou os consumidores e foi uma das causas para a greve dos caminhoneiros .

Marcia Fleire Pedroza, do Departamento de Economia da PUC-SP, avalia que “quando se atrela a política de preço às políticas internacionais, as variações são em cima de moedas internacionais. Não só o petróleo aumentou em termos internacionais como também o real se desvalorizou frente ao dólar. Então, por consequência, os preços são repassados para o preço nacional quando você usa essa política.”

Dependente do transporte rodoviário, o Brasil virou refém dos anseios dos caminhoneiros, que paralisaram o País exigindo a redução do preço do diesel e trazendo uma série de efeitos à economia brasileira, como o Produto Interno Bruto (PIB), que, segundo o ex-presidente Temer, poderia ter chegado a 3,5% não fosse a greve de caminhoneiros .

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Após a greve, o então presidente da Petrobras, Pedro Parente , renunciou ao cargo. O governo brasileiro cedeu, garantiu subsídio ao diesel e pôs fim à greve, e os combustíveis passaram a oscilar com menor frequência e intensidade com a intervenção.

Preço da gasolina nas refinarias

Preço da gasolina nas refinarias é cotado a R$ 1,4624
Divulgação/Governo de Pernambuco

Preço da gasolina nas refinarias é cotado a R$ 1,4624

Apesar de a gasolina ter registrado grande aumento no acumulado do ano passado, nas refinarias houve redução de preços. A cadeia entre a gasolina vendida pela Petrobras e o preço dos postos de combustíveis é longa e, com as inseguranças da economia, o lucro de distribuidoras passou a aumentar, explicando a falta de repasses ao consumidor final no preço da gasolina e do diesel.

Após uma semana de quedas, o preço da gasolina nas refinarias subiu nesta sexta-feira (11), alcançando R$ 1,4624. Em 14 setembro de 2018 foi registrado o maior valor para o litro após a greve dos caminhoneiros: R$ 2,2514. O diesel, por sua vez, é vendido a R$ 1,9009, sendo que o maior valor no período foi de R$ 2,3606, entre os dias dois e 24 de outubro.

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Economia

Câmara aprova texto-base da nova lei de licitações

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Câmara dos Deputados
Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Câmara aprova texto-base da nova lei de licitações


O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (25), o texto-base do projeto da nova Lei de Licitações . Os destaques apresentados à matéria serão votados nesta quarta-feira, conforme um acordo entre os partidos, para permitir, antes disso, a votação de quatro projetos de lei relacionados a desastres com barragens. O acerto foi feito a pedido dos deputados que fazem parte da Comissão Externa de Brumadinho , que apura a tragédia causada pelo rompimento de uma barragem no município mineiro, no início deste ano. 

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 A proposta dá uma nova roupagem à legislação em vigor – editada há 25 anos e considerada defasada. Após passar pela Câmara – onde recebeu 117 emendas – o texto da nova lei das licitações seguirá para o Senado. Segundo Coutinho, um dos objetivos da nova lei é punir o mau uso do dinheiro público.

“É um grande avanço em que todos vão ganhar: União, estados e municípios. A inovação tem como base experiências detectadas ao redor do mundo”, afirmou o relator, deputado Augusto Coutinho (Solidariedade-PE).

Entre os principais pontos do projeto está a exigência de contratação de um seguro de 30% para obras com valores acima de R$ 200 milhões. Se a empreiteira não terminar o projeto , a seguradora conclui a obra ou ressarce o órgão público. Alguns críticos afirmam que o dispositivo poderá prejudicar, principalmente, as empresas de menor porte, que não têm fôlego para pagar um seguro equivalente a um terço do total orçado para o empreendimento. Mas o relator não concorda com essa interpretação.

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“O seguro-garantia para a execução das obras vai fazer com que os grandes projetos tenham continuidade. Haverá uma mudança importante, para melhor”, destacou Coutinho.

O projeto reduz de 90 para 45 dias o prazo para que os órgãos públicos paguem as empresas responsáveis pela execução dos projetos licitados. O atraso no repasse permite a cobrança de juros e correção monetária. Os pagamentos serão feitos por ordem cronológica, pela data dos contratos. O relator explicou que a medida tem como finalidade a redução dos atrasos e evitar a paralisação de obras públicas.

“O pagamento será sequenciado. O gestor não paga a quem ele quiser. Terá que cumprir uma sequência, uma ordem cronológica, em que é sempre preciso quitar uma dívida anterior antes de ir para frente”, enfatizou o parlamentar.

Penas maiores para fraudes

O texto prevê, ainda, a ampliação do limite de dispensa de licitação para contratações. Em obras de engenharia, haverá um aumento de  R$ 33 mil para R$ 100 mil. Na modalidade de serviços, o valor subir de R$ 17,5 mil para R$ 33 mil. Pelo projeto, a pena para infrações em processos licitatórios aumentará para quatro a oito anos de prisão. Atualmente, a reclusão é por um período de três a seis anos. Também está prevista no texto a possibilidade de interceptação telefônica e até prisão preventiva durante as investigações.

Modalidades como tomada de preços e convite serão extintas com a nova lei. A inversão de fases passará a ser a regra: primeiro se julga a proposta e depois são cobrados os documentos de habilitação do vencedor.

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Outro ponto destacado pelo relator no projeto da Lei das Licitações é a criação, até 2023, de um portal nacional de transparência. Nele, serão divulgadas todas as licitações no Brasil. Qualquer cidadão terá, pela internet, acesso a editais, lances e a situação das obras contratadas. 

Fonte: IG Economia
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Economia

Bilionários dos EUA pedem mais impostos para eles mesmos

Publicado

IstoÉ Dinheiro

abigail disney, george soros e chris hughes
Fotos: Divulgação/Montagem: iG Arte

Abigail Disney, George Soros e Chris Hughes são alguns dos bilionários que defendem a taxação dos mais ricos

Alguns dos maiores bilionários dos Estados Unidos se uniram para pedir mais impostos para eles mesmos e outros detentores de grandes fortunas. Em carta aos candidatos à presidência nas eleições de 2020, nomes como Abigail Disney, uma das herdeiras do complexo de animação e entretenimento, George Soros, magnata famoso por suas ações filantrópicas, e Chris Hughes, um dos fundadores do Facebook, defendem a taxação dos mais ricos para o financiamento de programas sociais.

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“Estamos escrevendo para chamar todos os candidatos à presidência, sejam eles republicanos ou democratas, para apoiar um imposto sobre a fortuna moderada de um décimo dos 1% mais ricos dos americanos – sobre nós”, disse o comunicado postado no jornal The New York Times nesta segunda-feira (24).

O documento foi assinado por 18 representantes de algumas das famílias mais ricas dos EUA, incluindo Molly Munger, Louise e Robert Bowditch, Sean Eldridge, Stephen English, Agnes e Catherine Gund, Nick Hanauer, Arnold Hiatt, Regan Pritzker, Justin Rosenstein, Stephen Silberstein, Ian Simmons e Liesel Pritzker Simmons.

A carta aberta afirma que a medida faz parte das propostas de campanha dos democratas Elizabeth Warren , Beto O’Rourke e Pete Buttigieg, mas que “algumas ideias são importantes demais aos Estados Unidos para que façam parte de apenas algumas plataformas de candidatos.”

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O texto expõe que o valor acumulado por um décimo dos 1% mais abastados do país é equivalente ao total da poupança de 90% das famílias norte-americanas. Os bilionários defendem que o valor dos impostos sejam investidos em ações sociais, como o combate ao aquecimento global , construção de creches, empréstimos para pessoas de baixa renda, entre outras áreas.

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“Aqueles de nós que estão assinando esta carta desfrutam de fortunas incomuns, mas cada um de nós quer viver em uma América que resolva os maiores desafios do nosso futuro comum”, afirmou o grupo. 

Fonte: IG Economia
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Economia

Novo acordo da Lava Jato prevê devolução de R$ 819 milhões à Petrobras

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sede da petrobras
Fernando Frazão/Agência Brasil

Documento se refere a ilícitos cometidos por cerca de 40 pessoas ligadas ao grupo Technip em prejuízo da Petrobras

Um acordo de leniência firmado pela força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba com o grupo Technip prevê a devolução de R$ 819 milhões à Petrobras. O anúncio foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta terça-feira (25), faltando apenas a homologação do acordo pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF (5CCR) para que seja concretizado.

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O documento, que se refere a ilícitos cometidos por cerca de 40 pessoas ligadas à Technip em prejuízo da Petrobras , foi firmado no último dia 24 de junho. A empresa participou da construção de pelo menos cinco plataformas de petróleo da Petrobras e foi delatada por um operador financeiro. Depois disso, buscou as autoridades brasileiras para confessar os crimes.

Segundo o MPF do Paraná, o trato celebrado nesta semana é parte de um acordo global e de uma negociação multilateral internacional envolvendo entes como a Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O valor global a ser pago pela empresa é de R$ 1,1 bilhão (US$ 296 milhões), dos quais R$ 819,7 milhões (equivalente a US$ 214,3 milhões) serão pagos no Brasil e destinados à Petrobras. Desse montante, R$ 630,6 milhões‬ correspondem à reparação de danos e devolução de lucros e R$ 189,1 milhões ao pagamento de multa prevista na Lei de Improbidade Administrativa .

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Os valores serão pagos em três parcelas no prazo de dois anos, sendo a primeira em até 30 dias após a assinatura do acordo.

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De acordo com balanço da força-tarefa de Curitiba, o montante recuperado pela Lava Jato a partir de acordos de leniência já chega a R$ 11,7 bilhões. Caso sejam considerados os acordos de colaboração premiada, renúncias voluntárias e repatriações do exterior, o total a ser reavisto pela Operação soma R$ 13, 9 bilhões.

Fonte: IG Economia
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