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Saúde

Rio está sem inseticida para combater dengue, chikungunya e zika

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Fumacê inseticidas
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Estado do Rio está sem estoque de inseticidas para realizar o controle de mosquitos

O estado do Rio de Janeiro está com falta de inseticidas utilizados no controle de mosquitos Aedes Aegypti adultos, transmissores da zika, da chikungunya e da dengue. A normalização do estoque depende de repasse dos inseticidas pelo Ministério da Saúde, que são comprados por meio de licitação internacional.

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As informações são superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mário Sérgio Ribeiro, durante audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). “Nossa expectativa é que os números de casos diminuam com a chegada do inverno para não termos que depender tanto dos inseticidas ”, disse.

Estatística

Ribeiro apresentou dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde das arboviroses. Entre janeiro e 4 de junho deste ano, houve 41.888 casos de chikungunya , 20.622 casos de dengue e 1.005 pessoas infectadas por zika . Ao todo, 13 pessoas morreram, todas vítimas da chikungunya, sendo 10 no município do Rio.

A presidente da Comissão de Saúde da Alerj , deputada Martha Rocha (PDT), declarou estar preocupada com a situação. “Temos um diagnóstico alarmante. Já foram 13 mortes por chikungunya este ano, sendo que os especialistas ainda afirmam que a doença não é totalmente conhecida. Também há constantes falhas no diagnóstico e agora a notícia do desabastecimento de inseticidas. Vejo dias muito difíceis no setor de saúde estadual”, disse.

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O deputado Márcio Gualberto (PSL) disse ser necessária uma melhor campanha de conscientização da população. “É preciso mudar a cultura para que a população faça a prevenção contra o mosquito dentro de casa, não deixando água parada, entre outras ações. Também acho que deva ter uma maior integração entre os poderes públicos municipais, estadual e federal para superarmos as epidemias”, disse.

Ministério da Saúde

Em uma nota informativa divulgada no dia 30 de maio, o Ministério da Saúde informou que a  Secretaria de Vigilância em Saúde está trabalhando na tentativa de minimizar os problemas causados pela falta do inseticida. Segundo a nota, devido ao desabastecimento, que atingiu não apenas o Rio de Janeiro mas também outras unidades da Federação, houve a tentativa de empréstimo do inseticida com outros países da América do Sul, mas não havia disponibilidade do produto.

“Dessa forma, devido o desabastecimento, reforça-se a necessidade da intensificação das ações de rotina visando diminuir a transmissão de casos, com a realização de visita casa a casa, resgate de imóveis pendentes, mobilização da população e mutirões de limpeza. As ações de controle vetorial devem ser planejadas para serem executadas de forma permanente, promovendo a articulação sistemática com todos os setores do município (educação, sanemaneto, limpeza urbana, etc)”, informa a nota.

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De acordo com dados divulgados pelo ministério, o estado do Rio recebeu 17.800 litros de inseticidas para combater o  Aedes Aegypti   ao longo do ano de 2018 e 4.800 litros até o dia 30 de abril. 

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Número de pessoas obesas supera o de famintos pela primeira vez, aponta ONU

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IstoÉ

Está acontecendo uma mudança radical do mapa da fome no mundo. O problema agora não é tanto a falta de comida, mas o alimento de má qualidade. Na ultima segunda 10, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou prévias de seu relatório que apontam para elevação do número de pessoas com sobrepeso em relação à quantidade de famintos. Segundo o diretor geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, “pela primeira vez teremos mais pessoas obesas do que com fome”. As declarações foram feitas durante a abertura do Simpósio Internacional dos Alimentos, em Roma. O documento final sobre segurança alimentar, elaborado por várias agências da ONU, sairá em julho.

Hoje, mais de dois bilhões de adultos com dezoito anos ou mais estão acima do peso e mais de 670 milhões são considerados obesos. Além disso, o aumento da prevalência de obesidade entre 2000 e 2016 foi mais rápido do que o sobrepeso em todas as idades. Quanto ao número de famintos, a FAO estima em 821 milhões de pessoas.

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Níveis de gordura

Os vilões da obesidade, que envolve deficiências de micronutrientes, são os biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrigerantes e o macarrão instantâneo, entre outros alimentos ultraprocessados. Esses alimentos são produzidos com ingredientes artificiais, contêm altos níveis de gorduras saturadas, açúcares refinados, sal e aditivos químicos e, em alguns casos, podem conter resíduos químicos de petróleo e carvão. “Agora a obesidade está em toda parte sem distinção entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos”, diz Graziano, que atribui esse fenômeno a mudanças de hábitos de consumo ligadas à urbanização e a dietas baseadas em fast-food.

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Fonte: IG Saúde
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Saúde

Anvisa recolhe remédios para pressão alta com princípio da ‘sartanas’

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Farmácia
shutterstock/Reprodução

Remédios com princípio de ‘sartanas’ são recolhidos


Sem alarde, mas com cerco total aos fabricantes, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recolheu das drogarias e distribuidoras em todo o Brasil, nas últimas semanas, remédios para pressão alta com o princípio da ‘sartanas’, produzidos por seis laboratórios. O alerta da OMS foi mundial, por impurezas encontradas na formulação dos remédios.

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Embora a Anvisa alerte que o risco de efeito colateral seja muito baixo, o alto grau de ‘nitrosaminas’ (as impurezas detectadas nos comprimidos) “têm potencial ou provável risco de causar câncer caso os medicamentos sejam consumidos todos os dias, em sua dose máxima, durante cinco anos seguidos”. A despeito da ação da Anvisa, há risco de muitos lotes de remédios estarem em comercialização na praça.

De acordo com comunicado no site da Anvisa , estudos apontam que, neste cenário, o risco de câncer em pacientes é de um caso para cada grupo de 60 mil pessoas.

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É considerável o número de recolhimentos de diferentes  remédios do laboratório EMS por irregularidades. Numa lista da Agência, há 40 notificações para produtos do laboratório nos últimos dois anos. A assessoria não respondeu até o fechamento.

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Fonte: IG Saúde
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Saúde

Cientistas transformam sangue do tipo A em doador universal

Publicado

Olhar Digital

cientista
shutterstock/Reprodução

Cientistas transformam sangue do tipo A em doador universal

Um artigo publicado na revista Nature, na última segunda-feira (10), promete revolucionar o mundo da medicina e microbiologia. Cientistas da University of British Columbia, de Vancouver, no Canadá, foram capazes de converter o sangue do tipo A em doador universal , com características semelhantes às do tipo O. Para realizar esse feito, eles aplicaram enzimas encontradas em bactérias naturais do intestino humano.

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A pesquisa tem como base o fato de as células de sangue  tipo O não possuírem açúcar em sua superfície – os carboidratos estão diretamente ligados à superfície de células dos sangues A, B e AB. A técnica utilizada até então era a remoção dos carboidratos incompatíveis das hemácias, para torná-las neutras como as de um sangue tipo O. Essas formas de conversão, no entanto, têm um custo muito elevado, o que torna a aplicação inviável.

Para colocar o experimento em prática, a equipe precisou isolar e mapear o DNA bacteriano de uma amostra de fezes humanas, fazendo uso de uma técnica de engenharia genética. Os pesquisadores cortaram o fragmento do DNA para reproduzi-lo em cópias in vitro de bactérias Escherichia coli. Entre vários genes decodificados, os cientistas descobriram que essas enzimas são oriundas de uma outra bactéria intestinal, chamada Flavonifractor plautiique.Elas convertem o antígeno A em antígeno H do sangue tipo O, através de um intermediário de galactosamina.

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Não há dúvidas de que esta descoberta é crucial para a otimização de vários procedimentos, como a transfusão de sangue e o transplante de órgãos. O próprio estudo se inspirou nesse cenário de desequilíbrio nos suprimentos sanguíneos, uma vez que o sangue A, segundo tipo mais comum entre humanos, não é compatível com todos os outros tipos. A busca por uma enzima com grande disponibilidade e capaz de quebrar os açúcares das células sanguíneas parece ter sido finalmente recompensada.

Um trecho do artigo explica as possibilidades da pesquisa: “A altíssima atividade e especificidade dessas enzimas, tanto nas soluções isoladas, quanto no sangue, faz com que sejam candidatas extremamente promissoras na implementação [de técnicas] nas rotinas automatizadas já existentes [em laboratórios] para coleta, processamento e armazenamento sanguíneo”.

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A tendência é que, com essa técnica, o estoque de hemocentros tem potencial para dobrar de tamanho, já que o sangue tipo A representa praticamente 30% da disponibilidade de tipos    sanguíneos  em todo o mundo. Os pesquisadores reforçam que o processo utiliza baixas cargas enzimais em um mecanismo único, que poupa tempo e recursos. No entanto, ainda há muita pesquisa pelo caminho até que hospitais e hemocentros sejam capazes de usufruir dessa tecnologia em larga escala. 

Fonte: IG Saúde
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