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Nacional

Rodrigo Maia quer que governo não interfira na eleição para presidente da Câmara

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Ainda durante a campanha, Rodrigo Maia declarou apoio a agenda econômica de Bolsonaro e falou sobre a Reforma da Presidência já em busca de apoio para reeleição na Presidência da Câmara
Reprodução/Agência Brasil

Ainda durante a campanha, Rodrigo Maia declarou apoio a agenda econômica de Bolsonaro e falou sobre a Reforma da Presidência já em busca de apoio para reeleição na Presidência da Câmara

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), espera que o Palácio do Planalto de mantenha neutro durante a disputa para o comando da Casa, que ocorrerá em fevereiro, deixando que os partidos representados na assembléia escolham livremente qual candidato vai apoiar. Maia deverá se candidatar à reeleição, apesar de não admitir isso oficialmente.

Em entrevista à jornalista Andreia Sadi na manhã desta segunda-feira, Rodrigo Maia disse que “inteferência do governo tem sempre um risco. Deixe que os partidos se organizem. Ainda é muito cedo, mas ideal é neutralidade”, afirmou o deputado que já conversou sobre o assunto com diversos parlamantares, inclusive de oposição, que enxergam no representante do Democratas, uma chance de evitar que a Presidência da Câmara fique com alguém mais radical, provavelmente ligado ao PSL.

A quem defenda isso. Mais de um candidato do mesmo partido do presidente eleito já colocaram seus nomes à disposição na eleição para presidente da Casa, incluindo Luciano Bivar, presidente do PSL e deputado reeleito. Bolsonaro, no entanto, tem dito que eleger aquele que será o terceiro na linha sucessória (atrás apenas do presidente e do vice) seria “concentrar poder demais” nas mãos de um único partido e que não tem intenção de interferir na eleição para presidente da Câmara, um discurso com o qual Rodrigo Maia se alinha agora.

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Como quem escolhe não assumir um lado, geralmente acaba assumindo o lado de quem já está na frente da disputar, Bolsonaro acaba abrindo espaço para que Maia se reeleja, mas o presidente tem sofrido muita pressão de integrantes de seu próprio partido e de outros membros de sua base aliada pelo grande espaço que tem dado ao Democratas, partido de Rodrigo Maia, na formação da equipe ministerial.

Até agora, além do ministro extraordinário de transição, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que assumirá o Ministério da Casa Civil no futuro governo, Jair Bolsonaro já escolheu a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) para o Ministério da Agricultura e o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) para o Ministério da Saúde, deixando nas mãos do partido três pastas de primeiro escalão do governo.

Futuro governo Bolsonaro tem mostrado dificuldades na articulação política e já desistiu de aprovar alguns projetos ainda este ano, como a Reforma da Previdência
Divulgação/ Facebook Jair Messias Bolsonaro

Futuro governo Bolsonaro tem mostrado dificuldades na articulação política e já desistiu de aprovar alguns projetos ainda este ano, como a Reforma da Previdência

Nesse ponto, o discurso de Bolsonaro e do próprio Democratas também segue aliados. Tanto o presidente eleito quanto o presidente do DEM, prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, e o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmam que os ministros escolhidos não foram indicações do partido, mas das bancadas temáticas que pertencem
: no caso, a bancada ruralista e a bancada da saúde; e que, por coincidência, eles pertencem ao mesmo partido.

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A  aproximação de Bolsonaro com o DEM é fortemente negada pelo futuro presidente por conta de sua promessa de campanha de acabar com a política do “toma lá, dá cá” que indica nomes ligados a partidos políticos para aumentar a base de apoio do governo no Congresso Nacional e, assim, conseguir aprovar projetos de interesse do poder executivo federal.

No entanto, até agora, os três nomes indicados do mesmo partido atrapalham o discurso de Bolsonaro de fazer um governo livre de suspeitas de corrupção, já que os três indicados são alvos de processos que investigam crimes de caixa 2, fraudes em licitação ou mesmo corrupção. Sobre isso, Bolsonaro declarou que qualquer ministro que virar réu ou tiver contra si uma denúncia robusta será afastado do cargo, mas que o governo não está livre de escolher alguém “que não tenha alguns problemas”.

“Uma vez que uma denúncia for tornando-se robusta, transformando aquela pessoa em réu, nós vamos tomar alguma providência. O Onyx [Lorenzoni (DEM)] está ciente disso, entre outros que nós temos conversado também”, afirmou Bolsonaro ao ser questionado sobre a situação do futuro ministro da Casa Civil e antes de continuar “mas é muito difícil hoje em dia você pegar alguém que não tenha alguns problemas, por menores que sejam. Os menores, logicamente, nós vamos ter que absorver. Se o problema ficar vultoso, você tem que tomar uma providência”, completou.

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Bolsonaro prometeu não interferir na eleição para presidente da Câmara, mas colocou condição de escolhido não
Reprodução/TV Globo

Bolsonaro prometeu não interferir na eleição para presidente da Câmara, mas colocou condição de escolhido não “travar” pautas do governo

Além disso, apesar do discurso de não querer inteferir na eleição para presidente da Câmara dos Deputados, Bolsonaro tem conhecimento da importância do cargo que tem o poder para definir quais projetos serão pautados e colocados em votação, incluindo aqueles chamados de “pautas-bomba” já que causam problemas, geralmente orçamentários, ao governo federal
.

Por isso, o presidente eleito também colocou como condicionante para não interferir na escolha do futuro líder da Casa que o escolhido “não trave a pauta” do governo e, internamente, deu a missão à Rodrigo Maia de tentar aprovar projetos de interesse do governo ainda este ano, antes da posse, como o Projeto de Lei (PL) 7.180/2014 popularmente conhecido como “Escola Sem partido” que tramita nas comissões da Câmara, mas tem sido barrado pela oposição
.

A missão de Maia, por sua vez, também passa por conseguir o apoio de outros partidos. Num cenário do futuro Congresso com uma alta renovação e fragmentação partidária, o desafio do atual presidente em busca da reeleição é costurar uma ampla coalizão como fez há dois anos. Por isso, o dpeutado tem articulado nos bastidores o apoio de aliados à sua candidatura, inclusive integrantes do PRB, como interlocutores do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que cogitam lançar um nome próprio, que seria o do deputado João Campos (PRB-GO).

Além deste, Rodrigo Maia também flerta com o apoio do Progressistas, partido do chamado “Centrão”, que quer, em troca do voto a Maia, votar matérias na Câmara que afrouxem punições a crimes cometidos por alvos de investigações policiais, como a Lava Jato. Segundo Andreia Sadi, no entanto, para evitar desgastes na disputa da Câmara, aliados de Maia defendem que a discussão comece no Senado, mas ainda não chegaram a um consenso.

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Morre o ex-presidente da Câmara Ibsen Pinheiro

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Morreu na noite desta sexta-feira (24), aos 84 anos, o ex-deputado Ibsen Pinheiro (MDB-RS). Ibsen foi presidente da Câmara dos Deputados entre 1991 e 1993, quando conduziu o início do processo de impeachment do então presidente Fernando Collor, em 1992.

O ex-deputado fazia tratamento de saúde no Hospital Dom Vicente Scherer, na Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre, quando teve uma parada cardiorrespiratória. O velório está sendo realizado na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, até as 16h de hoje.

Nascido em São Borja em 5 de julho de 1935, Ibsen foi deputado federal por quatro mandatos, de 1983 a 2011, sempre pelo PMDB. Como deputado constituinte (1987), ajudou a elaborar a atual Constituição, promulgada em outubro de 1988.

Também foi presidente do PMDB do Rio Grande do Sul, deputado estadual e vereador. Antes de entrar para a política, trabalhou como jornalista, procurador de Justiça e promotor. Foi ainda advogado e dirigente do Sport Club Internacional.

Em maio de 1994, diante do escândalo do Orçamento, Ibsen Pinheiro o mandato de deputado federal cassado. A ação criminal, entretanto, foi arquivada por falta de provas em 1995. Ele se elegeu novamente deputado federal em 2006.

O atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, lamentou a morte de Ibsen Pinheiro. Em mensgem no Twitter, Maia afirmou que Ibsen presidiu a Câmara “com muita seriedade, num dos momentos mais importantes da democracia brasileira”.  Em outra postagem, Maia disse que Ibsen foi um um exemplo para ele. “Tive a oportunidade de conviver e aprender muito com ele. Perdemos um homem público diferenciado.”

Também no Twitter, o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, destacou a importância política de Ibsen Pinheiro na história do Brasil, lembrando sua coragem pessoal e a grande capacidade de compreensão e análise do cenário político brasileiro. O ministro disse tambem que Ibsen foi “um bom amigo” que fez ao longo da vida.

*Com informações da Agência Câmara

Edição: Nádia Franco

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Mourão inaugura estátua de D. Pedro I em São Paulo

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O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, participou hoje (25), dia do aniversário de 466 anos de São Paulo, da cerimônia da inauguração da estátua de D. Pedro I, no Parque da Independência, próximo à Casa do Grito. A estátua foi doada pela maçonaria da cidade, levando em consideração que D. Pedro I era maçon.

“Feliz oportunidade de encontramos em São Paulo quando se comemoram os 466 anos da cidade para homenagear aquele que aqui neste local proclamou a independência do Brasil. É ocasião para nós brasileiros ainda hoje, em pleno século 21, refletirmos sobre o significado do 7 de setembro para nossa história”, disse Mourão.

Ele lembrou que foi no local onde está o Parque da Independência que  D. Pedro I soube de fatos que poderiam atrapalhar a autonomia do país, e que a guerra pela independência já acontecia desde junho anterior. “Foi aí que ele declarou que todas as tropas tropas e navios enviadas ao Brasil sem seu consentimento seriam rechaçadas de armas na mão.”

Mourão falou à plateia que, antes de D. Pedro I declarar a independência, uma sucessão de atos foi dando forma à autonomia do Brasil, como a formação do primeiro ministério do país, a convocação de um conselho e procuradores gerais, eleitos pelas províncias, a determinação de que nenhuma lei vinda de Portugal seria cumprida sem consentimento do príncipe regente e a convocação de uma assembleia constituinte.

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Mourão disse que, depois de uma situação política insustentável, D. Pedro I pediu a união em busca da independência. Diante de constatação de que não havia interesse de Portugal em ceder, mas, sim, em colonizar o país. Foi, então, que D Pedro I declarou a independência e tornou a nação soberana, acrescentou.

“Aquele foi um dia de festa, assim como hoje, nesta brava, dinâmica e incansável São Paulo, que nasceu na fé do Colégio dos Jesuítas e foi forjada pela coragem dos Carvalhos, Buenos, Tibiriçás e outros homens e mulheres. Felizes somos nós cidadãos de um país que nasceu livre e desassombrado na procura de espaço e prosperidade, vocação cuja sínteses está plasmada nesta cidade. Viva São Paulo, viva o Brasil, saúde , força e união”, finalizou.

Edição: Maria Claudia

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Ex-presidente da Câmara Ibsen Pinheiro morre em Porto Alegre aos 84 anos

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Morreu na noite desta sexta-feira (24) aos 84 anos o ex-deputado Ibsen Pinheiro (MDB-RS), presidente da Câmara dos Deputados entre 1991 e 1993, quando conduziu a votação que autorizou o Senado a abrir o processo de impeachment contra o ex-presidente Fernando Collor, em 1992.

Acervo Câmara dos Deputados
Ibsen Pinheiro foi deputado por quatro legislaturas, sempre pelo PMDB (hoje MDB)

Conforme informações da imprensa gaúcha, Ibsen realizava um tratamento de saúde no hospital Dom Vicente Scherer, na Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre, quando teve uma parada cardiorrespiratória. O velório está sendo realizado na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, até as 16h de hoje.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, lamentou a morte em suas redes sociais. “Com muita tristeza, recebo a notícia da morte do ex-presidente da Câmara, deputado Ibsen Pinheiro. Ele presidiu a Casa com muita seriedade, num dos momentos mais importantes da democracia brasileira. Ibsen foi um exemplo para mim, tive a oportunidade de conviver e aprender muito com ele. Perdemos um homem público diferenciado”, afirmou.

O MDB do Rio Grande do Sul divulgou nota na qual afirma que “a perda desse grande companheiro – uma das mentes mais brilhantes da política brasileira – deixa um vazio no coração do MDB de todo o Rio Grande do Sul e do Brasil”.

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Nascido em São Borja em 5 de julho de 1935, Ibsen foi deputado federal por quatro mandatos, de 1983 a 2011, sempre pelo PMDB. Como deputado constituinte (1987), ajudou a elaborar a atual Constituição, promulgada em outubro de 1988.

Também foi presidente do PMDB do Rio Grande do Sul, deputado estadual e vereador. Antes de entrar para a política, atuou como jornalista, procurador de justiça e promotor. Foi ainda advogado e dirigente do Sport Club Internacional.

Em maio de 1994, diante do escândalo do Orçamento, Ibsen teve o seu mandato cassado por 296 votos favoráveis, 139 contra e 24 abstenções. A ação criminal, entretanto, foi arquivada por falta de provas em 1995. Ele se reelegeu deputado federal em 2006.

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