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“Temos que tirar pequeno produtor do patamar de baixa tecnologia”, diz ministra

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A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse nesta quarta-feira (4) que um dos grandes desafios do Ministério da Agricultura para 2020 é melhorar o acesso à tecnologia e assistência técnica para os pequenos agricultores brasileiros. A afirmação foi feita durante a abertura do Agrocenário 2020, evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), em Brasília.

“Nós temos que tirar o pequeno agricultor do patamar de baixa tecnologia, de baixa renda. Os pequenos agricultores precisam entrar no sistema produtivo como a grande agricultura comercial faz. Vamos fazer isso através da ciência, da tecnologia, da pesquisa da nossa Embrapa, levando a eles tudo o que o produtor empresarial foi buscar nessa tecnologia”, disse.

Em discurso, a ministra também destacou que o agronegócio brasileiro é uma grande potência mundial que aquece a economia, garante segurança alimentar para um bilhão de pessoas em mais de 160 países.

“Nós temos aí uma agricultura que, além de puxar o PIB [Produto Interno Bruto] do Brasil, é ainda uma agricultura sustentável, gera emprego de qualidade nos mais remotos rincões desse país. (…) Olha as oportunidades que temos a oferecer, além da segurança alimentar para seu povo, ainda exportar alimentos de qualidade para mais de 160 países do mundo”.

De acordo com dados divulgados, ontem (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os resultados das Contas Nacionais Trimestrais referentes ao terceiro trimestre deste ano apresentaram crescimento de 0,6% no Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, em relação ao trimestre anterior. A agropecuária foi o setor que registrou a maior alta, de 1,3%.

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Em entrevista aos jornalistas após o evento, a ministra afirmou que a expectativa para 2020 é que a safra de grãos e supere os resultados dos anos anteriores e o Brasil continue na liderança da produção agrícola mundial.

“Nós temos aí uma previsão de uma grande safra para o ano que vem. Agora as chuvas se regularizaram e a gente espera que continue bem e que nós vamos bater outro recorde. O Brasil vai continuar sendo celeiro de grãos e de proteínas para o Brasil e para o mundo”,

Entre as ações do Ministério que podem contribuir para o fortalecimento da agropecuária brasileira, Tereza Cristina citou o programa AgroNordeste, a abertura de novos mercados e a capacitação técnica de pequenos agricultores. “Estamos trabalhando com todos os setores para que a agricultura continue a aquecer e a desempenhar o papel fundamental que ela tem no abastecimento da mesa dos brasileiros e de muitos países parceiros”.

Questionada sobre a possibilidade de reabertura das exportações brasileiras de carne bovina in natura para os Estados Unidos, a ministra ressaltou que as negociações técnicas levam tempo, mas que o Brasil está buscando prospectar outros mercados tão importantes quanto o norte-americano. “Todos os mercados são prioritários para o Brasil, pelo tamanho, pelo gigantismo da nossa pecuária, nós temos o maior rebanho bovino do mundo (….) Temos aí muita proteína para mostrar para o mundo”, disse a ministra.

Tereza Cristina acrescentou que o mercado global de carne passa por um período de transição em razão da alta demanda da China por proteína animal, já que o país teve perdas significativas de animais por causa da peste suína africana. “Estamos vivendo um momento de transição muito bom, é bom que os pecuaristas possam investir mais no seu negócio, melhorar o desfrute do nosso rebanho, produzir uma quantidade maior de proteínas, porque o mundo está ansioso por essa proteína, não só do Brasil, mas o mundo todo, pelo problema que vive hoje o mercado chinês, que é um grande mercado, e tem mudado o cenário internacional das proteínas”.

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Agrocenário

Em sua segunda edição, o Agrocenário 2020 destacou o tema “Cultivando o Progresso da Agricultura Brasileira” e reuniu autoridades, líderes do setor, representantes do setor produtivo, além de empresários, pesquisadores e estudantes.

O evento tem como objetivo resgatar os fatos mais relevantes de 2019 e colocá-los em perspectiva para os próximos anos. Foram debatidos temas como crédito rural, acordos comerciais, inovação, sustentabilidade, entre outros.

Informações à imprensaimprensa@agricultura.gov.br

Fonte: MAPA GOV
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Aviso de Pauta: Ministério divulga dados sobre PNCRC Vegetal

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulga na próxima segunda-feira (16) os resultados do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal) realizado entre 2015 e 2018. O PNCRC monitora tanto resíduos de agrotóxicos como de contaminantes químicos e biológicos em produtos de origem vegetal. 

Quem dará a entrevista será o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Glauco Bertoldo e o coordenador-geral de Qualidade Vegetal, Hugo Caruso. 

Serviço: Entrevista Coletiva sobre os resultados do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal) 

Quando: Dia 16 de dezembro (segunda-feira), às 14h30 

Local: Auditório Olacyr de Moraes do Ministério da Agricultura – Esplanada dos Ministérios, Bloco D, Térreo

Informações à Imprensaimprensa@agricultura.gov.br

Fonte: MAPA GOV
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Pescadores de áreas atingidas pelo óleo vão receber auxílio emergencial a partir de segunda-feira (16)

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O auxílio emergencial concedido a 65.983 pescadores profissionais artesanais de áreas afetadas pela mancha de óleo no litoral brasileiro começa a ser pago na próxima segunda-feira (16). O pagamento segue o calendário de escalonamento dos benefícios sociais, que define o dia do saque conforme o final do Número de Identificação Social (NIS) do beneficiário.

O pagamento será feito pela Caixa entre os dias 16 e 23 de dezembro.

Veja o calendário

Os pagamentos podem ser realizados de acordo com o calendário de escalonamento dos benefícios sociais, conforme segue:

Final do NIS             Data início de pagamento

Finais 1, 2, 3, 4 e 5    16/dezFinal 6                         17/dezFinal 7                         18/dezFinal 8                         19/dezFinal 9                         20/dezFinal 0                         23/dez

Os pescadores poderão retirar o dinheiro com o cartão social em qualquer canal da Caixa, como casas lotéricas, terminais de autoatendimento e correspondentes Caixa Aqui. Os que não têm o cartão poderão sacar em qualquer agência do banco com a apresentação de documento de identificação com foto.

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O auxílio emergencial pecuniário foi criado pela Medida Provisória nº 908/2019 e beneficia pescadores que atuam em municípios dos nove estados do Nordeste, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo atingidos pelo vazamento de óleo. O profissional precisa estar inscrito no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), em situação ativa nas categorias peixes, crustáceos, moluscos e outros, que atuam em área estuarina ou marinha.

O auxílio emergencial corresponde ao valor total de R$ 1.996, que será dividido e pago em duas parcelas de R$ 998. Esse benefício não interfere no recebimento do seguro-defeso pelos pescadores conforme legislação específica.

Pescadores profissionais artesanais

São considerados pescadores profissionais artesanais aquelas pessoas físicas que exercem a pesca com fins comerciais de forma autônoma ou em regime de economia familiar.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) encaminhou a relação dos pescadores ativos no sistema do RGP baseada na lista de municípios atingidos pelo óleo, conforme mapeamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ao Ministério da Cidadania que fará o pagamento dos beneficiários via Caixa Econômica Federal. Os pescadores que se encontram suspensos ou cancelados no sistema do RGP não terão direito ao benefício.

Abaixo a relação por número de RGP dos beneficiários, dividida por estado:

Alagoas

Bahia

Ceará

Espírito Santo

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Maranhão

Paraíba

Pernambuco

Rio Grande do Norte

Rio de Janeiro

Piauí

Sergipe


Informações à imprensa:
imprensa@agricultura.gov.br 

Fonte: MAPA GOV
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Ministra destaca que prioridade da agropecuária é abastecer mercado interno

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A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou nesta sexta-feira (13) que a prioridade do setor agropecuário é abastecer o mercado brasileiro e depois atender a demanda externa. “Nosso mercado é sempre muito importante, a segurança que a gente tem que dar para nossa sociedade, para os brasileiros”, disse.

A abertura de mercado externo, segundo a ministra, além de permitir o equilíbrio dos preços, também contribui para a melhoria da qualidade da produção nacional. “Então, é sempre muito boa essa possibilidade. A medida que você abre novos mercados, você também sobe a régua da qualidade. Por isso que é importante a gente ver aqui a qualidade”, argumentou a ministra, citando a possibilidade de exportação de lácteos para a China. “Temos um mercado interno grande, um mercado interno robusto”, afirmou.

Na tarde desta sexta-feira, a ministra participou da inauguração do Complexo Avícola da Dália Alimentos, na comunidade de Palmas, em Arroio do Meio (RS). O frigorífico tem capacidade inicial de abate para 55 mil aves/dia, fábrica de farinhas de origem animal e fábrica de rações. O investimento foi de R$ 96 milhões e o início do abate está agendado para o dia 27 de janeiro de 2020.

Participaram da cerimônia o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke; o presidente do Conselho de Administração da Dália Alimentos, Gilberto Antônio Piccinini; e o presidente Executivo da cooperativa, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas; além de parlamentares.

Leite

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Antes da inauguração, a ministra visitou uma unidade de produção de leite da Dália Alimentos, com ordenha robotizada. A cooperativa tem quatro condomínios com tecnologia de ponta, nos municípios de Nova Bréscia, Arroio do Meio, Candelária e Roca Sales. Cada empreendimento conta com três robôs para a ordenha das vacas. A cooperativa investiu cerca de R$ 6 milhões em cada granja, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Para a ministra, o modelo adotado pela Dália Alimentos pode ser o caminho para a melhoria do setor leiteiro do país. “Estamos vendo este modelo diferente. É um modelo inédito. Eu vejo que pode ser uma das soluções para o problema do leite. Essa cadeia vai ter que trabalhar, e nós estamos trabalhando muito nessa cadeia desde o nosso primeiro dia no Ministério”, afirmou.  “Estou muito esperançosa, achando isso aqui muito diferente, primeiro mundo. Enfim, temos que ver como viabilizar outros sistemas de condomínio, como esses que a cooperativa está fazendo”, completou.

A ministra entende que é necessário profissionalizar o setor leiteiro e aprimorar os métodos de produção para elevar a produtividade e baixar o custo de produção. “A grande maioria dos pequenos produtores produz leite. Agora, o leite tem um problema de custo, que no Brasil ainda é alto. Estamos vendo aqui outros modelos de produção, que a gente pode fazer para levar os pequenos produtores a um modelo que seja mais produtivo, que lhes dê renda, porque senão a gente vai continuar tendo problemas”, disse.

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O projeto da Dália Alimentos reúne pequenos produtores num modelo associativo de produção leiteira. Cada condomínio tem capacidade para alojar 262 animais, sendo 210 vacas em lactação, com ordenha robotizada por meio de um sistema tecnológico sueco. A produção é de 6,5 mil litros/dia, totalizando 2.372.500 litros/ano. O leite é produzido em um local único, com otimização de recursos, equipamentos, mão de obra e tempo investido. Os animais recebem assistência técnica intensiva e alimento balanceado e regular, o que impacta na produtividade e na eficiência.

Informações à imprensa:imprensa@agricultura.gov.br

Fonte: MAPA GOV
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