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Mato Grosso

Tenente do Corpo de Bombeiros relata buscas do piloto em Peixoto de Azevedo

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O Tenente Rodrigo Fonseca, do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, fez um relato da missão de busca do piloto Maicon Semencio Esteves (27) desaparecido desde sábado (03.11) e encontrado nesta quarta (07/1).

O acidente aconteceu próximo ao distrito de União do Norte, município de Peixoto de Azevedo. O piloto sobrevoava a floresta num voo rasante quando caiu, possivelmente por pane seca. Na queda se iniciou um incêndio e na saída às pressas, o piloto Maicon Semencio Esteves (27) queimou braços, mãos e face. Usando o celular, ele viu que a estrada estava perto, mas a bússola indicava um caminho reto pela floresta. Quando tentou caminhar pela vegetação fechada encontrou dificuldade porque é impossível fazer o deslocamento em linha reta, já que é preciso contornar árvores e cipós. Nessas voltas ele se perdeu, não encontrou a estrada e andou muito mais do que esperava andar.

O acidente foi testemunhado por um agricultor que estava mais ou menos a 500 metros do local da queda, arando a terra. Ele viu o momento em que avião desceu rapidamente e não subiu. O trabalhador foi até uma fazenda próxima e avisou aos demais na sede para chamar o socorro. Na segunda-feira foram vistos galhos quebrados por pessoas que começaram as buscas e pelos dois PMs, que encontraram a porta do avião aberta e um canivete a alguns metros da aeronave, o que indicava o deslocamento do piloto.

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O chamado via Ciosp ao Corpo de Bombeiros só foi realizado às 11h da segunda-feira. Até esse momento o CBM ainda não tinha sido acionado. No mesmo dia, já às 14h30 bombeiros da unidade de Colíder, com os militares Ten BM Fonseca, Sgt BM Veloso e Sd BM Evaristo iniciaram as buscas. Todo deslocamento é dificultado pela distância de Colíder até o distrito de União do Norte e de lá até o local da queda do avião dentro da floresta.

Na terça-feira de manhã os bombeiros retomaram as buscas, caminharam entre 4 e 5 km em linha reta na mata fechada, mas no total isso significa uma distância muito maior. Durante toda terça-feira os bombeiros ficaram dentro da floresta, não saíram, não foram vistos pelos policiais militares nem pelas pessoas das fazendas. Gritaram e soltaram fogos na esperança de que o piloto respondesse.

Na quarta de manhã cedo chegaram os bombeiros de Sorriso com o cão de busca. Neste dia o CBM coordenou um grupo de 30 trabalhadores da fazenda São João. O gerente da fazenda destacou os homens, munidos de facões para o apoio aos bombeiros. Com esse reforço o CBM montou uma linha de busca, o pente fino, assim encontraram o piloto próximo a um córrego. Depois de caminhar por muito tempo, o piloto parou nesse local, durante os quatro dias ele bebeu água. Estava muito debilitado pelas queimaduras, pelos arranhões causados por espinhos na mata e por machucados no pé de tanto caminhar.

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Para proteger o rosto dos espinhos o piloto ficou com capacete de voo, isso dificultou a percepção dos fogos e dos chamados que foram feitos durante toda a terça-feira, o dia que os bombeiros mais fizeram buscas e que ficaram mais tempo na mata. Quando encontraram o piloto, cansado sem condições de caminhar mais, devido ao cansaço, tinha feridas abertas e insetos causando mais danos à pele. Ele comeu somente as bolachas que tinha consigo, durante todo esse tempo. A 200 metros do local em que ele foi encontrado havia uma clareira para onde ele foi transportado em uma maca improvisada.

Nesse local, uma caminhonete particular foi responsável por o transportar até o distrito de União do Norte. Lá uma unidade de resgate do município de Peixoto de Azevedo prestou os primeiros socorros nos ferimentos e aplicou soro.

Os bombeiros durante a busca se feriram em urtigas, espinhos e encontraram um grupo de queixadas (porcos do mato) agressivos. Eles foram dormir à meia-noite e estavam na mata assim que o sol nascia.

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Mato Grosso

O papel do auditor interno no combate à corrupção

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Em 20 de novembro se comemora o dia do auditor interno. Na administração pública, o papel desse profssional tem alcançado uma abrangência cada vez maior.

Se antes estava limitado a questões contábeis e financeiras, tem hoje uma competência muito maior, que envolve o aperfeiçoamento da gestão pública, o fortalecimento do controle interno, a conduta de servidores, o processamentos de fornecedores, a transparência e o combate à corrupção.

Ao menos nos últimos 10 anos, os Auditores Internos da Controladoria Geral do Estado – CGE (antiga AGE) têm se destacado em contribuir com a revelação de ilícitos praticados no âmbito da administração pública.

São casos em que a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (DEFAZ), o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) e Promotorias do Ministério Público instauram procedimentos de investigação a partir de auditorias realizadas por auditores da CGE, ou essas subsidiam investigações já em curso naqueles órgãos.

É raro que alguma investigação desses órgãos, quando relacionada com a Administração Pública, não tenha trabalhos realizados pelos Auditores do Estado.

Mas não são raras as críticas, tanto de pessoas comuns quanto de nobres analistas, que, sem perdão ou capacidade de compreensão das limitações do controle interno, disparam: “do que adianta isso agora? depois da casa arrombada, do roubo realizado, do prejuízo causado…”

Mas o que poucos sabem, até porque a notícia comum desperta pouco interesse, é que há um intenso trabalho sendo realizado pelos Auditores do Estado, no sentido de fortalecer os controles internos e inibir a possibilidade de ocorrências de fraudes. É isso mesmo: as coisas poderiam ter sido muito piores se não houvesse essa atuação.

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Atualmente, 50% dos auditores da CGE estão alocados nessa atividade e no ano de 2018 realizaram avaliação dos controles internos de 24 órgãos, que representam 90% do orçamento do Estado. Foram avaliadas também 8 unidades centrais responsáveis pelos sistemas de contratações, transferências, patrimônio, contabilidade, financeiro, orçamento, gestão de pessoas e previdência, além da avaliação de 6 atividades fnalísticas, como gestão escolar e gestão hospitalar.

O modelo dessas auditorias de avaliação dos controles internos segue normas internacionais, especificamente o COSO.

Nesse trabalho, que ocorre de forma cíclica e permanente, busca-se mais que detectar as falhas de aderências a normas e procedimentos. O propósito maior é  identificar as causas dessas falhas,  através do mapeamento das vulnerabilidades de controle nas dimensões de pessoas envolvidas no processo, o processo em si, a estrutura organizacional, a infraestrutura física e a tecnológica, além da existência e segurança dos sistemas relacionados à atividade.

O foco é direcionado para as causas (vulnerabilidades do controle), pois o importante nesse modelo de atua ção é tornar os sistemas de controle mais robustos e eficientes, para que sejam capazes de inibir os riscos de falhas e fraudes. Isso ocorre, por exemplo, quando identificamos que os sistemas informatizados não apresentam a segurança necessárias às transações:financeiras, contábeis,  de aquisições,  de folha de pagamento e de controle do patrimônio.

Outro exemplo é quando detectamos que o processo não está adequadamente mapeado, os fluxos apresentam falhas, quando há ausência de segregação de funções e de definições de alçadas de autorização ou quando identificamos que as pessoas envolvidas no processo não foram devidamente capacitadas ou apresentam perfil inadequado para as funções do setor.

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Tudo isso começa numa fase denominada de mapeamento de riscos, na qual estabelecemos o Nível de Significância para o Controle. É esse indicador que vai determinar o esforço e a força de trabalho que vamos dedicar a cada órgão, atividade ou processo.

O trabalho não se encerra com a conclusão da Auditoria, segue em processo em que auxilia os órgãos e gestores na definição das providências que serão adotadas para fortalecer o sistema de controles internos. Ao final, ainda é realizado o monitoramento a fim de certificar se as ações realizadas são de fato suficientemente adequadas para proteger o patrimônio público de eventuais fraudes e desvios e garantir a melhoria dos serviços públicos.

É claro que continuaremos dando resposta  imediata e com a mesma efetividade sempre que ocorrer algum desvio dentro da administração pública estadual, no sentido de contribuir com a revelação do ilícito e das pessoas envolvidas.

Mas os auditores internos, essencialmente, buscarão combater a corrupção através do fortalecimento dos sistemas de controle a fim de inibir as possibilidades de fraudes e desvios.

*José Alves Pereira Filho é Auditor do Estado e Secretário-Adjunto de Controle Preventivo na CGE-MT.

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Mato Grosso

Estudantes de Chapada apresentam trabalhos na área de Ciências Humanas

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“Despertar para os desafios da humanidade” foi o tema proposto pela comunidade escolar da Escola Plena Cel. Rafael de Siqueira, em Chapada dos Guimarães (69 km de Cuiabá), durante a apresentação dos trabalhos da Feira do Conhecimento da unidade. Foram dois dias de evento, com a apresentação das pesquisas nas diversas áreas de ensino.

De acordo com a coordenadora pedagógica da escola, Laura Khalil Ahmad, a feira tem como objetivo proporcionar aos estudantes um estudo mais aprofundado sobre temas que já foram estudados em sala de aula, trazendo um universo maior de informações.

No segundo dia de apresentações, os trabalhos foram baseados em temas relacionados à sociologia, história, geografia e outros conteúdos de Ciências Humanas. Em uma das salas, estudantes do 2º ano abordaram a xenofobia, que é o preconceito caraterizado pela aversão, hostilidade, repúdio e ódio contra estrangeiros, por meio de um teatro de sombras.

“Os alunos decidiram o tema por conta própria, foram dois meses de pesquisa, estudos e de construção das cenas e das narrativas”, contou Laura. Episódios de xenofobia que aconteceram no país foram encenados pelos estudantes, que moram em uma região turística de Mato Grosso e recebem centenas de turistas ao ano.

Klezya Moreira, de 17 anos, foi uma das estudantes que participou da encenação, para ela, a experiência foi tocante. “O texto é baseado em fatos reais. Buscamos histórias de refugiados que estão no país. Então, pensar que isso aconteceu em nosso território, ver o nosso povo agindo dessa forma, é muito triste, é tocante”, ressaltou.

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Do outro lado do pátio, estudantes do 1º ano criaram uma sala voltada à história e cultura da Síria, país árabe que se encontra em guerra civil há sete anos.

Para a professora Camila Rodrigues, que coordenou a pesquisa, a sala mostra o “lado b” do país, que é conhecido mundialmente por conta dos conflitos. “A Síria não é guerra. A pesquisa simboliza exatamente isso, que há cultura, que há história e vivência. Além disso, mostra que nós, brasileiros, temos muita influência da cultura árabe”, ressaltou.

A estudante Libia Oliveira, de 15 anos, guiou os visitantes na sala, que puderam conferir detalhes da vestimenta típica, a riqueza dos contos, como Aladim, Ali Babá e Mil e Uma Noites. Além disso, falaram sobre a culinária e costumes.

“Tudo que nós fizemos foi com base em muita pesquisa e com a ajuda da coordenadora Laura, que é árabe, veio para o Brasil quando criança. Todas as peças que estamos expondo são de seu acervo pessoal”, disse Libia.

Outras temáticas

Os estudantes também apresentaram um trabalho sobre racismo. Em uma sala, penduraram diversas notícias que relatavam casos do preconceito sofrido por homens e mulheres negras.

A reciclagem também foi tema. A professora Reicla Larissa foi a responsável por ministrar oficinas de papel reciclado, utilizando mão de obra da própria escola.

“Tudo que a escola produziu e que seria destinada ao lixo, nós estamos transformando em papel reciclado, que traz mensagens sobre a importância de preservar o meio ambiente e de sustentabilidade”, disse.

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Para a professora, além de conscientizar os estudantes, a oficina possibilita também, fazer com que a reciclagem se torne uma fonte de renda.

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Mato Grosso

Desenvolve MT faz entrega de 700 títulos na região do CPA

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A Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (Desenvolve MT) fará a entrega de 700 títulos definitivos, por meio do Programa ‘Endereço Certo’, para as famílias que moram na região da Grande CPA nesta quinta-feira (22), às 19:00.

A solenidade será na Paróquia Coração Imaculado de Maria, na Av. Garça Real nº 905, quadra 133, no CPA IV, em Cuiabá. O evento contará com a presença do governador Pedro Taques, do prefeito Emanuel Pinheiro e de outras autoridades.

Em junho desde ano a Desenvolve MT entregou cerca de 3 mil títulos definitivos para os moradores dos bairros CPA I, II, III e IV. A escritura do imóvel assegura o direito à habitação e traz mais tranquilidade às famílias que há mais 30 anos aguardavam para receber o documento da casa própria.

Somente na região do CPA, estima-se que mais de 12 mil famílias moram em conjunto habitacional da Companhia de Habitação do Estado de Mato Grosso (Cohab/MT).

SUGESTÃO DE PAUTA

Evento: Entrega de 700 títulos definitivos na região do CPA

Data: 22/11 (quinta-feira)

Horário: 19h

Local: Paróquia Coração Imaculado de Maria, na Av. Garça Real nº 905, quadra 133, no CPA IV, em Cuiabá.

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