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Nacional

Toffoli afirma que juiz que expressa opiniões nas redes sociais perde autoridade

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Presidente do STF, Dias Toffoli é contra juízes se expressarem por meio de redes sociais
Valter Campanato/ABr

Presidente do STF, Dias Toffoli é contra juízes se expressarem por meio de redes sociais

Um dia após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidir, por unanimidade, arquivar os procedimentos contra 11 juízes que se manifestaram durante as eleições, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, declarou nesta quarta-feira (12) que não aprova que magistérios se expressem por meio de redes sociais.

 Na visão de Toffoli, que também preside o CNJ, o juiz perde autoridade quando expõe sua opinião pessoal em algum comentário, dando margem para a parcialidade em suas decisões.

 “Eu não me sinto, nem agora como presidente do Supremo, autorizado para falar em nome pessoal sobre questões relativas a opiniões que possa ter, desejos que possa ter. Porque o juiz não pode, é um encargo, é um ônus que nós temos É preciso se resguardar, preservar, senão perdemos nossa autoridade, simples assim”, definiu o ministro .

 Toffoli acrescentou que por pensar assim não possui nenhum perfil em redes sociais. “Eu até hoje nunca o fiz em respeito à instituição que eu integro”, disse. Ao menos dois ministros do Supremo – Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes – mantêm contas ativas no Twitter .

 A manifestação do ministro ocorre um dia depois de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), presidido por Toffoli, ter arquivado, por unanimidade, 12 procedimentos que apuravam manifestações feitas em redes sociais por magistrados durante as eleições de outubro. Entre os julgados, estavam casos do juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

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 O arquivamento foi realizado sob a justificativa de que a norma que disciplina a manifestação de magistrados nas redes sociais (provimento 71/2018), publicada em junho, é muito recente, motivo pelo qual seria “possível que no pleito eleitoral do ano em curso alguns juízes não tenham compreendido o alcance das suas limitações quanto a manifestações em redes sociais”, disse o corregedor-nacional de Justiça, Humberto Martins, em seu voto.

Nesta quarta-feira (12), em evento sobre o tema na Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat), o presidente do STF, Dias Toffoli, anunciou que um seminário deve ser realizado no início de 2019 para orientar os magistrados sobre a conduta em redes sociais.

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Theresa May enfrenta votação que pode tirar primeira-ministra do cargo

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Depois de derrota histórica no Brexit, Theresa May enfrenta moção de desconfiança no Parlamento britânico
Reprodução/UK Prime Minister

Depois de derrota histórica no Brexit, Theresa May enfrenta moção de desconfiança no Parlamento britânico

A maré não está a favor da primeira-ministra Theresa May. Após sofrer derrota histórica no parlamento britânico , durante votação realizada a fim de decidir os termos do Brexit, a líder enfrentará mais uma votação decisiva. Uma moção de desconfiança contra o governo de May, que pode, inclusive, resultar na perda do seu cargo, será avaliada pelo Parlamento, nesta quarta-feira (16).

A votação foi trazida à tona pelo líder do Partido Trabalhista – oposto ao de May – Jeremy Corbyn, que taxou a administração da primeira-ministra de “governo de zumbi” e alegou que May não está apta ao cargo.  O líder ainda destacou que, em dois anos, a ministra não havia sido capaz de fechar um acordo para o Brexit que satisfizesse a maioria do Parlamento.

Em dezembro, Theresa May já havia vencido votação parecida, proposta pelo seu próprio partido, o Conservador. Apesar do caos instalado no Parlamento, a primeira-ministra diz estar confiante de que vencerá esta segunda moção e que uma eleição nacional no Reino Unido é a pior coisa que o país pode fazer agora. A votação está prevista para acontecer no final do dia.

O referendo popular que disse sim ao Brexit foi realizado em 23 de junho de 2016, porém, quase três anos depois foi marcada a data para que a saída realmente aconteça. Um acordo precisa ser fechado até o dia 29 de março, às 23h do horário local. Caso contrário, o Reino Unido corre o risco de sair do bloco sem conseguir acordar os seus termos.

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PF prende suspeito de participar da morte de Gegê do Mangue, chefe do PCC

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Jefte dos Santos, preso por envolvimento no assassinato de Gegê do Mangue e Paca
REPRODUÇÃO/POLÍCIA FEDERAL

Jefte dos Santos, preso por envolvimento no assassinato de Gegê do Mangue e Paca

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (16), em Itanhaém, litoral de São Paulo, Jefte Ferreira dos Santos, acusado de envolvimento no  assassinato dos líderes do PCC Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, em fevereiro do ano passado. 

Jefte era considerado foragido e foi denunciado pelo Ministério Público por participação no assassinato de Gegê do Mangue e Paca. Ele foi preso em Itanhaém, onde estava em uma casa de praia com a namorada. Depois, foi levado para a Superintendência da PF na capital e deve ser transferido para o Ceará, onde ocorre a investigação do caso.

De acordo com o Ministério Público do Ceará, Jefte não participou do crime de forma direta, mas contribuiu na logística e no transporte de executores. Ele e sua mãe também recepcionaram parte da quadrilha que matou os criminosos em um hotel de Fortaleza. 

Os dois líderes da facção foram assassinados no dia 15 de  fevereiro e encontrados no dia seguinte, em uma área de mata em Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza. Segundo o Ministério Público , eles foram mortos por roubarem o próprio PCC em ações de exportações de drogas. 

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A polícia acredita que os dois estivessem controlando o tráfico de drogas no Paraguai e atuando também na Bolívia, além de participarem de assaltos a bancos. A suspeita é de que o assassinato dos chefes da facção tenha sido ordenado por Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como Fuminho, o principal líder do PCC em liberdade atualmente.

No mesmo mês, outros três integrantes que teriam participado do assassinato dos dois chefes também foram mortos no bairro Tatuapé, zona leste de São Paulo. Segundo a polícia, as mortes foram consideradas “queima de arquivo”. 

Depois, Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro , e Eduardo Ferreira da Silva, o Borel, também foram assassinados a tiros. Em julho, foi a vez de Cláudio Roberto Ferreira, conhecido como Galo, que morreu tendo o carro atingido por 70 tiros de fuzil. 

Gegê do Mangue era considerado um dos principais chefes do PCC pelo Ministério Público de São Paulo. Ele já tinha sido condenado a 47 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha armada.

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Time de apoiadores de Rodrigo Maia deve reunir de PSL a PC do B

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Rodrigo Maia parece ser a maior unanimidade entre os políticos brasileiros
Luis Macedo/Câmara dos Deputados – 24.5.2017

Rodrigo Maia parece ser a maior unanimidade entre os políticos brasileiros

 

Em um dos momentos mais divisivos da história da política brasileira, um nome ainda parece ser consenso entre as principais lideranças partidárias do País: esse homem é o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), que será novamante candidato à presidência da Câmara e deve contar com a apoio da grande maioria das siglas importantes.

Fechado com a proposta da reforma da Previdência e bom negociador, Rodrigo Maia  conquistou rapidamente a confiança da base do governo Bolsonaro. O PSL, partido do presidente, ao lado de PRB, PSD, PROS, PPS e do próprio DEM foram os primeiros a declarar apoio ao candidato. Posteriormente, partido considerados neutros como PSDB, Podemos e PR também fecharam no grupo de Maia.

Agora, duas siglas importantes da oposição à Bolsonaro também já sinalizaram que devem apoiar a reeleição de Maia: PC do B e PDT. Os dois partidos ainda não anunciaram oficialmente seu apoio ao candidato do DEM, mas acenaram durante essa semana.

“Momento é de fazer composições políticas que permitam nosso combate”, disse a presidente do PC do B, Luciana Santos. O PDT também acertou um indicativo à campanha de Maia. Os dois partidos ainda vão fazer uma reunião entre si, e também com o PSB para definir o posicionamento do bloco, que deverá formar bloco com o PSL sem sair da oposição ao governo.

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Na última quinta-feira (10), o PSB havia descartado a ideia de entrar no time de Maia. “Houve a adesão, que ele [Maia] aceitou, do PSL, sem que ele tivesse discutido com nenhum de seus apoiadores e isso inviabiliza completamente nosso apoio a ele”, afirmou Carlos Siqueira, presidente do partido. No entanto, a sigla tende a ceder à pressão dos aliados e também declarar apoio ao candidato do DEM.

PT fica ainda mais isolado ao não apoiar Rodrigo Maia

PT tinha acordo quase fechado para apoiar Rodrigo Maia, mas desistiu após entrada do PSL no bloco
Ricardo Stuckert

PT tinha acordo quase fechado para apoiar Rodrigo Maia, mas desistiu após entrada do PSL no bloco

 

Derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, o Partido dos Trabalhadores prometeu ser o maior oposicionista durante o governo Bolsonaro O PT vinha negociando apoio à candidatura de Maia, com a promessa de ter espaço na Mesa Diretora da Casa, no entanto, com o apoio do PSL, os petistas desistiram de um acordo.

Gleisi criticou o presidente Jair Bolsonaro sobre o acordo do PSL com Maia. “Não durou 24 horas o discurso de Bolsonaro de rompimento com a velha política. Hoje foi selado pelo PSL um acordão, envolvendo cargos, com os partidos políticos que ele tanto criticou”, escreveu.

A ideia do partido era fechar uma coalisão de esquerda em torno da candidatura do Psolista Marcelo Freixo. O PT contava com a participação de PDT, PSB e, principalmente, do PC do B, seu maior aliado histórico. A negativa dos partidos deixou o PT ainda mais isolado dentro do legislativo.

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Sem um  adversário com o seu calibre político,  com o apoio da maior parte dos partidos importantes e ainda aguardando a coalisão quase certa com siglas como o PP e o MDB, Rodrigo Maia deve conquistar o presidência da Câmara com alguma folga.

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