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Economia

Tragédia da Vale, em Brumadinho, traz lições para investidores

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Olá, gravateiros e gravateiras. Encerrei a última  coluna
com a promessa de que escreveria sobre o “cofrinho da recompensa”. Por conta da tragédia causada pela Vale, em Brumadinho (MG), no entanto, vou adiar a promessa e focar esse artigo no impacto que esse desastre lamentável gerou nos investimentos de quem não é precavido.  

Claro que eu estou me referindo às ações da Vale
, que estão sendo corretamente punidas no Brasil e no exterior. Quem investiu recentemente nos papeis da mineradora perdeu mais de 20% nesta segunda-feira (28/01). Isso não seria motivo para desespero se o investidor tivesse seguido algumas lições básicas como jamais colocar todos os ovos na mesma cesta.

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Minha primeira recomendação é destinar, no máximo, 30% do seu capital disponível para investir em Bolsa de Valores. Para quem está começando, eu recomendo apenas 10%. A cautela em relação à renda variável é justamente para não gerar traumas nos pequenos investidores. Como o próprio nome diz, a renda variável é… variável. Bingo! Pode subir ou cair. Quem investe R$ 1.000 na Bolsa de Valores pode sacar menos do que isso se precisar do dinheiro num momento ruim. É bem diferente da lógica da caderneta de poupança, que paga pouco, mas nunca encolhe o patrimônio em termos nominais.

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A segunda recomendação, no entanto, é a mais importante neste momento. Diversifique os recursos alocados em renda variável, ou seja, não concentre em algumas empresas. No Brasil, como as duas “estrelas” (chamadas de blue chips) do mercado são a Vale e a Petrobras, muitos investidores só compram esses papeis. É verdade que essas ações têm enorme liquidez, mas essa qualidade não é suficiente para justificar uma concentração excessiva.   

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Quando investimos em apenas uma ou duas empresas, passamos a correr o risco destas companhias e não mais o risco da Bolsa, que normalmente está atrelado a questões econômicas e políticas. No caso da Vale, o maior risco se chama China, a sua principal cliente. Se a economia do gigante asiático se desacelerar abruptamente, o preço do minério de ferro despencará, derrubando as ações da Vale. Além disso, como o lamentável episódio de Brumadinho nos ensinou, os acionistas de qualquer mineradora correm o risco de tragédias que, além de desgastar a sua imagem, afetam diretamente o caixa através de multas e de impacto nos negócios.  

No caso da Petrobras, os principais riscos são de ingerência política (o governo Dilma Rousseff, por exemplo, congelou o preço dos combustíveis) e de variação abrupta no valor do petróleo no mercado internacional. O barril pode despencar se houver oferta excessiva de óleo ou se a demanda cair por conta de uma desaceleração da economia mundial.

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Para os pequenos investidores, sugiro montar uma carteira diversificada de ações. Além de Vale e Petrobras, é recomendável incluir papeis de bancos, varejistas, empresas de bebidas e alimentos, companhias energéticas, do setor de celulose e, quem sabe, até companhia aéreas, para citar alguns exemplos.

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Embora muitas pessoas só consigam pensar no dinheiro que podem ganhar na Bolsa de Valores, o aporte em ações deveria pressupor que o investidor confia e apoia as empresas das quais é acionista. Se você, por exemplo, é contra o cigarro, por que compraria ações de empresas tabagistas? E, para finalizar, deixo uma indagação: será que, após as tragédias de Mariana e Brumadinho, menos pessoas estarão dispostas a adquirir papeis da Vale
? A seguir, convido a todos a assistir ao vídeo sobre o atual momento da Bolsa de Valores. 


Fonte: IG Economia
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Economia

Latam muda regra de despacho de bagagem e passagem pode ficar mais cara; entenda

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Tânia Rêgo/Agência Brasil
Para despachar bagagem em voos internacionais com desconto, o ideal é se programar com, pelo menos, 35 dias de antecedência, diz Latam

Após decisão do Congresso pela manutenção da tarifa para despachar bagagem , empresas aéreas brasileiras continuam cobrando um valor extra para quem optar por levar mais do que a mala de mão para a viagem – permitida gratuitamente, desde que não ultrapasse 10 quilos.

No entanto, há uma semana, a Latam aderiu a uma nova política de cobrança aos passageiros dos voos internacionais . Além de ter que pagar a mais para despachar as malas, quem decidir fazer isso depois de ter pago pela passagem, vai depender do destino, data da viagem, tarifa, antecedência da compra e rota para saber quanto será cobrado.

“A implementação deste tipo de precificação, já utilizada nos valores dos bilhetes aéreos, permitirá oferecer tarifas atrativas para o consumidor de acordo com a época do ano, o tempo de viagem , a data de partida e conexões”, informou a Latam.

A companhia ainda deixa como exemplo que, “considerando estes fatores, o valor pago pelo despacho de bagagem para um voo entre os países da América do Sul pode custar a partir de US$ 6, preço menor que os US$ 20 cobrados pela regra antiga de precificação”.

Por outro lado, quem não se planejar e deixar para última hora ou estiver viajando em alta temporada vai pagar mais caro. Antes, os descontos eram praticados até 6 horas antes do voo. Hoje, dependendo do destino, é preciso comprar com até 48 horas de antecedência. A Latam ressalta que os preços mais em conta são encontrados com pelo menos 35 dias antes do voo.

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Taxas variáveis deixam consumidor sem saber quanto vai pagar

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Marcelo Camargo / Agência Brasil
Quem já comprar o bilhete do voo com o despacho incluso, não terá nenhuma alteração, afirma a companhia

Apesar de disponibilizar uma tabela com as faixas de preços dinâmicos em seu site , a empresa não deixa claro sobre quanto o cliente irá pagar para incluir a bagagem, já que alguns fatores como “alta temporada” não estão descritos.

Sendo assim, voos pela América do Sul, por exemplo, podem pedir de US$ 6 a US$ 70 pelo despacho, dependendo dos fatores citados.

Ao menos o teto pago pelo cliente para despachar bagagem não foi alterado no novo modelo, diz a Latam: “O passageiro vai pagar no máximo pelo valor cobrado no sistema antigo”.

A companhia também reforça que nada muda para os passageiros que já compraram os seus bilhetes nos perfis de tarifas que já contemplam o despacho de bagagem.

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Viagens para voos nacionais continuam com preço fixo para adicionar a despacho de bagagem. Até 6 horas antes voo serão cobrados R$ 59 pela primeira peça, R$ 99 pela segunda e R$ 220 pela terceira. Depois, o passageiro que quiser despachar terá que desembolsar R$ 120 pela primeira mala , R$ 140 se houver uma segunda e R$ 220 para a terceira.

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Fonte: IG Economia
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Economia

FMI prevê inflação de 200.000% na Venezuela em 2019; PIB deve cair 35%

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Reprodução/Twitter/NicolasMaduro
FMI prevê inflação de 200.000% na Venezuela de Nicolás Maduro em 2019

A crise na Venezula é tamanha que, mesmo com o corte na projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a inflação do País em 2019, o índice deve fechar o ano em 200.000%. Na previsão anterior, de julho, a inflação estava estimada em 1.000.000%. A queda do Produto Interno Bruto (PIB), estimada em 35% em julho, foi mantida na projeção divulgada nesta terça-feira (15).

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Para 2020, porém, a inflação deve voltar a subir. Segundo o FMI, deve alcançar 500.000% no ano que vem, ao passo que a economia venezuelana deve melhorar, embora ainda vá encolher. O Fundo prevê queda de 10% do PIB do país em 2020. Em 2018, a atividade econômica despencou 18%.

O FMI ressalta que é difícil fazer projeções sobre a Venezuela por conta da “falta de diálogo com as autoridades”, destacando o governo pouco transparente de Nicolás Maduro .

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Mergulhada em uma crise política e humanitária, com escassez de alimentos e serviços básicos levando ao êxodo da população, a Venezuela sofre um colapso de sua economia, agravado pelas sanções dos Estados Unidos e pelos apagões que paralisam o país neste ano.

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Fonte: IG Economia
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Economia

Dólar opera em alta, na casa de R$ 4,15; Bolsa ultrapassa os 105 mil pontos

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iStock
Dólar opera em alta nesta terça, próximo de R$ 4,15, e Bolsa ultrapassa 105 mil pontos

O dólar comercial mantém a tendência de valorização observada na véspera. A moeda americana avança 0,56%, valendo R$ 4,149. Os investidores seguem avaliando de perto os desdobramentos da guerra comercial entre China e Estados Unidos, além da tramitação da reforma da Previdência no Senado. O Ibovespa, principal índice da B3, avança 0,71%, aos 105.037 pontos.

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No fim da semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, comemorou que Pequim e Washington tinham tido uma rodada de negociação positiva, o que deu indícios de que os países estariam perto de um acordo. A China, por sua vez, contrariou o otimismo norte-americano e disse que não há avanço tão significativo nas negociações.

Internamente, as atenções seguem focadas na tramitação da Previdência e sua consequente aprovação ainda este ano. Nesta terça, o presidente do PSL, Luciano Bivar, foi  alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga o lançamento de candidaturas laranjas pelo partido em Pernambuco. O receio dos investidores é que o calendário da reforma possa ser atrasado.

“O real é uma das moedas com a pior performance entre as moedas emergentes. A agenda externa, em relação à guerra comercial , junto com a cautela de que a ação da PF possa respingar, de alguma forma, na aprovação da reforma, explicam o comportamento do câmbio nesta terça-feira”, avalia Pablo Spyer, diretor da corretora Mirae Asset.

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Também nesta terça, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a expectativa de crescimento do Brasil para 2020. O Fundo cortou para 2% a previsão de crescimento da economia brasileira, ante 2,4% estimados em julho, e avaliou que os desequilíbrios fiscais do país são um dos fatores que vão contribuir para manter a atividade econômica na América Latina com expansão anual abaixo de 3% no médio prazo.

A avaliação de um desempenho menos robusto da economia brasileira contribuem para a redução do carry trade (operações nas quais o estrangeiro toma dinheiro barato no exterior e aplica nos títulos brasileiros, ganhando muito a risco baixo).

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“O cenário econômico, junto com a projeção de que a taxa de juros pode ser reduzida em até um ponto percentual este ano, fazem com que as operações de carry trade se tornem menos atraentes. Isso explica, de forma estrutural, por que o dólar segue pressionado. Investidores estrangeiros têm colocado menos dólar no mercado brasileiro”, destaca Maurício Pedrosa, estrategista chefe da gestora Áfira.

Fonte: IG Economia
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