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Carros e Motos

Veja 5 carros que ninguém esperava que estariam no Salão do Automóvel 2018

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Nas semanas que antecederam o Salão do Automóvel 2018, uma boa parte das fabricantes que participam do evento divulgaram o que teriam em seus estandes. Afinal, a consequência de um mundo digital e conectado é a dificuldade em guardar segredos. Está cada vez mais difícil fazer com que o público realmente fique boquiaberto com uma novidade inesperada. Mas tivemos algumas surpresas neste ano.

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A reportagem do iG Carros elege cinco modelos que ninguém esperava que estariam no Salão do Automóvel 2018 . Alguns deles surpreenderam não apenas jornalistas, mas também funcionários de suas próprias montadoras que ajudavam na organização do evento.

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1 – BMW Série 3


BMW Série 3 foi o mais inesperado entre os lançamentos do Salão do Automóvel 2018
Divulgação

BMW Série 3 foi o mais inesperado entre os lançamentos do Salão do Automóvel 2018

O novo Série 3 apareceu pela primeira vez durante o Salão de Paris (França), que aconteceu no começo de outubro. Pelo tempo, seria muito difícil imaginar que a BMW do Brasil seria capaz de trazer uma unidade do modelo para ser mostrada no São Paulo Expo. Na semana que antecedeu o início do evento para a imprensa, o sedã foi visto deixando a sede da BMW na zona sul de São Paulo, atiçando o imaginário dos fãs. Lembremos que isso ocorreu antes mesmo do modelo ser apresentado em seu país de origem, a Alemanha.

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Tratando-se da versão 330i, abaixo do capô se esconde o motor de quatro cilindros, de 258 cv de potência. É o modelo mais esportivo do Série 3 convencional. Acima dele, apenas o emblemático M3. O sedã de luxo chegará ao Brasil ainda no primeiro semestre de 2019, importado da Alemanha. Com um novo aporte de R$ 125 milhões na fábrica de Araquari (SC), será nacionalizado em meados do fim de 2019, conforme a fabricante.

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2 – Fiat 500X


Fiat 500X está passando por avaliação de público no Salão do Automóvel 2018
Guilherme Menezes/iG

Fiat 500X está passando por avaliação de público no Salão do Automóvel 2018

A FCA vive um impasse com seus concessionários. Os produtos mais rentáveis do grupo têm sido os SUVs Compass e Renegade, que estão restritos à Jeep. Quem vende apenas produtos da marca italiana cobra que a FCA dê atenção para a linha de utilitários esportivos pelo seu lado. Uma solução rápida e prática seria o Fiat 500X , um primo distante do Renegade.

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Apesar de marcar presença no evento, o Fiat 500X não está confirmado para o Brasil. Trata-se apenas de um estudo de mercado para entender como seria a receptividade do público. A marca italiana também se preocupa com a abordagem do 500X, uma vez que o objetivo não é canibalizar as vendas do Renegade. O último crossover vendido pela Fiat no Brasil foi o antigo Freemont, descontinuado em 2015.

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3 – Nissan X-Trail híbrido


Nissan X-Trail surge em versão híbrida no Salão do Automóvel 2018
Caue Lira/iG

Nissan X-Trail surge em versão híbrida no Salão do Automóvel 2018

Antes do Salão do Automóvel começar, a Nissan divulgou que eletrificaria o evento. Era certo que o Leaf 100% elétrico seria uma das atrações, mas a marca surpreendeu ao remover a capa de um dos modelos no estande e revelar o X-Trail híbrido . Tal como o Fiat 500X, o SUV médio da Nissan está passando por uma avaliação do público e poderá ser vendido no Brasil se o feedback for satisfatório.

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A atração que estreou no Salão de Tóquio (Japão) de 2017 tem motor 2.0, rendendo 147 cv de potência e 21,1 kgfm de torque. O segredo está na unidade elétrica que garante mais 40 cv de potência (portanto, 187 cv ao todo) e 16 kgfm de torque. Em todos os seus mercados no mundo, o X-Trail é vendido apenas com transmissão CVT.

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4 – Mercedes-AMG GT 63 S


Mercedes-AMG GT 63 S do Salão do Automóvel 2018 é um cupê de quatro portas com mais de 600 cv de potência
Divulgação

Mercedes-AMG GT 63 S do Salão do Automóvel 2018 é um cupê de quatro portas com mais de 600 cv de potência

O Mercedes-Benz Classe S sempre conseguiu rivalizar com as versões mais luxuosas do Porsche Panamera, mas faltava um concorrente à altura para o modelo turbo. Bem, entre as novidades do Salão do Automóvel, a marca da estrela de três pontas preparou uma surpresa não apenas para o público, mas também para a rival que está exatamente no estande ao lado: o AMG GT 63 S, um supercarro de quatro portas.

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Quem se interessar pelo monstro terá que desembolsar mais de R$ 1 milhão, com as primeiras entregas previstas para o segundo trimestre do ano que vem. Mesmo que seja um veículo voltado ao conforto, com bom espaço interno para quatro passageiros, seu motor V8 4.0 biturbo entrega 639 cv e 91,8 kgfm de torque nas quatro rodas. Pisando fundo, o GT 63 S pode acelerar de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos, com velocidade máxima de 315 km/h.

5 – Chery Tiggo 8


Caoa Chery surpreendeu ao mostrar o Tiggo 8 no Salão do Automóvel 2018
Caue Lira/iG

Caoa Chery surpreendeu ao mostrar o Tiggo 8 no Salão do Automóvel 2018

Os modelos Tiggo 5X e 7 já eram figurinhas carimbadas no estande da Caoa Chery. Ambos os SUVs já estavam confirmados para o Brasil, com fabricação nacional para o fim do ano no Complexo Industrial de Anápolis (GO). Mas é claro que o “rei dos SUVs” (como é apelidado o Dr. Carlos Alberto, o Caoa) teria uma surpresa a mais para o Salão.

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Eis que surge o Chery Tiggo 8 , um SUV do porte do Hyundai Santa Fe. Ele virá ao mercado no fim de 2019 para concorrer com os grandes utilitários, como Santa Fe e Pajero Sport, mas nenhuma outra informação foi revelada. Vale lembrar que o Grupo Caoa também está apresentando carros no estande da Subaru (XV, Forester, WRX, STi) e Hyundai (Elantra, Sonata, Santa Fe e Azera) no Salão do Automóvel 2018 .

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GM anuncia investimento de R$ 10 bilhões em São Paulo

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General Motors anunciou novo investimento de R$ 10 bilhões no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo
Cauê Lira/iG Carros

General Motors anunciou novo investimento de R$ 10 bilhões no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo

A General Motors anuncia o novo investimento de R$ 10 bilhões para o Estado de São Paulo, compreendendo as unidades de São Caetano do Sul e São José dos Campos. Carlos Zarlenga, presidente da GM na América do Sul, falou sobre o novo aporte ao lado do governador João Dória, em uma cerimônia que aconteceu na tarde de hoje (19) no Palácio dos Bandeirantes e contou com a presença de diversas autoridades.

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Também foi dito que R$ 5 bilhões deste montante serão investidos na fábrica de São José dos Campos, onde são feitos os modelos Trailblazer, S10 e possivelmente uma nova picape intermediária para concorrer com Fiat Toro e Renault Oroch. Com o novo investimento, João Dória também comemora a permanência dos 15 mil funcionários da General Motors de São Paulo em seus empregos.

“A GM veio nos comunicar que fábricas seriam fechadas em São Caetano e São José dos Campos, dizendo que era uma decisão definitiva. Comunicamos a eles que, em sessenta dias, poderíamos reverter este processo”, disse Dória. “Imediatamente, liguei para o Henrique Meirelles e pedi para que ele entrasse em contato com Barry Engle, vice-presidente da GM Américas, para revertermos esta situação que colocaria 65 mil brasileiros no desemprego”.

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Dória refere-se ao IncentivAuto , programa que dará descontos progressivos na alíquota do Imposto de Circulação de Bens e Serviços (ICMS), que podem chegar até 25%. Para contar com o benefício, as fabricantes erradicadas em São Paulo devem investir ao menos R$ 1 bilhão e contratar 400 novos funcionários. O desconto máximo é dado para fabricantes que invistam ao menos R$ 10 bilhões. Questionado sobre uma possível guerra fiscal, Dória se defende dizendo que nenhum outro Estado será afetado negativamente pela decisão.

General Motors ganha força enquanto Ford fecha fábricas


A Ford está em uma situação bem mais delicada que a General Motors. A fábrica de SBC encerrará suas operações
Divulgação

A Ford está em uma situação bem mais delicada que a General Motors. A fábrica de SBC encerrará suas operações

O novo anúncio de investimento da GM surge pouco tempo depois do fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP). Com isso, deixarão de ser fabricados os caminhões das linhas Cargo, F-4000 e F-350, além do hatch compacto Ford Fiesta, que passa a estar disponível nas concessionárias apenas até durarem os estoques. Ainda de acordo com a marca, a decisão de deixar o mercado de caminhões no Brasil foi tomada depois de meses procurando alternativas.

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Sobre o fechamento da fábrica de São Bernardo, em uma situação diferente da General Motors , Dória ressalta que trata-se de uma decisão global da Ford. No último dia 18, cerca de 5 mil funcionários foram demitidos em uma fábrica da Ford em Blaquefort (Alemanha), em uma atitude que visa a redução de custos estruturais e a eliminação de trabalho com menor valor agregado.

Fonte: IG Carros
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Longe do Brasil, Renault Clio renovado e lidera vendas na Europa

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O Renault Clio é líder de vendas na Europa em seu segmento. E para manter estas vendas elevadas, a marca francesa acaba de lançar no continente a quinta geração do hatch compacto. O brasileiro já conheceu o Clio em gerações anteriores, quando era fabricado por aqui. Pena que não continuou, mas foi graças a isso que a marca começou a crescer, passando a construir carros na plataforma da Dacia, com modelos ao gosto e ao bolso dos brasileiros.

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Agora, especula-se que um dia, ninguém sabe quando, poderá voltar a ser fabricado por aqui. O Renault Clio já vendeu 15 milhões de unidades na Europa, desde que foi lançado, em 1990. É líder de vendas desde 2013. O novo Clio tem a cara e o jeito do Mégane, de dimensões menores. E isso é bom. Esteticamente, não há uma revolução de design, mas sim um claro seguimento das linhas que fazem a identidade da marca.

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Novas tecnologias no Renault Clio


Renault Clio de nova geração traz novo design, equipamentos e mecânica. Apesar de moderno, não virá ao Brasil
Divulgação

Renault Clio de nova geração traz novo design, equipamentos e mecânica. Apesar de moderno, não virá ao Brasil

A plataforma é a CMF-B, uma arquitetura modular preparada para receber motores híbridos e eléctricos, que vai ser compartilhada com outros modelos da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi. Com a aposta forte nas motorizações a gasolina por parte dos construtores no segmento onde se insere o Renault Clio, este irá receber as recentes motorizações 1.3 e 1.0 TCe. O TCe 1.3, turbo, no futuro deverá equipar os SUVs brasileiros Captur e Duster.

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Enquanto o mercado brasileiro cresceu 16% no acumulado do ano em relação a 2018, a Renault cresceu 40% no mesmo período. Com esse resultado a marca conquista 1,45 pontos em participação de mercado em relação ao último ano. Em fevereiro passado, a Renault atingiu 8,4% de participação de mercado. Números realmente impressionantes.

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No mercado dos comerciais leves, o Renault Master segue na liderança entre os furgões com capacidade de carga de até 3,5 toneladas de peso bruto total. O veículo teve 760 emplacamentos em fevereiro, com uma participação no segmento de 50%. Ou seja, esses números indicam bastante expressividade perante toda a Europa.

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Mas tem um número que pouca gente explorou: as vendas de SUVs do segmento B, que são lideradas pela Renault, com Captur e Duster. Os dois modelos são muito parecidos, para não dizer iguais, mecanicamente, mas de visual completamente diferentes. Somadas, as vendas destes dois modelos, que também atingem públicos diferentes, superaram os campeões no segmento de SUVs compactos, Hyundai Creta e o Honda HR-V . Tal como o Renault Clio , trazem as novas tecnologias da marca.

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Fonte: IG Carros
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Carro mais caro de todos os tempos não vale o que custa

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O Bugatti La Voiture Noite e o Type 57 SC Atlantic: homenagem bacana da marca francesa, mas pouco em comum.
Divulgação

O Bugatti La Voiture Noite e o Type 57 SC Atlantic: homenagem bacana da marca francesa, mas pouco em comum.

O Bugatti La Voiture Noire roubou a cena no Salão de Genebra com seu estonteante custo de 11 milhões de euros. É o carro mais caro de todos os tempos. Todo mundo ficou de queixo caído, não apenas pelo preço, mas também pela beleza do carro francês. Porém, não vi nenhum jornalista comentar dois aspectos que me incomodaram bastante nesse carro. Primeiro: quem precisa de um automóvel com esse preço? Segundo: ele deixa a desejar em alguns aspectos de design e construção. Sei que muitos fãs e até colegas vão me criticar por isso, mas não sou candidato a nada e costumo dizer o que penso.

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O Bugatti Type 57 SC Atlantic tinha a frente muito alongada e a cabine bem recuada, ao contrário do Voiture Noire
Divulgação

O Bugatti Type 57 SC Atlantic tinha a frente muito alongada e a cabine bem recuada, ao contrário do Voiture Noire

Vamos começar pelo preço. Ao contrário do que foi publicado, o valor do carro no Brasil não seria de R$ 47 milhões. Claro, esse é o valor simplesmente convertendo o euro pelo real. Porém, se fosse vendido no Brasil, o Bugatti La Voiture Noire custaria no mínimo R$ 67,8 milhões. Foi fácil chegar a esse número. Peguei dois exemplos da Porsche, que faz carros fascinantes e é do mesmo grupo da Bugatti (ambas pertencem ao Volkswagen Groupe).

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O 911 Carrera 4 GTS sai por 127.979 euros na Alemanha e custa R$ 724.075 no Brasil, ou seja, 5,6 vezes mais. O Panamera Hybrid 4S Turbo Executive sai por 201.325 euros na Alemanha e custa R$ 1.241.560 no Brasil, ou seja, 6,1 vezes mais. Como o Bugatti La Voiture é um carro exclusivíssimo (só uma unidade produzida), apliquei os mesmos valores do Porsche Panamera e cheguei aos R$ 67,8 milhões.

Bugatti custa o equivalente a 1.469 Chevrolet Onix Joy


A traseira é onde mais os dois Bugatti se parecem e a marca soube explorar bem isso nas fotos promocionais.
Divulgação

A traseira é onde mais os dois Bugatti se parecem e a marca soube explorar bem isso nas fotos promocionais.

Com o dinheiro de um Bugatti La Voiture Noire seria possível comprar 1.469 Chevrolet Onix Joy, a versão de entrada do carro mais vendido do Brasil. Enfileirados, esses Onix ocupariam uma faixa de 6 km na estrada. Imagina uma pessoa tendo que escolher qual Onix usar numa fila de 6 km desse carro. Com essa grana também seria possível fazer 8.612 viagens de ida e volta de São Paulo a Paris na classe executiva premium dos aviões da Latam. Mais: só com o valor do IPVA do Bugatti La Voiture Noire (R$ 2,720 milhões) daria para comprar 59 Onix Joy.

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Evidentemente, ninguém precisa de um carro como o La Voiture Noire. Portanto, estamos falando de construção de valor no imaginário. Alguém paga esse valor não pelo que o produto vale, mas sim pelo que ele representa. Dizem que o ex-CEO do Volkswagen Groupe, Ferdinand Piëch, foi quem comprou o novo Bugatti. Isso não foi confirmado. Dá para imaginar, porém, por que os carros normais são tão caros: se um executivo de montadora consegue comprar um automóvel de R$ 67,8 milhões, imagina o quanto ele ganhou ao longo de sua carreira. O imaginário do comprador de um Bugatti La Voiture Noire não tem limites. Qual será o próximo brinquedo?

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Bugatti não faz jus ao carro que quis homenagear


O Bugatti La Voiture Noire custou 11 milhões de euros na Europa, mas no Brasil não sairia por menos de R$ 67,8 milhões.
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O Bugatti La Voiture Noire custou 11 milhões de euros na Europa, mas no Brasil não sairia por menos de R$ 67,8 milhões.

Bem, se o dinheiro for lícito, cada um faz dele o que quiser. É um tapa na cara de uma sociedade mundial cada vez mais carente de distribuição de renda, mas não é crime. E, de novo, o carro por si é maravilhoso. Para além de um design lindo, tem seis saídas de escapamento, utiliza motor 8.0 W16 com quatro turbocompressores, entrega 1.500 cv de potência e despeja 1.600 Nm de torque. Tudo bem, duvido que o dono do Bugatti La Voiture Noire usufrua de toda a tecnologia, mas sabemos que esse tipo de carro é uma joia automotiva, que só existe para ser exibido, para ser visto, para inflar os egos e para encher alguns bolsos.

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O Bugatti 57 SC Atlantic foi criado por Jean Bugatti e teve apenas quatro unidades produzidas entre 1936 e 1938.
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O Bugatti 57 SC Atlantic foi criado por Jean Bugatti e teve apenas quatro unidades produzidas entre 1936 e 1938.

O que realmente me admirou é que não vi nenhuma crítica ao design e à construção do carro para justificar todo esse valor. O Voiture Noire foi baseado no Bugatti Type 57 SC Atlantic, que teve apenas quatro unidades fabricadas entre 1936 e 1938. O carro foi uma criação de Jean Bugatti, filho mais velho de Ettore Bugatti, e se notabilizava por um design espetacular, com frente incrivelmente longa e dois lugares na cabine bem recuada.

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Agora vejam as fotos dos dois carros. Colocados lado a lado, os dois Bugatti têm pouco em comum, além da cor preta. A traseira realmente lembra bastante e o parabrisa repartido também. Mas é só. Na verdade, o Voiture Noite tem alguns elementos estéticos para fazer uma lembrança ao Type 57 SC Atlantic , mas poucos. As rodas do carrão de Genebra são incrivelmente espalhafatosas, fora da realidade.

Agora vejam a beleza clássica das rodas do Bugatti Type 57 SC Atlantic. Na real, o que a Bugatti fez foi pinçar uma história bacana do passado, fazer algumas modificações num carro que já tem em sua linha e “vender” essa joia para colecionadores, entusiastas e jornalistas por um valor absurdamente maior do que ele realmente custa para ser produzido. Isso é que é criar valor no imaginário. O resto é pobreza.

Fonte: IG Carros
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