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Nacional

Villas Bôas deixa cargo e diz que Bolsonaro liberou país de “amarra ideológica”

Publicado

General Villas Bôas deixou comando do Exército exaltando o presidente Bolsonaro
Isac Nóbrega/PR – 10.1.19

General Villas Bôas deixou comando do Exército exaltando o presidente Bolsonaro

O general Eduardo Villas Bôas, de 67 anos de idade, entregou nesta sexta-feira (11) o posto de comandante máximo do Exército Brasileiro ao general Edson Leal Pujol.

Villas Bôas, que estava à frente do Exército desde 2015, fez questão de exaltar o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em seu último discurso no cargo. O general avaliou que a eleição do ex-capitão representa “renovação” e a “liberação” do Brasil daquilo que ele chamou de “amarras ideológicas”.

“O senhor traz a necessária renovação e a liberação das amarras ideológicas que sequestraram o livre pensar, embotaram o discernimento e induziram a um pensamento único, nefasto”, disse o militar. “O presidente Bolsonaro fez com que se liberassem novas energias, um forte entusiasmo e um sentimento patriótico há muito tempo adormecido”, complementou.

Além de Bolsonaro, também foram exaltados pelo general em seu discurso o ex-juiz da Operação Lava Jato e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e também o responsável pela intervenção federal no Rio de Janeiro no ano passado, general Walter Braga Netto.

Os elogios do agora ex-comandante do Exército a Bolsonaro têm sido recorrentes desde que o ex-deputado venceu as eleições, em outubro do ano passado. Villas Bôas, no entanto, já resaltou que a vitória de Bolsonaro não representa “a volta dos militares”, mas disse reconhecer que há “risco sério” de que venha a ocorrer a “politização de quartéis”.

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Villas Bôas sofre de uma doença neuromotora degenerativa, que atualmente o obriga a se locomover com apoio de uma cadeira de rodas. Durante seu período à frente do Exército, ele protagonizou polêmica ao manifestar, em abril do ano passado, “repúdio à impunidade” às vésperas de julgamento de habeas corpus do ex-presidente Lula no Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações do militar foram interpretadas como um gesto de intimidação aos ministros do STF.

Quem é o general Leal Pujol, substituto do general Villas Bôas

Amigo de Bolsonaro, general Leal Pujol assumiu posto de comandante do Exército no lugar do general Villas Bôas
Valter Campanato/Agência Brasil – 11.1.19

Amigo de Bolsonaro, general Leal Pujol assumiu posto de comandante do Exército no lugar do general Villas Bôas

O novo comandante do Exército, general Leal Pujol, tem 64 anos de idade e foi secretário de Economia e Finanças e chefe de Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército em Brasília e comandante militar do Sul, em Porto Alegre.

Ele entrou nas Força Armadas em 1971 na Escola Preparatória de Cadetes do Exército e, em 1977, concluiu o curso da Academia Militar das Agulhas Negras – onde conheceu Bolsonaro.

Nas redes sociais, um do filho do presidente, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), ironizou a imprensa ao destacar o fato de que o substituto do general Villas Bôas ser amigo pessoal de seu pai. “Antes que a imprensa publique, aqui vai: Amigo particular de Jair Bolsonaro desde 1974, General Leal Pujol assume o Exército hoje. Creio que o presidente só deveria indicar inimigos para certos cargos!”, escreveu.

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*Com informações e reportagem da Agência Brasil

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Nacional

PSOL entra com ação no STF contra Witzel por declaração sobre uso de míssil

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Witzel
Marcos Corrêa/PR

Wilson Witzel faz responder ação no STF por declarações


Partido de oposição ao governo de Wilson Witzel no Rio de Janeiro, o PSOL entrou com uma ação no STF denunciando a conduta ilegal do governador. O motivo, segundo a sigla, foi o estímulo à violência policial por meio de ações e declarações . O resultado foi o aumento do número de mortes em operações policiais. Foram 434 no primeiro trimestre, o maior número em 21 anos.

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Na última sexta-feira (14), Wilson Witzel defendeu que traficantes sejam abatidos por míssil, se necessário. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, ADIN, inclui solicitações para que o governador seja proibido de participar de operações policiais, que o Estado se abstenha de adotar a política pública de segurança que estimula o abatimento e/ou neutralização de pessoas. O PSOL pede ainda que sejam declaradas inconstitucionais as declarações do governador por contrariedade a preceitos constitucionais.

“Na vida não tem atalho, é muito estudo e muito trabalho. Agora, o vagabundo, aquele que é bandido, quer o atalho. Nós que somos cidadãos não vamos aceitar isso. A nossa Polícia Militar não quer matar, mas nós não podemos permitir cenas como aquelas que nós vimos lá na Cidade de Deus . E se fosse com a autorização da ONU ou em outros lugares do mundo, nós tínhamos autorização para mandar um míssil naquele local e explodir aquelas pessoas”, afirmou Witzel, que foi aplaudido pelos presentes na solenidade.

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Deputados do PSOL entendem que, após as declarações, Witzel precisa ressarcir os cidadãos por danos morais.

Fonte: IG Nacional
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Nacional

Dallagnol será convidado a explicar trocas de mensagens com Moro no Senado

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Deltan Dallagnol
Lula Marques/Agência PT

Coordenador da Lava Jato em Curitib, Deltan Dallagnol terá a chance de explicar as trocas de mensagens com Sergio Moro no Senado


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta terça-feira (18) uma convite ao procurador Deltan Dallagnol para que ele preste esclarecimentos sobre a troca de mensagens com o então juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro,revelada pelo site “The Intercept Brasil”. O convite é opcional, ou seja, Deltan só comparecerá se desejar. Moro irá comparecer, voluntariamente, à CCJ na quarta-feira (19).

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O requerimento do convite foi apresentado pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA). “Julgamos ser oportuno o convite por entender que, se comprovadas as denúncias feitas, restaria comprovado o descompromisso do Procurador Federal Deltan Dallagnol com as prerrogativas das mais altas funções públicas no Estado Democrático de Direito e colocaria em dúvida toda a lisura da mais importante operação de combate a corrupção já feita neste país”, argumentou no requerimento.

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Segundo o “The Intercept Brasil”, Moro deu orientações ao procurador sobre como atuar em processos da Lava Jato , inclusive em um que investigava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Procuradores também teriam discutido como barrar uma entrevista do líder petista à “Folha de S. Paulo”, autorizada pelo ministro do do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski.

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Nesta terça, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados aprovou um convite a Sergio Moro e ao jornalista Glenn Greenwald,editor e fundador do “The Intercept Brasil”. Greenwald ainda foi convidado pelo Conselho de Comunicação Social do Senado, assim como Deltan Dallagnol não recebeu convite da Câmara.

Fonte: IG Nacional
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Nacional

Bolsonaro apela para que parlamentares não deixem decretos das armas ‘morrer’

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Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR – 18.6.19

Bolsonaro faz apelo para que parlamentares não deixem decretos das armas ‘morrer’

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez um apelo a deputados e senadores, na manhã desta terça-feira (18), para que não deixem os dois decretos sobre armas “morrer na Câmara ou no Senado”.

tema será votado no plenário no Senado na tarde de hoje e poderá derrubar as medidas, editadas no mês passado por Bolsonaro para flexibilizar a posse e o porte de armas no país. Na última semana, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a derrubada dos decretos , por 15 votos a 9.

O pedido defesa dos decretos das armas foi feito em discurso durante evento de lançamento do Plano Safra 2019-2020, no Palácio do Planalto. O presidente chamou deputados e senadores de “nossos eternos aliados” e, diante da plateia de ruralistas, alegou que as armas é importante para a “segurança no campo.”

“O Senado e Câmara vão discutir a questão do decreto das armas. A segurança no campo é uma coisa importantíssima, e nós ampliamos, por decreto, o porte de arma de fogo em todo o perímetro da propriedade de vocês. Não deixem esses dois decretos morrer na Câmara ou no Senado. A nossa vida é muito importante. Vocês sabem o quão difícil é produzir nesse país, e a segurança tem que estar acima de tudo”, disse.

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Bolsonaro afirmou em seguida que acredita que os parlamentares presentes na cerimônia iriam conversar com os demais colegas para que os atos não caiam, “afinal de contas, nós temos que confiar no próximo”.

Caso a decisão da CCJ seja mantida no plenário do Senado, ela ainda terá que ser confirmada pela Câmara para ter efeito. De acordo com pesquisa Ibope, a maioria dos brasileiros é contra a flexibilização das regras das armas.

No sábado, Bolsonaro fez em suas redes sociais um pedido para a população cobrar os senadores pela manutenção dos decretos. Nesta terça, o presidente disse que nada poderia fazer numa eventual derrota do texto. “Não sou ditador, sou democrata, pô” , destacou ele.

Fonte: IG Nacional
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