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8 dicas para aprender a usar meias de compressão

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8 dicas para aprender a usar meias de compressão
Redação EdiCase

8 dicas para aprender a usar meias de compressão

Veja como usar as meias corretamente para manter a saúde das pernas e prevenir o aparecimento de varizes

Por Paula Amoroso Nunes 

As meias de compressão são grandes aliadas da circulação, sendo uma excelente maneira de manter a saúde das pernas em dia e prevenir o aparecimento de complicações das varizes e de outros problemas vasculares.

“As meias de compressão, como diz o nome, agem comprimindo os vasos sanguíneos da perna, o que melhora a circulação e o retorno venoso, evitando assim que o sangue e líquidos se acumulem nas pernas”, explica a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. E engana-se quem acredita que só quem sofre com varizes deve usar essas meias.

“Além de pacientes que já têm problemas de circulação ou varizes, as meias de compressão são recomendadas preventivamente para pessoas que permanecem muito tempo em pé ou sentadas, na mesma posição, e querem prevenir as varizes e suas complicações, principalmente se houver algum histórico familiar de aparecimento desses problemas. Existem, inclusive, meias específicas que podem ser usadas durante os exercícios físicos, que melhoram a performance e auxiliam na recuperação mais rápida da musculatura”, diz a médica.

Mas, apesar dos benefícios, muitas pessoas ainda não utilizam as meias por não saberem usar ou por se sentirem incomodadas com o uso, o que, geralmente, também indica a utilização incorreta. Então, para ajudar nesses casos, a especialista listou algumas dicas para tornar mais fácil a adaptação às meias compressivas. Confira:

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1. Escolha a meia correta 

Meias de compressão não são todas iguais. Logo, para garantir a eficácia, é importante escolher aquela que possui a compressão mais adequada para o seu caso. “Existem meias de compressão suave, por exemplo, que são indicadas para quem deseja terminar o dia com a perna mais descansada, mas não possui nenhum problema vascular sério”, diz a Dra Aline.

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Que completa afirmando que “as meias de compressão média, por sua vez, são prescritas para contenção do inchaço , quadros de varizes e prevenção de trombose. Por fim, meias de alta compressão são reservadas para pacientes que tiveram trombose venosa ou problemas linfáticos mais graves.”

2. Fique atento ao comprimento 

Além do grau de compressão, as meias também possuem comprimentos diferentes, o que deve ser levado em consideração na hora da escolha. “As meias de comprimento 3/4, isto é, que ficam dois dedos abaixo do joelho, são indicadas na grande maioria dos casos. Já as meias mais altas, como a 7/8 (que fica no meio da coxa) e a meia-calça, podem ser usadas apenas para compor o look ou sob indicação médica”, aconselha a especialista.

3. Vista as meias adequadamente 

Apesar do nome, as meias de compressão não devem ser vestidas de qualquer jeito igual às meias normais, o que pode reduzir sua eficácia e sua durabilidade. “De maneira alguma embole a meia para vestir. O ideal é que antes de vestir você coloque a mão dentro da meia e vire-a do avesso. Então comece a vesti-la, colocando primeiro no pé até o calcanhar e depois até o tornozelo. Em seguida, ajuste a meia corretamente no calcanhar e só então escorregue pelo resto da perna”, diz a médica. 

“É importante que a meia não esteja embolada em nenhuma parte e fique confortável durante o uso, não causando incômodos, o que pode indicar que a meia não foi colocada corretamente ou que a compressão está incorreta. Lembre-se que meia de compressão não é sinônimo de meia apertada.”

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4. Coloque as meias assim que acordar 

O ideal é colocar as meias de manhã, logo ao acordar. “Isso porque, dependendo da gravidade do caso, simplesmente levantar da cama e tomar o café da manhã já pode causar certo inchaço, o que dificulta a colocação da meia e reduz sua capacidade de contenção ao longo do dia”, alerta a cirurgiã vascular. 

Mas esquecer de colocar a meia de manhã não é desculpa para deixar de usar durante o dia todo. “É melhor colocar a meia ao longo do dia do que não usar. Caso suas pernas já estejam um pouco inchadas, deixe-as para cima por um momento para que o inchaço diminua um pouco, facilitando assim sua colocação.”

5. Retire as meias na hora de dormir 

As meias de compressão até podem ser usadas durante a noite em casos específicos, mas, no geral, isso não é necessário. “Isso porque, ao deitarmos com as pernas na altura do quadril, não estamos mais sob efeito da gravidade, o que já favorece uma drenagem natural dos líquidos causadores do inchaço. Então, não há necessidade da meia. Por isso, o recomendado é retirá-la antes de deitar”, afirma a Dra. Aline.

6. Use o pé de meia sempre na mesma perna 

Apesar de não ser uma regra, é recomendado que cada pé da meia de compressão seja usado sempre na perna do mesmo lado, principalmente caso você apresente diferenças significativas no diâmetro de uma perna para a outra. “As meias de compressão são extremamente moldáveis e acabam se adaptando a anatomia da perna. Então, é interessante fazer uma pequena marca com uma caneta para saber em qual perna vestir cada pé de meia”, recomenda a médica.

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7. Preste atenção na validade da meia 

A compressão das meias tende a diminuir conforme o uso, deixando de cumprir sua função. “Mas a durabilidade das meias de compressão não é fixa, dependendo de uma série de fatores, como a quantidade de meias que você possui, a frequência com que você usa uma meia específica e a maneira com que você utiliza e cuida dessa meia”, diz a especialista.

“Por isso, o melhor é ficar atento e trocar a meia quando perceber que ela já não está comprimindo a perna adequadamente ou contendo o inchaço como antes. Mas lembre-se que isso não ocorre do dia para a noite e sim de maneira gradual”, destaca a especialista.

8. Consulte o médico 

Antes de começar a usar as meias de compressão, é importante consultar um cirurgião vascular para receber orientações específicas quanto ao modelo adequado e o modo de uso. “Uma meia compressiva colocada de forma errada ou com a compressão errada pode garrotear a perna e piorar a circulação. Logo, é indispensável uma visita a um cirurgião vascular antes de utilizá-las”, finaliza a Dra. Aline Lamaita.

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Fonte: IG SAÚDE

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‘O perigo da pólio está em Nova York’, diz órgão de saúde dos EUA

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'Para cada caso de poliomielite detectado, centenas de pessoas podem estar infectadas', diz órgão de saúde dos EUA
Agência Brasil

‘Para cada caso de poliomielite detectado, centenas de pessoas podem estar infectadas’, diz órgão de saúde dos EUA

Um comunicado do Departamento de Saúde do Estado de Nova York faz um alerta: o caso de pólio diagnosticado nos Estados Unidos em julho pode ser a “ponta do iceberg”.

Isso porque as autoridades de saúde encontraram sete amostras do vírus da poliomielite em águas residuais de dois condados geograficamente diferentes — Orange County e Rockland, onde um homem adulto não vacinado foi identificado com a doença, o primeiro caso em quase dez anos.

Por causa disso, as autoridades de saúde estão convocando todos aqueles que ainda não foram vacinados a serem imunizados o mais rápido possível.

“Com base em surtos anteriores de poliomielite, os nova-iorquinos devem saber que para cada caso de poliomielite paralítica observado, pode haver centenas de outras pessoas infectadas”, disse a comissária estadual de saúde, Mary T. Bassett, em um comunicado.

“Junto com as últimas descobertas de águas residuais, o Departamento está tratando o único caso de poliomielite como apenas a ponta do iceberg de propagação potencial muito maior. À medida que aprendemos mais, o que sabemos é claro: o perigo da poliomielite está presente em Nova York hoje. Devemos atender a este momento garantindo que adultos, incluindo grávidas e crianças de 2 meses de idade estejam em dia com sua imunização — a proteção segura contra esse vírus debilitante que todo nova-iorquino precisa.”

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Parte das amostras de esgoto foram coletadas em junho, antes do primeiro caso ser diagnosticado, o que mostra que o vírus já estava circulando pela comunidade pelo menos um mês antes de sua detecção.

No comunicado, o Departamento de Saúde do Estado de Nova York informou que a análise do sequenciamento genético feito pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) descobriu que as amostras estão geneticamente ligadas ao caso individual de poliomielite paralítica previamente identificada no residente do condado de Rockland.

“Essas descobertas fornecem mais evidências da transmissão local – não internacional – de um vírus da poliomielite que pode causar paralisia e potencial disseminação da comunidade, ressaltando a urgência de todos os adultos e crianças de Nova York serem imunizados, especialmente aqueles na área metropolitana de Nova York”, disseram as autoridades no comunicado.

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Fonte: IG SAÚDE

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Ômicron: BioNTech anuncia nova vacina contra a variante para outubro

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Empresa disse que pode lançar os imunizantes até outubro
Bruno Concha/Secom

Empresa disse que pode lançar os imunizantes até outubro

A farmacêutica BioNTech e seu parceiro americano  Pfizer informaram, nesta segunda-feira, que começaram a fabricar vacinas “bivalentes” de Covid-19 atualizada e projetada para proteger contra as mais recentes subvariantes BA.4 e BA.5 do coronavírus. A empresa disse que pode lançar os imunizantes até outubro se receber aprovação regulatória.

Elas se juntam a outros fabricantes de vacina como a Moderna, que tentam criar formas avançadas e atualizadas de vacinas para proteger contra as novas cepas do coronavírus. A ideia é que os dois novos imunizantes protejam contra as variantes mais recentes e as cepas variantes anteriores.

O primeiro imunizante tem como alvo a subvariante BA.1 da Ômicron . Os dados do estudo clínico sobre sua segurança e eficácia foram enviados em julho para a aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Os resultados do estudo foram satisfatórios ao mostrar a produção de anticorpos neutralizantes mais altos contra a variante. A segunda vacina, desenvolvida para atacar as subvariantes BA.4 e BA.5, começará a ser testada este mês.

A agência reguladora americana, Food and Drug Administration (FDA) , no intuito de agilizar e facilitar o processo de aprovação, afirmou que os fabricantes de vacina não precisam enviar dados atualizados de ensaios clínicos para as vacinas adaptadas BA.4/BA.5, pois ela aprovará as vacinas modificadas usando dados clínicos dos ensaios da vacina BA.1.

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Entretanto, a Agência Europeia de Medicamentos seguirá o contrário e disse que exigirá dos fabricantes de vacina todos os dados clínicos para cada uma das novas vacinas atualizadas.

Fabricantes tentam atualizações

Moderna anunciou no mês passado que havia testado um reforço bivalente que produzia anticorpos neutralizantes mais altos contra as subvariantes BA.1 e BA.4/BA.5. Porém, ainda nenhum esforço contra as novas variantes foi aprovado.

Em junho, a FDA pediu, em comunicado, que as fabricantes de vacina mantivessem sua composição atual, ou seja, que previnem contra doenças graves da Covid-19, enquanto adicionavam componentes extras que pudessem proteger contra as cepas BA.4/BA.5.

Os receios são de que as empresas sempre tenham que ficar inovando os imunizantes contra cepas cada vez mais infecciosas e mais transmissíveis que se espalham e continuam a sofrer mutações.

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Fonte: IG SAÚDE

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Vasculite: conheça doença que levou Ashton Kutcher a perder a visão

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Ashton Kutcher
Reprodução/Instagram

Ashton Kutcher

O ator americano Ashton Kutcher contou nesta segunda-feira ter sido diagnosticado com uma rara doença há cerca de dois anos, que provocou a perda momentânea de sua visão e audição. Segundo o relato, que foi ao ar no episódio de ontem do programa “Running Wild With Bear Grylls: The Challenge”, do National Geographic, levou quase um ano para que Kutcher se recuperasse de um quadro de vasculite, problema que causa a inflamação dos vasos sanguíneos.

“Há dois anos, tive uma forma estranha e super rara de vasculite que derrubou minha visão, minha audição e meu equilíbrio. Demorei um ano para voltar tudo de novo. Você realmente não aprecia isso até que se vá, até que você diga: ‘Eu não sei se vou poder ver de novo, não sei se algum dia conseguirei ouvir de novo, eu não sei se vou conseguir andar de novo’, contou o ator.

As causas exatas da vasculite ainda não são totalmente claras, porém alguns fatores são associados ao desenvolvimento do quadro, entre eles problemas genéticos, doenças autoimunes, reações alérgicas ou outros problemas de saúde que provoquem a inflamação dos vasos sanguíneos de forma secundária.

É um quadro raro que, na maioria dos casos, leva as próprias células do sistema imunológico a invadirem as paredes dos vasos, causando um estreitamento da região chamado de estenose, o que restringe a passagem do fluxo sanguíneo. Com isso, as regiões irrigadas por aquele vaso podem sofrer com a falta de oxigenação, chamada de isquemia, e eventualmente predispor o paciente para quadros de aneurismas ou hemorragias.

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Além de febre, dores de cabeça, fraqueza e perda de peso, os sintomas variam de acordo com a região e o órgão que está sendo afetado pela inflamação. De acordo com o instituto de saúde Mayo Clinic, dos Estados Unidos, eles podem se apresentar das seguintes formas de acordo com o local do corpo onde ocorre o problema:

  • Sistema digestivo: Dores depois de comer, úlceras, perfurações e sangue nas fezes
  • Ouvidos: Tonturas, zumbidos e perda auditiva.
  • Olhos: Vermelhidão, coceira, queimação, cegueira temporária ou permanente.
  • Mãos ou pés: Dormência, fraqueza, inchaço e enrijecimento.
  • Pulmões: Falta de ar, tosse com sangue.
  • Pele: Sangramentos sob a pele, manchas vermelhas, caroços ou feridas abertas.

Em caso de sintomas, é preciso buscar um médico especialista, que fará a análise do histórico do paciente, das doenças associadas às vasculites e poderá pedir ainda exames laboratoriais que avaliam a presença de anticorpos no sangue ligados ao processo de inflamação.

O tratamento é direcionado à redução dos impactos decorrentes da inflamação nos vasos sanguíneos, podendo envolver medicamentos como esteroides ou corticoides. Ele varia de acordo com a gravidade da doença e a região impactada. Em alguns casos, pode ser passageira sem a necessidade de intervenções médicas. Quando é possível identificar a causa, ela pode ser o alvo da terapia.

Em situações mais graves, podem ser utilizadas drogas imunossupressoras, que diminuem a atuação do sistema imunológico e, portanto, da reação que está atacando as paredes dos vasos. Dependendo do quadro clínico, pode ser preciso também que o paciente seja hospitalizado para acompanhar o desenvolvimento da doença.


Fonte: IG SAÚDE

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ALMT – Campanha Fake News II

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