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A PRÁTICA DO REGISTRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

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A PRÁTICA DO REGISTRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL:

Observação, Registros e Avaliação

Joziane Lopes dos Santos1

Joelma Florença

 

Joziane Lopes dos Santos

“Professor nenhum é dono de sua prática se não tem em mãos, a reflexão sobre a mesma. Não existe ato de reflexão, que não nos leve a constatações, dúvidas e descobertas e, portanto, que não nos leve a transformas algo em nós, nos outros e no mundo”
Madalena Freire

Na Educação Infantil, a avaliação precisa ser entendida como: O Acompanhamento da aprendizagem e desenvolvimento. É preciso que as professoras direcionem o seu olhar, para contribuir na organização de objetivos e critérios que auxiliem a sua observação (olhar atento), na coleta de dados (como registrar) e na construção de um documento mais significativo (o que registrar) que represente este processo educativo. Espera-se que neste registro apareçam vivências e experiências sobre o desenvolvimento e aprendizagens da criança.

A importância do exercício de registrar o cotidiano da Educação Infantil, tanto para a qualificação do fazer pedagógico, como para a (auto) formação dos educadores, vem sendo reconhecida nas últimas décadas. Evidências podem ser observadas pela produção de pesquisas, de experiências educativas, ou mesmo de legislação, que abordam ou fazem referência ao tema.

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1- Professora efetiva da Rede Publica Municipal de Ensino de Rondonópolis/MT, é formada em Pedagogia pela UFMT com Pós-Graduação em Educação Infantil Lato Sensu na mesma instituição. [email protected] .

2- Professora efetiva da Rede Publica Municipal de Ensino de Rondonópolis/MT, é formada em Pedagogia pela UFMT com Pós-Graduação em Educação Infantil Lato Sensu na mesma instituição. [email protected]

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Na esfera legal, pelo menos desde 2009 diferentes práticas de observação
e registros devem fazer parte da proposta pedagógica das instituições de Educação
Infantil, como forma de acompanhamento e avaliação das crianças e do trabalho desenvolvido. É o que podemos ler no texto das Diretrizes Curriculares Nacionais para
a Educação Infantil.

Art. 10. As instituições de Educação Infantil devem criar procedimentos para acompanhamento do trabalho pedagógico e para avaliação do desenvolvimento das
crianças, sem objetivo de seleção, promoção ou classificação, garantindo:

I – a observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e interações das
crianças no cotidiano;

II – utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios,
fotografias, desenhos, álbuns etc.);

III – a continuidade dos processos de aprendizagens por meio da criação de estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela criança (transição casa/instituição de Educação
Infantil, transições no interior da instituição, transição creche/pré-escola e transição pré-escola/Ensino Fundamental);

IV – documentação específica que permita às famílias conhecer o trabalho da instituição junto às crianças e os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança na Educação Infantil; […] (BRASIL, 2009, p.4-5).

O registro é um acompanhamento da aprendizagem e do desenvolvimento da criança. Este se dá-se pela observação da trajetória de cada criança e de todo o grupo, suas conquistas, avanços, possibilidades e aprendizagens. Esta documentação pedagógica ou como nos trás os Artefatos Legais da Educação Infantil que nomeia como Registros, são anotações e observações pessoal, no qual o professor escreve e sistematiza a ação pedagógica vivida, construindo memória, deixando marcas da prática desenvolvida, pois, o educador registrando, lança bases para a reflexão sobre o passado, para avaliar suas ações, para rever o cotidiano educativo e o trabalho compartilhado com o grupo de crianças e, também, para reafirmar o presente e projetar o futuro. Trata-se de um documento pedagógico e reflexivo.

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Nos múltiplos registros que trazem os documentos legais da infância, o professor precisa e necessita ter uma organização no seu trabalho para adquirir o hábito de registar não apenas sobre o desenvolvimento das suas crianças, registrar tudo que acontece em sua sala e nos outros espaços. O registro pode ser feito de diversas maneiras como: escrita, relatórios, portfólios, fotografias, vídeos, gravação de áudio, desenhos, álbuns e outros.  Por meio dos registros travamos um diálogo com a nossa prática e com as nossas crianças, seus avanços, suas dificuldades, permite ao professor observar as singularidades e particularidades de cada criança, como diz a estudiosa Jussara Hoffmann, é preciso também ter um olhar sensível ao avaliar nossas crianças.

Como provocar o professor a um olhar sensível e reflexivo sobre a criança que gere uma verdadeira aproximação entre ambos, que o leve a ser ainda mais curioso sobre as ações e os pensamentos dela? Percebe-se, no processo avaliativo, que difícil é para o professor dar-se conta de suas próprias concepções de vida. O conhecimento de uma criança é construído lentamente, pela sua própria ação e por suas próprias ações e por suas próprias ideias que se desenvolvem numa direção: para maior concorrência, maior riqueza e maior precisão. (HOFFMANN, P. 28).

A observação e o registro permitem uma avaliação contínua e processual. E isso leva a uma avaliação ampla e também específica: quem está conseguindo o quê, quais habilidades e potencialidades precisam ser trabalhadas, como conduzir o dia a dia para contemplar as demandas e… como pode ser o projeto a partir das pesquisas e interesses das crianças!

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O registro pedagógico deve servir principalmente a esse processo de ser professor da infância comprometido com a ação de registar, anotar e avaliar as dificuldades, as conquistas, aprendizagem e desenvolvimento das crianças.

 Acreditamos que compreender a avaliação na primeira infância integrada com a proposta pedagógica, construindo registros que considerem o desenvolvimento e o processo de aprendizagem de cada criança e suas singularidades, merece atenção e reconhecimento como elemento formativo para os profissionais da Educação Infantil, bem como das políticas públicas, como reflexão sobre a construção do nosso próprio fazer pedagógico, considerando as crianças como protagonistas.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil. Parecer nº 20/2009. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 09 de dezembro de 2009, Seção 1, p. 14.

FREIRE WEFFORT, Madalena. Observação, registro e reflexão. Instrumentos Metodológicos I. São Paulo: Espaço Pedagógico, 1995.

HOFFMANN. Jussara. Avaliação e Educação Infantil: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. Porto Alegre: Mediação, 2012.

 

OSTETTO, Luciana Esmeralda. Planejamento na educação infantil: mais que a atividade, a criança em foco. In:______ (Org.) Encontros e encantamentos na educação infantil. 2 ed. São Paulo: Papirus, 2000, p. 175-200.

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Os desafios do Enem 2020

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Leonardo Chucrute, diretor e professor de matemática do Colégio e Curso Progressão

Leonardo Chucrute – Diretor Geral do Colégio e Curso Progressão

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que será realizado em 2020 terá as datas de aplicação adiadas devido à pandemia. As provas desse ano serão repletas de desafios tanto para o governo como para os estudantes.

O governo vai precisar saber administrar e manter a qualidade do exame, sobretudo, com a nova possibilidade de fazer o ENEM digital. Mas, para além disso, o governo precisa entender as dificuldades impostas por um cenário de pandemia mundial que, evidentemente, afetou os candidatos. É certo que estamos em um momento difícil e que todos serão afetados, dizer o contrário é ilusão, mas a saúde e integridade são as coisas mais importantes.

Apesar do adiamento, o governo teve a difícil decisão de escolher entre a cruz e o punhal, ou seja, prejudicar a todos, que seria o cancelamento do exame de 2020, o que não ocorreu, ou prejudicar alguns, o que pode acontecer com o adiamento devido às desigualdades sociais e de ensino no país. Difícil escolha, porém necessária.

Para os alunos, o desafio é manter a serenidade e a cabeça no lugar e entender que, apesar de não estarem tendo aulas presenciais, a preparação continua. Não é hora de largar tudo de mão. Para as instituições de ensino, é importante não desistir dos seus alunos e colaboradores! Deem todo o suporte para que a preparação continue!

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É necessário que os alunos continuem focados, mantenham a preparação, fiquem com a mente blindada e permaneçam firmes em busca dos seus sonhos. Para aqueles que têm condição e o suporte de suas escolas e cursos esteja precário, talvez seja uma boa hora de procurar plataformas digitais. Para aqueles que não têm, usem e abusem do Youtube. Vivemos em uma era tecnológica e há uma democratização do ensino como nunca houve. Esforce-se. Dê o seu máximo com o que está ao seu alcance. Desistir não pode ser uma opção sua!

Os alunos precisam entender que todos estão na mesma situação. É claro que os estudantes de escolas públicas carecem, infelizmente, de um maior suporte do governo. Mas, repito: infelizmente, isso não é de hoje. É uma pauta que precisava ter tido mais atenção dos órgãos governamentais desde sempre. O que quero dizer? As dificuldades dos alunos de escolas públicas sempre existiram – e permanecem. É preciso, portanto, continuar se dedicando, dentro do possível e dentro da sua realidade, acreditando que você vai alcançar o seu sonho.

O que você deve fazer? Esforçar-se, ao máximo, para se preparar. Tenha, sobretudo neste momento, dedicação, determinação e disciplina. São os “3D´s” que carrego para tudo na vida. Caso não passe nesse ano, ano que vem tem outro Enem. Portanto, busque pelo seu sonho até alcançá-lo. Levante a cabeça e continue!

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Acredite: tudo tem seu tempo. Se você não passar agora – mesmo tendo se esforçado – tenha certeza de que estará ainda mais forte na caminhada rumo à aprovação. E ela virá! O que eu desejo para você, futuro universitário, é que a sua saúde física e mental esteja em primeiro lugar, mas também que você conquiste a tão sonhada vaga o quanto antes!

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Depressão na quarentena: como lidar?

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Crédito fotográfico Raphael Feitoza

A pandemia de Covid-19 e a alteração da rotina por causa da quarentena que se prolonga são motivos de grande preocupação. Precisamos modificar alguns hábitos de higiene e convívio para conseguir enfrentar esse desafio e diminuir nossos riscos.

Ao longo desse processo, muitas pessoas tem apresentado sintomas de ansiedade e/ou depressão. Junto com eles, vem também alguns pensamentos negativos automáticos: “não vou aguentar mais passar por tudo isso”, “acho que não irei sobreviver”, “o que será de nós?”, “isso nunca vai acabar”, etc.

É necessário, no entanto, que prestemos atenção em alguns pontos, com o objetivo de nos regularmos emocionalmente e com isso conseguir seguir em frente nesse combate. Um ponto importante é tentar, ao máximo, manter uma rotina de trabalho ou estudo. “Não estamos de férias, então não podemos nos comportar como se estivéssemos, mas também é necessário tirar um momento de descanso”, aponta a psicóloga Marihá Lopes, especialista em terapia cognitiva comportamental, psicologia social e no uso da realidade virtual no tratamento de ansiedade e fobias. Confira suas dicas para enfrentar esse período de muito cuidado.

1 – Ansiedade: Para os que sofrem com transtorno de ansiedade é importante sempre validar sua emoção. Entenda que é uma resposta humana diante da situação e não se sinta mal por isso. Da mesma maneira que você tem o direito de se sentir ansioso, também tem o direito de colocar a situação em perspectiva.

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2 – Rotina: Mantenha uma rotina semanal, trabalhe e estude. Não se entupa de informações. Se elas fazem mal para você, diminua o acesso a elas. Mantenha contato com amigos e familiares, crie grupos online, faça chamadas de vídeo para estreitar os laços. Faça atividade física; hoje a tecnologia nos possibilita ter acesso a muitas aulas de forma gratuita. Organize sua casa, organize sua rotina, faça listas do que fazer diariamente – cuidado com a procrastinação, esse é o momento para iniciarmos tarefas que estavam sendo deixadas de lado. Não beba em excesso. Disponha-se a ajudar quem esteja precisando de suporte. Afinal, estamos todos juntos.

3 – Acredite mais em você: Quem sofre de transtorno depressivo pode se sentir mais pessimista, triste e desesperançoso durante esse processo. Sabemos que os pensamentos depressivos possuem alguns vieses na forma como pensamos. É como se o tempo todo a pessoa usasse óculos escuros, logo, tudo a sua volta não terá cor. Mas nós podemos retirar esses óculos para perceber que algumas vezes superestimamos algumas situações e subestimamos nossa capacidade de enfrentar essas situações.

4 – Seja realista, não catastrófico: Nesse momento, precisamos ser realistas, entender a gravidade do momento, mas se conscientizar de que alimentar pensamentos catastróficos só ajudará a piorar o quadro depressivo. Algumas pessoas acreditam que estão completamente desamparadas. O ideal é manter contato com pessoas queridas, participar de grupos online, fazer atividade física, participar de aulas compartilhadas pelas redes sociais. Agora é a hora de focar no que podemos fazer, em vez de focar no que não podemos fazer. Nem todas as pessoas são perigosas, está certo que muitos estão contaminados com o vírus, por isso o distanciamento social e a higiene são fundamentais, mas não precisamos ter pavor do ser humano, apenas precaução. Fique atento aos seus pensamentos catastróficos. Nesse período, é muito fácil virem à tona e você ser tomado pela ideia de que isso não terá um fim. Saiba que toda pandemia termina e com essa não será diferente.

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5 – Jamais perca a esperança: Mantenha-se firme, observe seus pensamentos e busque alternativas realistas para eles. Busque ajuda psicológica sempre que sentir necessidade. Tudo isso vai passar!

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Idealismo com experiência

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Paiva Netto

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor

Sempre procurei respeitar e absorver o patrimônio da experiência dos mais velhos. Por isso, também aconselho os moços a — sem perder o espírito renovador de seu tempo — não desprezarem o esforço dos precedentes. Sem eles, não teríamos, apesar dos percalços, chegado a singular ponto de modernidade, por vezes desequilibrada, em nosso orbe (veja a poluição que enferma multidões desatentas). Contudo, façamos a enriquecedora parceria entre pessoas de todas as idades para o Bem, sem esquecer que a existência e a ação do Mundo Espiritual são insofismáveis. E ainda: que a sintonia perfeita com as Esferas Celestes é essencial, ocorrendo por meio da prece iluminada pelo Amor Fraterno — porque “Deus é Amor” (Primeira Epístola de João, 4:8), jamais ódio — e de atos dignos correspondentes a essa ligação com os nossos Anjos da Guarda. Sem tamanha medida, esse progresso constante, que passa de geração em geração, será limitado e cheio de custosos dramas, oriundos das frustrações que o desenvolvimento unicamente firmado na matéria provoca.

É urgente, por fim, compreendermos que, antes de tudo, somos Espírito. Razão pela qual a afirmativa de Jesus, a seguir apresentada, não é poesia vã, mas uma realidade que devemos, para o bem pessoal e coletivo, fixar como permanente chama de nossa trajetória: “Eu sou a árvore, vós sois os ramos. (…) Sem mim, nada podereis fazer (Evangelho, segundo João, 15:5).

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Dirigimo-nos mais uma vez à queles que já ingressaram na Terceira Idade e fraternalmente reiteramos que jamais se aposentem da vida. Pelo contrário, sejam idosos de visão avançada, prenhes de sabedoria e com uma disposição idealística de causar boa inveja a um rapaz ou a uma moça repletos de saúde e denodo.

José de Paiva Netto  —  Jornalista, radialista e escritor.

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