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“Adoecemos cuidando de doentes, não porque fomos ao shopping”, diz médica

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Mariana Alvim – @marianaalvim – Da BBC News Brasil em São Paulo

‘Adoecemos cuidando de doentes, não porque fomos ao shopping’: o desabafo de médica com covid-19

“Tivemos uma guerra biológica, e os soldados nessa guerra fomos nós, profissionais de saúde. Nossa farda foi a máscara. Adoecemos, e alguns morreram nessa luta. E ninguém fugiu dela.”

“Mas nem o nosso hino a gente fez valer: ‘Verás que um filho teu não foge à luta’. Que mãe gentil é essa? O mínimo que merecemos é o reconhecimento de que caímos em serviço.”

As palavras desgostosas são da médica Priscila da Silva Daflon, 40 anos, que trabalha em Santa Catarina e procurou a BBC News Brasil através das redes sociais para relatar o que classifica como descaso do poder público e até da população na consideração ao esforço de pessoas como ela e colegas da equipe — profissionais de saúde e infectados com covid-19.

Para Priscila, o cúmulo da insatisfação veio em setembro, quando recebeu a resposta de um pedido de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) feito à Prefeitura de Itajaí, da qual é funcionária concursada, trabalhando em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Ela também trabalha, como autônoma, em uma unidade de atendimento infantil a serviço da Secretaria de Saúde do município.

A médica conta que foi infectada com covid-19 em julho, o que foi detectado por um teste rápido e também por seu quadro clínico — ela desenvolveu uma isquemia cardíaca, em que o fluxo de sangue e oxigênio para o coração fica prejudicado.

Ela ficou internada por alguns dias no quarto em um hospital com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) — atualmente ela está em período de carência na aquisição de um novo plano de saúde, pago do bolso.

Mas o laudo respondeu a ela e a outros profissionais: “(…) Aos servidores que declararem terem sido contaminados pelo COVID-19 durante desempenho das funções laborais informamos que não serão emitidas CATs pela Coordenadoria de Perícia Médica e Saúde Ocupacional em virtude do diagnóstico de COVID-19 aos servidores públicos efetivos ou não, uma vez que não se tem como afirmar com absoluta convicção que esta doença foi adquirida em ambiente de trabalho”.

Citando uma lei federal que define acidentes de trabalho, o documento diz ainda que “se faz necessário a observação do nexo causal, pois o fato de o servidor ser diagnosticado com COVID-19 em meio a uma Pandemia não significa que automaticamente se trate de uma doença ocupacional, visto que, muitos servidores — principalmente da área de saúde — apresentam mais de um vínculo empregatício”.

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Referindo-se ao laudo como uma “ofensa”, Priscila reclama que cientificamente não é possível demonstrar a causalidade da infecção — ou seja, a conexão entre o momento da infecção e seu resultado, o adoecimento.

“É a prefeitura que tem que provar que fui contaminada em outro lugar. Nós profissionais de saúde somos por si só grupo de risco.”

‘Não fomos ao shopping’

O CAT pode ser um primeiro passo para acesso a auxílios via Instituto Nacional de de Seguridade Social (INSS) por problemas de saúde ligados ao trabalho, mas segundo a médica, ela estava em busca apenas da formalização, em papel, de que adoeceu.

Priscila reconhece que teve acesso adequado a Equipamentos de Proteção Individual (EPI) mas, mesmo assim, a exposição no local de trabalho é inevitável — “com um monte de paciente circulando, na hora de intubar”.

E, para ela, uma das evidências mais fortes de que não foi em outro lugar que se contaminou é o fato de que seu companheiro e a filha de 12 anos não tiveram covid-19. Já diversos colegas de trabalho na UPA, sim.

“Não adoecemos porque fomos ao shopping, à praia, a uma festa… Adoecemos porque estávamos cuidando dos doentes. E isso que é vergonhoso: não só o governo de Itajaí, mas também os estaduais, federal, deixarem de reconhecer que esses profissionais adoeceram lutando pela saúde do país”, lamenta.

Ela fala caracteriza também como um “soco no estômago” a decisão do governo federal em setembro de não incluir a covid-19 na lista de doenças ocupacionais — o que facilitaria o acesso ao auxílio-doença por meio do INSS, entre outras formas de assistência.

“Naquele momento, vimos que estávamos à nossa própria sorte”, lembra a médica, natural de Nova Iguaçu (RJ) e formada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com pós-graduação em medicina da família pela mesma universidade.

Priscila tira selfie, com olhar sério, jaleco e estetoscópio

Arquivo pessoal
Médica atuando em Santa Catarina relata falta de acompanhamento de seu caso de infecção por covid-19

Em nota enviada à BBC News Brasil, a Prefeitura de Itajaí afirmou que “o servidor diagnosticado com COVID-19 deve comprovar que o seu vínculo empregatício é único e exclusivo com o Município de Itajaí para que a CAT seja emitida – uma vez que muitos servidores, principalmente os da área da saúde, atuam em mais de um local.”

“Entretanto, caso a CAT seja negada pelo município, o servidor efetivo pode ainda fazer a solicitação através do sindicato. Os servidores em regime CLT também podem fazer a solicitação via INSS ou sindicato.”

A Prefeitura destacou ainda que adotou diversas medidas para prestar assistência aos profissionais de saúde na pandemia: “treinamento das equipes; disponibilização completa de EPIs; testagem dos servidores; desinfecção de ambientes; medida provisória para concessão de benefício aos profissionais da linha de frente que têm filhos em idade escolar; central de monitoramento de pacientes positivos, negativos sintomáticos, negativos assintomáticos, idosos, idosos com doenças crônicas (incluindo os nossos servidores); e central de luto: acompanhamento psicológico de famílias que perderam entes queridos para COVID-19.”

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Pandemia e precarização do trabalho na saúde

Diferente da assistência que o município diz ter oferecido aos funcionários, Priscila Daflon afirma que não teve acompanhamento muito próximo do seu caso de infecção — tendo acesso apenas a testes rápidos e optando por fazer um teste molecular, o PCR, do próprio bolso.

Este deu negativo, segundo ela porque não foi feito no período em que a infecção estava mais ativa, e sim quando estava prestes a trabalhar — motivo pelo qual ela quis testar. Para avaliar se tinha condições de voltar a trabalhar, ela conta também ter consultado um infectologista por conta própria.

“Quem se preocupou em ir atrás de um diagnóstico, e depois de uma avaliação para retorno, fui eu. Depois de uma semana internada, voltei — cansada, com o corpo doendo, mas voltei, porque tinha muita necessidade de médicos naquele momento.”

Ela reconhece que, como funcionária do município, tem uma situação de emprego mais confortável do que muitos outros colegas na saúde — em que a “pejotização”, a contratação de profissionais como autônomos ou pessoa jurídica, é uma tendência reconhecida até mesmo por entidades de classe, como o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Em abril, o conselho chegou a enviar ao Ministério da Saúde uma carta pedindo assistência financeira aos médicos infectados durante a pandemia, citando as vulnerabilidades com a pejotização como “a fragilidade do vínculo, a insegurança e a perda de direitos trabalhistas e previdenciários como o 13º salário, horas extras, adicional pelo trabalho noturno e insalubre, FGTS, licença maternidade, auxílio-doença, entre outros”.

“Nossa preocupação, neste momento, é garantir que os médicos possam enfrentar essa pandemia com de forma segura em diferentes aspectos”, argumentou o CFM. Não há notícias de que o pedido de tenha sido atendido.

Priscila cita os casos de colegas técnicas de enfermagem que ficaram gravemente doentes e precisaram de vaquinhas online para ir se tratar em outras cidades; e de um colega médico que também adoeceu seriamente e, tendo CLT e afastado com uma licença, teve a remuneração do município de Itajaí substituída por um salário pelo INSS, menor. Todos se recuperam pouco a pouco.

Segundo a prefeitura da cidade catarinense, “os servidores estatutários (efetivos) recebem a remuneração integral quando do afastamento por problemas de saúde, conforme previsto em estatuto próprio. Já os servidores da modalidade de contratação CLT seguem a regra previdenciária do INSS, ou seja, quando do afastamento por problema de saúde recebem a remuneração conforme o teto máximo do INSS”.

‘Situações traumatizantes’

A médica reconhece que a secretaria de saúde do município foi sensível em certos casos, fornecendo fisioterapia e atendimento com nutricionistas para alguns funcionários que adoeceram, mas fala em insensibilidade de setores como o administrativo, que está rejeitando pedidos de CAT.

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“Enquanto as prefeituras, as câmaras municipais, as próprias perícias trabalhavam de forma remota, nós não tivemos a opção de fechar. Só aumentamos nossa carga de trabalho e exposição. Mas estávamos todos lá, com medo, vínculo precário e todos esses riscos.”

“Passamos por sofrimento psicológico, por situações traumatizantes. Não estávamos acostumados a ver tantos pacientes sufocando, morrendo sem conseguir respirar. Essa pandemia trouxe nossos avós agonizando, quatro, cinco no mesmo plantão. Ver o olhar de um paciente indo para o tubo”, lembra a médica, se emocionando em alguns momentos da ligação.

Ao mesmo tempo, ela diz que o período da pandemia formou uma “rede de solidariedade” como “em poucas vezes na vida” viu igual — “de médico para médico, de médico para enfermeiro, de técnico para médico”.

Ela lembra por exemplo de uma anestesiologista que se voluntariou para dar uma palestra às equipes do município, ensinando formas de prevenir a infecção no contato com pacientes; e de um médico que se disponibilizou a ajudar no planejamento da compra de insumos para lidar com a pandemia.

Priscila menciona ainda uma rede de apoio formada entre profissionais para ajudar no transporte de colegas que adoecessem e precisassem de tratamento; e também pessoas que cancelaram férias não porque não podiam viajar, mas porque sabiam da demanda de trabalho.

“Eu via esses colegas correndo de um lado para o outro para ajudar alguém que ele nem sabe quem é. Cujo nome não faz diferença. É muito comum a gente encontrar as pessoas na rua depois e elas perguntarem: ‘Você lembra de mim? Você me ajudou tanto’. E a gente não lembra, porque são tantas pessoas.”

“Nós escolhemos esse contato quando fizemos o juramento profissional.”

Por outro lado, a médica confessa o desapontamento ao testemunhar como os pacientes, ou pacientes em potencial, vêm agindo na pandemia.

“Quando a população se aglomera, quando se coloca em risco em grupo, dá tristeza no nosso coração. Porque colocamos nossas famílias e filhos em risco por eles. Mas eles não se importam em se contaminar — e se se contaminarem, vão nos contaminar.”

“A gente não quer aplauso. Queremos que cada um entenda que quando se expõe desnecessariamente, é uma violência contra o profissional da saúde.”

Mas Priscila destaca também momentos em que o carinho das pessoas fez a diferença — como as cartinhas de agradecimento enviadas por uma igreja à equipe, ou a lanchonete próxima ao trabalho que abria excepcionalmente nas madrugadas para enviar alimentação aos profissionais de saúde.

“Isso deu um gás para a gente, aliviava o peso do nosso medo. Era muito legal o reconhecimento — nem toda remuneração é financeira.”

“Mas no início as pessoas estavam mais comovidas. Agora parece que quase voltamos à normalidade, que as pessoas perderam o medo.”

“Somente aplausos não vão ajudar os médicos e enfermeiros doentes. Não estou falando em dinheiro, mas do reconhecimento de que adoecemos lutando.”

Fonte: IG SAÚDE

Saúde

Anvisa diz que Butantan não entregou todos os documentos sobre a CoronaVac

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A vacina é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Butantan, de São Paulo
Foto: Governo de SP

A vacina é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Butantan, de São Paulo


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, por meio dessa nota, que Instituto Butantan não entregou o resultado de nenhuma fase de pesquisa clínica da CoronaVac com seres humanos. A vacina é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Butantan, de São Paulo. 

A Anvisa destacou ainda que apenas recebeu os dados pré-clínicos, que são dados anteriores aos testes com seres humanos. Em reunião realizada entre a Agência e o Instituto Butantan, nesta quinta-feira (26), o Butantan afirmou que o pacote de informações necessárias para a avaliação da vacina ainda não foi concluído pelo Instituto. 

De acordo com o órgão, uma eventual aprovação de uma vacina pela autoridade regulatória da China não implica aprovação automática para o Brasil. “Contudo, é importante esclarecer que o reconhecimento tácito da aprovação por outras agências para registro de vacinas aqui no Brasil não é previsto em lei e pode representar risco à população brasileira”, diz trecho de nota enviada à imprensa. 

Butantan vai tentar registrar a CoronaVac na China

No início desta semana, em uma estratégia para acelerar o processo de regularização da CoronaVac no Brasil, o Butantan anunciou que vai tentar registrar o imunizante “paralelamente” na agência de vigilância sanitária da China.

Veja Mais:  Anvisa diz que Butantan não entregou todos os documentos sobre a CoronaVac

O coordenador do comitê executivo de Saúde do governo de São Paulo, João Gabbardo, disse que, se a CoronaVac obter o registro chinês, a Anvisa não precisa “repetir” os procedimentos de regularização porque as duas agências são “compatíveis” entre si. “Isso pode ser inteligente para acelerar o tempo tão necessário de termos uma vacina”, disse Gabbardo.

Em entrevista ao portal Metrópoles, João Doria (PSDB), governador de São Paulo, afirmou que a CoronaVac poderá ser aplicada no País mesmo que não obtenha o registro da Anvisa, desde que receba o aval de agências reguladoras de outros países. “Não há outro caminho que não liberar (a CoronaVac) dentro dos critérios que a Anvisa tem, que são os mesmos critérios de protocolos internacionais de outras agências de vigilância sanitária que também estão avaliando a vacina CoronaVac, nos Estados Unidos, na Europa, sobretudo na Ásia, é proveniente da China. Essas agências, se validarem a vacina, ela estará validade independentemente da própria Anvisa”, disse ele.

Eficácia da CoronaVac

O governo de São Paulo anunciou na segunda-feira (23) que os testes clínicos da Coronavac entraram em sua fase final e atingiram o número mínimo necessário de infecções entre os voluntários para que a análise de eficácia do produto seja feita. A avaliação já começou e deve ter seus resultados divulgados no início de dezembro.

“Esse número mínimo de 61 (infecções no grupo de voluntários) aconteceu na semana passada e nós autorizamos a abertura (do cegamento) desse estudo clinico (para saber quantas infecções ocorreram no grupo vacinado e quantas no grupo placebo). Já estamos com 74 casos. A análise dos casos já se iniciou e, portanto, rapidamente, na primeira semana de dezembro, teremos o resultado dessas análises, que serão remetidas ao comitê internacional controlador do estudo, que deverá validar esses resultados e aí produzir o relatorio que será encaminhado à nossa Anvisa e ao órgão equivalente à Anvisa da China”, explicou Dimas Covas, diretor do Butantan.

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A reportagem procurou o Instituto Butantan, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.

Confira a nota na íntegra:

“Agência Nacional de Vigilância Sanitária, por meio dessa nota, vem prestar os seguintes esclarecimentos à sociedade brasileira:  

– O Instituto Butantan não entregou o resultado de nenhuma fase de pesquisa clínica com seres humanos para a Anvisa.   
– Até o momento, a Anvisa recebeu somente dados pré-clínicos, que são dados anteriores aos testes com seres humanos, ao contrário do que foi afirmado de que dados referentes à fase 3 já haviam sido entregues.   
– Em reunião realizada entre a Agência e o Instituto Butantan, nesta quinta-feira (26/11), o Butantan afirmou que o pacote de informações necessárias para a avaliação da vacina ainda não foi concluído pelo Instituto.   
– A Anvisa informa que eventual aprovação de uma vacina pela autoridade regulatória da China NÃO implica aprovação automática para o Brasil.   
– A vacina CoronaVac NÃO está sendo testada nos EUA e na Europa. 
– A vacina CoronaVac está sendo testada na China, na Turquia, na Indonésia e no Brasil.   
– O registro de vacinas pela Anvisa tem como objetivo garantir à população brasileira que os requisitos técnicos necessários à fabricação e ao uso em massa da vacina sejam cumpridos.   
– Mesmo após o registro em algum outro país, a avaliação da Anvisa é necessária para verificar pontos que não são avaliados por outras agências internacionais, tais como:   
1. Evidências de que a vacina é eficaz e segura em brasileiros.   
2. Condições técnico-operacionais da fábrica da vacina que virá para o Brasil.   
3. Prazos de validade e medidas de qualidade para preservação da vacina, considerando as condições climáticas de nosso país.     
4. Medidas para acompanhamento e tratamento dos efeitos colaterais da vacina ocorridos nos indivíduos vacinados aqui no Brasil.   
A Anvisa tem adotado uma série de medidas para evitar retrabalho e esforços desnecessários e, por isso, é possível considerar análises realizadas por outras agências para sua decisão.  Contudo, é importante esclarecer que o reconhecimento tácito da aprovação por outras agências para registro de vacinas aqui no Brasil não é previsto em lei e pode representar risco à população brasileira.  A Anvisa desempenha um papel essencial na proteção dos brasileiros contra ameaças como doenças infecciosas emergentes, incluindo a pandemia da Covid-19. Assim, a avaliação das vacinas pela Agência passa por uma análise rigorosa dos dados laboratoriais, de produção, de estabilidade e clínicos para garantir a segurança e a eficácia desses produtos. Esclarecemos que, atualmente, não há vacinas disponíveis para a prevenção da Covid-19 registradas no Brasil. 
Por fim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão do Estado brasileiro, mantém o compromisso de atuar em prol dos interesses da saúde pública.”

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Média móvel de casos de Covid-19 continua a subir no Brasil e vai a 31.779

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Mais de 60 milhões pessoas foram infectadas em todo o mundo
Foto: James Gallagher

Mais de 60 milhões pessoas foram infectadas em todo o mundo

O Brasil registrou nesta quinta-feira 37.614 novos casos e 691 novas mortes por  Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com o levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Até agora, foram confirmados 6.204.220 casos acumulados e 171.460 vidas perdidas desde o início da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Já a média móvel de mortes, também verificada pelo boletim, foi de 486. A média móvel de casos ficou em 31.779.

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.

O ranking de número de mortes segue liderado pelo estado de São Paulo, que tem 41.773 óbitos causados pela Covid-19. O Rio de Janeiro continua em segundo lugar, com 22.394 mortes, seguido por Minas Gerais (9.904), Ceará (9.545), Pernambuco (8.987).

Os estados que registram maior número de casos são: São Paulo (1.229.267), Minas Gerais (406.880), Bahia (392.381), Rio de Janeiro (346.024) e o Ceará (297.152).

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Desde o início de junho, o Conass divulga os números da pandemia da Covid-19 por conta de uma confusão com os dados do Ministério da Saúde. As informações dos secretários de saúde servem como base para a tabela oficial do governo, mas são publicadas cerca de uma hora antes.

Mais de 60 milhões pessoas foram infectadas em todo o mundo. Do total de doentes, mais de 1,4 milhão morreram, segundo a Universidade Johns Hopkins. O Brasil segue como o terceiro país do mundo em número de casos de Covid-19 e o segundo em mortes, atrás apenas dos Estados Unidos.

Fonte: IG SAÚDE

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A vacina é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Butantan, de São Paulo
Foto: Governo de SP

A vacina é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Butantan, de São Paulo


 (Em atualização)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, por meio dessa nota, que Instituto Butantan não entregou o resultado de nenhuma fase de pesquisa clínica da CoronaVac com seres humanos. A vacina é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Butantan, de São Paulo. 

A Anvisa destacou ainda que apenas recebeu os dados pré-clínicos, que são dados anteriores aos testes com seres humanos. Em reunião realizada entre a Agência e o Instituto Butantan, nesta quinta-feira (26), o Butantan afirmou que o pacote de informações necessárias para a avaliação da vacina ainda não foi concluído pelo Instituto. 

De acordo com o órgão, uma eventual aprovação de uma vacina pela autoridade regulatória da China não implica aprovação automática para o Brasil. “Contudo, é importante esclarecer que o reconhecimento tácito da aprovação por outras agências para registro de vacinas aqui no Brasil não é previsto em lei e pode representar risco à população brasileira”, diz trecho de nota enviada à imprensa. 

No início desta semana, em uma estratégia para acelerar o processo de regularização da CoronaVac no Brasil, o Butantan anunciou que vai tentar registrar o imunizante “paralelamente” na agência de vigilância sanitária da China.

O coordenador do comitê executivo de Saúde do governo de São Paulo, João Gabbardo, disse que, se a CoronaVac obter o registro chinês, a Anvisa não precisa “repetir” os procedimentos de regularização porque as duas agências são “compatíveis” entre si. “Isso pode ser inteligente para acelerar o tempo tão necessário de termos uma vacina”, disse Gabbardo.

Veja Mais:  Centro de contingência deve pedir endurecimento da quarentena em São Paulo

Confira a nota na íntegra:

“Agência Nacional de Vigilância Sanitária, por meio dessa nota, vem prestar os seguintes esclarecimentos à sociedade brasileira:  

– O Instituto Butantan não entregou o resultado de nenhuma fase de pesquisa clínica com seres humanos para a Anvisa.   
– Até o momento, a Anvisa recebeu somente dados pré-clínicos, que são dados anteriores aos testes com seres humanos, ao contrário do que foi afirmado de que dados referentes à fase 3 já haviam sido entregues.   
– Em reunião realizada entre a Agência e o Instituto Butantan, nesta quinta-feira (26/11), o Butantan afirmou que o pacote de informações necessárias para a avaliação da vacina ainda não foi concluído pelo Instituto.   
– A Anvisa informa que eventual aprovação de uma vacina pela autoridade regulatória da China NÃO implica aprovação automática para o Brasil.   
– A vacina CoronaVac NÃO está sendo testada nos EUA e na Europa. 
– A vacina CoronaVac está sendo testada na China, na Turquia, na Indonésia e no Brasil.   
– O registro de vacinas pela Anvisa tem como objetivo garantir à população brasileira que os requisitos técnicos necessários à fabricação e ao uso em massa da vacina sejam cumpridos.   
– Mesmo após o registro em algum outro país, a avaliação da Anvisa é necessária para verificar pontos que não são avaliados por outras agências internacionais, tais como:   
1. Evidências de que a vacina é eficaz e segura em brasileiros.   
2. Condições técnico-operacionais da fábrica da vacina que virá para o Brasil.   
3. Prazos de validade e medidas de qualidade para preservação da vacina, considerando as condições climáticas de nosso país.     
4. Medidas para acompanhamento e tratamento dos efeitos colaterais da vacina ocorridos nos indivíduos vacinados aqui no Brasil.   
A Anvisa tem adotado uma série de medidas para evitar retrabalho e esforços desnecessários e, por isso, é possível considerar análises realizadas por outras agências para sua decisão.  Contudo, é importante esclarecer que o reconhecimento tácito da aprovação por outras agências para registro de vacinas aqui no Brasil não é previsto em lei e pode representar risco à população brasileira.  A Anvisa desempenha um papel essencial na proteção dos brasileiros contra ameaças como doenças infecciosas emergentes, incluindo a pandemia da Covid-19. Assim, a avaliação das vacinas pela Agência passa por uma análise rigorosa dos dados laboratoriais, de produção, de estabilidade e clínicos para garantir a segurança e a eficácia desses produtos. Esclarecemos que, atualmente, não há vacinas disponíveis para a prevenção da Covid-19 registradas no Brasil. 
Por fim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão do Estado brasileiro, mantém o compromisso de atuar em prol dos interesses da saúde pública.”

Fonte: IG SAÚDE

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